4 de mar. de 2011


EASEUS Partition Master Home Edition 7.0.1EASEUS Partition Master Home Edition
Particionador de discos gratuito que cria, junta, remove e modifica partições do sistema de forma segura e descomplicada.

     O EASEUS Partition Master Home Edition é uma ferramenta gratuita para criar, remover e modificar partições de discos. É caracterizado pela facilidade de uso, possui interface intuitiva e é um dos aplicativos mais seguros da categoria.

     Há algum tempo, particionadores de disco trabalhavam somente em modo linha de comando. Em outras palavras, o usuário não tinha uma janela com botões e legendas coloridas para trabalhar. Em vez disso, havia apenas uma tela preta com palavras em branco, onde era necessário entrar com comandos para a execução de tarefas. Um exemplo é o FDISK, ferramenta inclusa em discos de inicialização de versões mais antigas do Windows.

     Hoje, é cada vez mais comum encontrarmos softwares para esse fim que funcionam diretamente no Windows, trazem uma interface gráfica agradável e facilitam o uso aos usuários iniciantes. É o caso do EASEUS Partition Master Home Edition.

ATENÇÃO

     Apesar de simples, ao trabalhar com partições de discos todos os cuidados devem ser tomados. Uma vez que uma partição é apagada, todos os dados contidos nela também são. Portanto, só realize ações se tiver certeza do que está fazendo.

Uma ferramenta completa

Janela principal do EASUS Partition Home Edition

     Um bom particionador não deve apenas ser belo e fácil de usar, deve também funcionar bem. O EASEUS Partition Master Home Edition oferece ao usuário as ferramentas de praxe de um particionador: redimensionamento, remoção e criação de partições. Estas ações são realizadas em uma interface gráfica totalmente interativa e com legendas, que facilitam a identificação de elementos.

     Uma vez iniciado, ele analisa os discos ligados no computador e identifica os sistemas de arquivos neles utilizados. Os sistemas de arquivos suportados pelo programa são: FAT16, FAT32, NTFS e EXT. Além disso, identifica os espaços em uso e livre, sem formatação e com sistema de arquivos desconhecido pelo programa. 

Novidades da versão 7

     A nova versão do EASEUS Partition Master Home Edition foi lançada recentemente e não há como negar que a interface melhorou muito. Além da perceptível melhora nos ícones usados pelo software, há uma seção nova que chama a atenção: Wizards.

     Nessa seção estão disponíveis assistentes que guiarão os usuários para a realização de tarefas importantes, como copiar discos (“Copy Disk Wizard”), copiar partições (“Copy Wizard Partition”), e recuperar partições que foram removidas acidentalmente ou danificadas por causa de alguma falha no hardware (“Partition Recovery Wizard”).

     Ainda mais importante, é o fato de que o programa da EASEUS agora pode trabalhar com discos de 2 GB a 4 TB (Terabytes).

Para baixar, clique aqui.

HIPOCRISIA MILITAR
Claudio Buchholz Ferreira - Capitão-de-Mar-e-Guerra Res
     Uma péssima mania do ser humano é analisar as situações por uma ótica simplista, por um viés parcial, sem considerar os méritos que conduziram a determinada situação. Ante o caso do Coronel Ustra, temos notado em muitos militares, principalmente da ativa, um ar de condenação, de desdém. Não se atrevem a emitir juízo de valor, mas agem com ar de superioridade, tratando-o como uma espécie de ralé da classe, uma aberração. Vide recente proibição ao mesmo de proferir palestra no CPOR do Rio, julgando-o inadequado.
     A história de 1964 já é por todos conhecida, mas só para relembrar, estávamos em plena escalada revolucionária e, após sucessivas demonstrações de anarquia, baderna, desordem, desencadeou-se a contra-revolução. Daí em diante aumentou a escalada do conflito interno, até que, em 1966, o atentado a bomba no aeroporto de Guararapes detonou o início da luta armada.
     Pergunto aos que se julgam superiores, como deveria ter sido a reação? Tíbia, vacilante, respeitadora dos direitos individuais, o batido “Direitos Humanos”. Vivemos uma era difícil sob a égide do terrorismo mundial. Como os americanos deveriam ter confrontado o terrorismo que, numa só tacada, matou quase três mil pessoas? Usando das estratégias tradicionais, pressão diplomática, negociações? Pergunto a estes, que se arrogam superiores, por não terem tido que lutar contra o terrorismo, a vocês, como militares, que solução proporiam?
     Hoje, fora do contexto, é muito fácil para qualquer um falar sobre como se “abusou” na luta contra subversão. Como deveriam ter agido? Como na Colômbia, onde "coincidentemente" a guerra subversiva se iniciou em conjunto com a que aqui eclodiu?  
     Para quem não conhece o que aconteceu, e acontece, na Colômbia, basta seguir a lógica. Quando do surgimento dos primeiros focos de guerrilha, o estado Colombiano vacilou em tomar decisões duras. Sabem o resultado? Milhares de viúvas de militares de todas as armas; quase cinquenta mil mortos; cem vezes  mais do que aqui. Aos que querem ignorar os fatos, basta lerem qualquer jornal da Colômbia; vejam quantos militares mortos.
     Portanto, aos que condenam, saibam que sua paz teve um preço. O fato de poderem viver relativamente em paz, terem um lar para voltar, seus filhos e netos com integridade física, seu próprio bem-estar, é um legado daqueles que cumpriram sua missão, não fugiram ao seu dever, nem à luta.
     Soldados da paz jamais devem condenar os soldados da guerra! Que saíram das trincheiras e fizeram o que tinham que fazer.  Na escala da honra, isso vale muito mais do que alguém que passou trinta, quarenta anos em serviço militar sem sofrer um único arranhão.
     Desçam do salto alto! Vocês não têm envergadura moral para julgar, muito menos condenar ninguém. Recolham-se aos seus lares, ao seu sono tranquilo. Mas não esqueçam que os que cumpriram seu dever, pela ordem e paz da nação, estão sendo covardemente linchados.

Como brincar de Deus com Windows 7
(by Magal)
     Se você costuma visitar sites ou recebe e-mails com as últimas novidades sobre o Windows 7, deve ter lido uma ou mais estórias da Web sobre o chamado “GodMode” -  a novidade do momento sobre esse sistema operacional.
     O “GodMode”, que chamo de Diretório Divino, nada mais é do que uma lista-índice “clicável” de todos (todos mesmo) os comandos executáveis do painel de controle e do próprio sistema operacional, gerada quando você cria um diretório especial.
     Esse Diretório Divino não tem nenhum poder ou capacidade extra, mas permite não só criar atalhos para qualquer um daqueles comandos, como executá-los diretamente, mediante um simples “clic” na lista, o que se revela um recurso poderosíssimo à disposição do usuário.
     Dessa forma, você pode criar comandos de teclado para tarefas como ajustar a resolução do monitor, mostrar pastas e arquivos ocultos, bloquear ou permitir pop-ups no Internet Explorer, visualizar as conexões de rede etc.
     Para tanto, basta criar uma pasta (Diretório) em sua área de trabalho (desktop) com um nome e um número identificador global exclusivo(GUID), como:
DIVINO.{ED7BA470-8E54-465E-825C-99712043E01C}.
Faça isso clicando com a direita sobre uma área vazia do desktop, escolha “Novo/Pasta” e digite a sequência acima.
     Em seguida, abra a pasta criada e clique com a esquerda sobre o título do conjunto de funções onde se encontra o comando desejado (p/ex “Ferramentas administrativas”). 
Pronto: para executar  o comando “Criar e formatar partições do disco rígido” dê um duplo clic sobre essa função; ou, para criar um atalho de mouse para essa função (no desktop), clique com a direita sobre ela e escolha “criar atalho”. Finalmente, para criar um comando de teclado para a função, clique com o botão direito do mouse no atalho recém-criado, escolha “Propriedades/Atalho” e digite a sequência de teclas para invocá-lo. Pressione o botão OK e feche a caixa de diálogo.
     Quando você criar suas próprias sequências de teclas, tente ficar longe de qualquer coisa já utilizada pelo Windows ou por seus programas principais. A sequência [Control] + [Shift] + [tecla de função] é relativamente desconhecida; use-a.
     É bom lembrar que você também pode criar atalhos de teclado para qualquer programa ou documentos que você usa com freqüência, não apenas para as funções “GodMode”. Simplesmente clique com botão direito no nome do programa no menu Iniciar e escolha “Propriedades/Atalho/tecla de atalho”. Faça o mesmo para os documentos, primeiro criando um atalho de mouse e, em seguida, um atalho de teclado.
     ATENÇÃO: No nome do diretório, você pode substituir o DIVINO por qualquer outro texto, mas o conteúdo numérico da chave deve ser aquele que lá está:
{ED7BA470-8E54-465E-825C-99712043E01C}.
Além disso, cuidado:  criar uma pasta DIVINO no Windows Vista 64 bits causa erro de sistema. Aliás, exceto no Windows 7 (32 ou 64 bits), use por sua conta e risco o “GodMode” em qualquer outra versão do Windows.
O LIVRO SECRETO DO EXÉRCITO
(do site “A Verdade Sufocada”)
O fim do regime militar e a Lei da Anistia não trouxeram a pacificação desejada. Crédulos, os militares voltaram às suas atribuições, confiantes na reconciliação de todos os brasileiros. As mãos foram estendidas em sinal de paz, por um dos lados - as mãos dos vencedores da luta armada. Porém, para os vencidos, o combate continuou. Os derrotados trocaram as armas pelas palavras, fazendo questão de não deixar cicatrizar as feridas que procuram manter abertas até os dias de hoje.
Com a chegada ao Brasil dos primeiros banidos e auto-exilados, a história começou a ser reescrita. Com os direitos políticos readquiridos, muitos voltaram a seus cargos, outros foram acolhidos por governos simpatizantes e outros ingressaram em partidos políticos recém-fundados. Aos poucos, a maioria dos “perseguidos políticos” ocupava cargos públicos, setores da mídia e universidades. Bons formadores de opinião, passaram a usar novas técnicas na batalha pela tomada do poder e pela tentativa de desmoralização das Forças Armadas.
A esquerda revanchista passou a descrever e a mostrar, da forma que lhe convinha, a luta armada no Brasil. E o fez de maneira capciosa, invertendo, criando e deturpando fatos, enaltecendo terroristas, falseando a história, achincalhando as Forças Armadas e expondo à execração pública aqueles que, cumprindo com o dever, lutaram contra a subversão e o terrorismo em defesa da Nação e do Estado.
Passou a predominar no País a versão dos derrotados, que agiam livremente, sem qualquer contestação. As Forças Armadas, disciplinadas, se mantiveram mudas. Aos poucos, a farsa dos revanchistas começou a ser aceita como “verdade” pelos que não viveram a época da luta armada e do terrorismo e que passaram a acreditar na versão que lhes era imposta pelos meios de comunicação social.
No segundo semestre de 1985, em razão das acusações formuladas no livro “Brasil: Nunca Mais” e pelas suas repercussões na mídia, a Seção de Informações do Centro de Informações do Exército (CIE) - atual Divisão de Inteligência do Centro de Inteligência do Exército - recebeu a missão de empregar os seus analistas para, além de suas funções e encargos normais, realizar uma pesquisa histórica, considerando o período que abarcasse os antecedentes imediatos da contra-revolução de 31 de março de 1964, até a derrota e o desmantelamento das organizações e partidos que utilizaram a luta armada como instrumento de tomada do poder.
As pesquisas iniciais, realizadas ainda em 1985, mostraram, com clareza, que o trabalho ficaria incompleto e, até mesmo, impreciso historicamente, se fosse cumprido o planejamento inicialmente estabelecido. Assim, ampliou-se, no tempo e no espaço, os limites físicos e cronológicos da pesquisa, retroagindo-se a Marx e Engels, passando pelos polos irradiadores do Movimento Comunista Internacional e pela história do PCdoB – desde a sua criação em 1922, com a denominação de Partido Comunista do Brasil/Seção Brasileira da Internacional Comunista - prolongando-se até a primeira metade da década de 1980.
Foi um trabalho minucioso, em que, inicialmente, os documentos existentes àquela época no CIE foram estudados, analisados e debatidos, conduzindo a novas indagações e a novos interesses. Com isso, as pesquisas foram ampliadas significativamente, incluindo processos, inquéritos, depoimentos de próprio punho de presos, jornais, revistas, gravações de programas de televisão, entrevistas, uma extensa bibliografia nacional e estrangeira e alguns livros de ex-militantes da luta armada.
Todas as pesquisas contribuíram para a elaboração desse livro, diferentemente do trabalho da equipe de D. Paulo Evaristo Arns que, para o livro “Brasil: Nunca Mais”, pesquisou os processos e os inquéritos disponíveis na Justiça Militar, de onde extraiu apenas  acusações e críticas aos militares e civis que os combateram e derrotaram.
Visando a resguardar o caráter confidencial da pesquisa e a elaboração da obra, foi designada uma palavra-código para se referir ao projeto – Orvil (livro escrito de forma invertida).
Em fins de 1987, o texto, de aproximadamente mil páginas, estava pronto. A obra recebeu a denominação de “Tentativas de Tomada do Poder” e foi classificada como “Reservado”, grau de sigilo válido até que o livro fosse publicado oficialmente ou que ultrapassasse o período previsto na lei para torná-lo ostensivo.
Concluída e apresentada ao ministro do Exército, General Ex. Leônidas Pires Gonçalves, este não autorizou a sua publicação, que seria a palavra oficial do Exército, sob a alegação de que a conjuntura política não era oportuna, que o momento era de concórdia, conciliação, harmonia e desarmamento de espíritos e não de confronto, de acusações e de desunião.
Assim, a instituição permaneceu muda e a farsa dos revanchistas continuou, livre e solta, a inundar o País.
Contudo, muitos militares, considerando que a classificação sigilosa “Reservado” já ultrapassara o sigilo imposto pela lei e dispostos a divulgar o livro, resolveram copiá-lo e difundi-lo nos últimos 12 anos, na expectativa de que um número cada vez maior de leitores tomasse conhecimento de seu conteúdo.
Milhares de exemplares foram distribuídos a amigos, em corrente, e alguns exemplares foram entregues a jornalistas. Nós também recebemos um e nossos visitantes têm nos cobrado, permanentemente, a difusão do mesmo. Hoje, até órgãos do governo o possuem. Não o difundem porque a eles não interessa a divulgação do que ele contém.
Em abril de 2007, o Diário de Minas e o Correio Braziliense publicaram, por vários dias, extensa matéria sob o título “Livro Secreto do Exército é revelado”, em que abordaram, de forma irresponsável e panfletária, alguns aspectos que mais lhes interessavam sobre o livro. Logo em seguida, os telejornais fizeram coro à campanha.
Um procurador, mais afoito e atirado, afirmou que os militares sonegam dados sobre os desaparecidos. E de repente, não mais que de repente, o assunto bombástico desapareceu da mídia, como sempre. Os críticos do livro se recolheram, deixando no ar algumas meias verdades e muitas mentiras.
O silêncio prolongado, embora excepcionalmente revelador, sugere algumas indagações, dentre outras:
a - Por que os jornais não difundem o livro, sequencialmente, em capítulos?
- Teriam matéria gratuita por um longo período e, por certo, bateriam recordes de venda;
- mostrariam à Nação um pouco das “ações heróicas” dos angelicais ex-terroristas, que receberam treinamento de guerrilha em Cuba, União Soviética e na China. Terroristas, que mataram, “justiçaram”, seqüestraram e assaltaram;
- alertariam a população para as verdadeiras intenções da luta armada - implantar no Brasil o comunismo - seguindo as idéias de Fidel Castro e Che Guevara. As mesmas intenções do atual bolivarianismo.
b- Se o livro teve a mais baixa classificação sigilosa – “Reservado” - por que denominá-lo de Livro Secreto?
- Para criar impacto e vender mais?
- Para criar falsas expectativas no leitor?
- Por que não permitir ao leitor conhecer toda essa História?
- Por que não publicá-lo ostensivamente, se a classificação “Reservado” já está caduca?
Assediado pela imprensa, o General Leônidas confirmou a missão atribuída ao CIE de elaborar o livro em 1985 e a decisão de não publicá-lo em 1988, em nome da concórdia, do desarmamento de espírito e da pacificação nacional, como o fora em 1979 a “Lei da Anistia”.
Em 29 de agosto último, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República lançou, no Palácio do Planalto, em badalada cerimônia, que contou com a presença do presidente Lula, o livro “Direito à Memória e à Verdade”, praticamente uma cópia do livro “os filhos deste solo” de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio. Para os autores desses dois livros, os crimes praticados pelos militantes da luta armada, simplesmente, não existiram. São ”heróis” que precisam ser permanentemente homenageados.
No texto de uma matéria publicada no Correio Braziliense de 31/08/07, o articulista Lucas Figueiredo estabeleceu um ponto de contato, um elo de integração entre o livro “Direito à Memória e a Verdade” e o livro do CIE “As Tentativas de Tomada do Poder”, quando afirmou: “a versão oficial do Exército sobre a morte de desaparecidos políticos é incorporada à história formal do período militar – Livro secreto agora é oficial”, como se o Orvil desse credibilidade às versões publicadas no livro” Direito à Memória e a Verdade”.
Em razão de uma afirmação descabida, desonesta e mal intencionada e para que os leitores possam comparar, avaliar e concluir, resolvemos divulgar o “Projeto Orvil” no site - www.averdadesufocada.com , para consulta livre e gratuita.
Ao mesmo tempo, o divulgaremos para todos os endereços eletrônicos disponíveis – particularmente os de jornais, revistas, escolas, universidades, associações de classe etc - e o colocamos à disposição de outros sites que, como o nosso, estejam interessados em mostrar aos leitores que o livro não é secreto e nada tem a esconder, pelo contrário, ele mostra tudo aquilo que a esquerda não quer que o Brasil conheça.
(a) Os editores do site www.averdadesufocada.com

LINK PARA DOWNLOAD DO LIVRO
TAMANHO: 36,8MB
RECURSOS: DIGITALIZAÇÃO COM RECURSO DE BUSCA EMBUTIDO
PÁGINAS: 953
Na cama com o Hamas e o PC do B
Alexandre Ostrowiecki

     Por que existe um caso de amor entre esquerdistas e terroristas ?
     Esquerdistas amam terroristas islâmicos. É sentimental. É carnal. Eles se adoram. Estudantes de faculdades de ciências humanas habitualmente usam Keffiehs em sinal de solidariedade aos palestinos. Quando dos atentados de 11 de setembro, esquerdistas no mundo inteiro enxergavam justiça poética na derrubada das torres americanas nas mãos dos “povos oprimidos”. Recentemente, professores universitários de Paris declararam ao Hisbolah que “sua luta é a nossa luta”. Engraçado observar esse fenômeno porque, a primeira vista, não poderia haver dois grupos mais distintos.
     Esquerdistas acreditam em direitos iguais para mulheres. Terroristas islâmicos acreditam em deixar mulheres trancadas em casa debaixo de burcas. Esquerdistas acreditam em gays saindo do armário e fazendo passeatas. Terroristas islâmicos acreditam em cortar o pescoço dos gays. Esquerdistas são pró-aborto. Terroristas islâmicos são anti-aborto. Esquerdistas tendem a seguir a tradição marxista do ateísmo. Terroristas islâmicos são… bem… islâmicos.
     No entanto, por trás dessas diferenças cosméticas, existe uma profunda convergência em termos de visão de mundo. Ambos são autoritários. Ambos tendem ao totalitarismo no sentido de que pretendem controlar todos os aspectos da existência humana. São violentamente anti-capitalistas e ambos consideram que os indivíduos só existem para servir ao coletivo. Acima de tudo, o fator que os une é o inimigo comum. Ambos detestam a cultura da liberdade, ambos odeiam a democracia republicana. Mais especificamente, ambos consideram os Estados Unidos como sendo o símbolo de tudo o que impede as idéias deles de prosperarem. E se um País como Israel, por exemplo, é amigo dos americanos, então certamente é inimigo da esquerda.
     Sob esse prisma é possível entender essa estranha aliança e algumas posições bizarras das esquerdas. Elas alegadamente defendem uma bandeira humanista e progressista. No entanto, quando se defrontam com as maiores aberrações da política externa internacional, se calam. Onde estão as esquerdas na hora de denunciar os abusos de direitos humanos do Irã? Cadê as passeatas de estudantes contra o genocídio de cristãos sudaneses, mortos às centenas de milhares pelo governo islâmico? Quem protestou quando o governo islâmico dos talibans demoliu estátuas e monumentos budistas milenares. Procure-se a voz de protesto, mas só se escutará silêncio. Agora ai de Israel se resolver revistar um navio a caminho do Hamas. A Europa pára. As universidades param. Bandeiras são queimadas, palavras de ordem são gritadas. É uma hipocrisia tão grotesca na forma como tais humanismos são praticados, esse humanismo seletivo e unidirecional, que só nos resta indagar sobre os motivos de tal obsessão.
     Denunciar a hipocrisia não equivale a assinar embaixo de tudo o que o governo de Israel faz. Está aqui um autor que condena categoricamente a expansão de assentamentos judaicos nos territórios palestinos. O governo atual de Israel, um apanhado de partidos de direita, extrema direita e religiosos, tem feito muito menos do que o possível pela paz, para usar um eufemismo. No entanto, quando se acompanha as críticas feitas a Israel, é preciso separar aquelas críticas inteligentes, construtivas e factuais da gritaria automática que a turba da esquerda faz.
     Ironicamente, as esquerdas que atualmente bajulam o terrorismo seriam esmagadas completamente numa eventual vitória da barbárie sobre a civilização. Não existe espaço para a “revolução socialista” na agenda fundamentalista. Adeptos de uma visão estrita e combativa do Islã, tais grupos levam ao pé da letra os conceitos de guerra santa do Alcorão. Segundo tais grupos, o mundo está numa eterna divisão entre o Dar-al-Islam (casa do Islã, ou seja, territórios governados pelo Alcorão) e o Dar-al-Harb (casa da guerra, ou seja, o resto do Mundo). É dever de todo bom jihadista empreender a guerra santa para que todo o Dar-al-Harb seja convertido para o verdadeiro caminho.
Don't ask, don't tell