20 de dez. de 2012

Ao Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores
Luiz Inácio Lula da Silva

Paulo de Tarso Venceslau a Lula, denunciando corrupção no PT São Paulo
23 de março de 1995


Companheiro Lula, 

Paulo de Tarso Venceslau
Há muitos meses que eu pretendia falar ou ao menos me comunicar com você, pessoalmente, para que não pairasse qualquer mal-entendido.  Só não o fiz antes por causa da campanha eleitoral.  Creio que agora que você reassumiu a presidência do PT poderemos esclarecer o que ocorreu, em 1993, na administração petista de São José dos Campos.

Esclarecer com o companheiro Lula não mais como candidato, mas como liderança máxima do PT, um partido que veio para mudar a História desse país. Serei objetivo para que, se houver interesse de sua parte e da direção do PT, possamos aprofundar o assunto no momento e no local mais convenientes.

Tive a (in)felicidade de, como secretário da Fazenda de São José dos Campos, descobrir uma série de irregularidades do governo anterior, que envolviam políticos comprometidos com o PTB, PMDB e com o famigerado PRN.

Uma dessas irregularidades envolvia uma empresa bastante conhecida das administrações petistas: a CPEM - Consultoria Para Empresas e Municípios.

Essa empresa era representada por pessoas ligadas à direção do PT, como os irmãos Roberto e Dirceu Teixeira. Outras vezes, era apresentada até pelos prefeitos em exercício, como no caso de Campinas, em 1990, em que o prefeito era o então petista Jacó Bittar, como uma empresa de gente amiga e que poderia ajudar nosso Partido. Essa história é longa e nós, eu e você, tivemos oportunidade de conversar sobre o assunto, na primeira sede do governo paralelo. Aliás, foi o próprio Jacó Bittar quem me trouxe, pessoalmente, como militante petista e secretário das Finanças de Campinas para essa conversa com você.

Soube, posteriormente, que o mesmo se sucedera em outras administrações petistas, como no caso de Santo André, Diadema, Santos e Piracicaba, pelo menos.  Eu me lembro muito bem que foi difícil convencê-los, no caso de Campinas você e o Jacó, que não era conveniente contratar uma empresa, sem licitação, para desenvolver um trabalho que as equipes internas das prefeituras tinham condições para executar.

Em 1993, fui convidado e assumi o comando da Secretaria da Fazenda, indicado, segundo o pessoal de São José dos Campos, pelos então deputados federais Aloízio Mercadante e José Dirceu. Com certeza, nunca solicitei nada a esses dois companheiros. [...]  

Logo no início do governo petista em São José dos Campos, verifiquei que a CPEM era uma das maiores credoras da Prefeitura: já havia recebido mais de US$ 10 milhões e teria, ainda, um crédito superior a US$ 5 milhões, cujo pagamento jamais autorizei, apesar das pressões recebidas. 

Paulo Okamoto é o da esquerda
Em pouco tempo, levantei as irregularidades que marcavam o contrato com essa empresa, favorecendo o que havia de mais podre no cenário político do Vale do Paraíba. Fiz questão de alertar a direção do PT e, em particular, Paulo Okamoto

Aproveitei uma reunião de secretários das Finanças, em Ribeirão Preto, no dia 23 de abril de 1993, para alertar os demais companheiros sobre o risco que poderiam correr caso contratassem aquela empresa. Acabei sendo admoestado pelo próprio Paulo Okamoto, por ter falado demais em uma reunião que havia pessoas de outros partidos. Nesse dia, entreguei, para o Partido, o início de um dossiê sobre a CPEM contendo o parecer da comissão de sindicância que instalara para apurar as irregularidades daquele contrato. 

A história é longa, como bem sabe, até por força de nossos encontros e conversas. Cheguei a sofrer ameaças como o cerco promovido por três homens, que estavam em um Gol branco, chapa DQ 4609, posteriormente constatou-se que se tratava de uma chapa fria, contra o carro oficial da Prefeitura, dirigido por um motorista de carreira. 

Apesar de tudo, entre outros sucessos, durante os nove meses que permaneci no comando das finanças públicas de São José dos Campos, consegui, a custo zero e sem aumento de impostos, os melhores financeiros da história daquele município. O orçamento histórico de cerca de US$ 100 milhões aproximou-se de US$ 250 milhões em 1994. 

Consegui provar, inclusive na Justiça, que a CPEM era inidônea - foi condenada a devolver US$ 10,5 milhões para os cofres municipais. O prêmio foi minha exoneração na noite de 13 de setembro, coincidentemente no mesmo dia em que encaminhei, pela manhã, formalmente, à Prefeitura e ao secretário de Assuntos Jurídicos, o resultado da auditoria externa que havia contratado e, ao mesmo tempo, solicitava uma série de medidas contra a referida empresa, junto ao Tribunal de Contas do Estado, Secretaria da Fazenda e à própria Justiça.

Pego de surpresa, cobrei da prefeita o motivo do meu afastamento, uma vez que eu era titular da secretaria que apresentava os melhores resultados práticos. Entre soluços constrangedores, a Prefeita me informou que Paulo Okamoto, representando a direção nacional, e Paulo Frateschi, pela direção estadual, "tinham pedido minha cabeça"

Esses dois tristes personagens sempre negaram o que a Prefeita me afirmara. Posteriormente, os companheiros Aloízio Mercadante e Gilberto de Carvalho, segundo eles, entraram com uma representação junto à Executiva Nacional. 

Passado mais de um ano e sem qualquer resposta de quem quer que seja, não vejo outra alternativa a não ser essa: enviar uma carta, devidamente registrada no Cartório de Títulos e Documentos, solicitando do Partido dos Trabalhadores, oficialmente, informações sobre a dita representação e, ao mesmo tempo, que a Executiva Nacional se manifeste a respeito. 

Temos que impedir que o nosso querido Partido perca seu patrimônio mais importante: a credibilidade crescente junto à população e a confiança de que não seremos condescendentes com dilapidadores de recursos públicos. O PT não pode ser colocado na vala comum dos partidos tradicionais e políticos demagogos descritos pela máxima "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". 

Entenda, companheiro Lula, essa minha carta como um esforço para se evitar que o silêncio, diante de tudo o que aconteceu, possa parecer como uma tentativa de acobertamento das atividades de uma empresa como a CPEM. Atividades que envolveram recursos públicos da ordem de milhões de dólares, financiamento de campanhas eleitorais de partidos e candidatos de direita, contratos condenados pela Justiça, e, no meio disso tudo, militantes do Partido dos Trabalhadores. 

Terminar em pizza seria um fato muito grave para o nosso Partido e para milhões de brasileiros que depositam sua confiança na sua história construída ao longo de muito sofrimento e luta. Deixo aqui, pois, formalizados esses dois pedidos e me coloco à disposição do Partido para apresentar todos os documentos que estão em meu poder e prestar todos os depoimentos que se fizerem necessários para se apurar, até as últimas conseqüências, as responsabilidades sobre fatos que hoje desabonam e desacreditam nosso Partido em todo o meu querido Vale do Paraíba. 

Informo, também, que estarei enviando cópias dessa carta para as nossas principais lideranças e instâncias partidárias porque acredito que "a verdade é revolucionária" e que a democracia e a transparência fazem parte do ideário petista.

SAUDAÇÕES PETISTAS
PAULO DE TARSO VENCESLAU RG 3.563.157 SSP/SP 
Militante e ex-presidente do DZ Pinheiros
Ex-membro do Diretório Municipal de São Paulo
Membro do Conselho de Redação de Teoria e Debate
São Paulo, 9 de abril de 1997


Um pouco de história 

Paulo de Tarso Venceslau (Santa Bárbara d'Oeste, 15 de setembro de 1943) é um economista e ex-guerrilheiro brasileiro, integrante de organizações de extrema-esquerda que fizeram a luta armada contra a ditadura militar no Brasil, militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN) e um dos sequestradores do ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969. 

Ex-petista 

"Preparado pra levar pancada. Quem manda acreditar em Papai Noel por tanto tempo? Sou um ex-petista (de carteirinha) e estou na luta pra tirar a gang do poder."

Paulo de Tarso Venceslau, ex-petista denuncia caixa dois e diz que Lula sabia.

Paulo de Tarso Venceslau, expulso do PT em 1998, economista e ex-secretário de finanças da Prefeitura de São José dos Campos, afirmou à CPI dos Bingos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando presidente do PT, conhecia o suposto esquema de arrecadação de recursos de caixa dois em São Paulo.

Tarso afirmou que a estratégia de arrecadação de recursos não-contabilizados em São José dos Campos envolvia a Cpem (Consultoria Para Empresas e Municípios), que prestava serviços para a prefeitura, e era operada pelo compadre do presidente Lula, Roberto Teixeira, e pelo presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, que não tinha cargo na direção do partido. 

“Pelo volume de dinheiro envolvido, é muito difícil que o presidente do partido e hoje presidente do país desconhecesse isso [o esquema de arrecadação de recursos]. É impossível que quem conheceu o ‘miserê’ [sic] que o PT viveu não soubesse como apareceram tantos recursos”, afirmou Paulo de Tarso. 

Na comissão de sindicância montada pelo PT, depois que o ex-secretário de São José dos Campos denunciou a suposta existência do esquema, o presidente Lula afirmou que Okamoto operava a logística do partido e (ele, Lula) não tinha ciência de que o hoje presidente do Sebrae seria responsável por arrecadar os recursos irregulares. 

“Ou ele [Lula] não queria ver ou fugia de ver”, afirmou Paulo de Tarso. De acordo com o depoimento, Okamoto teria a função informal de ser o arrecadador de recursos, uma espécie de tesoureiro informal. 

“Ele está mais para Delúbio Soares [ex-tesoureiro do PT] do que para Marcos Valério. Ele circulava pelas empresas que prestavam serviços à prefeitura, arrecadando dinheiro não contabilizado”, disse. 

Paulo de Tarso afirmou que, por conta das denúncias apresentadas em 1997 a Lula, então presidente do PT, foi demitido do cargo da prefeitura e expulso do partido por influência do presidente. Lula teria dito, depois que o nome de Roberto Teixeira foi envolvido, que permaneceria no partido se Paulo de Tarso fosse expulso. 

“Ele disse ou ele ou eu”, afirmou o depoente. “O Frei Beto [ex-assessor da presidência da República] me disse que se o Lula visse alguém me defendendo ou conversando comigo, mandaria cortar a cabeça no partido”, acrescentou Paulo de Tarso Venceslau. 

O senador José Jorge (PFL-PE) afirmou que o depoimento mostra que o caixa dois do PT foi ampliado nos últimos anos do campo regional para o nacional. “Mostra que o esquema montado nas prefeituras foi ampliado para o cenário nacional”, afirmou. 

Ao contrário, Tião Viana (PT-AC) disse que as denúncias de Paulo de Tarso são motivadas por uma “relação de ódio pessoal”. 

Fonte: Felipe Recondo (Folhapress)



Decisão sobre prisões
sai amanhã,
diz presidente do STF


FolhaPress
Quinta, 20 de Dezembro de 2012 - 18h54
Por Felipe Seligman


BRASÍLIA, DF, 20 de dezembro (Folhapress) - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, afirmou hoje que o pedido de prisão dos condenados do mensalão será decidido até amanhã.

Segundo ele, o tribunal já decidiu ser impossível a prisão de um condenado que ainda precisa de recursos, mas essa discussão ocorreu apenas em casos que tramitavam em instâncias inferiores da Justiça, nunca em relação a uma ação que começou e foi julgada pelo próprio Supremo.

"Não desconheço a jurisprudência. Participei do julgamento de um caso, mais de um caso, há dois ou três anos, em que o Supremo decidiu que não é viável o encarceramento de um condenado", afirmou.

Mas fez uma ressalva: "O Supremo, quando decidiu, decidiu sobre casos que tramitaram em instâncias inferiores da Justiça. É a primeira vez que o Supremo tem que se debruçar sobre um pedido de execução de uma condenação dada pelo próprio STF, temos uma situação nova, à luz de não haver precedentes que se encaixem precisamente nesta situação posta pelo procurador geral. Vou examinar esse quadro".

Barbosa também disse que esse mesmo pedido foi feito ao longo da tramitação do processo, mas que, naquele momento, acabou sendo negado por ele. O ministro procurou não adiantar qual será sua decisão, mas argumentou, por exemplo, que não haveria agora qualquer risco em relação à execução das condenações, já que não existe risco de fuga por consequência da apreensão dos passaportes.

"Com o recolhimento dos passaportes, eu creio que esse risco diminuiu sensivelmente", disse, indicando que, se a decisão for de mandar os réus do mensalão para a prisão, isso não ocorrerá por motivos "cautelares", mas realmente para uma antecipação definitiva das penas.

O presidente do Supremo também disse, questionado sobre recentes declarações polêmicas do presidente da Câmara, Marco Maia, que não será ele a autoridade do Poder Legislativo que cumprirá a decisão do Supremo. "O deputado Marco Maia não será a autoridade do Poder Legislativo que terá a incumbência de dar cumprimento à decisão do Supremo. O que ele diz hoje não terá nenhuma repercussão no momento adequado de execução das penas", afirmou.



COMUNICADO IMPORTANTE



COM AS NOSSAS SINCERAS ESCUSAS, INFORMAMOS AOS USUÁRIOS QUE, POR PROBLEMAS TÉCNICOS, DEIXOU DE CONSTAR NA PREVISÃO PARA AMANHÃ QUE ELA VALE APENAS PARA OS MENSALEIROS.

PS
   
Mas, no ano que vem, é para o PT inteiro, principalmente para o Lula, he he he...







In Pakistan, mixed results from a Peshawar attack

December 20, 2012 | 1103 GMT

Stratfor
By Ben West
The Pakistani Taliban continue to undermine Pakistan's government and military establishment, and in doing so, they continue to raise questions over the security of the country's nuclear arsenal. On Dec. 15, 10 militants armed with suicide vests and grenades attacked Peshawar Air Force Base, the site of a third major operation by the Pakistani Taliban since May 2011. Tactically, the attack was relatively unsuccessful -- all the militants were killed, and the perimeter of the air base was not breached -- but the Pakistani Taliban nonetheless achieved their objective. 

The attack began the night of Dec. 15 with a volley of three to five mortar shells. As the shells were fired, militants detonated a vehicle-borne improvised explosive device near the perimeter wall of the air base. Reports indicate that all five militants inside the vehicle were killed. The other five militants engaged security forces in a nearby residential area and eventually were driven back before they could enter the air base. The next day, security forces acting on a report of suspicious activity confronted the militants, who all died in the resultant shootout.

Pakistani security forces came away from the incident looking very good. They prevented a large and seemingly coordinated team of militants from entering the confines of the base and thus from damaging civilian and military aircraft. Some of Pakistan's newly acquired Chinese-Pakistani made JF-17s, are stationed at the air base, and worth roughly $20 million each, they were probably the militants ultimate targets.

Another reason the militants may have chosen the base is its location. Peshawar Air Force Base is the closest base to the northwest tribal areas of Pakistan, where Pakistani and U.S. forces are clashing with Taliban militants who threaten Islamabad and Kabul. The air base is most likely a hub for Pakistan's air operations against those militants. The Dec. 15 attack killed one police officer and a few other civilians, but it did no damage to the air base, the adjacent civilian airport or their respective aircraft. Flights were postponed for only a couple of hours as security forces cleared the area.
Tactics and Previous Attacks

Major military bases in Pakistan have been attacked before. In May 2011, Pakistani Taliban militants armed with rocket-propelled grenades and firearms destroyed two P-3C maritime surveillance aircraft and killed 10 soldiers during an attack on Mehran Naval Air Base in Karachi. The militants entered the base by cutting through the fence.

More recently, seven Pakistani Taliban militants scaled the walls of Minhas Air Force Base in Kamra before killing a soldier and damaging a Ukrainian transport aircraft. They were pushed back before they could damage the squadron of F-16 fighter aircraft stationed at the base.

The Dec. 15 attack was not nearly as destructive as these other attacks, probably because half the militants were killed immediately in the explosion at the perimeter. Their deaths suggest the device detonated earlier than expected or that they were not far enough from the device when it exploded. It is unclear why they died, but the device could have detonated prematurely for several reasons. There could have been a glitch in the construction or detonation of the device. Otherwise, it could have been the result of the security forces' countermeasures (something officials have not yet claimed). Had the militants survived the explosion and breached the perimeter, they might have been more successful against security.

The Dec. 15 attack also differs from the previous two attacks tactically. Whereas militants stealthily entered the bases in Kamra and Karachi, the militants who attacked the base in Peshawar used mortars and explosives because the wall -- roughly eight feet high and topped with barbed wire -- could not be cut or climbed easily. These tactics are much more aggressive than the two previous air base attacks, and therefore they immediately caught the attention of security forces. Indeed, security forces in the vicinity would have heard mortar shells and explosions. But just as important, mortar shells and explosions create flames that security forces can use to pinpoint the attack and respond quickly.

It is hard to say whether the combination and coordination of mortar fire, explosives and a direct ground assault with firearms would have resulted in a successful attack even if half the militants had not died in the initial explosion. They certainly would have been greatly outnumbered. The few mortar shells fired at the base may have suppressed forces momentarily, but the militants did not sustain their indirect cover fire, which eventually allowed security forces more mobility in responding. In any case, breaching the wall with an explosion sacrifices the element of surprise too early -- outside the base rather than inside -- reducing the amount of time the assailants have to find their targets before security could respond.

A final reason the attack failed may have been the fact that the threat was known about weeks earlier. In late November, authorities apprehended a would-be suicide bomber and his handler entering Peshawar on a motorcycle. The suspect later confessed that they were targeting the airport. Peshawar airport was already on high alert after the attack on the Kamra base in August. The November arrests heightened security, which lessened the militants' chance of surprise. Moreover, the arrests were made publicly available in open-source materials, so the militants should have known that security forces were on high alert.

As for the security forces, the protective intelligence available was obvious, and the attack came when they were most prepared to repel it. Yet they benefited greatly when the explosion did half their work for them. It appears that they just got lucky.
Strategic Value

The Dec. 15 attack appears to have been carried out by militants who intended to replicate the damage caused by their comrades' attacks in Karachi and Kamra. Tactically, they failed.

But that does not mean the operation wasn't valuable. Like previous attacks on Pakistani military installations, the Peshawar attack grabs headlines because of its high profile. Put simply, the sensitivity of the target demands media attention.

As in the Karachi and Kamra attacks, the Dec. 15 attack involves the security of Pakistan's nuclear arsenal. There are no indications that there are nuclear weapons stored at the Peshawar base, and there is no evidence that the nuclear weapons that may have been stored at the Karachi and Kamra bases were compromised. But the attack nonetheless raises questions about the security of Pakistan's military installations and by extension their nuclear arsenal. For the United States and India, such attacks compel lawmakers to revisit debates over whether the United States should intervene to protect the weapons.

These headlines and discussions benefit the Pakistani Taliban because they call into question Islamabad's ability to rule. Meanwhile, the Pakistani Taliban will continue to try to destabilize the military, one of the strongest pillars of the state, and provoke fear of external involvement from the United States.

In fact, the Pakistani Taliban would benefit from U.S. involvement, which would create huge public backlash and chaotic conditions in which the militants could thrive. The Pakistani Taliban do not necessarily need to destroy aircraft or kill military personnel to raise these doubts in Pakistan and the wider world. From the perspective of the insurgents, all the coordination and firepower they brought to the attack was a strategic success if this attack nurtures that doubt, even if it wasn't as tactically successful as previous attacks.


LULA DIZ QUE NÃO SERÁ DERROTADO POR NENHUM VAGABUNDO
Raphael Di Cunto
Luiz Carlos Murauskas



PASSE O MOUSE SOBRE A IMAGEM
Em meio a denúncias que envolvem seu nome, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa quarta-feira (19) que voltará a andar pelo país em 2013 e que não será derrotado por nenhum "vagabundo". "Só existe uma possibilidade de me derrotarem : trabalhar mais do que eu. Se ficar um vagabundo numa sala com ar condicionado falando mal de mim, vai perder", discursou o petista, sem dar nomes.

Lula discursou por mais de 40 minutos na posse do novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entidade a qual presidiu na década de 70 e que o lançou para a vida política nacional.

Lula fez elogios ao próprio governo e à presidente Dilma Rousseff e pediu otimismo aos brasileiros diante da crise internacional.

"Temos que pensar da forma mais positiva possível. Não é porque nosso vizinho está doente que a gente vai ficar doente. Não é porque a Europa está em uma crise que a gente tem que entrar em crise."

O ato, que teve a presença de políticos do PT, PC do B e do presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), além de sindicalistas e integrantes de movimentos sociais, virou uma manifestação de desagravo ao ex-presidente, com faixas de "Lula é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo" espalhadas pelo salão e discursos inflamados contra os meios de comunicação e o Poder Judiciário.

Nos últimos dias, o ex-presidente teve seu nome envolvido no escândalo do mensalão pelo publicitário Marcos Valério, que em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), depois de ter sido condenado, acusou Lula de ter recebido dinheiro do esquema para pagar despesas pessoais e ter autorizado a atuação da quadrilha.

Lula também viu a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, ser indiciada pela Política Federal e MP por usar o nome do ex-presidente, de quem é próxima, para obter influência política.

Lula evita dar declarações sobre os casos e negou as acusações. O PT e partidos da base aliada iniciaram, então, uma mobilização para defendê-lo.

Ontem, recebeu oito governadores que lhe prestaram solidariedade e apoio de deputados em ato na Câmara. Hoje, foi homenageado nos discursos durante a posse do novo presidente do sindicato.

Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade ligada ao PT, disse que as acusações são fruto de perseguição da elite brasileira, que ainda não aceitou os avanços promovidos pelo governo Lula.

"A elite percebeu que não consegue ganhar as eleições, então quer jogar no tapetão, no Poder Judiciário", afirmou. "Se quiserem colocar a democracia em jogo, vamos para a rua pelo direito de eleger quem quisermos."


COMENTÁRIOS

"Só existe uma possibilidade de me derrotarem : trabalhar mais do que eu. Se ficar um vagabundo numa sala com ar condicionado falando mal de mim, vai perder. 

Com essas palavras, o criminoso bufão, LULA DA SILVA, desafia a Justiça brasileira.

O homem que esteve à frente desta nação e não teve coragem, nem competência, nem vontade para implantar reforma alguma neste país, pois as reformas tributárias e trabalhistas nunca saíram do papel, e a educação, a saúde e a segurança ficaram piores do que nunca.

O homem que mais teve amigos safados e aliados envolvidos, da cueca ao pescoço, em corrupção e roubalheira, gastando com os cartões corporativos e dentro de todos os tipos de esquemas. 

O homem que conseguiu inchar o Estado brasileiro e as empresas estatais com tantos e tantos funcionários, tão vagabundos quanto ele, e ainda assim fazê-lo funcionar pior do que antes. 

O homem que teve uma primeira dama gastadeira, que usou , indevida e desbragadamente, um cartão corporativo, ao qual não tinha direito constitucional, que ia de avião presidencial para São Paulo "fazer escova" no cabelo e retornar a Brasília. 

O homem que ajudou o filho a enriquecer, tornando-o milionário do dia para a noite, sem esforço próprio algum, só às custas de conchavos com empresas interessadas em mamar nas “tetas” do governo. E depois ainda disse para a nação que “esse garoto é um fenômeno” e lhe concedeu um passaporte diplomático. 

O homem que mais viajou inutilmente, quando presidente deste país, comprando um avião caríssimo só para viajar pelo mundo e hospedar-se às custas da nação brasileira nos mais caros hotéis, tão futilmente e às custas dos impostos que extorquiu do povo. 

O homem que aceitou passivamente todas as ações e humilhações contra o Brasil e contra os brasileiros diante da Argentina, Bolívia, Equador e Paraguai. 

O homem que, perdulária, irresponsavelmente e debochando da nossa inteligência, perdoou dívidas de países também corruptos, cujos mandatários são “esquerdistas”, e enviou dinheiro a título de doação para eles, esquecendo-se que no Brasil também temos miseráveis, carentes de bons hospitais, de escolas decentes, de um lugar digno para viver. 

O homem que, por tudo isso e mais um elenco de coisas imorais e absurdas, transformou este país num chiqueiro libertino e sem futuro para quem não está no seu "grande esquema".

O homem que transformou este Brasil em abrigo de marginais internacionais , FARC'anos etc, negando-se a extraditar um criminoso vagabundo, para um país democrático que o julgou e condenou democraticamente. 

O homem que representou o que mais nos envergonhou pelo Mundo afora .

O homem que transformou corruptos e bandidos do passado em aliados de primeira linha.

O homem que transformou o Brasil num país de parasitas e vagabundos, com o Bolsa-Família, com o repasse sem limite de recursos ao MST, o maior latifúndio improdutivo do mundo e abrigo de bandidos e vagabundos e que manipulam alguns ingênuos e verdadeiros colonos.

O homem que , para se justificar aos vagabundos da nação brasileira afirmou que um homem não precisa estudar para se dar bem neste País, e que para isso basta ser vagabundo, safado, esquerdista e esperto. 

O homem que inventou que forças do mesmo sinal se atraem atraindo para sua base de governo, políticos como Sarney, Collor, Renan... que ficaram amiguinhos de seus comparsas José Dirceu, Genoíno, Gushiken .

O homem que deveria apanhar na cara, porque envergonhou o povo brasileiro honesto e trabalhador. 

O homem que não tem um pingo de vergonha na cara, não tem escrúpulos, é "o cara" mais nocivo que tivemos a infelicidade de ter como presidente do Brasil!

O homem que nunca foi um gênio, mas sim, um demagogo, um político esperto que se aproveitou da boa-fé de milhões de incautos para chegar onde chegou e fazer o que fez. Um populista espertalhão, de escassa cultura e igual inteligência, que teve a sorte - e que sorte - de encontrar pela frente um povo despolitizado e uma elite intelectual sequiosa de endeusar mais uma figura "popular". 

O homem que foi um grande vazio de idéias, sem qualquer conteúdo, embalado numa imagem messiânica de "líder popular", vindo de baixo e semi-analfabeto . 

O homem que foi erguido às mais altas posições - messias, oráculo, Deus - sem que nada o qualificasse a tanto. Ao contrário, você foi escolhido exatamente por não ter nenhuma qualidade.

O homem que surfou na onda alheia da estabilidade econômica, a qual se opôs quando era oposição, apropriou-se das conquistas de outros e registrou, em cartório, a fundação do Brasil. 

O homem que não precisou fazer nada para chegar onde chegou: sempre achou quem fizesse o serviço sujo por você - e inclusive quem se sacrificasse por você, como Delúbio Soares, que já declarou que encara a prisão como um "dever partidário".


Você é o homem que vai ser  
julgado sim, pela Nação e pela 
Justiça. 

Triste do país que entroniza a 
vulgaridade, a safadeza, a 
cupidez e a ignorância.





Mantega estima em 4% crescimento da economia no ano que vem
VITOR VIEIRA - JORNALISTA
VIDE VERSUS - 20 DEZ 2012
  
  
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estima em 4% o crescimento da economia brasileira no ano que vem. 

Pelas estimativas do mercado financeiro, neste ano, a economia crescerá apenas 1%. "Existe a possibilidade de crescermos de 4% a 4,5% em 2013. As avaliações do mercado estimam expansão de 3% a 4%. Com base nas previsões, acredito que 4% é um bom número para o próximo ano", disse Mantega. 

De acordo com o ministro, o crescimento da economia ajudará o Brasil a alcançar a meta do superávit primário. Sobre a economia mundial, ele acredita que haverá uma melhora nos Estados Unidos: “A melhora já está no setor imobiliário, bem gradual, e também no consumo. Se não houver maiores problemas, os Estados Unidos poderão contribuir com uma parcela maior no crescimento"

Mantega destacou que o Brasil está exportando mais manufaturados para os Estados Unidos, após as mudanças na política de câmbio, que demoram para ter efeito: "No Brasil, vejo um 2013 começando melhor do que 2012, com a economia acelerando, e não desacelerando, com bases mais sólidas para o crescimento, com competitividade e redução de custos financeiro, tributário e de energia"

Em relação à China, o ministro se diz otimista porque a economia do país asiático voltou a acelerar no segundo semestre, impulsionando a compra dos bens agrícolas e minerais brasileiros. 

Notícias ruins, porém, vêm da economia da Argentina, com os entraves às exportações brasileiras, disse ele, mostrando-se pessimista também em relação ao continente europeu. "Da Europa, eu não espero nenhuma boa notícia. Se olharmos o terceiro e o quarto trimestres da Europa, é só desaceleração. A Europa está com crescimento negativo e a locomotiva, a Alemanha, com forte desaceleração", ressaltou. Segundo Mantega, a Alemanha terá crescimento de apenas 0,7% este ano e os resultados ruins se repetirão nos demais países do continente, mas ressaltou que o estresse financeiro foi reduzido.

Sobre o superávit primário em 2013, o ministro não quis adiantar se cumprirá a meta cheia, de R$ 155,9 bilhões (3,1% do Produto Interno Bruto) no próximo ano. Para ele, as perspectivas da economia para o ano que vem ajudarão a alcançar tal valor. Neste ano, a meta original de superávit primário totalizava R$ 139,8 bilhões. No entanto, por causa da queda da arrecadação e do baixo crescimento do PIB, o governo reduziu a meta em R$ 25,6 bilhões, ao usar o mecanismo que permite o abatimento de gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do esforço fiscal.




NUNCA ESQUEÇA DE SEUS AMIGOS
by Pelé

Um jovem recém casado estava sentado num sofá, bebericando chá gelado durante uma visita ao pai.  

Conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações da pessoa adulta. O pai remexia pensativamente os cubos de gelo no copo e, lançando um olhar claro e sóbrio para o filho, diz:

- Nunca se esqueça de seus amigos !  Serão mais importantes na medida em que você envelhecer.  Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venha a ter, você sempre precisará de amigos. 

Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles...

Que estranho conselho, pensou o jovem.  Acabo de ingressar no mundo dos casados, sou adulto.  Com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!

Mas... passaram-se os anos e o jovem compreendeu que seu pai sabia do que falava.  Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre um homem, amigos tornam-se baluartes de sua vida. 

O tempo passa. A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem. O amor fica mais frouxo. O coração se rompe. 

Os empregos vão e vêm. As pessoas não fazem o que deveriam fazer. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam.  

Os pais morrem. Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou, mas... os verdadeiros amigos estão lá, não importa o tempo e os quilômetros entre vocês.

Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos - abençoando sua vida !

Quando esta aventura chamada vida inicia, não se sabe das incríveis alegrias ou tristezas que estão adiante.  Nem o quanto precisamos uns dos outros.




18 de dez. de 2012

VITOR, A FERA

Olhaí, pessoal, a fera.

O Vitor, neto do Azambuja (65 Inf) passou à faixa marron, na Academia onde, desde os oito anos de idade, toma lições com o Sensei Sadamu Uriu*, o mais antigo praticante e Professor do Karate no Brasil. O Vitor, como pude pessoalmente constatar no exame de faixa, é muito rápido, bate forte, possui excelente técnica e, com certeza, no próximo ano chegará à cobiçada faixa preta.


Parabéns, Vitor.
Muita emoção em revê-lo, 先生 Uriu.

(*) O Sensei Uriu, na década de 60, foi instrutor de Karate dos paraquedistas do Regimento Santos Dumont.


17 de dez. de 2012


Porta-voz informa volta de Lula como candidato
e descarta Dilma sem dó nem piedade

VITOR VIEIRA - JORNALISTA
DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012

O porta-voz é a pessoa ou profissional que melhor vocaliza o que pensa aquele a quem empresta a voz. 

André Singer, petista que acompanhou de perto todas as falcatruas do governo Lula, para as quais, obviamente, silenciou, publica um artigo na Folha de São Paulo, que vem cheio de recados e sinais. A começar pelo título: " Voltei".

Leiam e tirem as suas próprias conclusões. 

"O discurso de Lula anteontem em Paris deve ser lido com atenção. Não só porque foi mencionada a chance de nova candidatura, o que lhe dá sabor histórico. Quiçá, no futuro, o cabalístico 12/12/12 fique como o dia da célebre entrevista em que Getúlio anunciou a Wainer: "Eu voltarei". 

Para os que buscam sinais, aliás, convém anotar outras passagens. A certa altura, o antigo mandatário deixa escapar: "Se é verdade o número que o meu ministro da Economia falou na hora do almoço...". Adiante, afirma aguardar que "a gente consiga fazer um acordo mais razoável" na conferência do clima prevista para se dar em Paris em 2015. Já quase ao final, solta o seguinte: "Espero que os presidentes das Repúblicas não se reúnam mais para discutir crise. Nós temos que discutir soluções". 

Os indícios esotéricos espalhados em uma hora e 20 minutos de duração não constituem, contudo, os elementos centrais do pronunciamento. Se o ex-metalúrgico será ou não candidato em 2014, depende de fatores cujo controle escapa a qualquer um. Interessa a disposição atual do personagem e, acima de tudo, o programa com que sobe ao palanque. O orador fez, com voz firme, diagnóstico amplo da crise econômica mundial e dos consequentes desafios postos aos homens e mulheres de Estado no início do século 21. 

Os ouvintes que se deixarem levar pela forma - a aparência simples dos enunciados - perderão a abrangência do raciocínio, concorde-se com ele ou não. Para Lula, os impasses chegaram a tal ponto que ou a política reassume o comando para preservar os avanços obtidos depois da Segunda Guerra Mundial ou caminharemos para o pior.

Comparando a situação europeia - epicentro de processo regressivo mais geral - a um paciente com a perna já amputada, disse que "se demorar mais um pouco, poderá morrer". Mas diante de quadro tão grave, o que impede os Estados de agirem para interromper a gangrena, salvando o bem-estar social e devolvendo perspectivas de desenvolvimento para o conjunto da humanidade? Quem são os tão poderosos inimigos da raça humana? 

Aí a surpresa. 

Refratário, em condições normais, a nomear adversários, o ex-presidente, nas derradeiras frases, decidiu colocar pingos nos "is". "Essa crise é da responsabilidade de pessoas que nós nem conhecemos porque, quando o político é denunciado, a cara dele sai de manhã, de tarde e de noite no jornal. Vocês já viram a cara de algum banqueiro no jornal?" 

Acaso fosse necessária indicação adicional sobre como, na visão de Lula, estariam relacionadas a esfera global e as acusações de corrupção no Brasil, fez questão de arrematar: rosto de banqueiro não aparece "porque é ele que paga a propaganda".



ESCÂNDALO BILIONÁRIO NA PETROBRAS

Reinaldo Azevedo
15/12/2012 às 20:56


Resta, agora, saber se, ao fim da apuração, alguém vai para a cadeia! 

Ou: quem privatizou a Petrobrás mesmo?

É do balacobaco!

Desde que Sérgio Gabrielli, o buliçoso ex-presidente da Petrobras, deixou a empresa, os esqueletos não param de pular do armário. A presidente Dilma Rousseff o pôs para correr. Ele se alojou na Secretaria de Planejamento da Bahia e é tido como o provável candidato do PT à sucessão de Jaques Wagner. Dilma, é verdade, nunca gostou dele, desde quando era ministra. A questão pessoal importa menos. Depois de ler o que segue, é preciso responder outra coisa: o que ela pretende fazer com as lambanças perpetradas na Petrobras na gestão Gabrielli? 


Uma delas, apenas uma, abriu um rombo na empresa que passa de UM BILHÃO DE DÓLARES. Conto os passos da impressionante reportagem de Malu Gaspar na VEJA desta semana. Prestem atenção!

1. Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou uma refinaria americana chamada Pasadena Refining System Inc. por irrisórios US$ 42,5 milhões. Por que tão barata? Porque era considerada ultrapassada e pequena para os padrões americanos.

2. ATENÇÃO PARA A MÁGICA – No ano seguinte, com aquele mico na mão, os belgas encontraram pela frente a generosidade brasileira e venderam 50% das ações para a Petrobras. Sabem por quanto? Por US$ 360 milhões! Vocês entenderam direitinho: aquilo que os belgas haviam comprado por US$ 22,5 milhões (a metade da refinaria velha) foi repassado aos “brasileiros bonzinhos” por US$ 360 milhões. 1500% de valorização em um aninho. A Astra sabia que não é todo dia que se encontram brasileiros tão generosos pela frente e comemorou: “Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável”.

3. Um dado importante: o homem dos belgas que negociou com a Petrobras éAlberto Feilhaber, um brasileiro. Que bom! Mais do que isso: ele havia sido funcionário da Petrobras por 20 anos e se transferiu para o escritório da Astra nos EUA. Quem preparou o papelório para o negócio foi Nestor Cerveró, à frente da área internacional da Petrobras. Veja viu a documentação. Fica evidente o objetivo de privilegiar os belgas em detrimento dos interesses brasileiros. Cerveró é agora diretor financeiro da BR Distribuidora.

Calma! O escândalo mal começou.

Se você acha que o que aconteceu até agora já dá cadeia, é porque ainda não sabe do resto.

4. A Pasadena Refining System Inc., cuja metade a Petrobras comprou dos belgas a preço de ouro, vejam vocês!, não tinha capacidade para refinar o petróleo brasileiro, considerado pesado. Para tanto, seria preciso um investimento de mais US$ 1,5 bilhão! Belgas e brasileiros dividiriam a conta, a menos que…

5. … a menos que se desentendessem! Nesse caso, a Petrobras se comprometia a comprar a metade dos belgas — aos quais havia prometido uma remuneração de 6,9% ao ano, mesmo em um cenário de prejuízo!!!

6. E não é que o desentendimento aconteceu??? Sem acordo, os belgas decidiram executar o contrato e pediram pela sua parte, prestem atenção, outros US$ 700 milhões. Ulalá! Isso foi em 2008. Lembrem-se que a estrovenga inteira lhes havia custado apenas US$ 45 milhões! Já haviam passado metade do mico adiante por US$ 360 milhões e pediam mais US$ 700 milhões pela outra. Não é todo dia que aparecem ou otários ou malandros, certo?

7. É aí que entra a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,então presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ela acusou o absurdo da operação e deu uma esculhambada em Gabrielli numa reunião.DEPOIS NUNCA MAIS TOCOU NO ASSUNTO.

8. A Petrobras se negou a pagar, e os belgas foram à Justiça americana, que leva a sério a máxima do “pacta sunt servanda”. Execute-se o contrato. APetrobras teve de pagar, sim, em junho deste ano, não mais US$ 700 milhões, mas US$ 839 milhões!!!

9. Depois de tomar na cabeça, a Petrobras decidiu se livrar de uma refinaria velha, que, ademais, não serve para processar o petróleo brasileiro. Foi ao mercado. Recebeu uma única proposta, da multinacional americana Valero. O grupo topa pagar pela sucata toda US$ 180 milhões.

10. Isto mesmo: a Petrobras comprou metade da Pasadena em 2006 por US$ 365 milhões; foi obrigada pela Justiça a ficar com a outra metade por US$ 839 milhões e, agora, se quiser se livrar do prejuízo operacional continuado, terá de se contentar com US$ 180 milhões. Trata-se de um dos milagres da gestão Gabrielli: como transformar US$ 1,199 bilhão em US$ 180 milhões; como reduzir um investimento à sua (quase) sétima parte.

11. Graça Foster, a atual presidente, não sabe o que fazer. Se realizar o negócio, e só tem uma proposta, terá de incorporar um espeto de mais de US$ 1 bilhão.

12. Diz o procurador do TCU Marinus Marsico: “Tudo indica que a Petrobras fez concessões atípicas à Astra. Isso aconteceu em pleno ano eleitoral”.

13. Dilma, reitero, botou Gabrielli pra correr. Mas nunca mais tocou no assunto.

Encerro.

Durante a campanha eleitoral de 2010, o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, fez propaganda de modo explícito, despudorado. Chegou a afirmar, o que é mentira descarada, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, durante a sua gestão, tinha planos de privatizar a Petrobras.

Leram o que vai acima? Agora respondam: quem privatizou a Petrobras? E noto, meus caros: empresas privadas não são tratadas desse modo porque seus donos ou acionistas não permitem. 


A Petrobras, como fica claro, foi privatizada, sim, mas por um partido. Por isso, foi tratada como se fosse terra de ninguém.

Imagens inseridas pelo Blog





16 de dez. de 2012

CÁSSIO 6 X 0 CHELSEA




Ridendo castigat mores
by Pelé


Ho Ho Ho !




O PRIMEIRO SINTOMA DE ALZHEIMER




ISTO NOS DIZ O QUE É O NATAL

by Kurt


Clique na imagem

DEUS ABENÇOE A TODOS !


MAPA MUNDI DIGITAL

Recentemente o IBGE lançou um mapa-mundi digital, com síntese, histórico, indicadores sociais, economia, redes, meio ambiente e outras informações.


Clique na imagem para acessar.


O Brasil na encruzilhada
Ives Gandra Martins
O Estado de São Paulo – 14 Dez 2012 

A economia não é uma ciência ideológica, como quer certa corrente política, nem uma ciência matemática, como pretendem os econometristas.  É evidente que a matemática é um bom instrumental auxiliar, não mais que isso, enquanto a ideologia é um excelente complicador.  A economia é, fundamentalmente, uma ciência psicossocial, que evolui de acordo com os impulsos dos interesses da sociedade, cabendo ao Estado garantir o desenvolvimento e o equilíbrio social, e não conduzi-la, pois, quando o faz, atrapalha.

Por outro lado, o interesse público, em todos os tempos históricos e períodos geográficos, se confunde, principalmente, com o interesse dos detentores do poder, políticos e burocratas, que, enquistados no aparato do Estado, querem estabilidade e bons proventos, sendo o serviço à sociedade mero efeito colateral (vide meu "Uma Breve Teoria do Poder", Ed.  RT).  Por essa razão o tributo é o maior instrumento de domínio, sendo uma norma de rejeição social, porque todos sabem que o pagam mais para manter os privilégios dos governantes do que para o Estado prestar serviços públicos.  A carga tributária é, pois, sempre desmedida, para atender aos dois objetivos.

Na superelite nacional, representada pelos governantes, o déficit previdenciário gerado para atender menos de 1 milhão de servidores aposentados foi superior a R$ 50 bilhões em 2011, enquanto para os cidadãos de segunda categoria - o povo - foi de pouco mais de R$ 40 bilhões, para atender 24 milhões de brasileiros!  Numa arrecadação de quase R$ 1,5 trilhão - 35% do produto interno bruto (PIB) brasileiro -, foram destinados à decantada Bolsa-Família menos de R$ 20 bilhões!  Em torno de 1% de toda a arrecadação!  O grande eleitor do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff não custou praticamente nada aos erários da República.

O poder fascina!  No Brasil há 29 partidos políticos.  Mesmo consultando os grandes filósofos políticos desde a Antiguidade até o presente, não consegui encontrar 29 ideologias políticas diferentes, capazes de criar 29 sistemas políticos autênticos e diversos.  Desde Sun Tzu, passando por indianos, pré-socráticos, pela trindade áurea da filosofia grega (Sócrates, Platão e Aristóteles), pelos árabes Alfarabi, Avicena e Averrois e pelos patrísticos e autores medievais, entre eles Agostinho e São Tomás, e entrando por Hobbes, Locke, Montesquieu, Hegel até Proudhon, Marx, Hannah Arendt, Rawls, Lijphart, Schmitt e muitos outros, não encontrei 29 sistemas políticos distintos.

Ora, 29 partidos políticos exigem de qualquer governo a acomodação de aliados e tal acomodação implica a criação de ministérios e encargos burocráticos e tributários para o contribuinte.  O Brasil tem muito mais ministérios que os Estados Unidos.  Por essa razão suporta uma carga tributária indecente e uma carga burocrática caótica para tentar sustentar um Estado em que a presidente Dilma não conseguiu reduzir o peso da administração sobre o sofrido cidadão.  E os detentores do poder, num festival permanente de auto-outorga de benesses, insistem em aumentar seus privilégios, como ocorre neste fim de ano, com a pretendida contratação de mais 10 mil servidores e aumentos em cascata de seus vencimentos.

Acresce-se a esse quadro a ideológica postura de que os investidores no Brasil não devem ter lucro, ou devem tê-lo em níveis bem reduzidos.  Resultado: México e Colômbia têm recebido investidores que viriam para o Brasil, pois tal preconceito ideológico inexiste nesses países.

A consequência é que, no governo Dilma, jamais os prognósticos deram certo.  Têm seus ministros econômicos a notável especialidade de sempre errarem os seus prognósticos, o que dá insegurança aos agentes econômicos e desfigura o governo.  Os 4,5% de crescimento do PIB para 2011 ficaram em torno de 2,5%.  Os 4% prometidos para 2012 ficarão ainda pior, ou seja, pouco acima de 1%.

A política energética - em que o governo pretende que seja reduzido o preço da energia pelo sacrifício das empresas, e não pela redução de sua esclerosadíssima máquina pública - poderá levar à má qualidade de serviços e à desistência de algumas concessionárias de continuarem a prestá-los.  A Petrobrás, por exemplo, para combater a inflação, provocada principalmente pela máquina pública, tem seus preços comprimidos.  Nem mesmo a baixa de juros está permitindo combater a inflação, com o que terminaremos o ano com baixo PIB e inflação acima da meta.

Finalmente, a opção ideológica pelo alinhamento com governos como os da Venezuela, da Bolívia, do Equador e da Argentina tem feito o Brasil tornar-se o alvo preferencial dos descumprimentos de acordos e tratados por parte desses países, saindo sempre na posição de perdedor.

Muitas vezes tenho sido questionado em palestras por que o Brasil, com a dimensão continental que tem, em vez de se relacionar, em pé de igualdade, com as nações desenvolvidas, prefere relacionar-se com os países de menor desenvolvimento, tornando-se presa fácil de políticas estreitas, nas quais raramente leva a melhor.  Tenho sugerido que perguntem à presidente Dilma.

Como a crise europeia não será solucionada em 2013, como os investidores estão se desinteressando pelo País, por força dessa aversão dos governantes brasileiros ao lucro, e como investimos em consumo, beneficiando, inclusive, a importação, e não a produção e o desenvolvimento de tecnologias próprias, chegamos a uma encruzilhada.

Bom seria se os ministros da área econômica deixassem de fazer previsões sempre equivocadas e a presidente Dilma procurasse saber por que os outros países estão recebendo investimentos e o Brasil, não.  Como dizia Roberto Campos, no prefácio de meu livro Desenvolvimento Econômico e Segurança Nacional - Teoria do Limite Crítico, "a melhor forma de evitar a fatalidade é conhecer os fatos".