Zé Carioca e Donald - 1950
16 de mar. de 2011
14 de mar. de 2011
A Fábula do leão
Era uma vez um homem que tinha um leão. Comprou-o recém nascido, para criá-lo em sua casa.
A casa do homem era grande e bonita, construída em um enorme terreno onde o homem tinha flores e frutos e os cuidava e guardava com muito orgulho e carinho.
O leão, quando grande, pela presença, deveria dissuadir os invejosos de suas inconfessáveis ambições sobre sua rica propriedade.
O tempo foi passando, e o leão, tratado com carinho e bem alimentado, cresceu bonito e forte, impressionando a todos pelo tamanho e pela obediência ao homem, era realmente muito disciplinado.
O homem tinha muito orgulho do leão e de si próprio, afinal, a idéia de ter um felino daquele porte lhe trazia grande tranqüilidade. Sua simples presença era a garantia de que ninguém ousaria adentrar, sem seu conhecimento, na rica propriedade. Todos admiravam, respeitavam e temiam o leão.
Com o passar dos anos, o homem achou que havia nas redondezas um temor exagerado de seu leão, além do que ele julgava necessário. Até seus vizinhos evitavam passar por perto dos muros da casa, com medo do leão.
Embora ele afirmasse que o leão era manso, todos o temiam. Havia gente que perdia o sono ao ouvir um simples rugido do leão.
O homem, preocupado com o temor dos vizinhos, valendo-se da disciplina e da obediência do leão, condicionou-o a fazer e manter o silêncio! O leão, submisso, parou de rugir, apenas ronronava, era a única manifestação de seu instinto que a autoridade do dono lhe permitia!
O silêncio do leão tranqüilizou as redondezas e convenceu a todos de que o leão era realmente manso.
Passado algum tempo, o homem acordou pela manhã e deparou-se com pichações nos muros de sua preciosa casa, devastação no jardim e no pomar, flores e frutos roubados, e constatou, horrorizado, que a presença do leão não intimidava mais os invejosos, eles haviam constatado que o leão era inofensivo, guardavam-lhe a admiração pelo porte e pela obediência mas não mais o respeitavam, pois era inofensivo - sequer rugia!Despreparo militar marca história do país RICARDO BONALUME NETO - 13 Mar 2011 FOLHA DE SÃO PAULO | ||
Num mundo de comunicação rápida, onde conflitos surgem a toda hora, falta de prontidão é receita de fracasso Despreparo crônico em tempo de paz e, portanto, no começo de conflitos, é uma constante na história militar luso-brasileira. Por que seria diferente em pleno século XXI? No passado, houve tempo para as Forças Armadas "pegarem no tranco" e terminarem bem-sucedidas em combate. Mas em um mundo de comunicações rápidas, de mísseis balísticos, de guerra eletrônica, essa tradicional demora na prontidão é uma receita perfeita para o fracasso. Uma rara exceção no despreparo das Forças são as chamadas tropas de "pronto emprego" ou "ação rápida". São núcleos de excelência que podem agir em emergências pontuais, como a aviação do Exército, os paraquedistas, os fuzileiros navais, os batalhões de selva. Um bom exemplo foi a rápida e eficiente reação em 1991, após guerrilheiros colombianos atacarem um posto de fronteira no rio Traíra e matarem três militares. Em 1711, o francês René Duguay-Trouin tomou o Rio de Janeiro em ousado golpe. A cidade estava despreparada. Reforços vieram do interior -rapidamente, para os padrões da época-, mas já era tarde demais. Em 1808, os franceses tomam Portugal e a família real foge para o Brasil -mas o comboio precisou de escolta da Marinha britânica. Na guerra com a Argentina pela província Cisplatina (Uruguai), de 1825 a 1828, o Brasil começou colhendo fracassos, até se afirmar -principalmente no mar- e terminar o conflito em "empate". O exército paraguaio estava mais preparado que o brasileiro e até invadiu território do país na Guerra da Tríplice Aliança (1865-1870). A falta de preparo inicial levou a cinco anos de guerra. Em 1897 em Canudos, Bahia, o Exército também sofreu derrotas para os "jagunços" do líder religioso Antonio Conselheiro e mostrou sérias falhas de logística. Não havia tropas bem treinadas e equipadas para participar da Primeira Guerra Mundial (1914-1918); a Revolução Constitucionalista de 1932 foi uma série de improvisos do início ao fim pelos dois lados. O Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em agosto de 1942, mas só em julho de 1944 a Força Expedicionária Brasileira desembarcou na Itália -e, mesmo assim, era apenas uma das três divisões de infantaria inicialmente planejadas, e seu armamento era todo de origem americana. As Forças Armadas do país têm operado bem em missões de paz ou na recente ajuda à polícia do Rio. Mas, como demonstrou o terremoto no Haiti, foi a rápida intervenção dos EUA que evitou uma tragédia ainda maior. | ||
O HÁBITO VEM DE LONGECerto dia, Adão disse para Eva:
- Vou dar uma volta no Paraíso para verificar se as plantas e os animais estão todos em ordem. Adão, porém, chegou tarde em casa, lá pelas três horas da madrugada. Eva já estava furiosa e pergutou-lhe:
- Adão, onde você estava até essa hora? Com certeza estava bebendo cerveja com a mulherada!
- Ora, Eva, você está doida?! Só existe eu e você no Paraíso...
Eva, cabisbaixa concordou com Adão.
Logo Adão dormiu, mas acorda em seguida, com Eva cutucando seu peito.
- Mas o que você tá fazendo, mulher?!
- Contando suas costelas !
EM BUSCA DA VERDADE
Percival Puggina
"A verdade vos libertará" (Jo 8:32). Será preciso dizer mais sobre o valor da verdade para o ser humano? A sabedoria desta esplêndida frase repousa, muito especialmente, em evidenciar que assim como a bússola só funciona perante o norte magnético, a liberdade é uma conquista da verdade. E só frente a ela, que a precede, pode ser exercida. A liberdade de quem desconhece a verdade, ou a despreza, é perdição por desorientação, bússola sem ponteiro. Isto posto, não creio que qualquer consciência bem formada recuse-se à busca da verdade ou opte por viver na mentira. É neste enquadramento moral que desejo analisar a criação da tal Comissão Nacional da Verdade, sob exame do Congresso. Em textos anteriores e em diversos programas de rádio e tevê já me posicionei contra a proposta, invocando motivos de natureza histórica e política. Hoje quero apreciar o tema sob este outro aspecto.
"Como o senhor pode ser contra a busca da verdade?". Tal pergunta já veio parar na "Caixa de entrada" do meu correio eletrônico. Eu? Mas eu amo a verdade, moço! Amo-a com amor zeloso e sem ciúmes! Eu a quero universal e para todos. Mas porque a amo, repugna-me a possibilidade de vê-la submetida a lúbricas manipulações. E não tenho a menor dúvida de que é exatamente isso que vai acontecer quando os grandes bandos da política nacional e aqueles "cientistas" das nossas ciências humanas, militantes engravatados, intelectuais sutis e ardilosos, se debruçarem sobre o lixo da história. Os achados de suas pinças ideológicas, dos interesses políticos, dos ressentimentos e das vinditas serão tudo, menos a verdade. Se já fazem isso, descaradamente, nas salas de aula, com a história brasileira e universal, o que não farão com as controvérsias do passado recente?
Vá lá que manipulem a juventude (pois ao que parece quase ninguém se importa). Vá lá que subestimem, não raro com ganhos, a inteligência do povo. Vá lá que apresentem suas maracutaias como maracutaias do bem. Vá lá que vivam afundados em incoerências e contradições. Mas, por favor, não esperem contar com a complacência de quem ainda não perdeu o senso crítico e a capacidade de analisar o que vê.
A verdade, leitor amigo, é um bem imenso. Sabemos todos. No entanto, é preciso reconhecer que a verdade sobre certos fatos históricos sempre terá pelo menos dois lados. Conto um episódio recente para exemplificar a impossibilidade de se chegar a ela sob determinadas circunstâncias políticas e - maior ainda a impossibilidade - através de interessados de insuspeita suspeição. Uma senhora foi a Cuba. Senhora de esquerda, do tipo que usa brinco com estrela, pingente com estrela e tem estrela no carrinho do bebê. Foi cheia de entusiasmo para conhecer a imagem viva do seus afetos ideológicos. O refúgio do companheiro Zé Dirceu. O paraíso caribenho de Lula. A terra do socialismo real. Quando retornou, a família caiu-lhe em cima com suas curiosidades. Longos silêncios, muxoxos e frases desconexas eclodiram, depois de alguns dias, neste desabafo restrito ao circuito mais íntimo: "Tá, aquilo é uma droga. Mas eu não posso ficar dizendo, tá?". Tá, madame. Yo la entiendo. A verdade sobre Cuba fica entre quatro paredes. Agora, vamos cuidar da verdade sobre o Brasil, é isso? Se uma simples militante age assim, o que farão os patrões e patronos da pretendida investigação histórica?
Na perspectiva da verdade, a questão que eu levanto às pessoas de bom senso é esta: no dia em que estiverem interessados em tal ou qual verdade, seja lá sobre o que for, vocês irão buscá-la com o José Genoíno? Com o José Dirceu? Com o Paulo Vannuchi? Com o Franklin Martins? Com uma comissão nomeada pelo ministro Jobim de todos os governos? Não, claro que não. Quem sabe com o Marco Aurélio Garcia, Marilena Chauí, Alfredo Bosi, Luis Eduardo Greenhalgh? Também não? E com Frei Beto, Emir Sader, Chico Buarque? Bem, desisto.
Eis por que desacredito, também, da pretensa Comissão da Verdade. Desse mato, com tais interessados, só sairão cobras e lagartos. Coelhos, aí, duram até a hora da primeira refeição.
13 de mar. de 2011
Imperdível !
Se a moda pega aqui...
(By Casaes)
A Mobistar é uma companhia telefônica na Bélgica cujo serviço de call center é deplorável, deixando os clientes por até 30 minutos em espera para fazer reclamações ou cancelar assinaturas.
Para dar o troco na mesma moeda, quatro jovens se colocaram em um container depositado na porta do estacionamento da Mobistar (bloqueando a entrada) no ultimo dia 22 de dezembro de 2010. O container estava identificado com o "nome" da empresa locadora do dito e seu número de telefone. Dentro do container o "call center" da companhia locadora. Os rapazes literalmente enlouquecem o segurança da Mobistar. E somente após diversas ligações e mais de 3 horas o container é removido com uma longa fila de automóveis na rua para entrar no estacionamento.
O video é sucesso absoluto no YouTube!
A Mobistar reagiu "bem". Declarou que compreendeu o recado e se compremeteu a reforçar seu efetivo do call center.
Sistematizando a Cornualha
Ateu - Aquele que não acredita.
Banana - A mulher o abandona e ainda deixa uma penca de filhos.
Bis - Leva da mulher e da amante.
Brincalhão - Leva chifre o ano inteiro e, no carnaval, sai fantasiado de urso.
Burro - Quando flagra a mulher saindo do motel com o Ricardão exclama""Eu não entendo!"
Banana - A mulher o abandona e ainda deixa uma penca de filhos.
Bis - Leva da mulher e da amante.
Brincalhão - Leva chifre o ano inteiro e, no carnaval, sai fantasiado de urso.
Burro - Quando flagra a mulher saindo do motel com o Ricardão exclama""Eu não entendo!"
Cebola - Quando vê a mulher com outro só chora.
Cigano - Quando descobre, muda de bairro e diz para os vizinhos que veio de São Paulo.
Churrasco - Por ela ele "põe a mão no fogo".
Cururu - Quando vê a mulher com outro fica todo inchado.
Denorex - Não parece, mas é.
Detetive - Segue a mulher dos outros e esquece a dele.
Elétrico - Quando o amigo diz "Tua mulher tá te traindo", ele diz "Tô ligado, tô ligado!"
Fofoqueiro (ou Arauto) - Leva o chifre e sai contando prá todo mundo.
Frio - Aquele que leva chifre, mas "não esquenta".
Iô-iô - Quando descobre, vai embora... e volta.
Denorex - Não parece, mas é.
Detetive - Segue a mulher dos outros e esquece a dele.
Elétrico - Quando o amigo diz "Tua mulher tá te traindo", ele diz "Tô ligado, tô ligado!"
Fofoqueiro (ou Arauto) - Leva o chifre e sai contando prá todo mundo.
Frio - Aquele que leva chifre, mas "não esquenta".
Iô-iô - Quando descobre, vai embora... e volta.
Inflação - A cada dia que passa o chifre aumenta.
Lerdo - Aquele que só chega atrasado ("Ainda te pego !").
Medroso - O que fica escondido, esperando o Ricardão ir embora.
Papai-Noel - Vai embora, mas volta, "só por causa das crianças".
Político - Só faz promessa ("Vou matar este cara !").
Salário Mínimo - Ele é porque só comparece uma vez por mês (e é desse "tamaninho", he he he).
Salsa e Merengue - Aquele que chega em casa, vê os Ricardões enfileirados e exclama: "Epa! Um, dois, três !"
Terremoto - Quando vê a mulher com outro fica tremendo.
Xuxa - Não larga a mulher "por causa dos baixinhos".
Lerdo - Aquele que só chega atrasado ("Ainda te pego !").
Medroso - O que fica escondido, esperando o Ricardão ir embora.
Papai-Noel - Vai embora, mas volta, "só por causa das crianças".
Político - Só faz promessa ("Vou matar este cara !").
Salário Mínimo - Ele é porque só comparece uma vez por mês (e é desse "tamaninho", he he he).
Salsa e Merengue - Aquele que chega em casa, vê os Ricardões enfileirados e exclama: "Epa! Um, dois, três !"
Terremoto - Quando vê a mulher com outro fica tremendo.
Xuxa - Não larga a mulher "por causa dos baixinhos".
Um vídeo sobre nós mesmos
Um vídeo existencial notável, sobre uma das cento e noventa e três espécies de macacos e símios - a única que não tem o corpo totalmente coberto de pelos. Um símio pelado que se cognominou "Homo sapiens". Veja o filme e depois leia o livro que aborda o assunto de forma semelhante (O Macaco Nu / Desmond Morris; tradução de Hermano Neves - Rio de Janeiro: Record, 1996). O vídeo é colaboração do meu amigo Casaes. Dancem, macacos, dancem.
Qual é mesmo a senha ?
Não se aflija. As senhas que você definiu para entrar nos sites visitados em sua navegação na rede podem ser encontradas (se o seu navegador é o Firefox) em: Ferramentas / Opções / Segurança / Senhas Memorizadas / Exibir Senhas.
Para o Internet Explorer (desde a versão 4.0 até o atual IE 8) você pode usar o "freeware" IE PassView, que pode ser baixado aqui.
Esses biscoitos não são para comer
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No Firefox você tem praticamente as mesmas opções, clicando em Ferramentas / Opções / Cookies.
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- porque muitos sites só permitem a navegação se a utilização de cookies estiver habilitada; e
- porque você precisará se identificar toda vez que visitar sites onde, por algum tipo de interesse, se cadastrou.
Taxa de Varredura Vertical (vertical refresh rate)
Se você está planejando fazer um upgrade em sua placa de vídeo e substituir seu monitor, é importante que saiba o que é Taxa de Varredura Vertical e qual taxa deverá utilizar.
A taxa de varredura vertical refere-se à freqüência com que são traçadas as linhas horizontais de seu monitor. Se a varredura vertical é muito baixa, você poderá notar um certo tremor (flick) em seu vídeo e, ainda que isto não seja perceptível, uma taxa baixa de varredura verticalp oderá ser muito cansativa para seus olhos.
De uma maneira geral, você deve usar placas de vídeo e monitores que trabalhem a uma taxa de varredura vertical de, pelo menos, 72 Hz, independentemente da resolução utilizada (640x480, 800x600, 1024x768 etc). Embora muitas placas de vídeo possam trabalhar a taxas bem mais elevadas, não há necessidade de trabalhar com valores superiores a 80/85 Hz. Taxas maiores não produzem maiores benefícios ao usuário, além de consumirem, desnecessariamente, recursos do PC e da placa de vídeo.
Você pode selecionar sua taxa de varredura vertical (dentre as disponíveis para seu monitor) clicando com a direita na área de trabalho e, em seguida em Propriedades ou Propriedades Gráficas (dependendo do sistema operacional).
No meu computador, por exemplo (com Windows 7 Pro), ao clicar em Propriedades Gráficas, abre-se a tela abaixo, onde vou à opção Taxa de atualização.
Um som melhor
Se você não usa caixas de som conectadas ao computador, ou não está preocupado com a qualidade do áudio de seu PC, então não importa em qual saída da placa de som estão conectadas suas caixas. Mas, se você utiliza seu PC para ouvir CDs, músicas no formato MP3 ou qualquer outro tipo de áudio, e deseja a melhor saída analógica possível, certifique-se de que não está limitando os recursos de seu equipamento, conectando as caixas de som ou um amplificador externo na saída errada de sua placa de som.
As placas mais baratas possuem uma única saída de áudio e, nesse caso, naturalmente, você não tem opção de escolha. A maioria das placas, todavia, possui uma saída para auto-falantes (speaker output jack) e uma saída de linha (line-out jack). A diferença entre elas é que, enquanto a saída para auto-falantes possui um pequeno amplificador interno, com baixa qualidade de sinal (indicado apenas para caixas não-amplificadas e de pouca potência), a saída de linha proporciona um sinal que não sofre amplificação na placa de som e que, por isso mesmo, possui melhor qualidade, sendo indicado para aplicação a um amplificador externo (que, se presume, seja de melhor qualidade que o amplificador interno da placa) ou a uma caixa amplificada.
11 de mar. de 2011
10 de mar. de 2011
Um presente por e-Mail,
no tempo da internet a manivela.
to: a.martins@tu-harburg.d400.de
São Paulo, 07 Fev 97 19:00
São Paulo, 07 Fev 97 19:00
Querida filha
XXXXXXXX XXXXXXXX XXX XXX XXXXXXXXXX
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xxx XXXXXXXX XXXXXXXX XXX XXXXXXXXXXX
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XXXXXXXXXX XXXX XXX XXX XXX XXX
XXX XXX XXXXX XXX XXX XXX XXX
XXX XXX XXXXXX XXX XXX XXX XXX
XXXXXXXXXX XXX XXX XXX XXX XXX XXX
XXXXXXXXXX XXX XXX XXX XXX XXX XXX
XXX XXX XXX XXXXXX XXX XXXXX
XXX XXX XXX XXXXX XXX XXXXX
XXX XXX XXX XXXX XXX XXX
XXX XXX XXX XXX XXX XXX BLA, BLA, BLA
DESEJA SEU PAI, COM MUITA SAUDADE.
E aqui vão alguns presentinhos, que poderão ser de valor inestimável para toda a sua vida. Alguns são de produção nacional e outros, importados, como você pode constatar; uns e outros, acho eu, de excelente qualidade.
1) 0 primeiro é um petisco, nem muito doce, nem amargo, todavia de alto valor nutritivo. Recomendo que você o saboreie diariamente, ao café da manhã, como forma de fortalecer-se para enfrentar as diferentes situacões que se apresentarem no seu dia.
“Der Verntinftige geht auf Schmerzlosigkeit, riicht auf Genuss aus.”
(0 prudente sai em busca da ausência de dor, não do prazer)
2) 0 segundo é de vestir, uma espécie de capa, mágica. Você deve estar sempre com ela, pois aquece quando nos atinge o imenso frio das frustrações e refresca a alma quando estamos tomados pela fogueira da vaidade. Use-a à vontade, pois apesar de um pouco grande, adapta-se a qualquer pessoa e está sempre na moda.
“Ist einer Welt Besitz fur dich zerronnen,
Sei nicht in Leid daruber, es ist nichts;
Und hast du einer Welt Besitz gewonnen,
Sei nicht erfreut daruber, es ist nichts.
Voruber geh’n die Schmerzen und die Wonnen,
Geh’ an der Welt vorüber, es ist nichts..”
(Se se desfez para ti a posse de urn mundo,
Não te lamente, que nada é;
Se conquistaste a posse de um mundo,
Nao te regozijes, que nada é.
Passam as dores e passam as alegrias,
Passa tu ao largo do mundo, que nada é.)
3) 0 terceiro é um livro, interessantíssimo. Tem apenas um parágrafo, mas sempre que o lemos, as imagens que nos vêm à mente são novas, diferentes. Acho que também é mágico, como a capa, pois cada vez que a gente o lê, parece que fica mais inteligente. Aqui está, já desembrulhado. Recomendo sua leitura diária, de preferência antes de dormir.
“Para viver em perfeita compreensão e para extrair da experiência própria todas as lições que contém, é necessário que se pense muitas vezes no passado, a recapitular o que se viu, e fez, e provou, e sentiu; convém também comparar o julgamento de outrora com o atual, assim como os projetos e aspirações, que nutrimos, com os resultados que trouxeram e a satisfação que com estes sentimos. São aulas particulares, que a experiência dá a cada um. Nelas, podemos ter a experiência como um texto e a meditação como o respectivo comentário.”
4) 0 próximo é uma ferramenta, importada daí. Puxa, parece que também é mágica, pois permite confeccionar ou construir qualquer coisa. Tenha-a sempre no bolso.
“Nehmt die gute Stinrnung wahr,
Denn sic kosnt so selten.”
Denn sic kosnt so selten.”
(Aproveitai a boa disposição,
pois vem tão raramente.)
5) 0 próximo é... tcham tcharn tcham tcham ! ... isso mesmo, um estojo de maquiagem que... adivinhou, tambem é mágico, pois, se usá-lo sempre, você parecerá eternamente bela aos olhos de qualquer pessoa. Mas, atenção! Siga cuidadosamente as instruções de uso.
“A cortesia é inteligência: logo, a descortesia é tolice; criar inimigos por meio desta, desnecessária e caprichosamente, é loucura furiosa, como quando se põe fogo à propria casa. A cortesia é manifestamente uma moeda falsa, como as fichas que se usa para jogar; economizá-la é insensatez e gastá—la liberalmente uma prova de juízo. Todos os povos encerram as suas cartas com um “amigo, criado e obrigado”, “your most obedient servant”, “suo devotissimo servo”: só os alemães nada querem saber desse “servo”, por não ser verdade. Todavia, aquele que levar a cortesia a ponto de sacrificar interesses efetivos, é igual ao que, em lugar de fichas, desse legítimas moedas de ouro. Assim como a cêra, que é dura e quebradiça, amolece com um certo calor e toma a forma que quisermos, assim também, com um pouco de cortesia, podemos amaciar e tornar agradáveis até as pessoas renitentes e hostis. A cortesia é para o homem, o que o calor é para a cera.”
6) Agora vem... um aparelho de ginástica! Não é mágico, mas se utilizá-lo bastante, você parecerá, E SERÁ, cada vez mais forte, capaz de enfrentar adversários poderosos.
“Temos que encarar como um segredo a todas as nossas questões pessoais e de ser completamente estranhos aos nossos conhecidos, em tudo quanto ultrapasse aquilo que vêem com os próprios olhos. O seu conhecimento, até das coisas mais inocentes, pode nos trazer prejuizo, conforme o tempo e as circunstâncias. — Em geral, é mais aconselhável demonstrar juízo pelo que se cala do que pelo que se diz. O primeiro é uma questão de prudência; o segundo, da vaidade. A oportunidade de ambas é igualmente frequente, mas nós preferimos a passageira satisfação da última ao lucro duradouro da primeira. Até esse alivio da alma, que é a conversa em voz alta consigo mesmo, travada, uma vez ou outra, por indivíduos de muita vivacidade, não nos devemos permitir, para que se não transforme em hábito; é que, por ela, o pensamento se afeiçoa e se irmana de tal forma com a palavra, que, aos poucos, até a fala dirigida a outrem se converte em um pensar em voz alta; no entanto, manda a prudência que haja um considerável abismo entre o pensar e o falar.”
7) 0 próximo presente é um jogo de “quebra-cabeças”. Basta desvendá-lo para descobrir um dos segredos da felicidade ao longo de toda a vida. Como anda o seu francês ?
“Qui n’a pas l’esprit de son áge,
de son áge a tout le malheur.”
(Quem não tem o espirito de sua idade,
dela terá todas as desventuras.)
P.S. Desvendar o “quebra-cabecas” não é simplesmente traduzi-lo.
8) E chegamos ao último presente, mágico também. Não tenho certeza se, de inicio, você irá apreciá-lo: alguns não gostam dele. É um espelho, mágico, como disse, porque reflete não nossa aparência física, mas o lado negativo de nosso caráter. Dizem, todavia, que a grande mágica desse espelho está em que, se a pessoa se examinar com bastante atenção, poderá reduzir significativamente tal faceta negativa. Atenção! Pessoas vaidosas, prepotentes ou muito orgulhosas têm a tendência de quebrar esse espelho.
“Kein Wunder ist es, dass ich red’ in meinem Sinn,
Und jene, selbst sich selbst gefallend, steh’n im Wahn,
Sic wàren lobenswert: so scheint dem Hund der Hund
Das schönste Wesen, so dern Ochsen auch der Ochs,
Dem Esel auch der Esel und dem Schwein das Schwein.”
(Não espanta que eu fale em meu próprio sentido,
E que aqueles que agradam a si mesmos estejam na ilusão
De serem dignos de louvor; assim, a mais bela criatura que existe é:
Para o cão, o cão; para o boi, o boi;
Para o asno, o asno e, para o porco, o porco.)
Bem, ai está. Parabéns, de novo.
Toda a felicidade do mundo para você.
Saudades.
Nunca se esqueça de saborear os morangos
Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco havia um urso imenso, querendo devorá-lo. O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças, tremendamente famintas.
Ele erguia a cabeça, olhava para cima, via o urso rosnando e abaixava depressa a cabeça, para não perdê-la. Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas de seu pé.
As onças embaixo, querendo comê-lo, e o urso em cima, querendo devorá-lo.
Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol. Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita e, com a esquerda, pegou o morango. Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza. Então levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento. Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso!
Talvez você pergunte:
- Mas, e o urso?
Dane-se o urso e coma os morangos!
- E as onças?
Azar das onças, coma os morangos!
Às vezes, você está em sua casa no final de semana, com seus filhos e amigos, comendo um churrasco e, percebendo seu mau humor, sua mulher diz:
- Meu bem, relaxe e aproveite o domingo!
Mas você, chateado, responde:
- Como posso curtir o domingo, se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?
Relaxe e viva um dia por vez: coma o morango! Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro. Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças, arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida. É importante saber comer os morangos, sempre. A gente não deve deixar de comê-los, só porque existem ursos e onças.
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