18 de mai. de 2012


RESPEITE A NATUREZA,
   
MAS NÃO HÁ GARANTIAS
   
DE QUE ELA
   
IRÁ RESPEITÁ-LO DE VOLTA.

Propaganda da Grife de roupas 66º North. Reykjavík, Islândia, 2011




POLITICAMENTE CORRETO

          Não é fácil definir o politicamente correto com precisão, mas é fácil de reconhecer quando está presente. É como o som de um giz quando arranha a lousa (quadro-negro): dá arrepios na espinha. É a tentativa de reformar o pensamento tornando algumas coisas indizíveis; também é a obscena, para não dizer intimidadora, demonstração de virtude (concebida como a adesão pública às visões "corretas", isto é, "progressistas") por meio de um vocabulário purificado e de sentimentos humanos abstratos.
          Contradizer tais sentimentos, ou não usar tal vocabulário, é colocar-se fora do grupo de homens civilizados (ou dever-se-ia dizer "pessoas"?).

Adaptação da introdução do livro "Guia Politicamente Incorreto da Filosofia / Luiz Felipe Pondé - São Paulo: Leya Editora, 2012.


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Comissão da Verdade para quê?


João Mello Neto

18 Mai 2012 - O Estado de São Paulo

O termo, em si, já causa calafrios. Que verdade seria essa que a recém-nomeada comissão de sete membros - a maioria de esquerda, mas dotada de currículo respeitável - pretende apurar? Por suas primeiras declarações se percebe que haverá muitos atritos no seio desse colegiado e a maior parte deles permanecerá insanável. 

O escopo inicial da comissão é trazer à luz todos os atentados aos direitos humanos ocorridos durante a assim chamada ditadura. Só por aí já se prevê uma discussão interminável: serão investigados também os crimes cometidos pela guerrilha de esquerda ou a intenção é considerar hediondos só os que foram praticados pelo aparato repressivo da direita? Esta teria sido responsável pela morte ou pelo desaparecimento de 379 militantes das organizações marxistas (números oficiais). Bastaria isso para que todos os repressores fossem condenados ao inferno. Acontece que o problema não é tão simples assim. As esquerdas, no período, também trucidaram muita gente. Foram mais de 130 pessoas, grande parte desavisados e inocentes transeuntes que estavam no lugar errado quando as bombas explodiram. As esquerdas nem sequer os reconhecem como "baixas de guerra". Preferem denominá-los como meros "acidentes de percurso". D e qualquer forma, o fato é que eles morreram. Quem haverá de responder por isso? 

O dilema poderá ser resolvido com a fórmula simplista de sempre: tudo o que a esquerda faz é para o bem; tudo o que a direita faz é para o mal. Esse tipo de discurso podia ser atraente décadas atrás, no alvorecer de nossa democracia. Agora, após uma década de PT no poder, não só não faz mais sentido, como ofende a inteligência das pessoas. Esse relativismo poderá levar os membros da comissão a um impasse existencial: afinal, neste mundo em que vivemos, quem é de fato mocinho e quem é bandido? 
Para ilustrar este texto, vale a pena registrar a surpresa de Hannah Arendt quando, na condição de jornalista, cobriu o julgamento de Adolf Eichmann, em Israel. Ben Gurion, então primeiro-ministro da nação judaica, chamou a imprensa do mundo inteiro e tratou de preparar um espetáculo irretocável. Chegou ao requinte de enjaular Eichmann numa gaiola de vidro blindado, como se a "fera alemã" oferecesse algum perigo aos espectadores. 

Arendt escreveria depois suas impressões sobre o réu (A Banalidade do Mal). Ele fora o principal responsável pela solução final, o morticínio em massa dos judeus, e para isso, obviamente, não havia desculpa. Mas durante todo o julgamento em momento algum demonstrou arrependimento pelo que fizera. Ao contrário, demonstrava até certo orgulho por ter conseguido realizá-la da forma mais racional e inteligente possível. Eichmann surpreendentemente não era cruel. Era apenas um burocrata engenhoso que se desincumbira bem da tarefa que lhe fora ordenada. O mérito da decisão, a seu ver, não lhe cabia questionar. Ordens não se discutem, cumprem-se. 

Outra passagem expressiva no seio do nazismo foi o discurso proferido em Posen por Heinrich Himmler, comandante-chefe das temidas SS e designado responsável pela execução da solução final. Após vangloriar-se por nenhum soldado de suas tropas jamais se ter apropriado de qualquer bem de valor daqueles judeus marcados para morrer, conclui: "Ter presenciado as filas de cadáveres - 500, 1.000 amontoados - e mesmo assim termos permanecido firmes, só podemos concluir que realizamos essa tarefa por amor ao nosso povo. E nós fizemos tudo isso sem causar danos ao nosso interior, à nossa alma, ao nosso caráter". 

Crueldades desse naipe só se dão em regimes de direita? Não. Alguns anos antes, na União Soviética - que nascera com o objetivo de acabar de vez com a exploração do homem pelo homem -, ocorreu um massacre na Ucrânia de dimensões equivalentes ao Holocausto. Foi o Kolomodor. Determinado a acabar com o campesinato soviético, Stalin tomou uma série de medidas para exterminá-lo. Em novembro de 1932 o ditador impôs aos kolkhozes uma série de multas no caso de "descumprimento" do plano de coleta. 

Após recolher as multas, em gêneros alimentícios, os camponeses ficam sem ter o que comer. Logo a seguir, foi proibida a importação de alimentos. Os camponeses ficaram também proibidos de sair da Ucrânia. A fome foi tal que se registraram inúmeros casos de canibalismo. De 1931 a 1933, calcula-se que de 3 a 5 milhões de ucranianos tenham morrido em razão do Kolomodor. Se os burocratas soviéticos da época fossem questionados s obre o episódio, é quase certo que responderiam que só estavam cumprindo ordens superiores, não sem uma pontinha de satisfação. Afinal, cumpriram bem a tarefa que lhes fora designada. 
Agora se fala por aqui numa tal de Comissão da Verdade. Cabe questionar: verdade de quê e de quem? Baseada em quê? O que é que essa comissão pretende realmente fazer? 

Quem participou com alguma voz de comando dos fatos relativos aos tais "anos de chumbo" está hoje com pelo menos 80 anos de idade, dificilmente estará arrependido do que fez e juridicamente é inimputável. Mesmo que a Lei da Anistia viesse a ser revogada, o que faria com toda essa gente? Interná-la numa clínica geriátrica, submeter seus descendentes à execração pública? 

Então, ficam no ar as perguntas: para que, afinal, a comissão? E se os octogenários responsabilizados por eventuais violações dos direitos humanos forem condenados, qual será o castigo reservado a eles? Ficarão proibidos de jogar cartas no Clube Militar? Serão obrigados a ouvir diariamente o repertório completo de Lady Gaga? Ou terão suspensa a sua medicação diuturna para hipertensão? 

De qualquer forma, nada disso serve para nada. A não ser que a intenção por trás de tudo isso seja reescrever a História do Brasil. Agora pelo prisma da esquerda. 

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17 de mai. de 2012


O Céu

Aquele casal de 85 anos estava casado já há sessenta e dois anos. Apesar de não serem ricos viviam bastante bem, porque eram muito poupadores.

Apesar da idade estavam ambos em muito boas condições físicas principalmente pela insistência dela na alimentação saudável e nas idas à academia, em especial durante a última década. 

Mesmo com tão boa forma, um dia, numa das raras saídas para férias, o avião onde seguiam caiu e eles foram parar no céu. 

Chegaram às portas brilhantes do céu e são Pedro veio recebê-los à porta.

Levou-os até uma fantástica mansão, com móveis dourados e cortinas de finas sedas, com uma cozinha completa e uma cascata no lugar do chuveiro. Ao fundo podia ver-se uma criada a arrumar as roupas favoritas de ambos nos imensos roupeiros. Eles olhavam para tudo atônitos quando são Pedro disse: 

- Bem vindos ao céu. A partir de agora, esta será a sua nova casa.

O idoso senhor perguntou a são Pedro quanto é que aquilo iria custar. 

- Claro que não vai custar NADA. Isto é a sua recompensa no céu.

O homem então olhou pela janela e viu um campo de golfe que não tinha comparação com nada, do melhor, feito na Terra...

- Qual é o preço da utilização? - gemeu o idoso homem.

- Isto é o céu - replicou são Pedro. - Você pode jogar de graça, sempre que quiser.

No dia seguinte foram almoçar ao salão e depararam-se com um almoço estonteante, com as mais inimagináveis especialidades gastronômicas, desde mariscos até as melhores carnes e sobremesas, tudo acompanhado dos melhores vinhos e bebidas.

- Nem me pergunte nada - disse são Pedro ao homem. - Isto é o céu. É tudo de graça.

O idoso senhor olhou em volta nevosamente e fixou o olhar na esposa.

- Bem, onde é que estão as comidas de baixo teor de gordura e colesterol e o chá descafeinado? - perguntou ele.

- É a melhor parte - atalhou são Pedro. - Vocês podem comer e beber o que quer que seja que gostem sem se preocuparem em ficarem gordos ou doentes. Eu já disse: isto é o céu! 

O idoso ainda perguntou:- Nem é preciso ir à academia?

- A menos que vocês queiram - foi a resposta de são Pedro. 

- Nem testes de açúcar, nem medições de pressão, de colesterol, nem...

- Nunca mais. Vocês estão aqui para se divertirem e aproveitarem.

O idoso olhou bem de frente para a sua esposa e disse: 

- Você e a merda da sua comida saudável... Já podíamos estar aqui há dez anos!




À ESPERA DE UM MILAGRE
     

Veja a lista de citados (82)
em grampos de Cachoeira


JORNAL ZERO HORA
10/05/2012-15h26
ANDREZA MATAIS & RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Em depoimento sigiloso à CPI do Cachoeira, o delegado Matheus Mela Rodrigues, que coordenou a Operação Monte Carlo, citou uma lista com 82 nomes que tiveram relações ou foram apenas citados em conversas de Carlos Augusto Ramos, O Carlinhos Cachoeira.
A lista inclui os nomes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de governadores, senadores, deputados federais, prefeitos e até mesmo da presidente Dilma Rousseff.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), fez um apelo aos parlamentares para que não comentassem com a imprensa os nomes da lista, uma vez que o fato de estarem citados em conversas do grupo não significa que tenham envolvimento com o esquema de Cachoeira. Os nomes podem ter sido usados pelo grupo do contraventor sem conhecimento dos citados.

Na lista faltam nomes de pessoas que já foram citadas em gravações que vazaram, como do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por exemplo, citado em áudios da operação Monte Carlo.
O delegado cuidou da Operação Monte Carlo, deflagrada em novembro de 2010 e que resultou na prisão de Carlinhos Cachoeira e membros de seu grupo em fevereiro deste ano. Os 82 nomes citados se referem a esta operação, e não à Vegas, ação policial semelhante encerrada em 2009.

A Folha teve acesso a lista dos nomes citados pelo delegado. Constam três ministros do STF, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli; dos governadores Antonio Anastasia (PSDB-MG), Marconi Perillo (PSDB-GO), Beto Richa (PSDB-PR) e Agnelo Queiroz (PT-DF). O nome do presidente do Senado, José Sarney também está na lista.

A CPI mista no Congresso investiga as relações do grupo de Cachoeira com agentes públicos e privados.
Veja lista que a Folha conseguiu identificar de deputados federais, senadores, ministros e governadores citados na lista por odem alfabética:

Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
Deputado distrital do DF Agaciel Maia (PTC-DF)
Governador Agnelo Queiroz (PT-DF)
Presidente DEM-DF Alberto Fraga
Secretário de Indústria e Comércio de Goiás Alexandre Baldy
Governador de Minas Gerais Antonio Anastasia
Suplente de senador Ataides de Oliveira
Procurador-geral da Justica de Goiás Benedito Torres
Governador do Paraná Beto Richa (PSDB)
Senador Blairo Maggi (PR-MT)
Senador Demostenes Torres (sem partito-DF)
Diretor da Delta Carlos Pacheco
Diretor Regional da Delta no Centro-Oeste Claudio Abreu
Jornalista Claudio Humberto
Ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz Claudio Monteiro
Ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli
Presidente Dilma Rousseff
Ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso
Ex-senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB)
Ex-chefe de gabinete do governo de Goiás Eliane Pinheiro
Vereador de Goiânia Elias Vaz (PSOL)
Secretário Estadual de Comunicação de Santa Catarina Ênio Branco
Dono da construtora Delta Fernando Cavendish
Vereador de Anápolis Fernando Cunha
Presidente da Caesb Fernando Leite
Prefeito de Águas Lindas (GO) Geraldo Messias (PP)
Prefeito de Nerópolis (GO) Gil Tavares (PTB)
Deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR)
Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes
Diretor da Delta na região Sul e em São Paulo Heraldo Puccini
Policial Militar, assessor do senador Demóstenes, Hrillner Ananias
Presidente da Agetop Jayme Rincon
Ex-sub-secretário de Esportes do DF João Carlos Feitosa, o Zunga
Secretário de Segurança de Goiás João Furtado
Jornalista João Unes
Diretor do Serviço de Limpeza Urbana do DF João Monteiro Neto
Jornalista Jorge Cajuru
Prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB)
Deputado federal Sandes Junior (PP-GO)
Senador Jose Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado
Vice-governador de Goiás José Eliton (DEM)
Desembargador do TRT de Goiás Julio Cesar Brito
Deputado federal Jovair Arantes (PP-GO)
Deputado federal Leonardo Vilela (PMDB-GO)
Presidente do PRTB Levy Fidelis
Ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux
Governador Marconi Perillo (PSDB-GO)
Deputado federal Marcos Monti (DEM-MG)
Jornalista Mino Pedrosa
Diretor da Anvisa Norberto Rech
Jornalista Policarpo Jr, da revista Veja
Deputado federal Protogenes Queiroz (PC do B-SP)
Deputado distrital do DF Raad Massouh (PPL)
Secretário de Segurança do Paraná Reinaldo Sobrinho
Deputado federal Stephan Necessian (PPS-RJ)
Jornalista Renato Alves
Ex-procurador-geral do Estado de Goiás Ronald Bicca
Vereador em Goiânia Santana Gomes
Vice-governador do DF Tadeu Fillipeli (PMDB-DF)
Vereador em Anápolis Wesley Silva
Secretário de infra-estrutura de Goiás Wilder Morais
Ex-comandante da PM de Goiás Carlos Antonio Elias
Ex-governador de Tocantis Marcelo Miranda (PMDB)
Prefeito de Anápolis Antonio Gomide (PT)
Ex-vereador de Goiania e apontado como braço político do grupo de Cachoeira, Wladimir Garcêz

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Captura e Julgamento de Adolf Eichman
Clique na imagem para assistir.
Ai !  Ai !  Ai !




Terrorism and the Exceptional Individual

May 17, 2012 | 0858 GMT
Stratfor
By Scott Stewart
There has been a lot of chatter in intelligence and academic circles about al Qaeda in the Arabian Peninsula (AQAP) bombmaker Ibrahim al-Asiri and his value to AQAP. The disclosure last week of a thwarted AQAP plot to attack U.S. airliners using an improved version of an "underwear bomb" used in the December 2009 attempted attack aboard a commercial airplane and the disclosure of the U.S. government's easing of the rules of engagement for unmanned aerial vehicle strikes in Yemen played into these discussions. People are debating how al-Asiri's death would affect the organization. A similar debate undoubtedly will erupt if AQAP leader Nasir al-Wahayshi is captured or killed.   

AQAP has claimed that al-Asiri trained others in bombmaking, and the claim makes sense. Furthermore, other AQAP members have received training in constructing improvised explosive devices (IEDs) while training and fighting in places such as Iraq and Afghanistan. This means that al-Asiri is not the only person within the group who can construct an IED. However, he has demonstrated creativity and imagination. His devices consistently have been able to circumvent existing security measures, even if they have not always functioned as intended. We believe this ingenuity and imagination make al-Asiri not merely a bombmaker, but an exceptional bombmaker.

Likewise, al-Wahayshi is one of hundreds -- if not thousands -- of men currently associated with AQAP. He has several deputies and numerous tactical field commanders in various parts of Yemen. Jihadists have had a presence in Yemen for decades, and after the collapse of al Qaeda in Saudi Arabia, numerous Saudi migrants fleeing the Saudi government augmented this presence. However, al-Wahayshi played a singular role in pulling these disparate jihadist elements together to form a unified and cohesive militant organization that has been involved not only in several transnational terrorist attacks but also in fighting an insurgency that has succeeded in capturing and controlling large areas of territory. He is an exceptional leader.

Individuals like al-Asiri and al-Wahayshi play critical roles in militant groups. History has shown that the loss of exceptional individuals such as these makes a big difference in efforts to defeat such organizations.

Exceptional Individuals

One of Stratfor's core geopolitical tenets is that at the strategic level, geography is critical to shaping the limits of what is possible -- and impossible -- for states and nations to achieve in the long run. Quite simply, historically, the strategic political and economic dynamics created by geography are far more significant than the individual leader or personality, no matter how brilliant. For example, in the U.S. Civil War, Robert E. Lee was a shrewd general with a staff of exceptional military officers. However, geographic and economic reality meant that the North was bound to win the civil war despite the astuteness and abilities of Lee and his staff.

But as the size of an organization and the period of time under consideration shrink, geopolitics is little more than a rough guide. At the tactical level, intelligence takes over from geopolitics, and individuals' abilities become far more important in influencing smaller events and trends within the greater geopolitical flow. This is the level where exceptional military commanders can win battles through courage and brilliance, where exceptional businessmen can revolutionize the way business is done through innovative new products or ways of selling those products and where the exceptional individuals can execute terrorist tradecraft in a way that allows them to kill scores or even hundreds of victims.

Leadership is important in any type of organization, but it is especially important in entrepreneurial organizations, which are fraught with risk and require unique vision, innovation and initiative. For example, hundreds of men founded automobile companies in the early 1900s, but Henry Ford was an exceptional individual because of his vision to make automobiles a widely available mass-produced commodity rather than just a toy for the rich. In computer technology, Steve Jobs was exceptional for his ability to design devices with an aesthetic form that appealed to consumers, and Michael Dell was exceptional for his vision of bypassing traditional sales channels and selling computers directly to customers. 

These same leadership characteristics of vision, daring, innovation and initiative are evident in the exceptional individuals who have excelled in the development and application of terrorist tradecraft. Some examples of exceptional individuals in the terrorism realm are Ali Hassan Salameh, the operations chief of Black September, who not only revolutionized the form that terrorist organizations take by instituting the use of independent, clandestine cells, but also was a visionary in designing theatrical attacks intended for international media consumption. Some have called Palestinian militant leader Abu Ibrahim the "grandfather of all bombmakers" for his innovative IED designs during his time with Black September, the Popular Front for the Liberation of Palestine and his own group, the 15 May Organization. Ibrahim was known for creating sophisticated devices that used plastic explosives and a type of electronic timer called an "e-cell" that could be set for an extended delay. Another terrorism innovator was Hezbollah's Imad Mughniyeh, who helped pioneer the use of large suicide truck bombs to attack hardened targets, such as military barracks and embassies. 

In the jihadist realm, Khalid Sheikh Mohammed, who is being tried by a military tribunal in Guantanamo Bay, Cuba, was such an individual. Not only did Mohammed mastermind the 9/11 attacks for al Qaeda in which large hijacked aircraft were transformed into guided missiles, but he also was the operational planner behind the coordinated attacks against two U.S. embassies in August 1998 and the 1993 World Trade Center bombing. Mohammed's other innovations included the idea to use modular IEDs concealed in baby dolls to attack 10 aircraft in a coordinated attack (Operation Bojinka) and the shoe bomb plot. Mohammed's video beheading of journalist Daniel Pearl in February 2002 started a grisly trend that was followed not only by jihadists in places such as Iraq, Afghanistan and Saudi Arabia but also by combatants in Mexico's drug war. 

Leadership

One of the places where exceptional individuals have been most evident in the terrorist realm is in leadership roles. Although on the surface it might seem like a simple task to find a leader for a militant group, in practice, effective militant leaders are hard to come by. This is because militant leadership requires a rather broad skill set. In addition to personal attributes such as ruthlessness, aggressiveness and fearlessness, militant leaders also must be charismatic, intuitive, clever and inspiring. This last attribute is especially important in an organization that seeks to recruit operatives to conduct suicide attacks. Additionally, an effective militant leader must be able to recruit and train operatives, enforce operational security, raise funds, plan operations and methodically execute the plan while avoiding the security forces that are constantly hunting down the militants.

The trajectory of al Qaeda's franchise in Saudi Arabia is a striking illustration of the importance of leadership to a militant organization. Under the leadership of Abdel Aziz al-Muqrin, the Saudi al Qaeda franchise was extremely active in 2003 and 2004. It carried out a number of high-profile attacks inside Saudi Arabia and put everyone there, from the Saudi monarchy to multinational oil companies, in a general state of panic. With bombings, ambushes and beheadings, it seemed as if Saudi Arabia was on its way to becoming the next Iraq. However, after the June 2004 death of al-Muqrin, the organization began floundering. The succession of leaders appointed to replace al-Muqrin lacked his operational savvy, and each one proved ineffective at best. (Saudi security forces quickly killed several of them.) Following the unsuccessful February 2006 attack against the oil facility at Abqaiq, the group atrophied further, succeeding in carrying out only one more attack -- an amateurish small-arms assault in February 2007 against a group of French tourists.

The disorganized remaining jihadists in Saudi Arabia ultimately grew frustrated at their inability to operate on their own. Many of them traveled to places such as Iraq or Pakistan to train and fight. In January 2009, many of the militants who remained in the Arabian Peninsula joined with al Qaeda's franchise in Yemen to form a new group -- AQAP -- under the leadership of al-Wahayshi, the leader of al Qaeda in Yemen who served under Osama bin Laden in Afghanistan before being arrested in Iran. An extradition deal between the Yemeni and Iranian governments returned al-Wahayshi to Yemen in 2003. He subsequently escaped from a high-security prison outside Sanaa in 2006.

Al Qaeda in Yemen's operational capability improved under al-Wahayshi's leadership, and its operational tempo increased (although those operations were not terribly effective). Considering this momentum, it is not surprising that the frustrated members of the all-but-defunct Saudi franchise agreed to swear loyalty to al-Wahayshi and join his new umbrella group, AQAP. The first widely recognized product of this merger was the attempted assassination of Saudi Deputy Interior Minister Prince Mohammed bin Nayef on Aug. 28, 2009, using a device designed by al-Asiri and carried by his brother, Abdullah al-Asiri.

As with the Saudi group, the fortunes of other al Qaeda regional franchises have risen or fallen based on the ability of the franchise's leadership. In Indonesia, for example, following the arrests and killings of several top jihadist commanders, the capabilities of the regional jihadist franchise there were deeply degraded. Al Qaeda announced with great fanfare in August 2006 that a splinter of the Egyptian jihadist group Gamaah al-Islamiyah had become al Qaeda's franchise in Egypt, and in November 2007 al Qaeda announced that the Libyan Islamic Fighting Group had become a regional franchise. But neither of these franchises ever really began operations. While a great degree of the groups' ineffectiveness could have resulted from the oppressive natures of the Egyptian and Libyan governments -- and those governments' aggressive efforts to control the new al Qaeda franchises -- Stratfor believes the groups' failures also stem in large part from their lack of effective, dynamic leadership. 

Arms Race

Leadership is not the only factor that influences a militant group's ability to carry out terrorist attacks. Groups planning to conduct bombing attacks also require a proficient bombmaker, and an innovative bombmaker like Abu Ibrahim or Hamas' Yahya Ayyash can greatly expand a group's operational reach and effectiveness. This is especially true for groups hoping to conduct attacks in the United States and Europe.

As outlined in last week's Security Weekly, those planning terrorist attacks against aircraft have been in a continual arms race with airline security measures. Every time security is changed to adapt to a particular threat, whether it be 9/11-style hijackings, shoe bombs, liquid bombs or underwear bombs, the terrorist planner must come up with a new attack plan to defeat the enhanced security measures. This is where innovation and imagination become critical. A master bombmaker might be able to show a pupil how to build a simple IED or maybe even something like a shoe bomb. The pupil may even become quite proficient at assembling such devices. But unless the pupil is innovative and imaginative, he will not be able to invent and perfect the next technology needed to stay ahead of security countermeasures.

There is a big difference between a technician and an inventor, and perhaps the best way to illustrate this principle is by drawing a parallel to the music world. A student can learn to play the saxophone, and perhaps even to mimic a jazz recording note for note. But it is quite another thing for that student to develop the ability to improvise a masterful solo like saxophonist John Coltrane could. In music, individuals like Coltrane are rare, and in terrorism, so are exceptional bombmakers -- masters of destruction who can create imaginative and original IEDs capable of defeating security measures.

Following the death of Anwar al-Awlaki, AQAP's English-language preacher, we noted that we did not believe his death would have much operational impact on the group due to his role as the group's English-language ideologue. That argument was based upon the fact that al-Wahayshi, al-Asiri and AQAP operational leader Qasim al-Raymi, who were much more responsible for the group's operations, were still alive. However, if the group were to lose an exceptional individual -- such as its dynamic and effective leader, al-Wahayshi, or its imaginative and creative bombmaker, al-Asiri -- the loss would make a significant difference unless the group could find someone equally capable to replace that individual.




JÁ PASSOU DOS LIMITES
Artigo do jornalista Paulo Martins
12 Mai 2012
Jornal Manchete Popular - Paraná



A molecagem, tanto do próprio governo, como de figuras a ele ligadas, assim como de parte de radicais da imunda extrema esquerda, contra o Exército Brasileiro, contra também suas patentes, já foi longe demais. 

Aliás, a própria inquilina da Presidência da República ultrapassou, no dorso da omissão, os limites tolerados no sentido de cumprir com sua obrigação constitucional de defender os valores patrióticos de nossa Nação. 

O Exercito é um desses valores e está sendo apedrejado de forma infame, repulsiva, insultante, sem que haja reação de parte de quem tem por obrigação tomar medidas rígidas e expressivas. Até quando um mambembe moral e deformado vai ser tolerado a bordo de ofensas, pelo simples fato de terem no ódio uma marca sentimental contra quem nunca lhes permitiu espaço para movimentações corrosivas e decompostas? 

A esquerda tem, sim, ódio do Exército, de oficiais do Exército, da disciplina do Exército e, principalmente, do respeito e dedicação disciplinar da Corporação para com o Brasil. Certamente esses sentimentos repulsivos dos radicais de esquerda são alimentados justamente pela falta desses valores patrióticos. 

No ultimo sábado o General de Exército Rômulo Bini, decidiu dar um basta na “domesticação” e lançou nota de revolta, de repúdio às omissões dos demais oficiais. O comandante do Exército, general Enzo Peri, não gostou. Que lástima ! Como Dilma, passa a também se omitir em relação à sua obrigação de honrar e defender a instituição. 

Já não é caso de disciplina ou indisciplina, é caso de omissão grave permitir que o Exercito e seus integrantes sejam enxovalhados por línguas sujas e almas decompostas. Essa gente, repito, já passou dos limites. 

O Exercito é nosso, do Brasil, dos brasileiros; é um valor incomensurável que está sendo desrespeitado e é preciso que os moleques responsáveis por esses atos sejam definitivamente chamados à ordem, afinal, se revelam atração por comportamentos compatíveis com lata de lixo, é preciso que se convençam que o Exercito brasileiro não é essa lata, a lata, quem sabe, seja quem lhes passou essa deplorável maneira de ser ao longo de suas “formações sociais e familiares”.  

Imagens inseridas pelo Blog.





Vitor Vieira
quarta-feira, 16 de maio de 2012

LULA AMPARADO NO PLANALTO
OS SIGNIFICADOS EM UMA FOTO
   
NOTA DO BLOG: Este texto, um pouco longo, é uma preciosidade para a identificação de algumas relações da comunalha de 1º e 2º escalão dos governos Lula e Dilma - e da influência que neles exerceram e exercem.

Lula amparado, por causa do "pé bobo"

Os ex-presidentes da República compareceram na manhã desta terça-feira no Palácio do Planalto, a convite de Dilma Rousseff, para a solenidade de assinatura da instalação da Comissão da Verdade.

Prestem atenção na fotografia da descida da rampa interna do Palácio do Planalto. O presidente Lula vem na frente, amparado de um lado pela presidente Dilma, e do outro lado pelo clone de chanceler, Marco Aurélio "Top Top" Garcia (à frente dos honoráveis ex-presidentes Sarney e Collor, que também abrilhantaram a cerimônia - Nota do Blog)

Qual a justificativa para "Top Top" Garcia aparecer nessa foto? Afinal, ele não é ex-presidente. 

Ele está ali para também ajudar a amparar Lula, que apresenta uma nova doença, neurológica, que deixou seu pé esquerdo "bobo", sem comando, como seqüela do tratamento pela quimioterapia. Lula está usando uma bota ortopédica no pé esquerdo para conviver com o "pé bobo". 

Mas, além disso, qual outra justificativa para "Top Top" Garcia aparecer na foto? 

Marco Aurélio "Top-Top" Garcia
Ah..... tudo tem seu significado no mundo da esquerda. Marco Aurélio "Top Top" Garcia foi dirigente do POC (Partido Operário Comunista) no Rio Grande do Sul, na segunda metade da década de 60. O POC é originário da fusão de uma dissidência do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) com a minúscula organização trotskista Política Operária (conhecida como POLOP).

Dilma, no início de sua militância "revolucionária" comunista, foi membro da POLOP mineira. Marco Aurélio "Top Top" Garcia "se mandou" de Porto Alegre, largando partido, companheiros, casa, tudo, no fim da década de 60, quando começaram a ser presos membros do POC. 

O primeiro a ser preso foi o dirigente Luiz Paulo Pilla Vares, jornalista da RBS (Marco Aurélio "Top Top" Garcia já tinha trabalhado no jornal como editor de Internacional). No DOPS (antigo Departamento de Ordem Política e Social), o delegado Pedro Seelig não precisou nem encostar um dedo no dirigente trotskista. Bastou a ameaça de ir buscar a esposa na época do jornalista. 

Ali a polícia política ficou sabendo tudo sobre a estrutura organizacional do POC. Eu fui o responsável, na época, para conversar como Luiz Paulo Pilla Vares na redação de Zero Hora, tão logo ele chegasse ao jornal, após ser libertado por interferência pessoal do dono do jornal, Mauricio Sirotski, que foi até o DOPS buscá-lo. Eu devia passar as informações para o partido. E passei. Recado de Luiz Paulo Pilla Vares: a polícia já sabia tudo sobre o POC e seus dirigentes. 

No mesmo dia o bravo dirigente Marco Aurélio "Top Top" Garcia "se mandou" de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul e do Brasil. Ele pegou sua mulher, Elisabeth Souza Lobo, e "se mandaram". Nas rodinhas em Porto Alegre comentava-se que ela partira se lamentando: "Ai, meus canapés....". Tratava-se do sofás de cana da India que ela havia acabado de instalar na casa em que moravam, na rua Barros Cassal (na quadra entre a Avenida Independência e Alberto Bins). Elisabeth Souza Lobo também deixou "órfãos" os seus estudantes de marxismo, jovens universitários militantes do POC, que faziam com ela sua instrução teórico-revolucionária. 

Entre eles (além de mim), minha colega de sala de aula no Curso de História da Faculdade de Filosofia da UFRGS, Elisabeth Garcia, na época mulher de Jorge Mattoso (aquele que presidiu a Caixa Econômica Federal e comandou a operação de arrombamento do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos). 
Elisabeth Souza Lobo usava como material o manual de marxismo da revolucionária comunista chilena Marta Harnecker (hoje, Marta Harnecker dirige em Cuba o Centro de Recuperação e Difusão da Memória Histórica do Movimento Popular Latino-americano; ela é viúva de Manuel "Barbaroja" Piñero Losada, falecido em 1998, e vive em Havana desde 1974; ela também é mentora ideológica do Foro de São Paulo, do MST e de militantes como Emir Sader, Frei Betto e muitos outros petistas seus conhecidos; ela escreveu mais de meia centena de livros e o seu livro sobre o marxismo "Los Conceptos Elementales del Materialismo Histórico", foi fonte de orientação para várias gerações de alienados estudantes esquerdistas latino-americanos; hoje, Marta Harnecker dirige em Cuba o Centro de Recuperação e Difusão da Memória Histórica do Movimento Popular Latino-americano, que é, na realidade, um órgão de orientação político-ideológica para as ONGs que atuam na seara da “sociedade civil organizada”, integrando o novo “bloco histórico”, em oposição às classes dominantes, na visão gramsciana; seu marido, Manuel "Barbaroja" Piñero Losada, foi o grande articulador dos movimentos guerrilheiros latino-americanos, entre os quais os “rodriguistas” da Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR) e os “miristas” do Movimento de Izquierda Revolucionaria (MIR). 

O "livrinho" de Marta Harnecker, uma porcaria ideológica de quinta categoria, era o material usado por Elisabeth Souza Lobo para a doutrinação dos jovens militantes do POC. 

Marco Aurélio "Top Top" Garcia posava como um dos grandes intelectuais do POC, especialista na obra do comunista trotskista francês Louis Althusser (este "humanista", em um acesso de fúria e loucura, matou a sua mulher Hélène Rytmann, uma revolucionária de origem judaico-lituana, oito anos mais velha; ela foi sua companheira até 16 de novembro de 1980, quando foi estrangulada pelo próprio Althusser, num surto psicótico). 

No seu doce exílio em Paris, Marco Aurélio "Top Top" Garcia, então dirigente da 4ª Internacional trotskista, em pleno 1974, organizava o envio de companheiros para a América Latina, para que participassem das atividades armadas do grupelho argentino ERP (Exército Revolucionário Popular). Assim foram mandados para lá os militantes e dirigentes do POC gaúcho Flavio Koutzii e Maria Regina Pilla. Em Paris, na 4ª Internacional, Marco Aurélio "Top Top" Garcia e Jorge Matoso conheceram um sinistro trotskista argentino, de codinome Luis Favre. Na verdade, esse personagem se chama Felipe Belisario Wermus. 

Favre foi criado em um conventillo (cortiço), em Buenos Aires, filho de operários de origem judaica, simpatizantes do peronismo. Autodidata, nunca chegou a concluir o secundário. Foi expulso da escola aos 17 anos, por ter liderado uma greve de secundaristas. Na ocasião, militava no grupo trotskista Politica Obrera (atual Partido Obrero, fundado por seu irmão, José Saul Wermus (mais conhecido pelo pseudônimo Jorge Altamira). Até os 20 anos, Favre viveu em Buenos Aires, onde trabalhou como gráfico, metalúrgico e contínuo, mas sua atividade primordial era a política. Foi detido oito vezes. 

Na iminência de ser condenado a mais de um ano de prisão, fugiu da Argentina de navio. Mudou-se para a França, estabelecendo-se em Paris, onde passou a trabalhar na gráfica de uma das facções da Quarta Internacional. Subiu na hierarquia da organização e acabou sendo eleito para a direção, tornando-se responsável pelos grupos latino-americanos e supervisor da seção brasileira, cuja tendência estudantil, Liberdade e Luta (Libelu), teve projeção nos anos 1970 e no início dos 1980. Casou-se com uma francesa, Marie Ange, com quem teve um filho, Flavio. Naturalizou-se francês, mas não abdicou da cidadania argentina. Para acompanhar mais de perto os 1.500 trotskistas brasileiros, Favre mudou-se para São Paulo em 1985, com sua segunda mulher, a americana Alexandra, com quem teve dois filhos, Tristan e Fabrice. Na segunda metade da década de 1980, passou a criticar a tendência de Pierre Lambert na Quarta Internacional. 

Favre defendia que a seção brasileira se diluísse no Partido dos Trabalhadores, agrupando-se sob a liderança de Lula e de sua tendência interna, a Articulação. A posição de Lambert, entretanto, foi adotada oficialmente pela organização. Em 1987, Favre liderou uma cisão da Quarta Internacional. Com a cisão consumada, a seção brasileira da Quarta Internacional praticamente acabou pois a maioria dos seus integrantes tornou-se petista. A minoria, agrupada em torno do jornal "O Trabalho", manteve relações com a Quarta Internacional. 

Favre também acabou deixando a organização para se filiar ao PT. Desde 1986, tornara-se assessor do Secretariado Nacional de Relações Internacionais do PT, atendendo a vários eventos internacionais como representante oficial do partido. Separou-se de Alexandra no final dos anos 1980, passando a viver com Marília Andrade, filha de um dos proprietários da Andrade Gutierrez, uma das maiores empreiteiras brasileiras. Marília e seu irmão Flavio eram donos da Editora Joruês e da "Gazeta de Pinheiros", jornal de bairro paulistano do qual Favre foi editor-chefe. 

Em 1992, após a morte trágica de uma das filhas de Marília, o casal mudou-se para Paris e acabou por se separar, ainda em 1992. Favre continuou a viver em Paris, trabalhando numa empresa de comunicação, a Tiempo, que fazia projetos gráficos de manuais e catálogos e os imprimia na Espanha. Depois, com sua nova mulher, a francesa Sophie Magnone - com quem tem um filho, Lucas - montou sua própria empresa de comunicação gráfica, a Optei, sempre em Paris. 

Nesse período, Favre não se afastou do PT. Organizou, com a Secretaria Internacional do partido, encontros de dirigentes petistas, inclusive Lula, com ministros e parlamentares do Partido Socialista Francês, do Partido Comunista Francês e dos Verdes. 

Nesse contexto, conheceu Eduardo e Marta Suplicy. Favre foi apontado como pivô da separação de Marta e Eduardo Suplicy, em 2001. Em 2003, logo após a oficialização do divórcio, casou-se com Marta, de quem se separou em 2009. 

Luis Favre tem um grande rol de amigos. Entre eles está o jornalista Paulo Moreira Leite, que foi um militante da Libelu quando estudava na USP. A rede é grande e internacional. 

Assim, a presença de Marco Aurélio "Top Top" Garcia no pelotão que desceu a rampa interna do Palácio do Planalto não foi apenas para segurar o braço de Lula e dar segurança ao seu andar cambaleante, mas especialmente emblemática, para dizer à "rede" sobre a amplitude da cerimônia, e das consequências que ele e parceiros imaginam para a Comissão da Verdade. 

Uma coisa é certa: Marco Aurélio "Top Top" Garcia não tem qualquer história pessoal para revelar à Comissão da Verdade, em face da espantosa coragem que exibiu no final dos anos 60 e da pressurosa escafedida que cometeu.
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