27 de jan. de 2011


Devolve Lula!

Desde que o crucifixo foi roubado pelo molusco etílico, o Brasil virou palco de tragédias, que se abatem de norte a sul. Nunca na história da República se viu tanta desgraça.   Até tornados, jamais registrados no país, passaram a ocorrer.

A Folha de S. Paulo publicou a informação de que a presidente Dilma Rousseff, em sua primeira semana de trabalho, retirou o crucifixo da parede de seu gabinete e a bíblia de sua mesa.

Helena Chagas, ministra chefe da Secretaria de Comunicação Social, através de seu twitter, contradisse a informação divulgada pela Folha. Segundo ela, “a presidenta Dilma não tirou o crucifixo da parede de seu gabinete. A peça é do ex-presidente Lula e foi na mudança. Aliás, o crucifixo, que Lula ganhou de um amigo no início do governo, é de origem portuguesa”.

Segundo Chagas, a bíblia continua lá, em uma sala contígua, em cima de uma mesa. A mesma informação está em nota da Secom.


Agora a pergunta que não quer calar...

Se o crucifixo era presente do Lula o que faz nessa foto de Itamar no gabinete presidencial dezoito anos antes?


Twitter, quando começar ?

Qual o momento certo para começar a usar sites como o Twitter ?

Esta é a dúvida de quem acha que jamais terá muitos "seguidores" e sonha com a possibilidade de usar seu tempo para "produzir" conteúdo. 

A resposta é simples: não um tempo "certo" - ou "errado" - para começar a sua viagem pela mídia social. Se você tem algo que vale a pena dizer e que você quer compartilhar com outros, então pare de esperar por algum ponto mágico no tempo. Vá lá e espalhe a sua mensagem.

Claro que você não vai, num passe de mágica, ter um quaquilhão de seguidores. Leva tempo para construir uma comunidade de tamanho decente - pelo menos para a maioria de nós, meros mortais.

Contudo, ao abrir-se e compartilhar as coisas que sente serem importantes, você começará a ver o seu número de amigos e fãs crescer.  

Não se estresse com a idéia de que você tem que ser engraçado, original e perspicaz em todas as mensagens de 140 caracteres que enviar. Seja você mesmo. Você pode juntar um pouco de sua personalidade ao seu perfil profissional, por exemplo, e a mistura dos dois será algo exclusivamente "você".

A pior coisa que você pode fazer quando se trata de dar esse salto é esperar. 

Saia daí e crie esse perfil. Feche os olhos, prenda a respiração e comece a digitar!
O assassinato de MÁRCIO LEITE TOLEDO da ALN              

             A manhã de 23 de março de 1971 encontrou o jovem advogado de 26 anos, Sérgio Moura Barbosa, escrevendo uma carta, em seu humilde quarto de pensão no bairro de Indianópolis, na capital de São Paulo. Os bigodes bem aparados e as longas suíças contrastavam com o aspecto conturbado de seu rosto, que não conseguia esconder a crise pela qual estava passando.

          Três frases foram colocadas em destaque na primeira folha da carta: "A Revolução não tem prazo e nem pressa"; "Não pedimos licença a ninguém para praticar atos revolucionários"; e "Não devemos ter medo de errar. É preferível errar fazendo do que nada fazer". Em torno de cada frase, todas de Carlos Marighela, o jovem tecia ilações próprias, tiradas de sua experiência revolucionária como ativo militante da Ação Libertadora Nacional (ALN).

          Ao mesmo tempo, lembrava-se das profundas transformações que ocorreram em sua vida e em seu pensamento, desde 1967, quando era militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e estudante de Sociologia Política da Universidade Mackenzie, em São Paulo. O "Pardal", como era conhecido, pensava casar-se com Maria Inês e já estava iniciando a montagem de um apartamento na Rua da Consolação.

          Naquela época, as concepções militaristas exportadas por Fidel Castro e Che Guevara empolgavam os jovens e Marighela surgia como o líder comunista que vociferava que os levaria à tomada do poder através da luta armada.

          Impetuoso, desprendido e idealista, largou o PCB e integrou-se ao agrupamento de Marighela que, no início de 1968, daria origem à ALN. Naquela manhã, a carta servia como repositório de suas dúvidas:

"Faço esses comentários a propósito da situação em que nos encontramos: completa defensiva e absoluta falta de imaginação para sairmos dela. O desafio que se nos apresenta no atual momento é dos mais sérios,na medida em que está em jogo a própria confiança no método de luta que adotamos. O impasse em que nos encontramos ameaça comprometer o movimento revolucionário brasileiro, levando-o, no mínimo, à estagnação e, no máximo, à extinção." 

          Esse tom pessimista estava muito longe das esperanças que depositara nos métodos revolucionários cubanos. Lembrava-se de sua prisão, em fins de julho de 1968, quando fora denunciado por estar pretendendo realizar um curso de guerrilha em Cuba. Conseguindo esconder suas ligações com a ALN, em poucos dias foi liberado. Lembrava-se, também, da sua primeira tentativa para ir a Havana, passando por Roma, quando foi detido, em 16 de agosto de 1968, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Conduzido à Polícia do Exército, foi liberado três dias depois. Finalmente, conseguindo o seu intento, permaneceu quase dois anos em Cuba, usando o codinome de "Carlos". Aprendeu a lidar com armamentos e explosivos, a executar sabotagens e a realizar assaltos. Em junho de 1970, voltou ao Brasil, retomando suas ligações com a ALN.

          Em face de sua inteligência aguda e dos conhecimentos que trazia de Cuba, ascendeu rapidamente na hierarquia, passando a trabalhar junto à Coordenação Nacional. Foi quando, em 23 de outubro de 1970, um segundo golpe atingiu duramente a ALN, com a morte de seu então líder Joaquim Câmara Ferreira, o "Velho" ou "Toledo", quase um ano após a morte de Marighela. Lembrava-se que, durante cerca de 40 dias, ficara sem ligações com a organização. Premido pela insegurança, não compareceu a vários pontos, sendo destituído da Coordenação. Não estava concordando com a direção empreendida à ALN e escreveu, na carta, que havia entrado "em entendimento com outros companheiros igualmente em desacordo com a condução dada ao nosso movimento."
 
          No início de fevereiro de 1971, foi chamado para uma discussão com a Coordenação Nacional e, na carta, assim descreveu a reunião:

"Ao tomarem conhecimento de meu contato paralelo, os companheiros do Comando chamaram-me para uma discussão, a qual transcorreu num clima pouco amistoso, inclusive com o emprego, pelas duas partes, de palavras inconvenientes para uma discussão política. Confesso que fiquei surpreso com a reação dos companheiros por não denotarem qualquer senso de autocrítica e somente entenderem a minha conduta como um simples ato de indisciplina."

          Não sabia, o jovem, que a ALN suspeitava que ele houvesse traído o "Velho".

          Com o crescimento de suas indecisões, não aceitou, de pronto, a função que lhe havia sido oferecida, a de ser o coordenador da ALN na Guanabara. Ao aceitá-la, após um período de reflexão, a proposta já fora cancelada. Foi, então, integrado a um "Grupo de Fogo" da ALN em São Paulo, no qual, até aquela manhã, participara de diversos assaltos. Seu descontentamento, entretanto, era visível:

"Fui integrado nesse grupo, esperando que, finalmente, pudesse trabalhar dentro de uma certa faixa de autonomia e aplicar meus conhecimentos e técnicas em prol do movimento. Aí permaneci por quase dois meses, e qual não foi a minha decepção ao verificar que também aí estava anulado... Tive a sensação de castração política." 

          Não sabia, o jovem, que a ALN estava considerando o seu trabalho, no "Grupo de Fogo", como desgastante e "ainda somado à vacilação diante do inimigo", acusado de ter fugido da polícia quando estavam trocando as placas de um carro roubado.

          No final da carta, Sérgio, mantendo a ilusão revolucionária, teceu comentários acerca de sua saída da ALN:

"Assim, já não há nenhuma possibilidade de continuar tolerando os erros e omissões políticas de uma direção que já teve a oportunidade de se corrigir e não o fez. Em sã consciência, jamais poderei ser acusado de arrivista, oportunista ou derrotista. Não vacilo e não tenho dúvidas quanto às minhas convicções. Continuarei trabalhando pela Revolução, pois ela é o meu único compromisso."

          Ao pé da carta, assinava "Vicente" e não "Mário", codinome este que havia passado a usar depois de seu regresso de Cuba.

          Terminada a redação, pegou o seu revólver calibre 38 e uma lata cheia de balas com um pavio à guisa de bomba caseira e saiu para "cobrir um ponto" com o militante da ALN José Milton Barbosa ("Celio", "Castro", "Claudio", "Sargento"). Não sabia que seria traído. Não sabia, inclusive, que o descontentamento da ALN era tanto que ele já havia sido submetido -- e condenado -- por um pseudo "Tribunal Revolucionário".

          No final da tarde, procedendo às costumeiras evasivas, circulava pelas ruas do Jardim Europa, aristocrático bairro paulistano. Na altura do número 405 da Rua Caçapava, aproximou-se um Volkswagen grená, com dois ocupantes, que dispararam mais de 10 tiros de revólver .38 e pistola 9 mm. Um Gálaxie, com 3 elementos, dava cobertura à ação. Apesar da reação do jovem, que chegou a descarregar sua arma, foi atingido por 8 disparos. Morto na calçada, seus olhos abertos pareciam traduzir a surpresa de ter reconhecido seus assassinos. Da ação fizeram parte seus companheiros da direção nacional Yuri Xavier Pereira ("Joaozão"), Ana Maria Nacinovic Correia ("Marcela", "Betty", "Beth") e Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ("Clemente", "Diogo", "Quelê", "Guilherme"), este último o autor dos disparos fatais.

          Ao lado do corpo, foram jogados panfletos, nos quais a ALN assumia a autoria do "justiçamento", do qual também participaram, na cobertura, Antonio Sérgio de Matos ("Hermes, "Uns e Outros"), Paulo de Tarso Celestino da Silva ("Cesar") e José Milton Barbosa.

          São sugestivos os seguintes trechos desse "Comunicado":

"A Ação Libertadora Nacional (ALN) executou, dia 23 de março de 1971, Márcio Leite Toledo. Esta execução teve o fim de resguardar a organização... Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações desta espécie, muito menos uma defecção deste grau em suas fileiras... Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira... Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permitem recuos... A revolução não admitirá recuos!"

           O jovem não era "advogado" e nem se chamava "Sérgio Moura Barbosa", "Carlos", "Vicente", "Mário" ou "Pardal". Seu nome verdadeiro era Márcio Leite Toledo.

          Enterrado dias depois em Bauru, seu irmão mais velho, então Deputado Federal por São Paulo, declarou saber que ele havia sido morto pelos próprios companheiros comunistas.

                                                                                 F.  DUMONT


cOMOComo desativar a tecla Caps Lock
Aprenda a desabilitar a função do Caps Lock
Por Ana Paula Sedrez de Souza Pereira

A tecla Caps Lock pode ser muito útil para quando você quer digitar uma palavra ou trecho de uma frase inteiramente em letras maiúsculas. Entretanto, ela também pode representar um incômodo quando ativada de forma involuntária. Afinal, quem nunca errou uma senha porque o Caps Lock estava ligado?
Se você não utiliza o Caps Lock e deseja desativar a função da tecla, há como fazer isso inserindo uma entrada nos Registros do Windows. Caso você não goste dos resultados, há como reverter facilmente o processo. Este tutorial vale tanto para o Windows 7 quanto para o Vista.
Primeiro, entre no Menu Iniciar e digite “regedit” (sem as aspas) na Barra de execução para abrir o editor de Registros do Windows. Antes de começar, vamos criar uma cópia de segurança do registro que será alterado.
Para isso, localize a chave “HKEY_LOCAL_MACHINE”, “SYSTEM”, “CurrentControlSet”, “Control” e clique com o botão direito do mouse na alternativa “Keyboard Layout”. Em seguida, selecione a alternativa “Exportar” e salve o backup no diretório de sua preferência.

Agora, vamos iniciar a desativação do Caps Lock. Ainda na mesma opção (“Keyboard Layout”), clique com o botão direito do mouse e selecione a alternativa “Novo” e “Valor Binário”.

Atribua o nome “Scancode Map” (sem as aspas) para esta entrada.

Então, dê um clique duplo no registro criado e digite a sequência:
00 00 00 00 00 00 00 00
02 00 00 00 00 00 3A 00
00 00
ATENÇÃO: esses números serão divididos em oito duplas na primeira linha, oito duplas na segunda e duas duplas na terceira. À medida que você preencher a primeira linha, quatro números são completados no canto esquerdo. O mesmo acontece quando você terminar a segunda linha. Ao final, seu Registro deve estar igual ao mostrado na figura abaixo:

Feito isso, clique em “Ok” para armazenar suas alterações. Em seguida, reinicie o computador para que suas mudanças sejam aplicadas. Observe que agora a tecla Caps Lock simplesmente não é mais ativada.
Caso você queira reverter o processo, basta excluir a entrada de registro criada e reiniciar seu computador.
SINTOMAS

O resfriado escorre 
quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope 
quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde 
quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade 
quando a solidão dói.
O corpo engorda 
quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime 
quando as duvidas aumentam.
O coração desiste 
quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece 
quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram 
quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta 
quando o orgulho escraviza.
O coração infarta 
quando chega a ingratidão.
A pressão sobe 
quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam 
quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta 
quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Morre o Major Dick Winters, 
comandante da Companhia Easy

Faleceu no último dia 2 de janeiro em Palmyra, Pennsylvania, EUA, de causas naturais aos 92 anos de idade, o famoso comandante da Easy Company, Major Richard "Dick" Winters, celebrizado pela série Band of Brothers da HBO.

 Nascido em Ephrata, Pennsylvania, Winters trabalhou em uma série de empregos para pagar sua faculdade, na qual graduou-se em junho de 1941. Na esperança de encurtar seu tempo de serviço militar, decidiu alistar-se no Exército em 25 de agosto daquele ano, passando pelo treinamento básico na Carolina do Sul. Com o ataque japonês a Pearl Harbor, as coisas mudaram de figura, e Winters foi selecionado para a Escola de Aspirantes a Oficial em abril de 1942, e lá conheceu seu futuro colega de guerra Lewis Nixon. Comissionado 2º Tenente em julho, decidiu juntar-se à infantaria paraquedista, recebendo ordens para se apresentar ao 506º Regimento de Infantaria Paraquedista em Camp Toccoa, Georgia. Lá, Winters recebeu o comando do 2º Pelotão da Companhia E ("Easy Company"), e ganhou o respeito dos soldados devido à sua competência e espírito de liderança.

Chegando à Inglaterra em setembro de 1943 - já como parte da 101ª Divisão Aerotransportada - o 506º Regimento iniciou uma dura fase de treinamento em Wiltshire, que resultou no crescimento de tensões entre Winters e o comandante da Easy Company, Capitão Herbert Sobel. Winters duvidava da capacidade de Sobel de exercer liderança em situações de combate, e sua opinião era compartilhada por muitos sargentos da unidade. Após uma troca de acusações e um manifesto oficial dos sargentos, o comandante do 506º, Coronel Robert Sink, decidiu remover Sobel e substituí-lo pelo 1º Tenente Thomas Meehan III.

Durante os saltos noturnos que precederam o desembarque na Normandia, o avião que levava Meehan foi derrubado pela aertilharia antiaérea alemã, e Winters passou a atuar como comandante da Easy já no dia 6 de junho de 1944. Neste mesmo dia, ele liderou um ataque a uma bateria alemã de obuseiros 105 mm que atiravam sobre a praia de Utah. O exemplar assalto coordenado por Winters, conhecido como Ataque de Brécourt Manor, ainda é ensinado na academia de West Point como exemplo de ataque à posições fixas. Com apenas 13 homens, ele destruiu a posição inimiga, guardada por 50 soldados, e ainda capturou um mapa das defesas alemãs na área. Por esta ação ele foi condecorado pelo General Omar Bradley com a Distinguished Service Cross e promovido a Capitão.

Dick Winters
Em setembro, a 101ª tomou parte na Operação Market-Garden, saltando sobre a Holanda. Numa encruzilhada, os paraquedistas entraram sob fogo de metralhadora alemã. Winters fez um reconhecimento e chamou o restante de seu pelotão para auxiliar no ataque à posição defensiva alemã. Embora tenha estimado a defesa inimiga em cerca de 50 homens, na verdade Winters concluiu com sucesso um ataque a uma força de 300 soldados alemães. Pouco depois, ele foi promovido a Oficial Executivo do 2º Batalhão, e nessa posição tomou parte na defensiva da cidade de Bastogne, na Bélgica, durante a ofensiva alemã de dezembro de 1944. Segurando a cidade contra uma força alemã muito maior, a 101ª sofreu muitas baixas, mas resistiu por uma semana até a chegada das tropas do 3º Exército do General George Patton.

Em março de 1945, Winters recebeu o comando do 2º Batalhão, liderando-o por um período de relativa pouca atividade, desde o Reno até a Bavária no fim de abril. No começo de maio, ele recebeu a ordem de capturar Berchtesgaden, o retiro montanhês de Hitler. No dia 5, a Easy Company chegou ao Ninho da Águia, a casa construída para o Führer no topo das montanhas bávaras.

Após a guerra, Winters foi trabalhar com seu amigo Nixon até 1951, quando foi reconvocado para serviço ativo durante a Guerra da Coreia. Winters treinou oficiais por algum tempo, entrando para a reserva novamente em 1952. Casado e pai de dois filhos, ele abriu uma empresa de insumos agropecuários em Hershey, Pennsylvania, atuando como fornecedor por todo o estado. Em 1992, foi entrevistado pelo historiador Stephen Ambrose para seu livro "Band of Brothers: Easy Company, 506th Regiment, 101st Airborne from Normandy to Hitler's Eagle's Nest", que foi transformado pela HBO na mundialmente famosa minissérie "Band of Brothers" em 2001.

Winters interpretado pelo ator Damian Lewis na minissérie Band of Brothers
Apesar da saúde frágil de seus últimos anos, bem como uma dura batalha contra o Mal de Parkinson, Dick Winters continuou o quanto pôde a participar de eventos públicos, e recentemente uma campanha foi iniciada para construir uma estátua sua na Normandia. William "Wild Bill" Guarnere, que serviu sob o comando de Winters na Easy, disse: "Quando ele dizia 'vamos', ele estava bem na frente. Nunca ficava para trás. Era um líder personificado".

Desejando apenas uma cerimônia simples para a família e amigos, Dick Winters pediu que seu falecimento fosse mantido em segredo até que o enterro fosse realizado, o que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2010. Winters deixa esposa (Ethel) e dois filhos (Tim e Jill).


Tiradentes e as boquinhas

Por Hélio Schwartsman - Folha de São Paulo
26/01/2011 SÃO PAULO

     Agora são duas tetranetas de Tiradentes que estão pleiteando uma pensãozinha, pelos serviços prestados por seu antepassado.  Faz sentido.  Se a filha do Hercílio Luz, que foi eleito governador de Santa Catarina no século 19, faz jus a R$ 15 mil, por que as descendentes do herói do século 18 não teriam direito a modestos R$ 727,00 ?  

     Nesse ritmo, logo chegaremos ao Pero Vaz de Caminha.  Chegaremos?  Talvez seja mais exato dizer que foi dali que partimos.
 
     É sempre bom lembrar que o escrivão real termina sua Carta do Achamento do Brasil intercedendo diante de Sua Majestade por um genro.

  Com tantos antecedentes, não é difícil explicar coisas como superpassaportes, superaposentadorias etc.

      Na verdade, é fácil e gostoso atacar políticos e seus apaniguados, mas será que nosso comportamento privado é muito melhor?

     Tramitam no Congresso dezenas de projetos de "regulamentação profissional", ou seja, para tornar uma determinada atividade exclusiva para os que já a praticam e de preferência obrigatória para a população. Todo sindicato, no fundo, almeja tornar-se uma OAB.
 
     Na indústria, a situação não é diferente. A troca das tomadas, por exemplo, foi um golpe de mestre. Numa única canetada os fabricantes de plugues e adaptadores criaram "ex nihilo" um novo mercado de quase 200 milhões de usuários.
 
     No mesmo nível de genialidade só me lembro da regra que, alguns anos atrás, obrigou todos os motoristas a adquirir e a carregar um pedaço de gaze, um rolo de esparadrapo e um par de luvas de látex. Era para garantir atendimento médico em emergências viárias.
 
     O Brasil se tornou uma espécie de país da boquinha. Indivíduos, categorias profissionais e empresas, em vez de firmar-se pela excelência de seu trabalho, serviços ou produtos, tentam sequestrar a autoridade do Estado para impor-se a todos e garantir "o seu".
 
     É um jogo no qual os bem relacionados ganham e a maioria perde.
A alegre seleção universitária de vôlei do RN