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21 de set. de 2011
Os militares dão aula de democracia, especialmente às esquerdas!
Reinaldo Azevedo
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| General Ademar e eu: terceira vez no Comando Militar do Sudeste, com muita honra! |
A quantidade de bobagens que a petralhada é capaz de produzir é uma coisa formidável! Participei ontem do V Ciclo de Palestras de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste. “V”, entenderam? O evento acontece há cinco anos! É a terceira vez que estive lá: falei no de 2009 e recebi uma condecoração em 2010, o que muito me honra. Gosto de estar entre pessoas decentes, que seguem a Constituição e as leis. É inútil me procurar em marchas da maconha, por exemplo… “Palestra para militares, é? Estava tentando convencê-los a dar um golpe?”, provocou um bobalhão.
A ironia é tão cretina que talvez não merecesse estar aqui. Mas ela vem bem a calhar. Quis a evolução da vida política e social brasileira que o ambiente militar seja hoje mais pluralista e aberto à divergência do que as nossas universidades, especialmente as públicas, onde grupelhos se impõem pela força, pela violência, pela intimidação, silenciando o contraditário. Sabem o que isso significa? E reproduzo aqui a minha fala final no evento desta terça, parafraseando Talleyrand sobre os Bourbons: os militares podem não ter esquecido nada, mas aprenderam coisas novas; as esquerdas autoritárias não esqueceram nada, mas também não aprenderam nada,
Eu era apenas um dos convidados. Na segunda, falaram o chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, general Carlos Alberto Neiva Barcellos; o jornalista Carlos Nascimento, do SBT; o jornalista e escritor Laurentino Gomes e o presidente do Instituto Vladimir Herzog, Nemércio Nogueira. Na terça, além deste escriba, estiveram lá o publicitário José Luiz Martins; o vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Audálio Dantas, e o jornalista e comentarista esportivo Sílvio Luiz. Amanhã, se não houver mudança na programação, estão previstas as presenças de Felipe Bueno, diretor de jornalismo da Rádio Sulamérica Trânsito; Marcelo Rezende, jornalista da TV Record; Hans Donner, diretor de Arte da Rede Globo, e Sandra Annemberg, jornalista e apresentadora da Rede Globo; na quinta, Heródoto Barbeiro, jornalista e apresentador da Record News.
Como se nota, há profissionais de áreas distintas da imprensa e que não comungam na mesma igreja de pensamento. A platéia é formada por oficiais do Exército e por estudantes de várias faculdades de jornalismo. O genral Ademar da Costa Machado Filho, comandante militar do Sudeste, deu uma aula de espírito democrático e civilidade: “Eu costumo dizer, Reinaldo, que aqui não existe hierarquia para as idéias; a hierarquia existe e é aplicada quando tomamos uma decisão, mas eu costumo sempre ouvir a minha equipe”. Eis aí! Quem dera se pudesse respirar essa esfera nas universidades brasileiras, não é mesmo?
Sobre o que eu falei?
O título da minha palestra é longo, quase uma dissertação, sugerido por mim, como ficará claro: “Pluralismo, na imprensa, não significa verdade relativa. A verdade segue sendo uma só”. Como o nome sugere, critiquei a grande confusão que se faz no jornalismo brasileiro hoje em dia entre “outro lado” e “outro-ladismo”. É evidente que pessoas que estejam sendo acusadas de um crime ou de um ato ilícito devem ser ouvidas para apresentar a sua versão. Isso não quer dizer, no entanto, que a verdade seja uma questão de ponto de vista. A gente pode até não conhecê-la, mas ela existe.
O “outro-ladismo” é a manifestação viciosa, perniciosa, do “outro lado”. Há um exemplo escancarado no dias que correm. Quantas reportagens vocês já leram em que Marina Silva aparece afirmando que a proposta de Aldo Rebelo para o novo Código Florestal anistia desmatadores? No fim do texto, na hipótese benigna, registra-se: “Rebelo nega”. Notem: se um diz a verdade, o outro mente. É simples assim. Que tal ler o que diz o documento? Ou há anistia ali ou não há. Não basta ao jornalista ouvir “um lado”, ouvir o “outro lado” e dar a coisa por encerrada. Quem ler o código vai constatar que ele NÃO PROPÕE A ANISTIA COISA NENHUMA! Também não aumenta o desmatamento, como dizem. É matéria de fato, não se gosto. E é uma obrigação do jornalista trabalhar com os fatos. Ou seja: Aldo não mente!
Foi um bate-papo proveitoso, divertido, com intervenções inteligentes dos estudantes e dos militares presentes. Chamam a atenção, em particular, a cultura, o bom humor e a conversa agradável de jovens oficiais, muito distantes do sectarismo rombudo e ignorante daquela meia-dúzia, que tem mais ou menos a mesma idade dos soldados, que costuma tiranizar as universidades brasileiras com suas idéias “revolucionárias” para o século… XIX!
Saúdo, mais uma vez, o general Ademar. Estivesse ele numa das nossas tristes universidades, constataria que, por lá, se pratica o contrário do seu lema: as idéias é que têm hierarquia, e ela só não se mostra na hora de tomar decisões.
São os militares dando aula de democracia às nossas esquerdas.
Percentual de Tributos sobre o Preço Final
IBPT - INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
IBPT - INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
PRODUTO Tributos/preço final
| Mesa de Madeira | 30,57% |
| Cadeira de Madeira | 30,57% |
| Sofá de Madeira/plástico | 34,50% |
| Armário de Madeira | 30,57% |
| Cama de Madeira | 30,57% |
| Motocicleta de até 125 cc | 44,40% |
| Motocicleta acima de 125 cc | 49,78% |
| Bicicleta | 34,50% |
| Vassoura | 26,25% |
| Tapete | 34,50% |
| Passagens aéreas | 8,65% |
| Transporte Rod. Interestadual Passageiros | 16,65% |
| Transporte Rod. Interestadual Cargas | 21,65% |
| Transporte Aéreo de Cargas | 8,65% |
| Transp. Urbano Passag. - Metropolitano | 22,98% |
| MEDICAMENTOS | 36% |
| CONTA DE ÁGUA | 29,83% |
| CONTA DE LUZ | 45,81% |
| CONTA DE TELEFONE | 47,87% |
| Cigarro | 81,68% |
| Gasolina | 57,03% |
| PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS | |
| Carne bovina | 18,63% |
| Frango | 17,91% |
| Peixe | 18,02% |
| Sal | 29,48% |
| Trigo | 34,47% |
| Arroz | 18% |
| Óleo de soja | 37,18% |
| Farinha | 34,47% |
| Feijão | 18% |
| Açúcar | 40,4% |
| Leite | 33,63% |
| Café | 36,52% |
| Macarrão | 35,20% |
| Margarina | 37,18% |
| Margarina | 37,18% |
| Molho de tomate | 36,66% |
| Ervilha | 35,86% |
| Milho Verde | 37,37% |
| Biscoito | 38,5% |
| Chocolate | 32% |
| Achocolatado | 37,84% |
| Ovos | 21,79% |
| Frutas | 22,98% |
| Álcool | 43,28% |
| Detergente | 40,50% |
| Saponáceo | 40,50% |
| Sabão em barra | 40,50% |
| Sabão em pó | 42,27% |
| Desinfetante | 37,84% |
| Água sanitária | 37,84% |
| Esponja de aço | 44,35% |
| PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE | |
| Sabonete | 42% |
| Xampu | 52,35% |
| Condicionador | 47,01% |
| Desodorante | 47,25% |
| Aparelho de barbear | 41,98% |
| Papel Higiênico | 40,50% |
| Pasta de Dente | 42,00% |
| MATERIAL ESCOLAR | |
| Caneta | 48,69% |
| Lápis | 36,19% |
| Borracha | 44,39% |
| Estojo | 41,53% |
| Pastas plásticas | 41,17% |
| Agenda | 44,39% |
| Papel sulfite | 38,97% |
| Livros | 13,18% |
| Papel | 38,97% |
| Agenda | 44,39% |
| Mochilas | 40,82% |
| Régua | 45,85% |
| Pincel | 36,90% |
| Tinta plástica | 37,42% |
| BEBIDAS | |
| Refresco em pó | 38,32% |
| Suco | 37,84% |
| Água | 45,11% |
| Cerveja | 56% |
| Cachaça | 83,07% |
| Refrigerante | 47% |
| CD | 47,25% |
| DVD | 51,59% |
| Brinquedos | 41,98% |
| LOUÇAS | |
| Pratos | 44,76% |
| Copos | 45,60% |
| Garrafa térmica | 43,16% |
| Talheres | 42,70% |
| Panelas | 44,47% |
| PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO | |
| Toalhas - (mesa e banho) | 36,33% |
| Lençol | 37,51% |
| Travesseiro | 36% |
| Cobertor | 37,42% |
| Automóvel | 43,63% |
| ELETRODOMÉSTICOS | |
| Fogão | 39,50% |
| Microondas | 56,99% |
| Ferro de Passar | 44,35% |
| Telefone Celular | 41,00% |
| Liquidificador | 43,64% |
| Ventilador | 43,16% |
| Refrigerador | 47,06% |
| Vídeo-cassete | 52,06% |
| Aparelho de som | 38,00% |
| Computador | 38,00% |
| Batedeira | 43,64% |
| Roupas | 37,84% |
| Sapatos | 37,37% |
| MATERIAL DE CONSTRUÇÃO | |
| Casa popular | 49,02% |
| Telha | 34,47% |
| Tijolo | 34,23% |
| Vaso sanitário | 44,11% |
| Tinta | 45,77% |
| Fertilizantes | 27,07% |
| Móveis (estantes, cama, armários) | 37,56% |
| Mensalidade Escolar | 37,68% (ISS DE 5%) |
19 de set. de 2011
O Chefão da quadrilha
Texto de Márcio Accioly
Márcio Accioly é Jornalista.
Estão explicadas as razões pelas quais o ex-presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP) é contratado para fazer palestras milionárias e tem assombrosa renda mensal garantida: as empreiteiras Odebrecht, OAS, Andrade Gutiérrez e Queiroz Galvão doaram R$ 11 milhões ao PT (campanha de 2010), e foram bem alojadas na Líbia de Kadaffi.
A nota que saiu na Coluna de Cláudio Humberto, neste sábado (17), levantou a lebre de política externa praticada pelo Itamaraty que deixou o Brasil a reboque das piores republiquetas de esquina do mundo. Quando Lula elogiou Muammar Kadaffi, chamando-o de “meu amigo, meu irmão e meu líder”, não foi em vão!
Mas feio mesmo quem ficou no papel foi o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), que agora quer incluir Dom Luiz Inácio no processo do mensalão, depois de ter dito no auge do escândalo ser ele “é um homem sério e honesto”. Não é só Jefferson que deseja ver Lula naquele processo, Marcos Valério também quer.
As construtoras agora estão correndo atrás do prejuízo, mas os rebeldes que estão assumindo o poder na Líbia, pelo menos por enquanto, não pretendem ver sinal do Brasil lá dentro. A França já está lá e a Inglaterra também. As imagens mostrando Lula bajulando o então ditador líbio estão na internet e fica difícil apagá-las.
Por isso que o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais e criador do mensalão a partir daquele estado pretende impor censura à internet, impedindo a veiculação de notícias que comprometam os vários larápios que se revezam no poder.
Azeredo foi senador até o início deste ano. Desacreditado, percebeu não ter mais chance na disputa de cargo majoritário e baixou a bola. Ele sabe ser indispensável o mandato, para se manter em foro privilegiado no jugo de lei criada pelo deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB-MG), na gestão FHC (1995-2003).
Entra governo, sai governo, a bandalheira continua assemelhada. Teve gente que acreditou em suposta “faxina” que quiseram atribuir à presidente Dilma, uma das pessoas mais despreparadas de que se tem notícia na administração pública nacional.
O fato é que já esqueceram suas ligações com Erenice Guerra e o desempenhado papel de coadjuvante em todas as ações praticadas pelo antecessor. Sem contar o pavor que causa nos auxiliares diretos, pois não costuma medir palavras, inclusive de baixo calão, para humilhar e repreender quem contraria santos desejos e imposições.
Dom Luiz Inácio tanto falou na “herança maldita” legada por FHC (um dos governos mais corruptos de nossa história, até a ascensão do sucessor), apenas para confundir: basta verificar as quadrilhas deixadas por ele nos Ministérios, onde grande parcela de influência é exercida por José Sarney e outras ratazanas.
Afinal, não era Dom Luiz Inácio que apregoava o caráter de quase santidade de José Sarney? Pessoa, segundo ele, que não é comum? Que deve merecer tratamento diferenciado da parte dos brasileiros que pagam impostos extorsivos?
As pessoas demoram muito a constatar os fatos. FHC levou dois mandatos até que se verificasse possuir personalidade de pavão a preencher vazio moral. Parece que somente agora pequena parcela começa a enxergar a ladroeira da gestão petista. São anos e anos de sofrimento e roubo até que se testemunhe a presença do ladrão!
Quando se extinguiu a CPMF, o governo imediatamente cuidou de aumentar o valor do IOF, ultrapassando com ele os valores que supostamente seriam perdidos. Mas, agora, numa sociedade onde ninguém presta atenção a nada, quer se criar nova taxação.
Por isso que a população é que terá de fazer a faxina, indo às ruas para expulsar os ladravazes dos cargos públicos. Nada é conquistado sem sacrifício.
Márcio Accioly é Jornalista.
17 de set. de 2011
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