5 de dez. de 2012

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TeamViewer 8.0.16447
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TopStyle 5.0.0.81
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WinSCP 5.1.2

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BRASIL 247: O SEU JORNAL DIGITAL 24 HORAS POR DIA 7 DIAS POR SEMANA - 3 dez 2012


GAROTINHO: Fonte DA PF CONFIRMA OS € 25 MI


Deputado federal põe lenha na fogueira e diz ao 247 que Rose entrou com 25 milhões de euros na cidade do Porto, em Portugal. Ele sustenta que existem diálogos entre a ex-chefe de gabinete da Presidência da República e o ex-presidente Lula em poder da Polícia Federal, apesar de a PF negar. Garotinho promete protocolar no Itamaraty pedido de informações sobre a viagem de Lula a Portugal.

Juliane Sacerdote _Brasília247 – O rumor de que a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha entrou com 25 milhões de euros em Portugal já vinha circulado pela internet há alguns dias. Mas o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) foi o primeiro a publicar a informação em seu blog neste domingo 2 (Entenda o caso).

Segundo ele, uma fonte pessoal lhe contou toda a história. Sem citar nomes, o parlamentar relatou ao 247 que foi um policial federal que detalhou o episódio a ele, e que outros agentes da PF escreveram o e-mail que vinha circulando. O deputado diz ainda que existe sim quebra de sigilo telefônico envolvendo os investigados da Operação Porto Seguro da Polícia Federal.

De acordo com Garotinho, "existem muitos detalhes para a história não ser verdadeira" e é "pouco provável" que o episódio não tenha ocorrido, já que em nenhuma investigação da Polícia Federal existe quebra de sigilo em e-mails sem interceptação das ligações telefônicas. "Divulguei os fatos porque a fonte é boa. No início desconfiei, sabe como são as notícias de internet. Mas se tem pessoas da comunidade policial dizendo, aí a informação passa a ter sentido, credibilidade" disse o parlamentar à reportagem.

Mesmo assim, de acordo com o deputado federal, ele vai protocolar um Requerimento de Informações nesta terça-feira (4) no Ministério de Relações Exteriores para saber detalhes da viagem a Portugal e confirmar a denúncia feita pelo agente da PF. "Vou pedir explicações junto ao Itamaraty, com base na Lei da Transparência, para saber datas, pessoas que viajaram na comitiva e detalhes sobre a entrada dessa mala diplomática na cidade do Porto" detalhou.

Explicações

Para Anthony Garotinho, a denúncia obriga Rosemary Noronha a vir a público explicar o episódio. "Que pessoa inocente tem os telefones interceptados? É preciso que ela venha a público explicar o que aconteceu em Portugal", enfatizou o deputado. Questionado sobre a necessidade do ex presidente Lula também se explicar sobre o episódio, o parlamentar foi evasivo e disse "não saber" se isso vai ocorrer.

Garotinho contou ainda ao 247 que a quebra do sigilo de e-mails dos envolvidos na Porto Seguro foi entregue primeiro ao Ministério Público Federal e à Justiça para que os mandados de busca e apreensão fossem autorizados. Mas sugeriu que as interceptações telefônicas envolvendo ligações de Rosemay Noronha e o ex-presidente Lula ainda estão em poder da Polícia Federal.

Leia o requerimento:

3 de dez. de 2012

Duas galinhas

- Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?

- Sim - respondeu o militante.

- E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?

- Sim - novamente respondeu o valoroso militante.

- E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?

- É claro que doaria - disse o orgulhoso companheiro.

- E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?

- Aí não - respondeu o camarada.

- Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil , se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?

- Porque as galinhas eu tenho.



Vitor Vieira01 DE DEZEMBRO DE 2012

De onde menos se espera, é daí mesmo que nada virá


De 1º de janeiro a 26 de novembro, o governo Dilma investiu só 18% do que está previsto no Orçamento deste ano. A cifra é pequena, R$ 16 bilhões, o que corresponde a 0,4% do PIB. O investimento total previsto no Orçamento de 2012 é R$ 90 bilhões, cerca de 2,25% do PIB. 

Para efeito de comparação, o governo gasta 12% do PIB com o pagamento de aposentados e pensionistas públicos e privados. Ou seja, mesmo se conseguisse investir tudo, ainda seria pouco. 

O governo Dilma tem o mérito de ter aumentado a participação dos investimentos no Orçamento. Chegou a R$ 90 bilhões. Isso aconteceu porque ela conteve gastos de custeio, adiou reajustes de servidores. Mas o governo não consegue gerenciar os investimentos e executá-los. 

O ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore, avalia que a política econômica continua estimulando o consumo, sem conseguir destravar os investimentos do setor privado. Os problemas da indústria continuam e, para piorar, as ações de vários setores caíram como resultado das políticas do governo. Ao perder valor de mercado, as empresas ficam com menor margem para fazer dívidas e, consequentemente, investir. 

"Há um conjunto grande de incertezas. O mercado de capitais está sendo mal tratado. A Petrobras foi capitalizada, mas fica impedida de reajustar o preço da gasolina. Criou-se uma briga com os bancos e isso jogou as ações para baixo. A mesma coisa aconteceu no setor de energia. 

Estamos aumentando os riscos aqui dentro. Ao fazer isso, não dá para esperar milagres, o investimento sofre", diz ele. Pastore vê com cautela os últimos três meses do ano. 

Acha que haverá desaceleração.
veja.abril.com.br
   

Conjuntura - 30 11 2012

Delfim considera 'tragédia' PIB do terceiro trimestre

O fraco desempenho da economia, que apontou crescimento de 0,6%, surpreendeu o economista e ex-ministro da Fazenda

Delfim diz que, em nenhum momento, desejou se referir às empregadas de forma pejorativa
O economista e ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto afirmou nesta sexta-feira que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre "é uma tragédia". Delfim comentou ainda que o crescimento atual "trará suas consequências" para o resultado total de 2012, pois "é uma questão de aritmética". Conforme dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do país cresceu 0,6% no terceiro trimestre na comparação com o segundo trimestre, bem abaixo das expectativas do mercado.

Questionado se o governo Dilma Rousseff correria o risco de entregar uma média de crescimento inferior à registrada durante o governo FHC (de 2,7%), Delfim respondeu: "O passado está feito, o futuro depende do que vamos fazer agora", disse ao deixar evento sobre'Reformas Inadiáveis', promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.

O fraco desempenho do PIB surpreendeu outros analistas. A economista-chefe da Rosenberg Associados, Thaís Zara, disse que agora "é rodar planilha para tentar entender o que aconteceu". A expectativa da economista da Rosenberg era de crescimento de 1% para o período. "Minha expectativa de 1,3% para o ano, que já era baixa, pode agora nem se concretizar", afirmou. "Estou refazendo as contas."

Para a consultoria Brown Brothers Harriman (BBH), em relatório enviado a clientes, o resultado aumenta as expectativas de que o dólar vai continuar tentando avançar acima de 2,10 reais e pode alimentar as pressões para um novo corte na taxa Selic. "No Brasil, a fraca leitura do PIB divulgada hoje vai somente agravar as incertezas em relação às políticas macroeconômicas."

(Com Estadão Conteúdo)
IEDI avalia que PIB de 0,6% no trimestre mostra
economia brasileira sem força de recuperação
A análise qualitativa do Iedi destaca o "baixo dinamismo econômico" no período analisado, e ressalta que o que mais contribuiu para o PIB foi a queda acentuada das importações de bens e serviços, quando se esperava mais do consumo doméstico e dos investimentos.
Brasília - O aumento de 0,6% da atividade econômica no Brasil, de julho a setembro, comparado ao trimestre anterior frustrou expectativas.
O diagnóstico foi divulgado em nota do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) tão logo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos pelo país no trimestre passado.
A análise qualitativa do Iedi destaca o "baixo dinamismo econômico" no período analisado, e ressalta que o que mais contribuiu para o PIB foi a queda acentuada das importações de bens e serviços, quando se esperava mais do consumo doméstico e dos investimentos.
De acordo com o Iedi, a fraca recuperação da economia brasileira é determinada, principalmente, pelo comportamento do investimento, que teve grande declínio na indústria, em meses passados, e melhor desempenho de julho a setembro, quando cresceu 1,1%, ante -1,8% no trimestre anterior. O declínio anterior contagiou, porém, outros setores da economia, e apesar da melhora recente ainda "é cedo para que isso tenha reflexo nas decisões de investir dos empresários".
Quem sustentou o crescimento do PIB em grande parte foi o setor agropecuário, que avançou 2,5% no trimestre passado, comparado ao segundo trimestre do ano, e aumentou 3,6% em relação ao mesmo período de 2011. Resultado movido especialmente pelo bom desempenho das colheitas de café e milho, que cresceram 14,5% e 27,1%, respectivamente, segundo a presidente da Confederação da Agricultura e da Pecuária Brasileira (CNA), senadora Kátia Abreu (PDS-TO).
Ela lembrou, contudo, que o desempenho da agropecuária no terceiro trimestre foi menor que os 4,6% de crescimento no trimestre anterior, em virtude da entressafra agrícola. Período em que as atenções do produtor rural estavam voltadas, segundo ela, para o planejamento da safra 2012/2013, que está sendo plantada.
Pela ótica do economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o "fraco resultado" divulgado sexta-feira pelo IBGE não garante crescimento expressivo do PIB em 2013. Acredita, porém, que a atividade econômica marcha para uma expansão de 1,5% este ano, empurrada pela agropecuária, pelo consumo das famílias e pela atividade comercial, que cresceu 0,4% no trimestre passado, comparado ao trimestre anterior, e 1,2% em relação a igual período de 2011.

O Lula da Rosemary já estava no Lula que caçava viuvinhas
no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo;
lá já se revelava uma natureza

DOMINGO, 2 DE DEZEMBRO DE 2012

Já escrevi aqui um post sobre os aspectos mesquinhos, “petequeiros”, jocosos e até grotescos que envolvem as relações de Rosemary Nóvoa Noronha, um cacho amoroso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a coisa pública. Eles acabam desviando a nossa atenção do essencial. À sua maneira, as tentações ancilares do ex-mandatário retiram a óbvia gravidade de mais um escândalo. Atrevo-me a dizer que a lambança que ora vem à luz constitui, mais do que o próprio mensalão, um emblema do jeito petista de fazer política — ainda que possa não ter o mesmo alcance. Por quê? Porque, desta feita, além de todos os escrachos, encurta-se o caminho que separa o que deveria ser a alta política das urgências ou incontinências do baixo ventre.
Lula levou para o ambiente palaciano o que era, segundo ele próprio confessou em uma antológica entrevista, a sua rotina no mundo sindical. Falando à revista Playboy em 1979, este gigante moral confessou como atuava quando trabalhava na área de seguridade social do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Ficava de olho nas viúvas. Mal um companheiro batia as botas, ele se apresentava para o trabalho de consolação.

Foi com essa disposição, ele próprio contou, que conheceu sua atual mulher, Marisa Letícia. Um taxista lhe contara que o filho havia sido assassinado e que sua nora havia prometido jamais se casar. E Lula, este ser, como direi?, verdadeiramente aristotélico, orientado teleologicamente para o bem, pensou com aquela dignidade que lhe é imanente: “Qualquer dia ainda vou papar a nora desse velho”. Eu não estou fazendo caricatura, não! A fala é dele mesmo! A “nora” era Marisa. Ela deu certo. Miriam Cordeiro nem tanto. Deixemos que ele mesmo fale, com o seu estilo inconfundível:

“Nessa época, a Marisa apareceu no sindicato. Ela foi procurar um atestado de dependência econômica para internar o irmão. Eu tinha dito ao Luisinho, que trabalhava comigo no sindicato, que me avisasse sempre que aparecesse uma viúva bonitinha. Quando a Marisa apareceu, ele foi me chamar”.

O que diz mesmo Aristóteles no Capítulo I do Livro I de “Política”? Isto: “A natureza de uma coisa é o seu estágio final, porquanto o que cada coisa é quando o seu crescimento se completa nós chamamos de natureza de cada coisa, quer falemos de um homem, de um cavalo ou de uma família”.Como se nota, na consideração do filósofo, o Apedeuta se encaixa também na espécie. O Lula da Rosemary já estava no Lula das viúvas dos companheiros metalúrgicos. O Lula do Palácio já estava no Lula do sindicato como a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos… Aristóteles, Machado de Assis… Eu faço um esforço danado para fazer Lula parecer mais interessante do que é…

As folias de alcova são uma espécie de ilustração e de emblema dos que se esbaldam no poder. Suetônio (mais um esforço!), com os “Os Doze Césares”, nos legou certamente uma leitura distorcida dos interiores do Império Romano, com os imperadores meio afrescalhados dos filmes de Hollywood. Mas ilustrou como ninguém a corrupção de caráter a que pode conduzir o poder. Sempre que Lula faz tábula rasa do passado e se coloca como o ser inaugural da civilização, penso, por exemplo, em Calígula, que mandou tirar do Capítólio e destruir as estátuas de homens ilustres que Otávio Augusto mandara lá instalar. Tentou banir de Roma os poemas de Homero (!!!), afirmando que o próprio Platão quisera expulsar os poetas da República. Mandou cassar das bibliotecas as obras de Virgílio e Tito Lívio; ao primeiro faltariam engenho e saber; o segundo seria loquaz demais e inexato. As almas tiranas não se contentam em comprometer o futuro. Também querem reescrever o passado.

Nosso Calígula não papou só viuvinhas. Como escrevi em 2009, olhou um dia para Brizola e Arraes e pensou: “Ainda vou papar a base política deles”. No governo, olhou para FHC e pensou: “Ainda vou papar o Plano Real dele”. Lula é assim: vai papando o que encontra pela frente: as viúvas, as biografias alheias, a história… Na entrevista à Playboy, ele também aborda folguedos sexuais com animais — mas não me alongo a respeito

Antes que continue, respondo a alguns tontos que resolveram invadir o blog para, claro!, atacar… FHC! Então este também não tivera um caso amoroso fora do casamento? Não acabou assumindo um filho, que depois se comprovou não ser seu? Tudo verdade! Só que há uma diferença essencial: o ex-presidente tucano não alojou uma amante, que depois passou a atuar em benefício de uma quadrilha, num cargo público. Ora, a imprensa brasileira jamais se ocupara antes das namoradas de Lula. O nosso jornalismo é muito diferente do americano ou do inglês. Se os jornalistas contassem 10% do que sabem das festinhas de Brasília, a República cairia algumas vezes por ano. Mas se calam. Há um pacto de silêncio que, às vezes, milita contra a verdade e contra o interesse público. Jornais à moda dos tabloides ingleses fariam a farra por aqui. E não precisariam cometer nenhum dos crimes do News of the World. Tendo a achar que fariam um bem aos brasileiros.

Na imprensa americana, casos amorosos de autoridades são notícia, esteja ou não o interesse público envolvido. Entende-se que aqueles que se apresentam para representar a sociedade — presidentes, congressistas, juízes — têm de comungar de alguns de seus valores médios. Talvez fosse o caso de lembrar Aristóteles outra vez: a “cidade tem precedência sobre cada um de nós individualmente”. Na sua vertente maligna, o princípio justifica ditaduras; na sua vertente benigna, faz as grandes democracias. Se o sujeito quer ter o poder da representação, obriga-se a acatar certas noções de decoro — e, nesse caso, amantes nunca são uma questão privada; são questões sempre públicas. Desconfio daqueles que acusam o “excesso de moralismo” do povo americano nessas questões. Acho que se trata apenas de uma República que leva a sério seus fundamentos. Por aqui, um ministro do Supremo tem o topete de defender na corte que criminosos do colarinho branco não cumpram pena em regime fechado.

Em Banânia, mais lassos, mas relaxados, mais tolerantes, fazemos esta distinção: se a(o) amante nada tem a ver com a administração pública, então não há notícia. Notem que o caso Rosemary circulou por alguns bons dias sem que se desse o devido nome às coisas — ou às relações. O que os petistas queriam desta vez? Calígula resolve misturar os seus folguedos com as questões da República — sua amante está no centro de um escândalo —, e o país deve fazer de conta que se trata de “questão pessoal”? Tenham paciência. O Babalorixá de Banânina já chamou de “questão privada” os milhões que a Telemar (hoje Oi) investiu na empresa de um seu filho — a gigante da telefonia tem entre seus sócios o BNDES e foi beneficiada por decisão pessoal do então presidente. Tudo questão privada!!!

Chega, né, Fanfarrão Minésio? A coisa já foi além da conta! Perguntem, por exemplo, se a televisão americana noticiou ou não o caso entre Bill Clinton e aquela estagiária. Ora… E ele estava no exercício da Presidência. Não tentem me provar que somos mais sábios por aqui. Acho que não! Tanto não somos que mal um escândalo chega a termo na Justiça, outro já surge.

Caso grave

A coisa é grave, sim, por qualquer ângulo que se queira. Rosemary até podia não reivindicar para si somas fabulosas — uma Pajero em que ela circula pertence ao esquema criminoso —, mas aqueles em favor dos quais atuava mexiam com interesses bilionários. Tanto ela como Paulo Vieira, apontado como o chefe da quadrilha, estavam em seus respectivos postos por vontade de Lula — aquele que nunca sabe de nada. Nunca antes nestepaiz tantas pessoas traíram tanto um só homem, não é mesmo? Não dá! 
A VEJA desta semana traz uma foto da decoração que Rosemary escolheu para o escritório da Presidência em São Paulo. Há um painel gigantesco de Lula brincando com uma bola. As almofadas dos sofás trazem impressas a imagem de… Lula! É a perfeita ilustração da captura do bem público por interesses privados.
15 segundos


Jornal decide contar ao leitor o que os jornalistas e o governo sabiam há muito: Lula e Rosemary, no centro do novo escândalo, eram amantes desde 1993

Reynaldo Azevedo

01 Dez 2012

Um homem público ter uma amante é ou não assunto relevante? Nos EUA, basta para liquidar uma carreira política, como estamos cansados de saber. Foi um caso extraconjugal que derrubou o todo-poderoso da CIA e quase herói nacional David Petraeus.

Desde quando estourou o mais recente escândalo da República, todos os jornalistas que cobrem política e toda Brasília sabiam que Rosemary Nóvoa Noronha tinha sido — se ainda é, não sei — amante de Lula. Assim define a palavra o Dicionário Houaiss: “Amante é a pessoa que tem com outra relações sexuais mais ou menos estáveis, mas não formalizadas pelo casamento; amásio, amásia”.

Embora a relação fosse conhecida, a imprensa brasileira se manteve longe do caso. Quando, no entanto, fica evidente que a pessoa em questão se imiscui em assuntos da República em razão dessa proximidade e está envolvida com a nomeação de um diretor de uma agência reguladora apontado pela PF como chefe de quadrilha, aí o assunto deixa de ser “pessoal” para se tornar uma questão de interesse público.

O caso, com todos os seus lances patéticos e sórdidos, evidencia a gigantesca dificuldade que Lula sempre teve e tem de distinguir as questões pessoais das de Estado. Como se considera uma espécie de demiurgo, de ungido, de super-homem, não reconhece como legítimos os limites da ética, do decoro e das leis.

Outro dia me enviaram um texto oriundo de um desses lixões da Internet em que o sujeito me acusava de “insinuar”, de maneira que seria espúria, uma relação amorosa entre Rose e Lula. Ohhh!!! Não só isso: ao fazê-lo, eu estaria, imaginem vocês!, desrespeitando Marisa Letícia, a mulher com quem o ex-presidente é casado. Como se vê, respeitoso era levar Rose nas viagens a que a primeira-dama não ia e o contrário.

Mas isso é lá com eles. A Rose que interessa ao Brasil é a que se meteu em algumas traficâncias em razão da intimidade que mantinha com “o PR”. Lula foi o presidente legítimo do Brasil por oito anos. A sua legitimidade para nos governar não lhe dava licença para essas lambanças. Segue trecho da reportagem daFolha

Volto para encerrar

A influência exercida pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, no governo federal, revelada em e-mails interceptados pela operação Porto Seguro, decorre da longa relação de intimidade que ela manteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rose e Lula conheceram-se em 1993. Egressa do sindicato dos bancários, ela se aproximou do petista como uma simples fã. O relacionamento dos dois começou ali, a um ano da corrida presidencial de 1994.

À época, ela foi incorporada à equipe da campanha ao lado de Clara Ant, hoje auxiliar pessoal do ex-presidente. Ficaria ali até se tornar secretária de José Dirceu, no próprio partido. Marisa Letícia, a mulher do ex-presidente, jamais escondeu que não gostava da assessora do marido. Em 2002, Lula se tornou presidente. Em 2003, Rose foi lotada no braço do Palácio do Planalto em São Paulo, como “assessora especial” do escritório regional da Presidência na capital. Em 2006, por decisão do próprio Lula, foi promovida a chefe do gabinete e passou a ocupar a sala que, na semana retrasada, foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal.

Sua tarefa era oficialmente “prestar, no âmbito de sua atuação, apoio administrativo e operacional ao presidente da República, ministros de Estado, secretários Especiais e membros do gabinete pessoal do presidente da República na cidade de São Paulo”. Quando a então primeira-dama Marisa Letícia não acompanhava o marido nas viagens internacionais, Rose integrava a comitiva oficial. Segundo levantamento da Folha tendo como base o “Diário Oficial”, Marisa não participou de nenhuma das viagens oficiais do ex-presidente das quais Rosemary participou.
(…)
Procurado pela Folha, o porta-voz do Instituto Lula, José Chrispiniano, afirmou que o ex-presidente Lula não faria comentários sobre assuntos particulares.

Encerro

Como se vê, Lula considera Rosemary um “assunto particular”, o que soa como confissão. Só que ela era chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo. O Brasil pagava o salário do “assunto particular” do Apedeuta. Ainda assim, ela poderia ter sido uma funcionária exemplar. Não parece o caso…

É um modo de ver a República. O mesmo Lula que classifica a chefe de gabinete da Presidência em São Paulo de “assunto particular” não distingue a linha que separa o interesse público de seus impulsos privados.


2 de dez. de 2012

: ^ ))

A fritura do oráculo

Por Pedro Luiz Rodrigues
No trato da economia e das finanças, assim como no das relações exteriores, exige-se dos agentes do Estado sempre absoluta sobriedade.  Isso porque é a palavra medida, a ação comedida, o realismo de avaliação, que incrementam a credibilidade e o acesso. 
Crescer um pouco mais, ou um pouco menos, não é esse o verdadeiro problema. O nó da questão é a perda da credibilidade do Governo brasileiro, pela voz do Ministro da Fazenda. 
Ao ver crescimento extraordinário onde ele é apenas ordinário, e fazendo prognósticos ainda mais extraordinários do que os não realizados, além de fazer  Sua Excelência parecer exótico, torna-o como o responsável único dos maus resultados que, sabemos todos, não são sós seus. 
Pergunto-me se o Ministro insiste em repetir-se nesse ingrato papel de oráculo de profecias não cumpridas por sponte própria, ou para atender recomendação ou ordem vinda de mais acima.

Há quase dezenove anos, quando iniciou a implantação do Plano Real, o Brasil decidiu que era hora de deixar de fazer gracinhas consigo mesmo e deixar de lado os hábitos de uma persistente adolescência folgazã. Na economia, mais do que na esfera das relações políticas, maturidade e bom-senso substituíram a pirotecnia heterodoxa.

Não é por outra razão que os jovens brasileiros, criados num mundo de estabilidade que seus pais e avós não conheceram, estão material e psicologicamente preparados para conduzir os brasileiros para um futuro qualitativamente muito melhor. 

Mas, cuidado! No trato da economia e das finanças, assim como no das relações exteriores, exige-se dos agentes do Estado sempre absoluta sobriedade.  Isso porque é a palavra medida, a ação comedida, o realismo de avaliação, que incrementam a credibilidade e o acesso.

A fanfarronice palanqueira, como a de Chávez, ou o jogo de ocultação (que por muito tempo praticaram as autoridades gregas e espanholas, insistindo em apresentar como sólidas suas respectivas diarréicas realidades econômicas) fazem parte do mesmo repertório de enganação.

Lemos, portanto, com preocupação, a notícia publicada nos jornais estrangeiros, hoje, dando conta de que “ao contrário do que esperavam as autoridades brasileiras, a economia brasileira registrou crescimento anêmico no terceiro trimestre”. A conclusão óbvia, como a reportada pelo New York Times, é a de que “tais resultados lançam dúvidas sobre as políticas adotadas para evitar que o Brasil se tornasse uma lesma no contexto das economias latino-americanas”.

Permito-me abrir aqui um parênteses: ao contrário do que esperavam as autoridades brasileiras, coisíssima alguma, ao contrário do que esperava única e exclusivamente o Ministro Guido Mântega.

Crescer um pouco mais, ou um pouco menos, não é esse o verdadeiro problema. O nó da questão é a perda da credibilidade do Governo brasileiro, pela voz do Ministro.

Voltemos a nosso tema: os dados sobre o comportamento do PIB no terceiro trimestre são efetivamente maus, com crescimento de 0,6% em relação ao segundo trimestre e 0,9% sobre igual período de 2011. As estimativas para 2012, como um todo, caíram para em torno de 1%. 

Mas pior do que os dados foi a nova aparição do Ministro Mântega para explicá-los. Foi chocante. Poderiam tê-lo poupado, e a nós também, desse dissabor. Ser otimista, em janeiro, em relação ao ano que se abre, ainda vá lá, pode ser atribuído ao otimismo instilado pelo espumante nos festejos. Mas na altura em que estamos do campeonato, vir dizer que estamos numa trajetória importante de crescimento..., convenhamos.

Ao ver crescimento extraordinário onde ele é apenas ordinário, e fazendo prognósticos ainda mais extraordinários do que os não realizados, além de fazer  Sua Excelência parecer exótico, torna-o como o responsável único dos maus resultados que, sabemos todos, não são sós seus.

Pergunto-me se o Ministro insiste em repetir-se nesse ingrato papel de oráculo de profecias não cumpridas por sponte própria, ou para atender recomendação ou ordem vinda de mais acima. 

Se assim for, temo que Sua Excelência esteja sendo fritado em fogo lento. A próxima mudança ministerial nos dirá...

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Explosão nuclear caseira



Lula é minha Anta
Diogo Mainard




Simiocracia 

Aleix Saló




VA PENSIERO
Da Ópera Nabuco, de Verdi
Coro do Metropolitan Opera House - NY




AS VÁRIAS FORMAS DE  DAR UMA NOTÍCIA!

Se a estória da Chapeuzinho Vermelho fosse contada hoje, como ela seria publicada na imprensa no Brasil?

Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história (versão atualizada).

Jornal Nacional

William Bonner: Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... 
Fátima Bernardes: ...mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia.

Cidade Alerta
 

Datena: ...onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não! Me ajuda gente... 

Superpop 

Luciana Gimenez: Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!

Globo Repórter
 

Chamada do programa: Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com políticos, psicólogos de direitos humanos, antropólogos e descendentes de quilombolas e ainda com amigos e parentes do Lobo, em busca de uma resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro desses próprios núcleos, cujas vítimas silenciam por medo de represálias. Hoje, no Globo Repórter.

Discovery Channel
 

Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver. 

Revista Veja
 

Lula sabia das intenções do Lobo. 

Revista Cláudia 

Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

Revista Nova
 

Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama! 

Revista Isto É
 

Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente. 

Revista Playboy
 

Ensaio fotográfico do mês seguinte: Veja o que só o lobo viu.
E Chapeuzinho confirma : é desse tamaninho...

Revista Vip
 

As 100 mais sexies - desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil! 

Revista G Magazine
 

(Ensaio com o lenhador) O lenhador mostra o machado.

Revista Caras 

(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho no dia seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.

Revista Superinteressante
 

Lobo Mau: mito ou verdade? 

Revista Tititi
 

Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.

Folha de São Paulo 

Legenda da foto: Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador. 
Na matéria: box com ilustre zelador do zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como passou de zelador para empresário bem sucedido. E sem ajuda do pai... 

O Estado de São Paulo
 

Lobo que devorou menina seria filiado ao Partido. 

O Globo
 

Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao Partido, que matou um lobo para salvar menor de idade carente. 

O Dia
 

Lenhador desempregado tem dia de herói 

SUPER 

Promoção do mês: junte 20 selos mais R$19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho com a sigla do Partido!

Meia hora
 

Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco! 

O Povo
 

Sangue e tragédia na casa da vovó.

Site do  Partido

Rose desmente que PR subeçe...

Boletim dos Direitos Humanos

Lobo desmemoriado é seviciado por gorilas remanescentes dos governos militares.