16 de mai. de 2011


A DITADURA COR-DE-ROSA
Texto: Guilherme Fiuza – O Globo
     O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), uma espécie de gorila assumido, foi ao Senado protestar contra uma cartilha de prevenção à homofobia que o governo pretende distribuir. Acabou agredido pela senadora Marinor Brito (PSOL-PA), defensora dos homossexuais. Esses gorilas não sabem com quem estão se metendo. A tal cartilha, que está sendo preparada pelo MEC, será distribuída em escolas públicas, no ensino fundamental. A ideia é ensinar à criançada que namorar pessoas do mesmo sexo é saudável, ou seja, que ser gay é normal. Nada como um governo progressista, disposto a formar a cidadania sexual de seu povo. 
     Pelos cálculos do MEC, uma criança de sete anos de idade que chegar à escola e receber em mãos uma historinha de amor homossexual terá menor probabilidade de chamar o coleguinha de bicha, ou a coleguinha de sapatão. É difícil imaginar o que se passará na cabeça de cada uma dessas crianças diante do kit de orgulho gay do governo. Mas não é tão difícil imaginar o que se passa na cabeça do MEC, ou melhor, do ministro da Educação.
     Assim como a quase totalidade da administração petista, o ministro da Educação, Fernando Haddad, só pensa naquilo — fazer política. Em 2010, no bicampeonato do vexame do Enem, ele estava trabalhando duro na campanha eleitoral de Dilma Rousseff. Sem tempo, portanto, para detalhes secundários, como a impressão trocada de gabaritos, que corrompeu a prova e infernizou a vida de mais de três milhões de estudantes. No ano anterior o Enem tinha naufragado após o vazamento da prova, e no ano seguinte Haddad foi premiado com a permanência no cargo pelo novo governo. Honra ao mérito. Nesse meio tempo, o país caiu 20 posições no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU para educação (ficando em 93º, atrás de Botswana). Mas o ministro tem sempre uma “pesquisa interna” para oferecer aos jornalistas — dos quais nunca se descuida —, mostrando ótimas avaliações do ensino público.
     No governo da “presidenta”, que vive dessa mitologia do oprimido, a cartilha sexual do companheiro Haddad é mais um afago no mercado político GLS. Um mercado que não para de crescer. Ao lado do avanço nos direitos dos gays, legítimo e importante, a indústria do politicamente correto vai criando um monstro. Foi esse monstro que distribuiu tapas na turma do deputado Bolsonaro. É o monstro que transforma uma boa causa em revanche, histeria e intolerância. Que quer ensinar orgulho gay em escola primária. É a estupidez travestida de virtude.
     O barraco entre o gorila e a serpente aconteceu na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Ali se discutia o projeto que transforma homofobia em crime. É um pacote de regras restritivas, como a que proíbe um pregador evangélico, por exemplo, de criticar o homossexualismo fora dos limites de sua igreja. Os generais de 64 (heróis de Bolsonaro) não fariam melhor. O totalitarismo, quem diria, também está saindo do armário.
     A relatora do projeto é a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que se retirou da sessão quando a confusão estourou. Ela teve sorte. Não de se livrar dos tapas, mas de escapar da sua própria lei. Menos de três anos atrás, ela fez insinuações de homossexualismo contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, seu adversário eleitoral na época. Talvez seja o caso de incluir uma ressalva no projeto, anistiando os companheiros progressistas que ferirem o orgulho gay por relevante conveniência política.
     Mais do que nunca, a propaganda é a alma do negócio. Depois que Dilma Rousseff virou símbolo meteórico de afirmação feminina, ninguém mais segura os gigolôs da ideologia. Basta um slogan na cabeça e uma caneta na mão, e tem-se uma revolução de butique. Está prestes a ser aprovada a lei que obriga a fabricação de calcinhas e cuecas com etiquetas de advertência contra o câncer de próstata e de colo do útero, além de sutiãs com propaganda de mamografia. É incrível que ainda continuem vendendo chocolate sem uma tarja de advertência contra a gordura e as espinhas. É preciso ensinar a sociedade a ser saudável.
     O Estado politicamente correto sabe o que é bom para você. Em nome da modernização dos costumes, assiste-se a uma escalada medieval de proibição da propaganda de produtos que fazem mal, e de obrigatoriedade de mensagens que fazem bem. Até a obra de Monteiro Lobato quase entrou na dança: ia ser crivada de notas explicativas a cada aparição de Tia Nastácia, em defesa da honra dos afrodescendentes. Os justiceiros do Conselho Nacional de Educação ainda não desistiram de corrigir o escritor.
     É interessante ter um ex-BBB no Congresso defendendo os direitos dos homossexuais. Mas é estranho ter no reacionário Jair Bolsonaro a voz solitária contra os excessos da patrulha GLS. Talvez a consciência brasileira mereça, de fato, ser governada pelas cartilhas demagógicas do MEC.
: ^ ))

Calorias são pequenos vermes inescrupulosos que vivem nos guarda-roupas e que, à noite, ficam costurando e apertando as roupas das pessoas.

15 de mai. de 2011

Do tempo em que lá ainda havia humor
Verídico !
Transcrito em seguida, para quem tiver dificuldade com o manuscrito.



MINISTÉRIO DO EXÉRCITO
*************************
COMANDO
Parte nr. *** Of Dia   São Paulo, SP, ***/****/****
                                 Do Of Dia ******
                                 Assunto: Alterações ocorridas no Serviço


Para conhecimento e providências julgadas cabíveis participo-vos:
- Que está tornando-se cada vez mais urgente a dedetiza-
ção deste QG.
A quantidade de baratas existentes é grande e podemos
encontrá-las desde os alojamentos até o RANCHO !!
Somente por este Oficial foram mortas cinco (descontando
as que escaparam), sendo duas delas encontradas dentro da 
sala do Of-Dia
Também é necessário ser dito que o inseticida lá existente
simplesmente não funciona, uma vez que ambas as baratas,
apesar de terem sido exaustivamente borrifadas pelo inseticida,
recusaram-se a morrer pela ação deste, sendo posteriormente
esmagadas dentro do alojamento!
                                                             ******************Art
                                                              OFICIAL DE DIA
Posição de tiro para casal gay de snipers
Recomendada pelo Jobim das Selvas para adoção imediata nas Forças Armadas.

Momento inesquecível da Música 
Aconteceu no mês passado - e será inesquecível. 

     Riccardo Muti acabara de reger o célebre coro dos escravos, Va pensiero, do terceiro ato de Nabucco, e o público do Teatro da Ópera de Roma aplaudia incessantemente e bradava bis! (Cabe lembrar que, para além de sua intrínseca beleza, que é inexcedível,  o Va pensiero foi também uma espécie de hino informal dos patriotas do Risorgimento – e daí o enorme apelo emocional que preservou entre os italianos.)  
      Que faz, então, Ricardo Muti? 
     Volta-se para a platéia e, depois de recordar o significado patriótico do Va pensiero, pede ao público presente que o cante agora, com a orquestra e o coro do teatro, como manifestação de protesto patriótico contra a ameaça de morte contida nos planejados cortes do orçamento da Cultura.



     O famoso coro Va pensiero, da ópera Nabucco, de Verdi, representa a tristeza dos judeus subjugados pelos babilônios. 
     
Com essa mensagem, o compositor conseguiu burlar a censura, camuflando a revolta dos italianos com a ocupação austríaca. 
     
Nabucco é uma ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi, com libreto de Temistocle Solera, escrita em 1842. Houve, desde o princípio, uma imediata associação entre as desgraças dos judeus no Eufrates (escravizados pelo rei Nabucodonossor da Babilônia), com as que a maioria dos italianos sofria naquele momento. 
     
No dia da estréia da ópera Nabucco, o 9 de março de 1842, mal o coro ter encerrado o último verso (III Parte, cena IV), no qual os prisioneiros pediam inspiração para resistir com coragem às aflições, a Itália sentiu que ali nascia uma versão muito própria, totalmente sua, da "Marselhesa" . 
     
Desde então "Va pensiero" consagrou-se como o hino da unificação italiana, enquanto o nome de Verdi circulou entre os patriotas como um anagrama (Vittorio Emmanuel Rè d'Italia). 
     
A meta unitária afinal somente atingiu êxito dezenove anos depois, em 1861, quando o rei Vitório Emanuel II do Piemonte foi proclamado rei da Itália (Roma somente integrou-se a ele em 1871, depois da retirada das tropas francesas que protegiam o papa).


São adoráveis as estorinhas de crianças
Na aula de biologia, o professor explicava para os alunos da quarta série:
- Os seres humanos são os únicos animais que gaguejam.
Uma menininha levanta a mão e diz:
- Eu tinha um gato que gaguejava.
O professor, sabendo como são preciosas algumas dessas estórias, pediu à garota para falar sobre o gato.
- Bem - começou ela - eu estava no quintal com meu gatinho e o Rottweiler do vizinho veio  correndo e, antes que eu percebesse, pulou a cerca para o nosso jardim!
- Então, foi muito assustador - disse o professor.
- Com certeza foi. Meu gatinho ergueu-se e começou a falar: Fffffffff, Fffffffff !, Fffffff... "mas antes que ele pudesse dizer "Fudeu!", o rottweiler comeu-o!  
O professor teve que sair da sala.
A moça do Raio-X da USP

Novo armamento portátil


QUE PAÍS É ESSE?
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
12 Mai 2011

Em geral, apontamos nosso arcaico arco e flecha literário em direção ao desgoverno e seus pilares, como ao petismo, aos parlamentares da oposição aliada, o MST, à estudantada politiqueira, aos sindicatos, às ONG de minorias barulhentas que infernizam a nossa existência e a cada dia avançam e tornam indigesta a vida de quem trabalha e paga vultosos impostos.
 
Pelo andar da carruagem, fracassamos. Eles são imbatíveis, intocáveis e impuníveis. É o que se pode depreender por algumas notícias recentes, e outras, nem tanto, que aumentam o gosto amargo de decepção que temos na boca.
A patifaria de hoje se sobrepõe à de ontem, e a cada dia, mais uma denúncia comprovada, mais uma cretinice transparente, mas o Brasil continua como se absolutamente nada tivesse acontecido.
Mas, afinal, “QUE PAÍS É ESTE”?
Ah, a Gasolina. Há cinco anos o grande trombeta anunciava a nossa independência. Era pura jactância.
Ah, a CPMF. Não adiantou a repulsa da sociedade. A esmola institucionalizada para o desgoverno cisca de volta.
Ah, o Desarmamento. O Sarney desqualificou o repúdio recente da sociedade, e a nova tentativa está de volta.
Ah, a Vale do Rio Doce. A empresa semi - estatal é o produto acabado da ingerência do desgoverno no setor privado, que escolhe as empresas contempladas, com base em critérios políticos e “doações financeiras”.
Ah, o Crédito. Metade do crédito já depende do governo, o maior banqueiro do País!
Ah, os Correios. A Estatal, incompetente para entregar cartas no menor prazo, por medida provisória (esta aberração consentida), foi autorizada a criar e comprar companhias aéreas e, inclusive, permitir a entrada da estatal no Projeto do Trem - Bala.
Ah, o Trem - Bala. Como as Olimpíadas e a Copa, mero deslumbre e desejo de um narcisista empedernido e destituído de senso. Não se importando com sua inutilidade e custos.
Ah, os Parlamentares. Lamentavelmente, eles representam, apenas, a si e ao desgoverno.
Ah, as obras do PAC. Seguindo em frente, sem lenço e sem documento, ao arrepio de qualquer fiscalização. Por vezes, tombam, racham, afundam.
Ah, o Mensalão do PT. Jaz enterrado em cova rasa.
Ah, o Batistti. Vai bem obrigado. É fã do desgoverno.
Ah, as ossadas do Araguaia. Eles continuam cavoucando.
Ah, a Inflação. É impressão nossa e o desgoverno jura que é uma miragem.
Ah, os Impostos. São idênticos à Comissão da Verdade, ao Mantega, aos Ministros em geral, ao ex-presidente, e a um bando de salafrários de grosso calibre, de parlamentares cretinos, dos quais reclamamos, mas agüentamos; aos quais repudiamos, mas pagamos; aos quais maldizemos, mas elegemos.
Ah, a Taxa Básica de Juros. Continua aumentando.
Ah, o PNDH 3. Ele, disfarçadamente (Vide a Comissão da Verdade), vai sendo introduzido, sem vaselina.
Ah, a Comissão da Verdade. Continua vendo a “novela” do SBT para firmar suas convicções.
Ah, os/as LGBTs. Ainda será crime não sê - lo. O Bolsonaro que o diga.
Ah, a Medalha da Vitória. Uma grata surpresa para o estratego guerrilheiro, que nem sabia sobre a FEB, e achava que eles eram os membros do “Lar Febiano de Cristo”.
Ah, a Medalha da ABL. O Ronaldinho gaúcho foi agraciado pela Academia com a Medalha Machado de Assis ao passar com louvor no teste de alfabetização.
Finalmente, mas sem encerrar a odisséia de pândegas, ah, e o Passaporte Diplomático? Quando vencido, devolve quem tem juízo, não, quem tudo pode.
Diante de tantos fatos insólitos e abismados com o savoir - vivre nacional resta indagar, “QUE PAÍS É ESTE?”


PRETA GIL, PROMÍSCUA ? 
Este site do You Tube permite uma conclusão. 
Atenção: contém obscenidades e palavras de baixo calão. Não recomendável para menores de idade.
Revisão do Tratado de Itaipu pelo Brasil 
Lugo comemora com festa no Paraguai 
Agência  Brasil
12 de maio de 2011.
Comentário:  Será agora um êxito a participação da Presidente do Brasil nas celebrações do bicentenário da independência do Paraguai em 15 de maio.

Renata Giraldi


O governo do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, comemorou ontem (11) à noite com festa e anúncio público a aprovação pelo Senado brasileiro do texto que eleva de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões anuais a quantia paga pelo Brasil aos paraguaios pela cessão de energia da Hidrelétrica de Itaipu Binacional. No próximo domingo (15), a presidenta Dilma Rousseff estará em Assunção e fará a comunicação oficial da decisão. As informações são da Presidência do Paraguai e da agência pública de notícias paraguaia, Ipparaguay.

"O Senado brasileiro aprovou uma triplicação do valor da indenização, a transferência de energia do país vizinho paga pelo uso da energia paraguaia de Itaipu, coroando com êxito uma das bandeiras que nós construímos na disputa eleitoral de 2008. Foi um dos principais compromissos assumidos [pelo ex-presidente] Luiz Inácio Lula da Silva, no Paraguai, como resultado das negociações que começaram desde que assumimos o governo”, disse Lugo.
Segundo Lugo, o reajuste faz parte de uma longa negociação decorrente de erros cometidos durante o governo do ex-presidente Alfredo Stroessner. “Trabalhamos para corrigir a terrível traição que ocorreu no regime do general Stroessner e os erros cometidos contra a nação e o povo do Paraguai no Tratado de Itaipu”, disse ele.

Para o presidente do Paraguai, a aprovação do texto pelo Senado brasileiro deve ser celebrada como uma das principais vitórias para o povo paraguaio. "Hoje [ontem] é um dia para comemorar. Nós estamos honrando com fatos e não apenas com discursos e feriados todos os nossos heróis”, afirmou. Para o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Jorge Lara Castro, a aprovação do texto pelos senadores paraguaios é um “passo importante porque ela inicia um novo contexto de integração”.

As negociações em torno das chamadas notas reversais, que tratam do reajuste do valor pago pelo Brasil do uso de energia de Itaipu, dividiram ontem os senadores brasileiros. A relatora do texto, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), defende que os custos da adoção da medida serão arcados pelo Tesouro Nacional e não vão oneram diretamente os consumidores. Porém, os oposicionistas divergiram da senadora e votaram contra a proposta.

10 de mai. de 2011

"Quero ver o Lula sentar no banco dos réus",
diz procurador.
Ricardo F. Santos

     A acusação base da ação penal sobre o mensalão, feita pela Procuradoria Geral da República, isenta de responsabilidade o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, Manoel Pastana, procurador da República no Rio Grande do Sul, quer mudar esse quadro. Em 17 de abril, ele encaminhou ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, uma representação em que pede a responsabilização criminal de Lula pela existência do mensalão. "Ele não vai poder pegar essa representação e jogar no lixo - ele vai ter que dar uma resposta, uma justificativa pra sociedade", diz Pastana.
     De acordo com Pastana, existem provas de que o ex-presidente é responsável pelo mensalão, um esquema de captação e distribuição de recursos para aliados. Ele afirma que o governo criou, por meio de atos normativos, condições para o BMG - banco por onde circulou o dinheiro do mensalão - faturar R$ 3 bilhões com crédito consignado para aposentados da Previdência.
     "Não é invenção minha, isso aí foi apurado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Foram baixados decretos e medidas provisórias, um monte de atropelos administrativos para possibilitar qualquer banco de emprestar para aposentados", afirmou Pastana. Ele diz que logo após o banco BMG poder oferecer crédito consignado, mais de 10 milhões de cartas oficiais sobre o assunto foram mandadas a aposentados, cartas que se referiam, implicitamente, ao banco BMG. "Pra se ter uma ideia, o BMG faturou mais do que a Caixa (Econômica Federal) com esses empréstimos. As provas são escandalosas."
     Pastana cita o relatório da Polícia Federal, divulgado pela imprensa há algumas semanas, para ligar o esquema ao mensalão. "O relatório diz na página 182 que o BMG não só 'emprestou' ao PT, mas a mais três empresas ligadas ao Marcos Valério. De acordo com o artigo 29 do Código Penal, o Lula deve ser responsabilizado criminalmente por isso", diz ele. "Até então não havia nada acusando o Lula de alguma coisa. Agora há essa ação de improbidade administrativa, oficialmente protocolada", disse.
     Pastana acredita que, apesar da força política do ex-presidente, Lula possa ser responsabilizado criminalmente pelo mensalão. "Quero que ele seja acusado, porque aí ele terá que sentar na frente de um juiz e explicar por que mandou as cartas, baixou decreto, medida provisória, quem deu as instruções. Aí a casa vai cair, porque ele terá que dizer se assinou sozinho ou quem estava por trás", afirma Pastana. "O procurador-geral da República pode até dizer que essa representação é mentira, mas aí terá que provar", diz ele, confiante.
     A assessoria do ex-presidente Lula afirmou que ele não vai comentar o caso e não pretende dar nenhuma entrevista em todo o primeiro semestre deste ano.
O mensalão do PT
     Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
     No relatório da denúncia, o ministro Joaquim Barbosa apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
     Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus.
     O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
     A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
     O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.