19 de out. de 2011


Três versões e um mistério
Deborah Berlinck – Enviada especial de O Globo
O Globo - 05/10/2011
Qual o mistério que envolve
o pai de Dilma Roussef ?
A presidente Dilma Rousseff virou capa de livro na Bulgária: sua foto, com a faixa presidencial, estava estampada ontem nas vitrines de várias livrarias da capital. Mas o livro "Dilma Rousseff", escrito pelos jornalistas búlgaro Monchil Indjov e o brasileiro Jamil Chade, vai além da trajetória de Dilma: é a saga de duas famílias separadas por uma cortina de ferro durante a Guerra Fria - um drama que foi vivido por milhares de pessoas nesta época crucial da História do século 20.
Texto completo
Começa com um drama de família: um homem, Peter Russev, que escapou da Bulgária deixando a mulher búlgara, grávida, sumindo por 18 anos e formando outra família no Brasil.
Este homem é o pai de Dilma. E é também a história de dois irmãos - Dilma e seu meio-irmão Luben - que, separados por um oceano e sem saber um do outro, tomam caminhos opostos. No Brasil, Dilma Rousseff lutava sob a bandeira dos comunistas contra a ditadura. Na Bulgária, o meio-irmão era perseguido por um regime comunista que o puniu por ter um pai que fugiu para o chamado "Ocidente podre". Sua carreira de engenheiro nunca foi muito longe por conta disso.
Mas o que realmente levou Peter Russev - transformado no Brasil em PedroRousseff - a fugir da Bulgária? Este é um mistério que os autores acreditam que nunca irão desvendar. O búlgaro Monchil Indjov explica que há três versões. A primeira, ele ouviu da própria Dilma: o pai escapou da Bulgária por motivos politicos. Mas Indjov, analisando as datas, não acredita nisso:
- Dilma me disse em 2004 que ele fugiu da Bulgária porque era simpatizante dos comunistas. Isso não é muito lógico. Os comunistas organizaram protestos em 1923, e, em 1925, promoveram um dos maiores atentados na Europa, em Sófia, quando quase 200 pessoas morreram. Mas Luben só saiu da Bulgária em 1929, quando já não havia problema (com os comunistas) - explica.
Jamil Chade acrescenta: comunista que saía da Bulgária ia para Moscou e não para o Ocidente capitalista. Depois da entrevista com Dilma, quando ela ainda era ministra das Minas e Energia no governo Lula, Indjov foi encontrar o meio-irmão Luben, em Sófia. E lá ouviu a segunda versão: Pedro Rousseff, um comerciante de peles e tecidos, teria saído da Bulgária por motivos financeiros - estava quebrado.
- Luben me contou que Peter (Pedro Rousseff) prometeu à sua primeira esposa, Evdokia Yankova, que era uma escritora infantil muito conhecida na Bulgária, que ia voltar. E não voltou - diz o jornalista búlgaro.
Quanto mais fundo ia na história, mais obscuros ficavam os motivos da escapada. Surgiu, então, a terceira versão. Numa conversa com um tio de segundo grau de Dilma, Tzonyu Kornazhev (primo de Pedro Rousseff), Indjov ouviu que o pai de Dilma era "um aventureiro irresponsável". O tio de Dilma havia ouvido isso do próprio pai, Zahari Ornazhev, também comerciante de pele, que contou ter emprestado dinheiro a Peter Rousseff.
- O que ele me contou, de forma muito diplomática, é que Peter usou o dinheiro. E só anos mais tarde, no Brasil, mandou cartas para Zahari pedindo desculpas "pelo feito" - disse o jornalista, acrescentando que as primeiras cartas só foram escritas em 1948.
Hoje, o jornalista búlgaro afirma:
- Acho que nunca vamos saber.
Nos 18 anos em que o pai de Dilma ficou sem contato com a família na Bulgária, todo mundo acreditava que ele havia morrido, exceto sua mãe, Tzana Russeva, e sua irmã, Pia. Para o jornalista búlgaro, ficou claro que Luben Russev - que nunca conheceu o pai - morreu magoado. O pai chegou a se corresponder com ele, e Luben teria pedido várias vezes para ir ao Brasil encontrá-lo. Mas nunca teve resposta. Dilma planejou várias vezes encontrar o meio-irmão, mas ele morreu em 2007, antes que isso fosse possível.
Revista publica trecho de livro que fala
da participação de Dilma em assalto
A revista Alfa adianta um capítulo de “O Cofre do Doutor Rui”,  livro de Tom Cardoso lançado este mês, sobre o assalto ao ex-governador de São Paulo, em 1969, pela organização esquerdista Var – Palmares, em que a presidente Dilma Rousseff militava.
Suas páginas revelam que Dilma organizou a partilha do butim, cuidando da distribuição de armas, munição, documentos e dinheiro.
Segundo o livro, o estilo gerentona da "menina" chamou a atenção do ex-capitão Carlos Lamarca, líder do grupo, que tratou logo de apelidá-la de ‘Mônica’, a personagem então recém-criada por Mauricio de Sousa. 
Lamarca era bom de tiro e de apelido...
Orlando Silva compra, à vista,
terreno sobre duto da Petrobras
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Texto: Vitor Vieira

O site do jornal Folha de São Paulo publicou na manhã desta terça-feira uma nova denúncia devastadora contra o ministro dos Esportes, o comunista Orlando Silva (PCdoB).
Diz a matéria: "Em agosto de 2010, Orlando Silva Júnior comprou, por R$ 370 mil, um terreno no distrito de Sousas, em Campinas (SP).  Pela área de aproximadamente 90 mil metros quadrados passa um duto de gás da Petrobras.  Silva, que é ministro do Esporte desde 2006 e recebia à época da compra R$10.748,43 mensais, pagou o terreno à vista.  Conforme documento obtido pela reportagem, ele usou cheque administrativo – modalidade que permite o uso do cheque sem que o pagador movimente sua própria conta.  Orlando Silva afirmou ter pagado o terreno com um cheque pessoal. 
A Petrobras é uma forte parceira do Ministério do Esporte.  Em agosto, colocou em prática o projeto Esporte & Cidadania em parceria com o ministério.  Vai investir R$ 30 milhões em esporte educacional.  O PDD (Plano Diretor de Dutos), elaborado em 2007, mostra que uma das preocupações da Petrobras paulista é deixar os dutos que passam pelo Estado mais longe dos vizinhos para diminuir riscos de acidentes.  O documento indica que a distância para os dutos deve aumentar, o que forçará mudanças. 
"Com o objetivo de diminuir as interferências das populações nas faixas, o projeto PDD/SP irá adotar um novo conceito de corredor de dutos, que consiste na implantação de faixas de dutos com maiores larguras (aproximadamente 60 metros), proporcionando um maior distanciamento entre as comunidades e as faixas", diz trecho do relatório produzido pela Petrobras há quatro anos.  Aumentar a faixa de dutos obriga a companhia a pagar ao proprietário da área um valor ainda maior para manusear o trecho do terreno.  É o que pode acontecer com um pedaço da propriedade do ministro.
Essas desapropriações costumam ser feitas em negociações entre os proprietários e a empresa.  De qualquer forma, quem, como Silva Júnior, tem trânsito na Petrobras, antiga parceira do Ministério do Esporte, pode conseguir um preço melhor na negociação com a empresa.  O ministro se aproximou ainda mais da companhia por causa da questão dos dutos de Itaquera.  Ele assinou como testemunha a carta de intenções entre Corinthians e Odebrecht para a construção do Itaquerão.  Além disso, Ana Cristina Petta, mulher dele, faz parte de uma companhia de teatro patrocinada pela Petrobras. 
Não é só.  A Agência Nacional de Petróleo, que regula as atividades da área, é controlada pelo partido do ministro.  Haroldo Borges Rodrigues Lima, diretor-geral da ANP, é baiano e integrante PC doB, como Silva Júnior.  A empresa pagou ao casal belga que era dono do lote um preço bem melhor em relação ao acertado com Silva Jùnior, em um indício de que ter uma área transformada em servidão de passagem ou desapropriada pode ser um bom negócio até para quem não tem contatos na companhia.  A petrolífera pagou R$ 5,96 pelo metro quadrado, enquanto para o ministro cada metros quadrado custou cerca de R$ 4,00.  Antes de o ministro comprá-lo, o terreno já havia passado por três espécies de desapropriações parciais, chamadas de servidões de passagem.  De acordo com certidão do imóvel registrada no 4º Oficial de Registro de Imóveis de Campinas, a Petrobras deu aos ex-proprietários, em 2005, R$ 54.297,91 por 9.095,87 metros referentes a três faixas de terra.  A oferta da Petrobras foi bem melhor do que a de Silva Júnior, apesar de ter sido feita cinco anos antes.  De lá para cá, houve uma explosão imobiliária, que não parece ter sido levada em conta.  Orlando fez um negócio da China em comparação com os terrenos à disposição no mesmo condomínio, mas na portaria vizinha.  Sem dutos por perto, as propriedades custam entre R$ 15,00 e R$ 20,00 cada metros quadrados, de acordo com um corretor consultado pela reportagem. 
Nessa área, um terreno de 20 mil metros quadrados está sendo oferecido por R$ 380 mil, quase a mesma quantia paga pelo ministro em 90.000 metros quadrados.  O mesmo corretor diz que a área adquirida por Silva Júnior vale menos por causa de uma acentuada inclinação, por ter muitos carrapatos e pelo tempo que ficou encalhada.  Apesar de poucas casas por perto, o lote escolhido pelo ministro não favorece quem busca tranquilidade para passar os finais de semana com a família.  Fica em frente a um pesqueiro, o que provoca grande movimentação aos sábados e domingos.  O local é de acesso razoavelmente difícil, com um trecho de 9 quilômetros em estrada de terra.  A negociação com a Petrobras está detalhada na escritura de compra e venda do imóvel para o ministro e sua mulher, datada de 13 de agosto de 2010.  No documento está escrito que a operação entre os belgas e a petrolífera ainda não havia sido registrada em cartório, o que só aconteceu em novembro daquele ano.  A escritura que concretiza a venda para Silva Júnior tem uma cláusula que define que a Petrobras poderá usar a sua faixa no terreno para a instalação de dutos, proteção dos mesmos e outras instalações.  Ou seja, não estão descartadas novas obras no local.  As metas estabelecidas pelo Plano Diretor de Dutos transformam a área em que está a propriedade do ministro num local atrativo para operações da Petrobras.  O projeto prevê desativação de dutos em áreas densamente povoadas e demonstra grande preocupação com a vizinhança.  O condomínio em que Silva Júnior está construindo é de propriedades rurais.  Seu sítio é o primeiro na rota dos dutos no condomínio.  O ministro nega que sua propriedade fique num condomínio.  De fato, a escritura não cita isso.
Na parede da portaria, foi colocado um papel com o nome de todos os moradores.  À caneta, por serem mais recentes, aparecem Silva Júnior e Ana Cristina.  A patente ministerial não aparece.  Porém, os funcionários sabem que o dono do terreno em frente ao lote 07 comanda o Ministério do Esporte, apesar de afirmarem nunca terem visto o proprietário ilustre por lá.”

10 de out. de 2011



No fim do ano,
quando você receber 
aquela famosa listinha,
não se esqueça de retribuir
na mesma moeda.



5 de out. de 2011

Boatos no escritório
DESPEDIDA DE NANCY IRIARTE

(EX-ESPOSA DE HUGO CHAVEZ)


Despedida precoce de Nancy Iriarte Díaz (sua ex-esposa) a Hugo Chávez

(publicada em 9 de agosto de 2011 no jornal venezuelano “El Universal”)

          Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima:

      Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguiste sem quartel, os aprisionaste em cubículos indignos até para animais, os insultaste, os humilhaste, os enganaste, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal... Porque o fim dos tempos não te alcançaria.

Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu "ciclo vital" se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que dás teu último alento, partes desta vida cheio de angústia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguiste e insultaste, os representantes dessa Igreja que ultrajaste por prazer, claro que vão te dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabeis que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tua alma ante o momento que tudo define.

Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, um a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.

Dize-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado... Dize-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aparecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.

Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?... Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces... Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixaste que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil... Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida? Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegaste ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregaste o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.

Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocaste; acreditaste num conto de passagem e te julgaste revolucionário, e por ser revolucionário... imortal; convocaste para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conheceste e que recomendavas a sua leitura... Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te meteste a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma coorte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham... Sentes a presença deles no quarto? Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atiraste na obscuridade e no mal, a tua alma.

Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudeste e te deixaste levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra, renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos.

"O socialismo só funciona em dois lugares: no céu, onde não precisam dele, e no inferno onde é a regra dos que sofrem".

Nancy Iriarte Díaz
Financial Times diz que conselhos de Dilma 
para a crise são hipócritas
terça-feira, 4 de outubro de 2011


Imagem colocada pelo Blog

O jornal Financial Times afirmou nesta terça-feira que os conselhos do Brasil para a crise econômica soam hipócritas e irreais. Segundo um artigo publicado pelo jornal, os avisos da presidente Dilma Rousseff sobre o perigo de a União Europeia adotar impostos restritivos neste momento são contraditórios.  O jornal cita o fato de o País estar na 152ª posição do ranking do Banco Mundial por ter carga pesada de impostos. 

O conselho de Dilma teria sido feito nesta última segunda feira em sua primeira visita à Europa como presidente do Brasil. "No nosso caso, políticas fiscais restritivas extremas apenas aprofundaram o processo de estagnação e de perdas de oportunidades", teria dito a presidente em referência à crise da América Latina nos anos 80: "É difícil sair da crise sem aumentar o consumo e o crescimento". 

Segundo o veículo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é um dos pioneiros nesta relação e sugeriu, no mês passado, um pacote "excêntrico" dos Brics para socorrer a zona do euro. O Financial Times ressalta que Mantega falhou ao consultar os países do Brics, como a China, que possui a maior parte das reservas estrangeiras do bloco.

Segundo o jornal, até mesmo os outros países ficaram surpresos pela sugestão de o Brasil socorrer países como a Itália, que possuí riquezas em serviços e produtos per capita três vezes mais do que o próprio país. 

"Não há dúvidas de que o Brasil agora sente que tem o direito de distribuir tantos conselhos, apesar de tolos", finaliza o jornal

“Como dissemos muitas vezes, a democracia não deve ser um regime suicida, que dê a seus adversários o direito de trucidá-la, para não incorrer no risco de ferir uma legalidade que seus adversários são os primeiros a desrespeitar”. 

(O Globo, 31 de março de 1964).

Emmanuel Kelly

(legendado)


Carta da Dra. DRA. MARIA ISABEL LEPSCH 
ao Governador do RIO DE JANEIRO, SERGIO CABRAL

Sabe governador, somos contemporâneos, quase da mesma idade, mas vivemos em mundos bem diferentes. Sou classe média, bem média, médica, pediatra, deprimida e indignada com as canalhices que estão acontecendo. Não conheço bem a sua história pessoal e certamente o senhor não sabe nada da minha também. 

Imagem colocada pelo Blog
Fiz um vestibular bastante disputado e com grande empenho tive a oportunidade de freqüentar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, hoje esquartejada pela omissão e politiquices do poder público estadual. 

Fiz treinamento no Hospital Pedro Ernesto, hoje vivendo de esmolas emergenciais em troca de leitos da dengue. Parece-me que o senhor desconhece esta realidade. O seu terceiro grau não foi tão suado assim, em universidade sem muito prestígio, curso na época pouco disputado, turma de meninos Zona Sul...

Aprendi medicina em hospital de pobre, trabalhei muito sem remuneração em troca de aprendizado. Ao final do curso, nova seleção, agora, para residência. Mais trabalho com pouco dinheiro e pacientes pobres, o povo.. Sempre fui doutrinada a fazer o máximo com o mínimo. Muitas noites sem dormir, e lhe garanto que não foram em salinhas refrigeradas costurando coligações e acordos para o povo que o senhor nem conhece o cheiro ou choro em momento de dor.

No início da década de noventa fui aprovada num concurso para ser médica da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. A melhor decisão da minha vida, da qual hoje mais do que nunca não me arrependo, foi abandonar este cargo. 

Não se pode querer ser Dom Quixote, herói ou justiceiro. Dói assistir a morte por falta de recursos. Dói, como mãe de quatro filhos, ver outros filhos de outras mães não serem salvos por falta de condições de trabalho. 

Fingir que trabalha, fingir que é médico, estar cara-a-cara com o paciente como representante de um sistema de saúde ridículo, ter a possibilidade de se contaminar e se acostumar com uma pseudo-medicina é doloroso, aviltante e uma enorme frustração. 

Aprendi em muitas daquelas noites insones tudo o que sei fazer e gosto muito do que eu faço. Sou médica porque gosto. Sou pediatra por opção e com convicção. Não me arrependo. Prometi a mim mesma fazer o melhor de mim.

É um deboche numa cidade como o Rio de Janeiro, num estado como o nosso assistir políticos como o senhor discursarem com a cara mais lavada que este é o momento de deixar de lenga-lenga para salvar vidas. Que vidas, senhor governador ? Nas UPAS? tudo de fachada para engabelar o povão!!!! 

Por amor ao povo o senhor trabalharia pelo que o senhor paga ao médico ? Os médicos não criaram os mosquitos. Os hospitais não estão com problema somente agora. Não faltam especialistas. O que falta é quem queira se sujeitar à triste realidade do médico da SES para tentar resolver emergencialmente a omissão de anos.

A mídia planta terrorismo no coração das mães que desesperadas correm a qualquer sintoma inespecífico para as urgências... Não há pediatra neste momento que não esteja sobrecarregado. Mesmo na medicina privada há uma grande dificuldade em administrar uma demanda absurda de atendimentos em clínicas, consultórios ou telefones. 

Todos em pânico. E aí vem o senhor com a história do lenga-lenga.
 
Acorde governador ! 

Hoje o senhor é poder executivo. Esqueça um pouco das fotos com o presidente e com a mãe do PAC, esqueça a escolha do prefeito, esqueça a carinha de bom moço consternado na televisão. Faça a mudança. Execute."Lenga-lenga" é não mudar os hospitais e os salários. 

Quem sabe o senhor poderia trabalhar como voluntário também. Chame a sua família. Venha sentir o stress de uma mãe, não daquelas de pracinha com babá, que o senhor bem conhece, mas daquelas que nem podem faltar ao trabalho para cuidar de um filho doente. Venha preparado porque as pessoas estão armadas, com pouca tolerância, em pânico. Quem sabe entra no seu nariz o cheiro do pobre, do povo e o senhor tenta virar o jogo. 

A responsabilidade é sua,governador.

Afinal, quem é, ou são, os vagabundos, Governador ?

Dra. Ma. Isabel Lepsch
ICARAÍ Rua Miguel de Frias 51 sala 303 
Tel: 2704-4104/9986-2514

Através da Divulgação é que podemos tentar ajudar a diminuir a DESASSISTÊNCIA TOTAL DO GOVERNO AOS HOSPITAIS PÚBLICOS DO BRASIL
Security depends on a good navy
(15 Jun 2011)

      NAVY chief Admiral Sir Mark Stanhope warned in The Sun yesterday that the war in Libya is draining the fleet's resources fast. Recent cuts have seen the mothballing of aircraft carrier Ark Royal and its Harrier jets. Here, writing exclusively for The Sun, Sir Mark, 59, explains why, despite cuts, the Navy's work is so important.


I know just how fiercely proud Sun readers and the British public are of the Royal Navy.
For them, the Royal Navy is part of what it means to be British. They expect their Navy to be both strong and respected around the world.
Yet it can be difficult to appreciate how much the Royal Navy does to protect Britain's interests.
We live in a country surrounded by water. This means most of the goods in our shops reach us by the world's superhighway — the sea.
In fact, 95 per cent of UK trade by volume and 90 per cent by value is carried by sea and we import much of the food and energy we need.
The UK's prosperity and security depend on our ability to keep our links with the rest of the world open.
We live in a complex, volatile and unpredictable world and it falls to the Navy to protect our people and our global interests.
How? By guaranteeing access to areas which are vital to our prosperity and security.
Which is why 8,000 sailors and marines are deployed on operations around the world and 30 ships and submarines are at sea, protecting Britain's interests from terrorists, pirates and drug smugglers.
Alongside the Army and RAF, the Royal Navy and Royal Marines are conducting operations across Afghanistan. Nearly 40 per cent of British Armed Forces personnel deployed in Afghanistan are sailors or marines. Right now, a Trident submarine is providing the UK with the ultimate protection — a submarine-based strategic nuclear deterrent, now in its 43rd year, on continuous alert.
And 450 Royal Navy personnel are helping maintain the Libyan arms embargo and no fly zone, having successfully extracted British and other nationals to safety.
The Royal Navy is also protecting UK waters by conducting counter-terrorist and security patrols, fishery protection and providing search and rescue cover. All these ongoing operations are a timely reminder of the utility of your modern, flexible Navy — able to move efficiently from war fighting to humanitarian assistance.
Which is why we are building two new aircraft carriers, have just commissioned the third of six new Type 45 ships, have launched the second of seven Astute-class submarines, are upgrading our helicopter fleets and will deliver 13 new Type 26 global combat ships, four fleet tankers and three support ships.
So, even in this age of air travel and instant global communication, it is still necessary to protect Britain's interests at sea. That is why the Royal Navy is out there — often hidden from view, many miles from land — right now.
That is why the Royal Navy plays a pivotal role supporting the delivery of the UK Government's global responsibilities and global ambitions.
And it is the courageous men and women, sailors and marines I'm fiercely proud to lead, who, with your support, make this all possible. Out there, right now.
A Hyundai perguntou:
   

O fim do mundo
Para refletir: um trader que fala com sinceridade.
(legendado)

3 de out. de 2011

Goblo.com 2030, o seu portal do futuro
   

Glary Utilities
        Este é um excelente software gratuito que, dentre suas inúmeras aplicações, permite apagar efetivamente  arquivos e diretórios, assim como limpar o espaço "livre" de seu disco.




        Quando você deleta um arquivo, na verdade apenas está apagando da FAT (tabela de alocação de arquivos) os endereços onde o arquivo está gravado nos setores do disco rígido. Por isso é possível restaurar arquivos deletados, mesmo que eles já tenham sido excluídos da lixeira, o que é um "prato-feito" para quem deseja bisbilhotar computadores alheios.


        Esta aplicação, para "apagar de fato" um arquivo, um diretório, ou "limpar" toda a área disponível de seu disco (ou pen drive), utiliza um algoritmo do Ministério da Defesa americano, que executa três varreduras do "alvo" (arquivo, diretório ou área livre), substituindo sucessivamente todos os bits por  "0" e "1".


        Se você não desejar perder muito tempo, pode optar por uma única varredura, o que já proporciona bastante segurança contra os bisbilhoteiros brasileiros.


        Abaixo uma tabela completa de todas as funções do Glary., que você pode baixar clicando aqui.


Category
Modules
Clean Up & RepairDisk Cleaner
Removes junk data from your disks and recovers disk space
Registry Cleaner
Scans and cleans up your registry to improve your system's performance.
Shortcuts Fixer
Corrects the errors in your startmenu & desktop shortcuts
Uninstall Manager
Uninstalls programs completely that you don't need any more
Optimize & ImproveStartup Manager
Manages programs which run automatically on startup
Memory Optimizer
Monitors and optimizes free memory in the background
Context Menu Manager
Manages the context-menu entries for files, folders...
Registry Defrag
Defrag the Windows registry to speed up your computer
Privacy & SecurityTracks Eraser
Erases all the traces,evidences,cookies,internet history and more
File Shredder
Erases files permanently so that no one can recover them
File Undelete
Quick and effective way to retrieve accidentally deleted files
File Encrypter and Decrypter
Protects your files from unauthorized access and use.
Files & FoldersDisk Analysis
Shows you the disk space usage of your files and folders
Duplicate Files Finder
Searches for space-wasting and error producing duplicate files
Empty Folders Finder
Finds and removes empty folders in your windows
File Splitter and Joiner
Splits large files into smaller manageable files, and then rejoin them.
System ToolsProcess Manager
Monitors programs that run on your PC and stop spyware and Trojans.
Internet Explorer Assistant
Manages Internet Explorer Add-ons and restores hijacked settings
Windows Standard Tools
Provides direct access to the useful windows default functions.
Goblo.com 2030, o seu portal do futuro
   

A VERDADE DE ALGUNS
   
Texto de Marco Antonio Esteves Balbi (*)

Um grupo de abnegados democratas busca demonstrar, já faz algum tempo, a evolução do processo revolucionário no Brasil, de acordo com o modelo gramscista, que atende perfeitamente à estratégia da esquerda brasileira, após a derrocada da última tentativa de tomada do poder e a avaliação que fizeram para obter êxito na próxima. 

Observaram que o inimigo concluiu como de fundamental importância a neutralização da “grande barreira”, assim chamadas as Forças Armadas do Brasil, por terem sido elas que nunca tergiversaram em combater os tentames anteriores, a saber: 1935, 1964, 1968/1974. Com sacrifício de vidas, atendendo ao clamor da população, apoiado pela imprensa e pelas vivandeiras de ocasião, submeteram-se até mesmo às incompreensões futuras de uma história recontada ao sabor dos interesses dos derrotados.

Para recontar a história utilizaram-se de vários subterfúgios. Dentre eles pode-se destacar a primeira tentativa de anular os efeitos da Lei da Anistia, derrotada no STF. Valeram-se até mesmo de foros internacionais ligados aos direitos humanos, que não possuem qualquer ingerência sobre os tribunais brasileiros.

De maneira similar, conseguiram viabilizar uma impossível busca por corpos e ossadas na área por eles conflagrada, no Araguaia, onde velhos dirigentes partidários conduziram jovens entusiasmados para criar o que seria uma área liberada, com imediato reconhecimento de nações como a Albânia. Não poderia dar certo, abandonaram seus combatentes por lá e agora querem que nós todos os procuremos para dar satisfação às famílias que perderam os seus.

Concomitantemente, através do PNDH 3, deram início ao proselitismo de buscar a verdade, mal comparando a situação ocorrida no Brasil com o que se passou em outras partes do mundo. Assim, o poder executivo encaminhou ao legislativo o projeto da criação da Comissão da Verdade. Aqueles que se debruçarem sobre o mesmo para estudá-lo com profundidade, poderão observar as mais variadas incoerências e inconsequências, propositais ou não.

Sem querer cansá-los e sem entrar em considerações afeitas aos que se dedicam ao estudo das leis, o projeto, já no seu Art 1º remete ao Art 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para fins de enquadramento do período sobre o qual a Comissão fará a sua análise. Este artigo define como períodos para concessão da anistia três diferentes datas e dois diplomas legais. Pergunto: foi proposital, para confundir, para atender interesses de uma determinada época, de um determinado período no tempo, podendo até mesmo começar em 1946?

O descrito no parágrafo anterior é só um pequeno detalhe da análise do documento, que certamente submetido aos juristas e constitucionalistas encontraria muitas outras incongruências. Os jornalistas Reinaldo Azevedo e Ricardo Setti, entre outros, já escreveram vários textos sobre o assunto.

Muito bem! A atual gestão houve por bem acelerar o processo de votação do projeto da Comissão da Verdade, pressionado politicamente por outras polêmicas como a relacionada ao sigilo de documentos e, novamente, a pressão internacional dos direitos humanos.

Coube ao Sr Nelson Jobim, aparar as arestas junto àqueles que poderiam se interpor para a feliz consecução do objetivo. Assim, conduziu “astuciosa” conversa com os Comandantes das Forças Armadas. Para o convencimento utilizou-se do argumento que, sob hipótese nenhuma, a Lei da Anistia seria revista e que se apurariam os atos cometidos quer pelas forças de segurança, quer pelas organizações subversivas.

Com a saída do Sr Jobim do Ministério, assumiu a tarefa de continuar a viabilização da votação em regime de urgência, sem maiores discussões e em votação simbólica dos líderes, o assessor José Genoino. Seu currículo dispensa apresentação. Também o Sr Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que representou no ano passado o seu partido junto à reunião do Foro de São Paulo, assumiu o papel de articulador junto ao Congresso Nacional, em particular às oposições. E ambos contavam com um argumento irrecorrível: os comandantes militares concordam!

Tímida reação começou a transparecer. Como já tive oportunidade de citar, os jornalistas Ricardo Setti, Reinaldo Azevedo, Aluizio Amorim, Claúdio Mafra, dentre outros e alguns políticos mostraram perplexidade com o andamento do assunto. Os grupos que congregam militares e civis democratas tentam se fazer ouvir e parece que começam a acordar da letargia e verificar que é preciso reagir, tentando atuar agora junto ao Senado Federal.

Valho-me, para finalizar, do comentário feito pelo leitor José Augusto-BH no blog do Ricardo Setti, sugerindo que o nome da Comissão passasse a ser “Comissão Radical da Verdade Absoluta e Inquestionável.” E outro leitor lembra uma frase, de autoria atribuída a Pedro Malan que diz: “ No Brasil, até o passado é imprevisível.”

Será?
(*) o autor é Cel. do Exército