20 de dez. de 2012


NUNCA ESQUEÇA DE SEUS AMIGOS
by Pelé

Um jovem recém casado estava sentado num sofá, bebericando chá gelado durante uma visita ao pai.  

Conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações da pessoa adulta. O pai remexia pensativamente os cubos de gelo no copo e, lançando um olhar claro e sóbrio para o filho, diz:

- Nunca se esqueça de seus amigos !  Serão mais importantes na medida em que você envelhecer.  Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venha a ter, você sempre precisará de amigos. 

Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles...

Que estranho conselho, pensou o jovem.  Acabo de ingressar no mundo dos casados, sou adulto.  Com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!

Mas... passaram-se os anos e o jovem compreendeu que seu pai sabia do que falava.  Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre um homem, amigos tornam-se baluartes de sua vida. 

O tempo passa. A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem. O amor fica mais frouxo. O coração se rompe. 

Os empregos vão e vêm. As pessoas não fazem o que deveriam fazer. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam.  

Os pais morrem. Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou, mas... os verdadeiros amigos estão lá, não importa o tempo e os quilômetros entre vocês.

Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos - abençoando sua vida !

Quando esta aventura chamada vida inicia, não se sabe das incríveis alegrias ou tristezas que estão adiante.  Nem o quanto precisamos uns dos outros.




18 de dez. de 2012

VITOR, A FERA

Olhaí, pessoal, a fera.

O Vitor, neto do Azambuja (65 Inf) passou à faixa marron, na Academia onde, desde os oito anos de idade, toma lições com o Sensei Sadamu Uriu*, o mais antigo praticante e Professor do Karate no Brasil. O Vitor, como pude pessoalmente constatar no exame de faixa, é muito rápido, bate forte, possui excelente técnica e, com certeza, no próximo ano chegará à cobiçada faixa preta.


Parabéns, Vitor.
Muita emoção em revê-lo, 先生 Uriu.

(*) O Sensei Uriu, na década de 60, foi instrutor de Karate dos paraquedistas do Regimento Santos Dumont.


17 de dez. de 2012


Porta-voz informa volta de Lula como candidato
e descarta Dilma sem dó nem piedade

VITOR VIEIRA - JORNALISTA
DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012

O porta-voz é a pessoa ou profissional que melhor vocaliza o que pensa aquele a quem empresta a voz. 

André Singer, petista que acompanhou de perto todas as falcatruas do governo Lula, para as quais, obviamente, silenciou, publica um artigo na Folha de São Paulo, que vem cheio de recados e sinais. A começar pelo título: " Voltei".

Leiam e tirem as suas próprias conclusões. 

"O discurso de Lula anteontem em Paris deve ser lido com atenção. Não só porque foi mencionada a chance de nova candidatura, o que lhe dá sabor histórico. Quiçá, no futuro, o cabalístico 12/12/12 fique como o dia da célebre entrevista em que Getúlio anunciou a Wainer: "Eu voltarei". 

Para os que buscam sinais, aliás, convém anotar outras passagens. A certa altura, o antigo mandatário deixa escapar: "Se é verdade o número que o meu ministro da Economia falou na hora do almoço...". Adiante, afirma aguardar que "a gente consiga fazer um acordo mais razoável" na conferência do clima prevista para se dar em Paris em 2015. Já quase ao final, solta o seguinte: "Espero que os presidentes das Repúblicas não se reúnam mais para discutir crise. Nós temos que discutir soluções". 

Os indícios esotéricos espalhados em uma hora e 20 minutos de duração não constituem, contudo, os elementos centrais do pronunciamento. Se o ex-metalúrgico será ou não candidato em 2014, depende de fatores cujo controle escapa a qualquer um. Interessa a disposição atual do personagem e, acima de tudo, o programa com que sobe ao palanque. O orador fez, com voz firme, diagnóstico amplo da crise econômica mundial e dos consequentes desafios postos aos homens e mulheres de Estado no início do século 21. 

Os ouvintes que se deixarem levar pela forma - a aparência simples dos enunciados - perderão a abrangência do raciocínio, concorde-se com ele ou não. Para Lula, os impasses chegaram a tal ponto que ou a política reassume o comando para preservar os avanços obtidos depois da Segunda Guerra Mundial ou caminharemos para o pior.

Comparando a situação europeia - epicentro de processo regressivo mais geral - a um paciente com a perna já amputada, disse que "se demorar mais um pouco, poderá morrer". Mas diante de quadro tão grave, o que impede os Estados de agirem para interromper a gangrena, salvando o bem-estar social e devolvendo perspectivas de desenvolvimento para o conjunto da humanidade? Quem são os tão poderosos inimigos da raça humana? 

Aí a surpresa. 

Refratário, em condições normais, a nomear adversários, o ex-presidente, nas derradeiras frases, decidiu colocar pingos nos "is". "Essa crise é da responsabilidade de pessoas que nós nem conhecemos porque, quando o político é denunciado, a cara dele sai de manhã, de tarde e de noite no jornal. Vocês já viram a cara de algum banqueiro no jornal?" 

Acaso fosse necessária indicação adicional sobre como, na visão de Lula, estariam relacionadas a esfera global e as acusações de corrupção no Brasil, fez questão de arrematar: rosto de banqueiro não aparece "porque é ele que paga a propaganda".



ESCÂNDALO BILIONÁRIO NA PETROBRAS

Reinaldo Azevedo
15/12/2012 às 20:56


Resta, agora, saber se, ao fim da apuração, alguém vai para a cadeia! 

Ou: quem privatizou a Petrobrás mesmo?

É do balacobaco!

Desde que Sérgio Gabrielli, o buliçoso ex-presidente da Petrobras, deixou a empresa, os esqueletos não param de pular do armário. A presidente Dilma Rousseff o pôs para correr. Ele se alojou na Secretaria de Planejamento da Bahia e é tido como o provável candidato do PT à sucessão de Jaques Wagner. Dilma, é verdade, nunca gostou dele, desde quando era ministra. A questão pessoal importa menos. Depois de ler o que segue, é preciso responder outra coisa: o que ela pretende fazer com as lambanças perpetradas na Petrobras na gestão Gabrielli? 


Uma delas, apenas uma, abriu um rombo na empresa que passa de UM BILHÃO DE DÓLARES. Conto os passos da impressionante reportagem de Malu Gaspar na VEJA desta semana. Prestem atenção!

1. Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou uma refinaria americana chamada Pasadena Refining System Inc. por irrisórios US$ 42,5 milhões. Por que tão barata? Porque era considerada ultrapassada e pequena para os padrões americanos.

2. ATENÇÃO PARA A MÁGICA – No ano seguinte, com aquele mico na mão, os belgas encontraram pela frente a generosidade brasileira e venderam 50% das ações para a Petrobras. Sabem por quanto? Por US$ 360 milhões! Vocês entenderam direitinho: aquilo que os belgas haviam comprado por US$ 22,5 milhões (a metade da refinaria velha) foi repassado aos “brasileiros bonzinhos” por US$ 360 milhões. 1500% de valorização em um aninho. A Astra sabia que não é todo dia que se encontram brasileiros tão generosos pela frente e comemorou: “Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável”.

3. Um dado importante: o homem dos belgas que negociou com a Petrobras éAlberto Feilhaber, um brasileiro. Que bom! Mais do que isso: ele havia sido funcionário da Petrobras por 20 anos e se transferiu para o escritório da Astra nos EUA. Quem preparou o papelório para o negócio foi Nestor Cerveró, à frente da área internacional da Petrobras. Veja viu a documentação. Fica evidente o objetivo de privilegiar os belgas em detrimento dos interesses brasileiros. Cerveró é agora diretor financeiro da BR Distribuidora.

Calma! O escândalo mal começou.

Se você acha que o que aconteceu até agora já dá cadeia, é porque ainda não sabe do resto.

4. A Pasadena Refining System Inc., cuja metade a Petrobras comprou dos belgas a preço de ouro, vejam vocês!, não tinha capacidade para refinar o petróleo brasileiro, considerado pesado. Para tanto, seria preciso um investimento de mais US$ 1,5 bilhão! Belgas e brasileiros dividiriam a conta, a menos que…

5. … a menos que se desentendessem! Nesse caso, a Petrobras se comprometia a comprar a metade dos belgas — aos quais havia prometido uma remuneração de 6,9% ao ano, mesmo em um cenário de prejuízo!!!

6. E não é que o desentendimento aconteceu??? Sem acordo, os belgas decidiram executar o contrato e pediram pela sua parte, prestem atenção, outros US$ 700 milhões. Ulalá! Isso foi em 2008. Lembrem-se que a estrovenga inteira lhes havia custado apenas US$ 45 milhões! Já haviam passado metade do mico adiante por US$ 360 milhões e pediam mais US$ 700 milhões pela outra. Não é todo dia que aparecem ou otários ou malandros, certo?

7. É aí que entra a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,então presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ela acusou o absurdo da operação e deu uma esculhambada em Gabrielli numa reunião.DEPOIS NUNCA MAIS TOCOU NO ASSUNTO.

8. A Petrobras se negou a pagar, e os belgas foram à Justiça americana, que leva a sério a máxima do “pacta sunt servanda”. Execute-se o contrato. APetrobras teve de pagar, sim, em junho deste ano, não mais US$ 700 milhões, mas US$ 839 milhões!!!

9. Depois de tomar na cabeça, a Petrobras decidiu se livrar de uma refinaria velha, que, ademais, não serve para processar o petróleo brasileiro. Foi ao mercado. Recebeu uma única proposta, da multinacional americana Valero. O grupo topa pagar pela sucata toda US$ 180 milhões.

10. Isto mesmo: a Petrobras comprou metade da Pasadena em 2006 por US$ 365 milhões; foi obrigada pela Justiça a ficar com a outra metade por US$ 839 milhões e, agora, se quiser se livrar do prejuízo operacional continuado, terá de se contentar com US$ 180 milhões. Trata-se de um dos milagres da gestão Gabrielli: como transformar US$ 1,199 bilhão em US$ 180 milhões; como reduzir um investimento à sua (quase) sétima parte.

11. Graça Foster, a atual presidente, não sabe o que fazer. Se realizar o negócio, e só tem uma proposta, terá de incorporar um espeto de mais de US$ 1 bilhão.

12. Diz o procurador do TCU Marinus Marsico: “Tudo indica que a Petrobras fez concessões atípicas à Astra. Isso aconteceu em pleno ano eleitoral”.

13. Dilma, reitero, botou Gabrielli pra correr. Mas nunca mais tocou no assunto.

Encerro.

Durante a campanha eleitoral de 2010, o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, fez propaganda de modo explícito, despudorado. Chegou a afirmar, o que é mentira descarada, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, durante a sua gestão, tinha planos de privatizar a Petrobras.

Leram o que vai acima? Agora respondam: quem privatizou a Petrobras? E noto, meus caros: empresas privadas não são tratadas desse modo porque seus donos ou acionistas não permitem. 


A Petrobras, como fica claro, foi privatizada, sim, mas por um partido. Por isso, foi tratada como se fosse terra de ninguém.

Imagens inseridas pelo Blog





16 de dez. de 2012

CÁSSIO 6 X 0 CHELSEA




Ridendo castigat mores
by Pelé


Ho Ho Ho !




O PRIMEIRO SINTOMA DE ALZHEIMER




ISTO NOS DIZ O QUE É O NATAL

by Kurt


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DEUS ABENÇOE A TODOS !


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O Brasil na encruzilhada
Ives Gandra Martins
O Estado de São Paulo – 14 Dez 2012 

A economia não é uma ciência ideológica, como quer certa corrente política, nem uma ciência matemática, como pretendem os econometristas.  É evidente que a matemática é um bom instrumental auxiliar, não mais que isso, enquanto a ideologia é um excelente complicador.  A economia é, fundamentalmente, uma ciência psicossocial, que evolui de acordo com os impulsos dos interesses da sociedade, cabendo ao Estado garantir o desenvolvimento e o equilíbrio social, e não conduzi-la, pois, quando o faz, atrapalha.

Por outro lado, o interesse público, em todos os tempos históricos e períodos geográficos, se confunde, principalmente, com o interesse dos detentores do poder, políticos e burocratas, que, enquistados no aparato do Estado, querem estabilidade e bons proventos, sendo o serviço à sociedade mero efeito colateral (vide meu "Uma Breve Teoria do Poder", Ed.  RT).  Por essa razão o tributo é o maior instrumento de domínio, sendo uma norma de rejeição social, porque todos sabem que o pagam mais para manter os privilégios dos governantes do que para o Estado prestar serviços públicos.  A carga tributária é, pois, sempre desmedida, para atender aos dois objetivos.

Na superelite nacional, representada pelos governantes, o déficit previdenciário gerado para atender menos de 1 milhão de servidores aposentados foi superior a R$ 50 bilhões em 2011, enquanto para os cidadãos de segunda categoria - o povo - foi de pouco mais de R$ 40 bilhões, para atender 24 milhões de brasileiros!  Numa arrecadação de quase R$ 1,5 trilhão - 35% do produto interno bruto (PIB) brasileiro -, foram destinados à decantada Bolsa-Família menos de R$ 20 bilhões!  Em torno de 1% de toda a arrecadação!  O grande eleitor do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff não custou praticamente nada aos erários da República.

O poder fascina!  No Brasil há 29 partidos políticos.  Mesmo consultando os grandes filósofos políticos desde a Antiguidade até o presente, não consegui encontrar 29 ideologias políticas diferentes, capazes de criar 29 sistemas políticos autênticos e diversos.  Desde Sun Tzu, passando por indianos, pré-socráticos, pela trindade áurea da filosofia grega (Sócrates, Platão e Aristóteles), pelos árabes Alfarabi, Avicena e Averrois e pelos patrísticos e autores medievais, entre eles Agostinho e São Tomás, e entrando por Hobbes, Locke, Montesquieu, Hegel até Proudhon, Marx, Hannah Arendt, Rawls, Lijphart, Schmitt e muitos outros, não encontrei 29 sistemas políticos distintos.

Ora, 29 partidos políticos exigem de qualquer governo a acomodação de aliados e tal acomodação implica a criação de ministérios e encargos burocráticos e tributários para o contribuinte.  O Brasil tem muito mais ministérios que os Estados Unidos.  Por essa razão suporta uma carga tributária indecente e uma carga burocrática caótica para tentar sustentar um Estado em que a presidente Dilma não conseguiu reduzir o peso da administração sobre o sofrido cidadão.  E os detentores do poder, num festival permanente de auto-outorga de benesses, insistem em aumentar seus privilégios, como ocorre neste fim de ano, com a pretendida contratação de mais 10 mil servidores e aumentos em cascata de seus vencimentos.

Acresce-se a esse quadro a ideológica postura de que os investidores no Brasil não devem ter lucro, ou devem tê-lo em níveis bem reduzidos.  Resultado: México e Colômbia têm recebido investidores que viriam para o Brasil, pois tal preconceito ideológico inexiste nesses países.

A consequência é que, no governo Dilma, jamais os prognósticos deram certo.  Têm seus ministros econômicos a notável especialidade de sempre errarem os seus prognósticos, o que dá insegurança aos agentes econômicos e desfigura o governo.  Os 4,5% de crescimento do PIB para 2011 ficaram em torno de 2,5%.  Os 4% prometidos para 2012 ficarão ainda pior, ou seja, pouco acima de 1%.

A política energética - em que o governo pretende que seja reduzido o preço da energia pelo sacrifício das empresas, e não pela redução de sua esclerosadíssima máquina pública - poderá levar à má qualidade de serviços e à desistência de algumas concessionárias de continuarem a prestá-los.  A Petrobrás, por exemplo, para combater a inflação, provocada principalmente pela máquina pública, tem seus preços comprimidos.  Nem mesmo a baixa de juros está permitindo combater a inflação, com o que terminaremos o ano com baixo PIB e inflação acima da meta.

Finalmente, a opção ideológica pelo alinhamento com governos como os da Venezuela, da Bolívia, do Equador e da Argentina tem feito o Brasil tornar-se o alvo preferencial dos descumprimentos de acordos e tratados por parte desses países, saindo sempre na posição de perdedor.

Muitas vezes tenho sido questionado em palestras por que o Brasil, com a dimensão continental que tem, em vez de se relacionar, em pé de igualdade, com as nações desenvolvidas, prefere relacionar-se com os países de menor desenvolvimento, tornando-se presa fácil de políticas estreitas, nas quais raramente leva a melhor.  Tenho sugerido que perguntem à presidente Dilma.

Como a crise europeia não será solucionada em 2013, como os investidores estão se desinteressando pelo País, por força dessa aversão dos governantes brasileiros ao lucro, e como investimos em consumo, beneficiando, inclusive, a importação, e não a produção e o desenvolvimento de tecnologias próprias, chegamos a uma encruzilhada.

Bom seria se os ministros da área econômica deixassem de fazer previsões sempre equivocadas e a presidente Dilma procurasse saber por que os outros países estão recebendo investimentos e o Brasil, não.  Como dizia Roberto Campos, no prefácio de meu livro Desenvolvimento Econômico e Segurança Nacional - Teoria do Limite Crítico, "a melhor forma de evitar a fatalidade é conhecer os fatos".


15 de dez. de 2012

Dissuasão extrarregional é conto de fadas

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva
Professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército

“A Nação que confia mais nos seus direitos do que em seus soldados engana a si mesma e cava sua ruína”. Rui Barbosa.

A análise de tendências globais apontadas em estudos prospectivos para as próximas décadas permite identificar as mais relacionadas com a defesa e a projeção internacional do Brasil. Os estudos de agências de governo apresentam pontos de vista das relações internacionais calcados em ameaças e oportunidades aos interesses do país proprietário.


Segundo a lógica das grandes potências, as soluções aos desafios à ordem internacional - governança e segurança globais, segurança energética e ambiental, e outros - devem atender aos seus propósitos de manutenção do status de poder mundial. Para os países menos poderosos, ao contrário, tais soluções significam ingerência externa, insegurança nacional e limitação de soberania. É o caso do Brasil, diante de pressões dominantes, em virtude da debilidade militar, industrial e científico-tecnológica, setores onde o País é dependente.

Os estudos consideram a garantia de acesso a recursos estratégicos e a presença ou o controle de áreas geográficas importantes, do ponto de vista político-militar, como indutores de conflitos futuros em qualquer parte do planeta, hoje apequenado pela globalização. Julgam muito improvável o choque direto entre os poderes globais, mas que haverá conflitos periféricos e de baixa intensidade com o emprego direto ou indireto do poder militar. Ora, os conflitos entre EUA e Iraque podem ter sido periféricos e de baixa intensidade para os EUA, mas não na visão iraquiana. O mesmo raciocínio deve ser feito para classificar um eventual choque militar entre o Brasil e uma potência ou coalizão de potências envolvendo interesses na Amazônia ou no Atlântico. Para o futuro da Nação brasileira seriam centrais e decisivos, jamais periféricos e de baixa intensidade.

A Política Nacional de Defesa (PND) definiu defesa nacional como o “conjunto de medidas [...] com ênfase no campo militar, para a defesa do território, da soberania e dos interesses nacionais contra ameaças [...] potenciais ou manifestas”. A Estratégia Nacional de Defesa (END), por sua vez, concluiu que os ambientes “não permitem vislumbrar ameaças militares concretas e definidas” e, por isso, as Forças Armadas (FA) devem se preparar em função de capacidades e não de ameaças. Ora, capacidade sem um contraponto é conceito vazio. Ao não se ter a noção do poder de um oponente, ainda que potencial, como determinar o desenho de FA com capacidade para dissuadi-lo ou vencê-lo? Foi gravíssimo o erro de não levantar, como preconizado na definição de defesa nacional, as ameaças potenciais contra as quais o Brasil deveria se preparar desde já, pois defesa não se improvisa. Tais ameaças são perfeitamente identificáveis até pelos leigos em temas de defesa – uma potência global ou uma coalizão de potências em choque com o Brasil, envolvendo interesses vitais, particularmente na Amazônia ou no Atlântico. Como se vê elas não precisariam nem deveriam estar denominadas na END. 

A END ressalta a necessidade de ampliar a participação popular nos processos decisórios da vida política. Levar a defesa nacional aos meios acadêmicos e empresariais e à mídia é importante, assim como seria a criação de ONGs nacionais voltadas para o tema. Porém, os representantes da Nação estão no Congresso Nacional onde existe, em cada Casa, uma Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. 

Hoje, tramitam no Congresso os projetos de atualização da PND e da END, elaborados pelas FA sob a direção do Ministério da Defesa, com pouca participação de estudiosos civis e militares da reserva. Os textos, em função das estruturas hierarquizadas, refletem as ideias do decisor em cada escalão, que podem não ser as melhores. Ao apreciar os projetos em pauta, as Comissões deveriam ouvir civis estudiosos e militares da reserva em audiências públicas e, em audiências reservadas, altos chefes militares da ativa com o compromisso de emitir a própria opinião. É desperdício não conhecer o pensamento de profissionais em quem a Nação investiu mais de trinta anos em contínua preparação, pois assunto de tamanha relevância não deve ficar subordinado a interpretações equivocadas do que seja disciplina intelectual. Tal procedimento deveria ser comum nos projetos de defesa em tramitação no Congresso, pois ali está, em última análise, a própria Nação. De posse do contraditório, as Comissões enviariam os questionamentos relevantes ao Ministério da Defesa, solicitando resposta por escrito ou por um representante para defender a posição do Ministério em audiência reservada, se necessário o sigilo.

A END falhou ao determinar a elaboração de projetos separados de reequipamento e articulação e não de um Projeto Conjunto de Forças, traduzido num Sistema Único de Defesa Antiacesso. Esse Sistema, interagindo com o Sistema Brasileiro de Inteligência, seria composto por subsistemas integrados de vigilância, com satélite brasileiro; defesa antiaérea; mísseis de longo alcance, com plataformas móveis terrestres, navais e aéreas tripuladas e não tripuladas; e por forças terrestres móveis para engajar o inimigo que acessasse os limites nacionais. O propósito seria neutralizar ou desgastar uma esquadra ou exército inimigo enquanto ainda estivessem longe do litoral ou da fronteira oeste. Na falta de armas de destruição em massa, o sistema seria dissuasório por restringir a liberdade de ação de potências extrarregionais.

O Brasil levará cerca de trinta anos para alcançar a autonomia industrial e científico-tecnológica requerida para ter dissuasão extrarregional, que só será confiável se o colocar entre as dez maiores potências militares. É um salto ousado, mas que não acontecerá, haja vista a histórica irrelevância da defesa nacional nos investimentos dos governos.


Um presente por e-Mail, no tempo da internet a manivela.



       Em 1997, minha filha mais velha morava na Alemanha e eu queria fazer-me presente a seu lado no dia de seu 27º aniversário, 08 Fev.

     Influenciado por um livro que acabara de ler, "O Mundo de Sofia", e valendo-me de uma ferramenta que começava a popularizar-se no Brasil, enviei-lhe o e-Mail que se segue. 

     A primeira vez que publiquei no Blog (10 Mar 2011), "camuflei" emitente e destinatário. Hoje, republico, como homenagem a minhas filhas.


Querida filha

XXXXXXXX   XXXXXXXX   XXX        XXX   XXXXXXXXXX
XXXXXXXX   XXXXXXXX   XXX        XXX   XXXXXXXXXX
XXX        XXX        XXX        XXX         XXX
XXX        XXX        XXX        XXX        XXX
XXXXXX     XXXXXX     XXX        XXX       XXX
XXXXXX     XXXXXX     XXX        XXX      XXX
XXX        XXX        XXX        XXX     XXX
XXX        XXX        XXX        XXX    XXX
XXX        XXXXXXXX   XXXXXXXX   XXX   XXXXXXXXXXX
XXX        XXXXXXXX   XXXXXXXX   XXX   XXXXXXXXXXX


XXXXXXXXXX    XXX      XXX    XXX   XXX     XXX
XXXXXXXXXX    XXXX     XXX    XXX   XXX     XXX
XXX    XXX    XXXXX    XXX    XXX    XXX   XXX
XXX    XXX    XXXXXX   XXX    XXX    XXX   XXX
XXXXXXXXXX    XXX XXX  XXX    XXX     XXX XXX
XXXXXXXXXX    XXX  XXX XXX    XXX     XXX XXX
XXX    XXX    XXX   XXXXXX    XXX      XXXXX
XXX    XXX    XXX    XXXXX    XXX      XXXXX
XXX    XXX    XXX     XXXX    XXX       XXX
XXX    XXX    XXX      XXX    XXX       XXX     BLA, BLA, BLA


Deseja seu pai, com muita saudade.


E aqui vão alguns presentinhos, que poderão ser de valor inestimável para toda a sua vida. Alguns são de produção nacional e outros, importados, como você pode constatar; uns e outros, acho eu, de excelente qualidade.

1) 0 primeiro é um petisco, nem muito doce, nem amargo, todavia de alto valor nutritivo. Recomendo que você o saboreie diariamente, ao café da manhã, como forma de fortalecer-se para enfrentar as diferentes situacões que se apresentarem no seu dia.

“Der Verntinftige geht auf Schmerzlosigkeit, riicht auf Genuss aus.” 

(0 prudente sai em busca da ausência de dor, não do prazer) 

2) 0 segundo é de vestir, uma espécie de capa, mágica. Você deve estar sempre com ela, pois aquece quando nos atinge o imenso frio das frustrações e refresca a alma quando estamos tomados pela fogueira da vaidade. Use-a à vontade, pois apesar de um pouco grande, adapta-se a qualquer pessoa e está sempre na moda. 

“Ist einer Welt Besitz fur dich zerronnen, 
Sei nicht in Leid daruber, es ist nichts; 
Und hast du einer Welt Besitz gewonnen, 
Sei nicht erfreut daruber, es ist nichts. 
Voruber geh’n die Schmerzen und die Wonnen, 
Geh’ an der Welt vorüber, es ist nichts..” 

(Se se desfez para ti a posse de urn mundo, 
Não te lamente, que nada é; 
Se conquistaste a posse de um mundo, 
Nao te regozijes, que nada é. 
Passam as dores e passam as alegrias, 
Passa tu ao largo do mundo, que nada é.) 

3) 0 terceiro é um livro, interessantíssimo. Tem apenas um parágrafo, mas sempre que o lemos, as imagens que nos vêm à mente são novas, diferentes. Acho que também é mágico, como a capa, pois cada vez que a gente o lê, parece que fica mais inteligente. Aqui está, já desembrulhado. Recomendo sua leitura diária, de preferência antes de dormir. 

“Para viver em perfeita compreensão e para extrair da experiência própria todas as lições que contém, é necessário que se pense muitas vezes no passado, a recapitular o que se viu, e fez, e provou, e sentiu; convém também comparar o julgamento de outrora com o atual, assim como os projetos e aspirações, que nutrimos, com os resultados que trouxeram e a satisfação que com estes sentimos. São aulas particulares, que a experiência dá a cada um. Nelas, podemos ter a experiência como um texto e a meditação como o respectivo comentário.” 

4) 0 próximo é uma ferramenta, importada daí. Puxa, parece que também é mágica, pois permite confeccionar ou construir qualquer coisa. Tenha-a sempre no bolso. 

“Nehmt die gute Stinrnung wahr,  Denn sic kosnt so selten.” 

(Aproveitai a boa disposição, pois vem tão raramente.) 

5) 0 próximo é... tcham tcharn tcham tcham ! ... isso mesmo, um estojo de maquiagem que... adivinhou, tambem é mágico, pois, se usá-lo sempre, você parecerá eternamente bela aos olhos de qualquer pessoa. Mas, atenção! Siga cuidadosamente as instruções de uso. 

“A cortesia é inteligência: logo, a descortesia é tolice; criar inimigos por meio desta, desnecessária e caprichosamente, é loucura furiosa, como quando se põe fogo à propria casa. A cortesia é manifestamente uma moeda falsa, como as fichas que se usa para jogar; economizá-la é insensatez e gastá—la liberalmente uma prova de juízo. Todos os povos encerram as suas cartas com um “amigo, criado e obrigado”, “your most obedient servant”, “suo devotissimo servo”: só os alemães nada querem saber desse “servo”, por não ser verdade. Todavia, aquele que levar a cortesia a ponto de sacrificar interesses efetivos, é igual ao que, em lugar de fichas, desse legítimas moedas de ouro. Assim como a cêra, que é dura e quebradiça, amolece com um certo calor e toma a forma que quisermos, assim também, com um pouco de cortesia, podemos amaciar e tornar agradáveis até as pessoas renitentes e hostis. A cortesia é para o homem, o que o calor é para a cera.” 

6) Agora vem... um aparelho de ginástica! Não é mágico, mas se utilizá-lo bastante, você parecerá, E SERÁ, cada vez mais forte, capaz de enfrentar adversários poderosos. 

“Temos que encarar como um segredo a todas as nossas questões pessoais e de ser completamente estranhos aos nossos conhecidos, em tudo quanto ultrapasse aquilo que vêem com os próprios olhos. O seu conhecimento, até das coisas mais inocentes, pode nos trazer prejuizo, conforme o tempo e as circunstâncias. — Em geral, é mais aconselhável demonstrar juízo pelo que se cala do que pelo que se diz. O primeiro é uma questão de prudência; o segundo, da vaidade. A oportunidade de ambas é igualmente frequente, mas nós preferimos a passageira satisfação da última ao lucro duradouro da primeira. Até esse alivio da alma, que é a conversa em voz alta consigo mesmo, travada, uma vez ou outra, por indivíduos de muita vivacidade, não nos devemos permitir, para que se não transforme em hábito; é que, por ela, o pensamento se afeiçoa e se irmana de tal forma com a palavra, que, aos poucos, até a fala dirigida a outrem se converte em um pensar em voz alta; no entanto, manda a prudência que haja um considerável abismo entre o pensar e o falar.” 

7) 0 próximo presente é um jogo de “quebra-cabeças”. Basta desvendá-lo para descobrir um dos segredos da felicidade ao longo de toda a vida. Como anda o seu francês ? 

“Qui n’a pas l’esprit de son áge, de son áge a tout le malheur.” 

(Quem não tem o espirito de sua idade, dela terá todas as desventuras.) 

P.S. Desvendar o “quebra-cabecas” não é simplesmente traduzi-lo. 

8) E chegamos ao último presente, mágico também. Não tenho certeza se, de inicio, você irá apreciá-lo: alguns não gostam dele. É um espelho, mágico, como disse, porque reflete não nossa aparência física, mas o lado negativo de nosso caráter. Dizem, todavia, que a grande mágica desse espelho está em que, se a pessoa se examinar com bastante atenção, poderá reduzir significativamente tal faceta negativa. Atenção! Pessoas vaidosas, prepotentes ou muito orgulhosas têm a tendência de quebrar esse espelho. 

“Kein Wunder ist es, dass ich red’ in meinem Sinn, 
Und jene, selbst sich selbst gefallend, steh’n im Wahn, 
Sic wàren lobenswert: so scheint dem Hund der Hund 
Das schönste Wesen, so dern Ochsen auch der Ochs, 
Dem Esel auch der Esel und dem Schwein das Schwein.” 

(Não espanta que eu fale em meu próprio sentido, 
E que aqueles que agradam a si mesmos estejam na ilusão 
De serem dignos de louvor; assim, a mais bela criatura que existe é: 
Para o cão, o cão; para o boi, o boi; 
Para o asno, o asno e, para o porco, o porco.) 

Bem, ai está. Parabéns, de novo. 
Toda a felicidade do mundo para você. 
Saudades.


ANISTIA NÃO SE LIMITA AO ATO PENAL 

Célio Borja
Ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal e ex--Ministro da Justiça,
O Estado de São Paulo - 28/07/2012

A Constituição diz expressamente que o Estado responde pelos atos de seus agentes. Ela também assegura ao Estado o direito de cobrar do agente aquilo que gastou em decorrência do malfeito dele. São dispositivos constitucionais. É preciso levar em conta, no entanto, o alcance da Lei da Anistia. Ela apaga a pretensão punitiva do Estado. Qualquer ação contra agentes que ofenderam as leis penais não pode mais prosseguir.

Mas não é só. A lei também cobre todas as consequências desses atos. Não se limita ao ato penalmente punível. No caso de guerrilheiros que mataram seus companheiros, de agentes policiais ou militares que cometeram ilícitos, a lei assegura que eles não respondem mais por esses atos, sejam eles de natureza penal ou cível. Se abrangesse apenas atos criminais não apagaria inteiramente o que deseja apagar.

Anistia é o perpétuo esquecimento de fatos que seriam relevantes juridicamente, tanto para efeitos penais quanto em outras áreas, cível e administrativa. 

No caso do coronel Ustra, se porventura continuasse responsável, poderia sofrer efeitos administrativos. Poderia ser exonerado dos cargos que tem, poderia ter que comparecer perante conselhos militares para dar explicações. Mas nada disso pode ser feito em decorrência da anistia.


MORAL DA ESTÓRIA


No galinheiro, o galo resolve fumar um baseado e compartilhar com o pintinho:
— Você já fumou maconha?
— Não, nunca fumei.
— Então vou preparar um pequeno pra você.
O galo fez um cigarrinho de maconha e o pintinho fumou.
— E aí, sentiu alguma coisa?
— Não sinto nada...
— Não é possível ! Vou fazer um maior.
E fez um cigarro maior e o pintinho fumou.
— E então, sentiu alguma coisa?
— Não sinto nada...
— Não acredito, vou fazer um gigante.
E ele fez um cigarro gigante, e o pintinho fumou...
— E agora, sentiu alguma coisa ?
— Não sinto nada.... Não sinto meu bico, não sinto minhas asas, não sinto meus pés, não sinto nada!

Moral da estória:


A maconha tira a sensibilidade do pinto !


: ^ ))

        Em uma pequena cidade dos Estados Unidos, uma velhinha caminhava pela calçada arrastando dois sacos de lixo. Um estava rasgado e, de vez em quando, caía uma nota de 20 dólares pelo buraco.
   

Um policial parou-a e disse:
   
- Senhora, tem notas de 20 caindo desse saco plástico.
   
- É mesmo? Que droga! É melhor eu voltar e ver se pego as que caíram. Obrigada por me avisar.
   
- Peraí, senhora! Onde a senhora conseguiu todo esse dinheiro? Não andou roubando, não é?
   
- Não, seu guarda. Meu quintal dá para um campo de golfe e um monte de golfistas vinha sempre urinar num buraco da minha cerca, direto no canteiro de flores. Isso me incomodava, matava minhas flores... Então eu pensei: "por que não aproveitar da situação?". Agora, fico bem quieta, atrás da cerca, com a tesoura de jardim. Toda vez que um enfia o “instrumento” na cerca, eu agarro o instrumento e digo: "OK, amigão: ou me paga 20 dólares, ou eu corto essa coisa".
   
- Parece justo - diz o policial, rindo da história. OK, boa sorte! Mas... a propósito, o que a senhora tem no outro saco?
   
- Bem, você sabe... Nem todos pagam...


  





CONCEITO DO BRASIL NO HAITI

·     Andrea Cunha N. Gonzaga

Estou passando férias no Haiti  e ontem estive em uma reunião com companheiros de trabalho do Scott, meu noivo americano. Americanos, canadenses, haitianos, todos falando uma grande mistura de inglês, francês, creole... A comida era excelente... As companhias muito agradáveis, todos tentando falar algo em português e dizendo que o Brasil e os brasileiros são lindos. 

Mas nada me impressionou mais do que um americano. Ele veio até nós dois. Se apresentou e começou a conversar com Scott. Eu entendia algumas coisas, mas quando mencionou o nome do meu país... Ahhh, aí liguei minhas antenas. Sabem o que ele dizia? Que o trabalho dos brasileiros é "outstand! amazing!! wonderful!!" Ou seja, o trabalho dos brasileiros, DO EXÉRCITO BRASILEIRO na MINUSTAH - United Nations Stabilization Mission in Haiti, Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti - se destaca! É surpreendente! Maravilhoso!

Ele era um membro da ONU. Então Scott resolveu me apresentar... "She is brazilian!!" E ele me cumprimentou pelo trabalho da minha Nação no Haiti ! Preciso dizer mais? Nada causou maior patriotismo em meu coração e lágrimas tão rápidas em nos olhos !


Essa foto era para ter sido tirada bem em frente ao muro da MINUSTAH, , mas, por questão de segurança, foi tirada dentro do condomínio residencial da Embaixada,  onde estamos. 


Te amo BRASIL! Não importa a corrupção de quem não te merece, mas sim o trabalho daqueles que fazem por merecer e honrar o uniforme que vestem !


A RESILIÊNCIA DE DILMA
   
FERNANDO RODRIGUES -- FOLHA DE SP - 15/12

BRASÍLIA - A economia do Brasil cresceu menos do que se esperava nos últimos dois  anos. O PIBinho é uma realidade. Obras importantes do governo não andam. Integrantes do partido político hegemônico há dez anos no Palácio do Planalto protagonizaram vários escândalos recentes. Áreas como segurança pública, saúde e  educação não são bem avaliadas pelos eleitores. 

Ainda assim, a alta popularidade de Dilma Rousseff não saiu do lugar nos últimos meses.

Ela continua sendo a presidente mais bem avaliada pós-ditadura militar (1964-1985) quando se consideram todos os antecessores eleitos pelo voto direto nesta mesma fase do mandato.

Segundo pesquisa do Datafolha realizada anteontem em todo o Brasil, o governo Dilma é considerado bom ou ótimo por 62% dos entrevistados. O percentual é idêntico ao apurado em agosto.

Com dois anos na cadeira de presidente, Fernando Collor era aprovado só por 15% dos brasileiros. Itamar Franco teve 32%. No seu primeiro mandato, Fernando Henrique Cardoso chegou a 47% após 24 meses no poder. Luiz Inácio Lula da Silva bateu em 45%.

Consolida-se, no Brasil, uma situação desoladora para os partidos de oposição. Os eleitores parecem ter críticas em relação ao que faz o governo, acham que as coisas não vão tão bem, mas seguem muito generosos quando se trata de avaliar a presidente da República.

Essa blindagem da petista pode acontecer por vários motivos. Seu marqueteiro, João Santana, descreve o fenômeno dizendo que "grandes camadas da população têm um respeito, uma admiração e um carinho tão sutil por Dilma que chega até a ser de uma forma majestática".

Na avaliação de Santana, a petista já estaria ocupando a "cadeira da rainha" no imaginário do brasileiro. Se esse cenário se consolida, torna-se mais complexo e distante o sonho de vitória da oposição em 2014.