22 de mar. de 2011


O GLOBO- 11 Mar 2011                                               
Editorial
Os 26 anos consecutivos de democracia - o mais longo período sem rupturas da história da República brasileira - , dos quais 23 sob uma Constituição que restabeleceu a hegemonia do poder constituído civil, não parecem ser suficientes para evitar momentos de mal-estar no relacionamento entre o governo federal e militares.
No centro das insatisfações está a compreensível reclamação de familiares de desaparecidos na guerra suja dos anos de chumbo por informações sobre o paradeiro de parentes tragados nos porões da ditadura militar. A forma, porém, como a questão começou a ser encaminhada, na fase final da Era Lula, semeou discórdias.
Numa demonstração de, no mínimo, desastrada insensibilidade política, o governo passado permitiu que grupos da esquerda autoritária, incrustados no poder, utilizassem a terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos para propor, na prática, a revisão da Lei de Anistia, a fim de permitir a condenação na Justiça de agentes públicos autores de sequestros, tortura, assassinatos etc. Ora, a campanha com esta finalidade deflagrada pelo então ministro da área de direitos humanos, Paulo Vannuchi, com apoio do chefe da Pasta da Justiça na época, Tarso Genro, hoje governador do Rio Grande do Sul, não teria, como não teve, vida longa, pois a Lei da Anistia foi recíproca, como reafirmaria o próprio Supremo Tribunal Federal, no julgamento de ação proposta pela OAB. Quer dizer, perdoou militares, policiais e também passou a borracha no prontuário de terroristas e guerrilheiros.
O esboço de uma crise militar foi abortado pelo compromisso do governo de evitar revanchismos e pela atuação do ministro da Defesa, Nelson Jobim, mantido pela presidente Dilma Rousseff. O compromisso está preservado, tanto que Jobim e a nova titular da Secretaria de Direitos Humanos, ministra Maria do Rosário, trabalham juntos para conseguir aprovar no Congresso o projeto de criação da Comissão da Verdade. Se fosse para tentar criminalizar militares e policiais - legalmente impossível - Jobim não estaria ao lado de Maria do Rosário.
É neste contexto que reportagem do GLOBO divulga documento redigido pelo Comando do Exército, e apoiado pela Marinha e a Aeronáutica, contra a criação da Comissão, idealizada para levantar as informações reclamadas pelas famílias de vítimas da ditadura. O Ministério da Defesa ainda tentou desqualificar o texto, afirmando ser ele do ano passado. Porém, o desconforto voltou a Brasília, quando já se havia superado o incidente da míope avaliação do recém-empossado chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Siqueira, de que existir desaparecidos políticos não deveria "envergonhar".
A divulgação do documento serve, ao menos, para a reafirmação de alguns pontos. Como o de que os familiares têm direito de saber o destino de parentes sob custódia do Estado - mesmo que fosse de um braço semiclandestino dele. Os militares, por sua vez, não precisam se preocupar com o revanchismo, já descartado pela Justiça, mas têm razão ao reivindicar a apuração de crimes cometidos pela esquerda armada. A história precisa ser contada por inteiro.
Finesse à mesa


Crescimento da economia brasileira

Governo
Período
Média anual (%)
Obs
Militar
1964-1984
6,29

Sarney
1985-1989
4,39
menor que a média mundial
Collor
1990-1992
1,29
menor que a média mundial
Itamar
1993-1994
5,38

FHC
1995-2002
2,29
menor que a média mundial
Lula
2003-2010
4,01
menor que a média mundial
RUSSIA FINDS OPPORTUNITY IN THE LIBYAN CRISIS
STRATFOR - March 21, 2011

Summary

Russian Prime Minister Vladimir Putin said March 21 that the U.N. Security Council resolution allowing foreign military intervention in Libya is "defective and flawed," and criticized the West -- particularly the United States -- for being overly aggressive. The military intervention in Libya has given Russia an opportunity to return to a confrontational stance against the United States as Moscow and Washington discuss missile defense and other contentious issues.

Analysis

Russian Prime Minister Vladimir Putin on March 21 criticized the U.N. Security Council resolution on Libya for allowing foreign military intervention in a sovereign state. Putin called the resolution "defective and flawed," adding that "it allows everything and is reminiscent of a medieval call for a crusade." Putin noted that Russia, which abstained on the U.N. resolution vote and is not involved in the operation, wanted to avoid direct intervention and admonished the West -- especially the United States -- for acting too aggressively.

Putin's comments indicate the strength of Russia's geopolitical position in the midst of several ongoing crises. The Western-led intervention in Libya is an opportunity for Putin to return to a familiar confrontational position on the United States in order to advance Russia's interests even further at a difficult time for Washington.

As several crises continue unfolding across the world -- the nuclear accident in Japan, growing unrest in the Persian Gulf and now the military invention in Libya -- no country has benefited geopolitically from these developments more than Russia. Growing instability has caused oil prices to rise, boosting Russia's income. Japan's dependence on nuclear power for energy has caused Tokyo to turn to Russia for more natural gas supplies, and concerns over the safety of nuclear power have led the Europeans -- Russia's primary energy market -- to reconsider many future (and existing) nuclear plants. The chaos in Libya, even before the Western-led military intervention began, took much of Libya's oil and natural gas exports offline, and Russia has been more than happy to make up the difference to Italy and other European countries. Perhaps most important, it appears that the window of opportunity that led to Russia's geopolitical re-emergence in the first place -- U.S. distraction in the Middle East -- will be growing for the foreseeable future.

The conflict in Libya has not only opened up a third theater for U.S. military involvement, it has also given Putin the chance to characterize the United States as overly aggressive and willing to invade anywhere, while Russia prefers a more cautious approach. Russia's position is strong enough that it feels it can easily switch between cooperation with and opposition to the United States. Russia has been more cooperative under the "reset" in ties between Washington and Moscow, but Putin is reverting to the tactics he used when Russia was geopolitically weaker, from the mid-2000s through early 2009, when he constantly and publicly railed against the United States.

Besides using the opportunity to criticize the United States, Putin has two other reasons for his confrontational push. First, U.S. Defense Secretary Robert Gates is in St. Petersburg meeting with Russian President Dmitri Medvedev and Russian Defense Minister Anatoly Serdyukov. Missile defense is the key topic, and Washington is offering a small concession on this controversial topic in setting up an exchange center for sharing data. However, this is not enough for the Russians, who want actual participation in missile defense. Putin's speech criticizing the U.S. involvement in Libya symbolically was made at a ballistic missile factory on the same day Gates was in the country. Putin noted that the Libyan intervention "once again confirms the rightness of those measures which we undertake to strengthen Russia's defense capacity" and that Russia would increase its ballistic missile capabilities.

The second issue is that Putin personally is not happy with the United States after U.S. Vice President Joe Biden's recent visit to Russia. When Biden was in Moscow, he met with Russian opposition leaders -- something that displeased the Kremlin, particularly since Biden mocked a famous quote from former U.S. President George W. Bush about Putin during these opposition meetings, saying he "looked into Putin's eyes and saw no soul."

Given that U.S. commitments are increasing while Russia's ability to maneuver is growing, Moscow is using the current opportunity to make its displeasure with Washington known.
Fao Schwartz Big Piano

21 de mar. de 2011

Carmina Burana
Ó Fortuna, "traduzido" (he he he)

Atenção !
Como se sabe, trata-se de versos profanos, do século XIII. Assim sendo, esta "tradução", ainda que não não muito literal, contém algumas expressões chulas, capazes de chocar.

A Arte


     Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita, eternamente selvagem, a arte é a superioridade humana - acima dos preceitos que se combatem, acima das religiões que passam, acima da ciência que se corrige; embriaga como a orgia e como o êxtase.
Raul Pompéia
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Você sabe o que é tautologia?

     É o termo usado para designar um dos vícios de linguagem.  Vem do grego ταὐτολογία, que significa "dizer o mesmo". Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso "subir para cima" ou "descer para baixo". Mas há outros. Veja a seguir:

- elo de ligação;
- acabamento final;
- certeza absoluta;
- quantia exata;
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive;
- como prêmio extra;
- juntamente com;
- expressamente proibido;
- em duas metades iguais;
- sintomas indicativos;
- há anos atrás;
- vereador da cidade;
- outra alternativa;
- detalhes minuciosos;
- a razão é porque;
- anexo junto à carta;
- de sua livre escolha;
- superavit positivo;
- todos foram unânimes;
- conviver junto;
- fato real;
- encarar de frente;
- multidão de pessoas;
- amanhecer o dia;
- criação nova;
- retornar de novo;
- empréstimo temporário;
- surpresa inesperada;
- escolha opcional;
- planejar antecipadamente;
- abertura inaugural;
- continua a permanecer;
- a última versão definitiva;
- possivelmente poderá ocorrer;
- comparecer em pessoa;
- gritar bem alto;
- propriedade característica;
- demasiadamente excessivo;
- a seu critério pessoal;
- exceder em muito.

     Você pode notar que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, o termo "surpresa inesperada". Existe alguma surpresa esperada?
     É óbvio que não. Por isso, vamos parar de ficar pagando esses micos linguísticos.
Tava sossegado na praia, quando...

A galinha prodígio
 
     Uma galinha põe um ovo de meio quilo. Jornais, televisão, repórteres... Todos atrás da galinha!
     - Como conseguiu esta façanha, Sra. Galinha?
     - Segredo de família...
     - E os planos para o futuro?
     - Botar um ovo de um quilo!
     As atenções se voltam para o galo...
     - Como conseguiram tal façanha, Sr. Galo?
     - Segredo de família...
     - E os planos para o futuro?
     - Encher o avestruz de porrada !
Quem poupa o lobo mata as ovelhas
Luís Mauro Ferreira Gomes - 16 Mar 2011

     Aquele que busca a verdade, seja ela científica ou filosófica, deve, antes de qualquer consideração, assegurar-se de que mantém a mente livre de ideias preconcebidas e daquelas a que não se tenha chegado por meio da comprovação ou do raciocínio lógico.
      É fundamental que as premissas das quais partimos não sejam falsas, o que invalidaria todo o esforço empreendido para se chegar à verdade.
      Reconhecemos que tudo isso é tão óbvio e já foi repetido tantas vezes, por tantas pessoas, que deveria ser desnecessário abordá-lo aqui.
      Mas não é assim. Muitos de nós deixaram-se influenciar pela propaganda do inimigo a tal ponto, que perderam a capacidade de distinguir o falso do verdadeiro.
     Acreditar nas próprias mentiras é uma bobagem e um vício muito prejudicial à compreensão da realidade, mas transformar em suas verdades os “slogans” subversivos da propaganda ideológica adversa não é mais um vício no processo de busca da verdade nem uma ingenuidade de cidadão desavisado, é uma completa estupidez suicida.
      Infelizmente, é o que vem acontecendo de forma paroxística no Brasil destes tempos conturbados em que vivemos. Temos visto recrudescer, outra vez mais, campanha sórdida e violenta contra as Forças Armadas Brasileiras.
      Tudo começou com a descabida insistência do governo em implantar a dita comissão da verdade. A mentira já começa nos argumentos usados em sua defesa. O ministro da justiça, o desconhecido Senhor José Eduardo Cardozo, disse a O Globo (edição de 16 de março de 2011) que “é um dever do Estado criar a tal comissão”. Talvez ele pense que “L’État c’est lui” (**). A maioria esmagadora do eleitorado nem desconfia de que assunto se trata, e todas as pessoas esclarecidas e dotadas de honestidade de propósito rejeitam a comissão, como o comprovam as cartas aos leitores em todos os jornais.
      Disse ainda o ministro que “a sociedade brasileira quer a verdade”. Sim, todos queremos a verdade, mas a verdade resguardada pelos cuidados a que nos referimos no início deste artigo. Somente os bandidos, os terroristas, os subversivos de ontem, hoje travestidos de “autoridades”, querem a mentira do ministro.
      Todos os brasileiros, inclusive os militares, queremos, sim, a verdade, mas a verdade completa, não a verdade unilateral do governo, como a quer, também, Senhor José Dirceu. Disse ele em seu Blog de 10 de março:
      Querem a reciprocidade, investigar a oposição e a resistência à ditadura? Investigar quem foi preso, torturado, condenado? Quem foi demitido e exilado, perseguido e viu sua família se desintegrar? Quem teve que viver na clandestinidade e no exílio para não ser preso e assassinado?
       Não, Senhor Dirceu, não queremos investigar nada disso. Queremos que sejam investigados quem roubou, quem assaltou, quem sequestrou, quem assassinou, quem justiçou seus próprios companheiros suspeitos de traição, quem praticou atos de terrorismo, quem explodiu bombas, quem optou, voluntariamente (ou seduzido por mentores irresponsáveis), por pegar em armas contra o Estado para implantar uma ditadura do proletariado no País. Queremos saber quem matou pessoas como Pedro Funchal Garcia, entre tantos outros. Queremos que todos saibam quem praticou todos esses crimes.
      Nós queremos resgatar a verdade, a começar pela exposição da mentira que serve de base para a própria tentativa de criar-se essa comissão da “verdade”.
     Como norma, os militares não torturam ninguém. E se alguns o fizeram, esses casos excepcionalíssimos, estatisticamente insignificantes quando comparados com o universo dos integrantes das Forças Armadas, seriam as exceções a confirmar a regra. A maioria dos casos de tortura que houve durante os chamados Governos Militares foi praticada por civis, sem qualquer amparo institucional. A tortura, sempre condenável, era uma prática comum nas delegacias, herdada do passado anterior à Revolução Democrática de 31 de Março, cujo aniversário comemoraremos no último dia deste mês. Era tortura como a que ainda hoje existe por aí e só causa arrepios quando a vítima é terrorista. Não vemos ninguém preocupado com os outros criminosos, os comuns, que foram torturados naquela época e continuam a sê-lo, ainda hoje. Por que não procuram julgar os presidentes destes tempos pelos casos de tortura existentes nas delegacias de polícia?
      Mas qual seria a causa dessa nova onda antimilitarista? Entre as possibilidades existentes, destacaremos duas:
1)     alas mais radicais do PT podem querer criar uma situação de fato que impeça o governo de desistir, forçando-o a criar a comissão; e
2)     2) a situação econômica é muito grave, decorrente, entre outros desmandos, dos gastos irresponsáveis do antecessor para eleger o governo, que talvez enfrente forte insatisfação popular e grande perda de popularidade e, por isso, queira prevenir-se, mantendo as Forças Armadas acuadas.
      Seja qual for a razão, é preciso dar um basta no assédio moral que algumas autoridades vêm praticando não somente contra os que os combateram e os venceram, mas contra todos os militares de uma forma geral.
     É inaceitável que dinheiro público possa ter sido usado para subornar um empresário e forçá-lo a editar uma novela sem nenhum compromisso com a verdade, em que se denigrem as Forças Armadas, apresentando os militares de forma caricata como monstros torturadores, numa inversão de papéis, onde os bandidos são apresentados como heróis e estes, como vilões. É preciso que se tomem medidas judiciais para que a verdade seja preservada e as ofensas reparadas.
      E o ministro da defesa? Este, pelo menos, não engana mais. Surgiu cheio de bravatas até ser confrontado pelo Alto-Comando do Exército. Ao tentar reagir, percebeu toda a sua fragilidade. Mudou de tática. Aproximou-se dos Militares e passou a fazer um discurso próximo do que nós pensamos. Foi a maneira que encontrou para se blindar contra o próprio presidente, com quem o expediente funcionou.
      Foi, assim, tornando-se cada vez mais poderoso e poucos viam que a fonte do seu poder eram as Forças Armadas. Quando, no ano passado, em meio à crise do III PHDH, os Comandantes Militares renunciaram a seus cargos, sentindo-se poderoso, acompanhou-os no ato, roubando para si os bônus do fato, cuja importância residia na renúncia dos Comandantes e não na do ministro. A sua participação no episódio permitiu-lhe, ainda, um ajuste de contas na disputa por espaço político com o então ministro da justiça, o Senhor Tarso Genro.
      Enquanto fingia ser amigo dos militares, trabalhou para a neutralização das Forças Armadas, por meio da estratégia nacional de defesa e da nova estrutura do seu ministério, com as quais usurpou várias competências constitucionais do presidente da república. Talvez por ignorância total, o Senhor da Silva o aceitou.
      Ao assumir a presidência, a Sra. Dilma Rousseff viu-se obrigada a mantê-lo no cargo por pressão do antecessor, possivelmente relacionada com a mal explicada insistência pela escolha dos Rafales.
     Ela sustou a compra dos aviões e desprestigiou-o, recebendo os Comandantes Militares a sós, apesar da insistência com que o Senhor Jobim se quis fazer presente. A imprensa começou, então, a noticiar que poderia ser substituído. Mais uma vez, percebendo a sua fragilidade e, coerente com o seu caráter, imediatamente mudou de tática novamente.
      Pressuroso, aceitou o Senhor José Genoíno, guerrilheiro, mensaleiro petista, réu em processo no STF, derrotado nas eleições passadas para deputado federal, como seu “assessor especial”, aquilo que a sabedoria popular convencionou chamar de “aspone”.
      Passou, também, a defender a criação da comissão da verdade contra a vontade dos militares, que, atendendo a solicitação do próprio ministro, já se haviam manifestado desfavoráveis, ainda no ano passado, pelas razões já expostas acima.
      Quem sabe, tenha ele próprio vazado o documento, ajudando a deflagração de intensa campanha sobre o fato em todos os meios de comunicação.
     Onde está o “amigo dos militares”, o “melhor ministro da defesa que já tivemos”, como o conseguiram ver alguns amigos de extrema boa fé?
      Felizmente, os militares estão sós outra vez. Antes sós do que mal acompanhados. Talvez, agora, possam fazer o que precisa ser feito, sem intermediários.
     Respeitamos a hora de calar. Depois veio a hora de falar e continuamos calados. Veio a hora de gritar e permanecemos mudos. Agora é a hora de bater, e bater com todas as nossas forças, em defesa dos nossos valores, das nossas tradições, da nossa honra e da nossa dignidade. Não somente por nós, mas, também, por aqueles que nos antecederam, cuja herança não temos o direito de aviltar.
      Os atuais governantes não são racionais nem têm bons sentimentos. Estão completamente dominados pelo ódio e cegos pela ideologia. Deles nada obteremos, sendo bons moços. É impossível conciliar-se com quem não quer conciliação.
      Fomos generosos: demos-lhes a anistia. Responderam com a difamação, a injúria e a calúnia. Chegou a hora de lhes tomar o que lhes demos, de lhes impor limites. De estabelecer fronteiras das quais não os deixaremos passar.
      Vencer eleições, ainda que não tivessem usado recursos ilegais, não lhes daria o direito de delinquir nem salvo conduto para violentar a Constituição.
     Todos os brasileiros têm o dever de usar todos os meios à sua disposição para exercer o direito de legítima defesa da Pátria.
      Matemos o lobo, antes que ele mate as ovelhas.
     Esta é a hora de bater. Se a perdermos, somente restará a hora de morrer. Morrer de vergonha. Pelo menos, os que ainda a têm.

Notas do autor:
(*) Aforismo inspirado na citação de Victor Hugo “Une bonne action peut donc être une mauvaise action. Qui sauve le loup tue les brebis” (Uma boa ação pode ser uma má ação. Quem salva o lobo mata as ovelhas).
(**) Ele é o Estado: alusão ao Rei de França Luís XIV que, supostamente, teria dito “L’État c’est moi” (O Estado sou eu).
É “a” Tsunami, e não “o” Tsunami

     Porque você deve falar “A Tsunami”. Veja as manchetes dos principais jornais do mundo:

  • TSUNAMI VARRE A COSTA DO JAPÃO (The Washington Post, EUA);
  • CAOS: TSUNAMI PROVOCA ACIDENTES DE TRÂNSITO NA ÁSIA (El Pais, Espanha);
  • TSUNAMI LAVOU TODA A COSTA DO PACÍFICO (Clarim, Argentina);
  • HOMEM PERDEU TUDO QUE TINHA. TSUNAMI LEVOU (Le Monde, França).

     Ora, uma coisa que varre, lava, provoca acidente no trânsito e leva tudo que a gente tem... só pode ser uma mulher !
Missão cumprida

Tá tudo dominado: visitou a Cidade de Deus e ganhou uma camisa do Framengo.




Cobra morre envenenada
Após morder seio de modelo, cobra morre envenenada pelo silicone 
Do UOL Tablóide 14.03.2011 - Em São Paulo 

     Uma cobra morreu envenenada por silicone após morder o seio de uma modelo. As informações são do jornal britânico "Metro" e o fato ocorreu há duas semanas. 
     A modelo israelense Orit Fox estava fazendo gracinhas com uma cobra para uma TV espanhola quando foi atacada. 
     Fox foi levado ao hospital, onde recebeu vacina antitétano. A cobra não sobreviveu. 
    O vídeo abaixo traz o momento do ataque. 



Como deixar o Windows 7 Home ou Professional falando português

As edições Home, Home Premium e Professional do Windows 7, não oferecem a possibilidade de instalação de pacotes de idiomas (MUI Language Pack). Portanto, se você comprou um notebook no exterior com uma dessas edições do Windows 7, você não tem (por padrão) como colocá-lo em português.
Somente o Windows 7 Enterprise e Windows 7 Ultimate permitem alterar o idioma utilizado no sistema operacional. Nessa caso o usuário pode baixar o pacote de idiomas pelo Windows Update.
Vistalizator é uma ferramenta gratuita portátil que lhe oferece a possibilidade de instalação de pacotes de idiomas (MUI) no Windows 7 Home, Windows 7 Home Premium e Windows 7 Professional.


Com ele você consegue instalar facilmente por exemplo, os pacotes de idioma PT-BR ou PT-PT em seu Windows 7, permitindo que você coloque seu sistema operacional totalmente em português.
Ao ser executado, Vistalizator exibe os idiomas instalados no sistema operacional. Na opção “Help” você encontra os links para download de todos os pacotes de idiomas disponibilizados pela Microsoft.
O processo de instalação de um novo pacote de idioma é simples. Após baixar o pacote de idioma que deseja instalar, clique em “Add languages”, escolha o pacote baixado e siga as instruções de instalação.
O programa suporta dois modos de instalação (interno e expresso). O primeiro atualiza todo o sistema operacional, enquanto o segundo faz uma tradução parcial sem substituir arquivos do sistema.
Ao final da instalação você pode definir o idioma instalado como padrão. Outras opções permitem alterar, remover e atualizar idiomas com um único clique.
Compatível com Windows Vista e Windows 7 (32 e 64 bits). Clique aqui para baixar.

Nota:
É sempre aconselhável criar um ponto de restauração do sistema antes de fazer qualquer tipo de alteração no sistema operacional.
NUANÇAS DO SOCIALISMO
Maynard Marques de Santa Rosa

A ideologia socialista contém duas inconsistências que maculam a sua concepção metafísica: uma é a premissa da igualdade social; a outra, sua ambiguidade ética.  

A igualdade social mostrou-se impraticável, por implicar o nivelamento do mérito. As pessoas são socialmente desiguais, porque nascem com potencialidades diferentes e são soberanas no uso do próprio livre-arbítrio. É o esforço pessoal que baliza o mérito.

Algumas são mais inteligentes, trabalham e produzem mais, economizam e poupam para o futuro. Outras são menos dotadas ou produzem menos, e muitas desperdiçam o que ganham. O direito à propriedade é o ressarcimento natural do trabalho e a remuneração do mérito. A intenção de padronizar as condições sociais contradita o conceito de justiça. 

A igualdade de direitos e deveres perante a lei, consagrada por quase todos os povos, é uma vitória da humanidade, que honra a memória e o talento de Rousseau. O nivelamento do mérito, no entanto, é injustiça. Ao impô-lo, anula-se a força da motivação, estimulando a ociosidade e a preguiça. Com isso, desperdiça-se o potencial criativo das pessoas, restringindo-se o progresso da sociedade. Foi justamente essa mazela que minou as bases da economia planificada, levando ao colapso a União Soviética.

A bandeira da igualdade social está superada, pois as conquistas alcançadas pela civilização em mais de um século de evolução contínua conseguiram eliminar as principais raízes de injustiça que nutriam o sentimento revolucionário dos trabalhadores na era da Revolução Industrial.

A ambiguidade ética do socialismo decorre da sua estratégia de implantação. Durante a crise de 1848, Karl Marx e F. Engels firmaram o “Manifesto do Partido Comunista”, patenteando uma ameaça permanente e implacável: Os comunistas pouco se importam em esconder seus pontos de vista e objetivos. Declaram abertamente que seus fins podem ser obtidos somente pela destruição pela força de todas as condições existentes. (...) Trabalhadores de todos os países, uni-vos!” 

Assim, incapaz de convencer pela razão, apela-se à violência, para forçar a transformação da sociedade. E não se estabelecem limites. Lenin costumava afirmar que “os fins justificam os meios”. 

A brutalidade que a doutrina socialista tenta legitimar por meio de um solidarismo forçado teve como modelo a fase jacobina da Revolução Francesa, quando foram guilhotinadas mais de 45 mil pessoas. Contudo, a sua índole autoritária remonta às origens do pensamento socialista. O “Code de la Nature”, de Morely, publicado em 1755, já estabelecia: “Art 1º - Nada na sociedade pertencerá singularmente nem como propriedade a ninguém. (...) Aos cinco anos, todas as crianças serão retiradas da família e educadas em conjunto, às custas do Estado, de um modo uniforme (...) As cidades serão construídas seguindo a mesma planta; todos os edifícios para uso dos particulares serão iguais”. 

A profecia de Marx, de que o capitalismo se extinguiria por força das contradições imanentes, não se consumou. Ao contrário, foi justamente o “socialismo real” que desmoronou, ao final da década de 1980, carcomido pelas suas incoerências intrínsecas.  

O fundamentalismo socialista, no entanto, teima em persistir nas mentes inconformadas, que acalentam uma realidade preconcebida, abstraindo a realidade dos fatos. Assim é que foi ressuscitado, na década de 1990, o modelo da Revolução Passiva, de Antonio Gramsci, invertendo as fases revolucionárias. A violência, agora, reveste-se de uma letalidade subjacente, a da arma psicológica, que não fere o corpo, mas neutraliza a alma. Primeiro, há que destruir a cultura “burguesa”, para só depois implantar a “ditadura do proletariado”.

No Brasil, o estigma ideológico representa uma barreira de difícil superação, que divide a sociedade e desafia os governos, gerando desconfiança entre irmãos e retardando o progresso. 

O colapso do materialismo histórico e dialético no Leste europeu mostrou que esse regime só poderia sobreviver sob condições de pressão contínua e tirania totalitária; logo, na contra-mão da natureza humana. Felizmente, a profecia que se confirma é a de Mateus, 7, 17-23: “Toda planta que meu pai não plantou será cortada e lançada ao fogo”.

20 de mar. de 2011

: ^ ))

     O médico do SUS examina o paciente rapidamente e lhe dá o diagnóstico:
     - Olhe, pela minha grande experiência eu tenho que cortar urgentemente o seu testículo, pois ele está azulado, com um princípio de gangrena. Se eu não fizer nada, você pode morrer !
     No mesmo dia o homem é operado. Depois de uns quinze dias, o sujeito volta ao médico:
     - Doutor, doutor! Esta manhã notei que o outro testículo também está azulado!
     Preocupado, o médico começa a examinar o paciente e lhe dá o mesmo diagnóstico. No dia seguinte, na sala de cirurgia, o segundo testículo é amputado.
     Duas semanas depois, à beira de um ataque de nervos, o paciente regressa ao consultório:
     - Doutor, doutor! Veja isto: agora é o meu pênis que está azulado. Não me diga que terei que cortá-lo também!!
     O doutor faz uma curta revisão, confirma o triste diagnóstico e submete o coitado a uma complicada cirurgia, na qual lhe amputa o pênis e em seu  lugar coloca uma mangueirinha plástica transparente.
     Três semanas depois o homem regressa, abre a porta do consultório e grita: 
     - Doutor, o que está acontecendo? O senhor sabe o que está azul agora? A mangueirinha de plástico! Será que tenho um grave problema sangüíneo?
     O médico fica intrigado e, após tentar acalmá-lo, faz realmente um exame completo e aprofundado. Horas depois, com o resultado dos testes na mão e uma cara de alívio anuncia:
  - Fique tranqüilo, meu amigo, pois trago ótimas notícias. Você terá vida longa! Desta vez fiz exames minuciosos e não tenho mais dúvidas:
     - Sua calça jeans desbota!
: ^ ))
 
Um bêbado entra no confessionário. 
O padre fica esperando a confissão, mas não ouve nada. 
Passados alguns minutos, o padre dá umas batidinhas na parede e o bêbado responde:
- Esquece, cara. Aqui também não tem papel.