14 de mar. de 2012







DOMINGO, 5 DE JUNHO DE 2011


A verdade: eu menti.

                         Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já caí(jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.       
       Despreparada e festiva, eu não tivera nem o cuidado de esconder os exemplares  d'A Classe Operária, o jornal da organização clandestina a que eu pertencia (a AP-ML, ala vermelha maoísta do PC do B, a mesma que fazia a Guerrilha do Araguaia, no Pará).
      Os jornais estavam enfiados no meio dos meus livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existiam em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.
 

       Já relatei o que eu fazia como militante*. Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE QUASE 40 ANOS!* (O primeiro texto fala em 30 anos. Eu fui fazer as contas, são quase 40 anos, desde que comecei a mentir sobre os 'maus tratos'. Façam as contas, fui presa em 20 de junho de 73. Em 2013, terão se passado 40 anos.)
       Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me deram socos e empurrões, interrogaram-me com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu passava noites ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado). 
      Eu também menti dizendo que meus algozesdiversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse. 
      Quanto aos 'socos e empurrões' de que eu dizia ter sido alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos inquisidores; afinal, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Eu sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto". 
      Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles 10 dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria umanota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, ameaças, gritos, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).
       Torturada?! Eu?! Ma va! As palmadas que dei em meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI. 

Que teve gente que padeceu, é claro que teve.  Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?
      Não, não é verdade. A maioria destas 'barbaridades e torturas' era pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! 
Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre." 

     Na verdade, a pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso(sic). Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
       Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer. 
       E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
      Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me  se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca', nome que se dava à maquininha usada para dar choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.
 
      Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.



http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/2011/03/sobre-honestino-guimaraes-odemocrata.html




:^))


Colaboração do Blog
aos que são chantageados por ex-diaristas  


Assunto: Diarista - Sumula 19
Data: 17 de fevereiro de 2012 14:15:10 BRST

A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais, tendo em vista o decidido pelo Tribunal Pleno, reunido em Sessão Ordinária, no dia 5 de maio de 2011, com a presença dos Excelentíssimos Desembargadores [....]

RESOLVE:


Aprovar a edição da SÚMULA Nº 19, com a seguinte redação:


“TRABALHADOR DOMÉSTICO. DIARISTA. PRESTAÇÃO LABORAL DESCONTÍNUA. INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. A prestação laboral doméstica realizada até três vezes por semana não enseja configuração do vínculo empregatício, por ausente o requisito da continuidade previsto no art. 1º da Lei 5.859/72.”


O ministro Ives Gandra Martins Filho, relator de um processo no qual foi negado reconhecimento de vínculo a um jardineiro que trabalhava duas ou três manhãs por semana numa residência, definiu em seu voto a situação:

"O diarista presta serviços e recebe no mesmo dia a remuneração, geralmente superior àquilo que receberia se trabalhasse continuamente para o mesmo empregador, pois nela estão englobados e pagos diretamente ao trabalhador os encargos sociais que seriam recolhidos a terceiros”, afirmou o ministro Ives. “Se não quiser mais prestar serviços para este ou aquele tomador, não precisará avisá-lo com antecedência ou submeter-se a nenhuma formalidade, já que é de sua conveniência, pela flexibilidade de que goza, não manter um vínculo estável e permanente com um único empregador, pois mantém variadas fontes de renda provenientes de vários postos de serviços que mantém."

É neste sentido que tem se inclinado a jurisprudência do Tribunal nas diversas decisões em que negou o reconhecimento do vínculo de emprego a diaristas que trabalhavam em casas de família. Cabe ressaltar que o termo “diarista” não se aplica apenas a faxineiras e passadeiras, (modalidades mais comuns dessa prestação de serviço). Ela abrange também jardineiros, babás, cozinheiras, tratadores de piscina, pessoas encarregadas de acompanhar e cuidar de idosos ou doentes e mesmo as “folguistas” – que cobrem as folgas semanais das empregadas domésticas. Uma vez que o serviço se dê apenas em alguns dias da semana, trata-se de serviço autônomo, e não de empregado doméstico – não se aplicando, portanto, os direitos trabalhistas garantidos a estes, como 13º salário, férias, abono de férias, repouso remunerado e aviso-prévio, entre outros previstos na Constituição Federal.
Jogada ensaiada (em Portugal)

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13 de mar. de 2012

O retorno do filho pródigo !
José Magalhães de Souza - Cel Ref


O texto a seguir foi extraído de um Artigo publicado na Folha de São Paulo, em 19 de dezembro de 2004, e, pasmem, reproduzido na Revista do Clube Militar de março/abril de 2005.

Seu autor, que chamarei de "velho camarada", hoje assina o manifesto "Não passarão", contra a tentativa de censura imposta aos Clubes Militares e contra o revanchismo da comunalha.

É o filho pródigo, que à casa retorna.


Aqui está o texto. Retornarei a seguir.





"Tudo de bom que os militares fizeram pelo Brasil foi posto a perder. Por quê?

[....]

Toda essa transformação terá ocorrido devido a sucessivos erros praticados no ciclo militar.

O apoio da imprensa, perdemo-lo quando lhe foi imposta a censura e, por cima disso, por censores despreparados, incapazes de distinguir uma notícia de um recado para a guerrilha. Como a liberdade é para a imprensa o mesmo que o oxigênio para a vida, a mídia não demorou a ficar contra o governo e a adubar, habilmente, terreno para os líderes de oposição.

A igreja, minada pelos padres e bispos partidários da Teologia da Libertação e da análise marxista do capital, não a perderíamos de todo se encarregados de IPM inteiramente despreparados não indiciassem, como indiciaram, padres e bispos como favoráveis à guerrilha, quando só os frades dominicanos tinham codinomes, agindo na clandestinidade na luta armada.

[....]  Na "guerra suja", crueldades foram praticadas de ambos os lados, mas só vem a público a hediondez das torturas, que não eram uma política de governo, mas deformações dos que esqueceram a Convenção de Genebra, aprendida nas escolas militares. Preferiram seguir o exemplo dos pára-quedistas franceses na Argélia.

Tudo de bom que os militares fizeram pelo Brasil foi posto a perder: a modernização do país, a reforma universitária e de primeiro e segundo graus, a expansão do ensino público, as muitas rodovias construídas e asfaltadas, o espetacular crescimento da economia, alçada ao oitavo lugar do mundo, a geração de empregos, a eficiência dos Correios e Telégrafos, a transformação radical da telefonia - incapaz, em 64, de garantir uma linha urbana e que veio, com o auxílio de satélites, a garantir não só a linha urbana, como a DDD e a DDI. As hidrelétricas - Tucuruí, a maior do Brasil, e Itaipu, a maior do mundo -, as aposentadorias dos trabalhadores rurais, que FHC disse ser o maior projeto de renda mínima do mundo. Por quê?

Primeiro, pela demora da devolução do poder aos civis, além de 1973. As guerrilhas urbanas tinham sido esmagadas. A do PC do B não ameaçava a segurança do Estado, isolada na floresta, com pequeno contingente e apoiada apenas pela ridícula Albânia, pela rádio de Tirana, sem nenhum valor. Serviu, porém, de pretexto para a continuação do ciclo militar.

Segundo, e especialmente, pela prática da tortura na repressão.

À vitória na luta armada, que prescindiria das atrocidades, seguiu-se a derrota da batalha das comunicações, ganha pelos que escondem as felonias que praticavam e hoje são quase deificados herdeiros de recompensas milionárias."
Fim do texto. Retorno.
Por que me refiro ao "velho camarada" como filho pródigo que retorna ?
Porque sua retórica (arte com a qual foi bafejado pelos anjos) naquele artigo, nada tem a ver com o manifesto mencionado e com as posições nele defendidas.
Embora eivado de afirmações despropositadas e tendenciosas, o artigo, à época, foi bem recebido por muitos militares desavisados – simplesmente, acredito, pelo respeito à imagem do articulista e porque menciona algumas das realizações dos governos militares. Tão bem recebido, aliás, que, como disse, foi reproduzido na Revista do Clube Militar.
Contudo, tal texto, submetido a uma apreciação minimamente cautelosa, revela-se verdadeira afronta aos militares e civis que participaram do movimento popular que depôs João Goulart e que impediram, em 1964 e nos anos que se sucederam, a tomada do governo pelos comunistas.
    
Tudo de bom foi posto a perder
Para concluir que “tudo de bom” foi posto a perder “pela demora da devolução do poder aos civis” e “pela prática da tortura na repressão”, o "velho camarada" utilizou-se de meias-verdades, de acusações genéricas e infundadas a seus companheiros de caserna, além de endossar alguns dos chavões e palavras-de-ordem que foram e, até hoje vêm sendo usados, para denegrir a imagem dos militares perante a opinião pública, quais sejam: golpe preventivo, hediondez das torturas, deformações dos que esqueceram a convenção de Genebra, censura, devolução do poder aos civis, governos dos generais, crueldades e atrocidades praticadas, encarregados de IPM e censores inteiramente despreparados, sucessivos erros praticados no ciclo militar etc.
A tortura
A tortura, cuja “prática hedionda nos governos militares” reconheceu o "velho camarada" (para regozijo dos comunistas derrotados), na realidade, em termos significativos, nunca existiu!
É possível que, nos primeiros momentos após suas capturas (normalmente em tiroteios, de armas na mão), alguns terroristas altamente perigosos, assassinos, assaltantes de banco e sequestradores, tenham sido tratados com razoável grau de violência – não para confessarem atos que não cometeram, ou para que mudassem sua ideologia, mas para informarem, com a urgência que se fazia necessária, os locais de homizio de seus cúmplices assassinos, para revelarem o esconderijo de armas e munições que seriam utilizadas em novos crimes e atentados, bem como a estrutura de sustentação e apoio de suas células terroristas.
Nada, porém, comparável à prática dos comunistas em situações semelhantes, quando a execução sumária se constituía em ação natural consequente da técnica de suas operações.
Não teriam sido, nem foram, atrocidades, como quis caracterizar o " velho camarada" mas, ao contrário, apenas alguns tabefes bem aplicados, que teriam possibilitado às forças legais antecipar-se a muitas das atrocidades que iriam ser cometidas por terroristas – e talvez tenham contribuído significativamente para a vitória sobre a guerrilha urbana e rural.

Falar genericamente em “deformações dos que esqueceram a Convenção de Genebra, aprendida nas escolas militares”, foi ofensa covarde e inadmissível àqueles que arriscaram suas vidas combatendo o terrorismo.

Da mesma forma, ofender gratuitamente tropa de elite de uma nação amiga, questiona o senso crítico do autor e, afastada a hipótese de traição intencional aos companheiros de farda, constituiria indício de sua senilidade.
Foi muito fácil falar genericamente e deixar acusações pendentes sobre toda uma classe, principalmente quando tais acusações, forjadas no desespero daqueles que buscavam justificativas para a derrota sofrida, de longo tempo vêm sendo ecoadas diariamente por uma imprensa tendenciosa e comprometida. 
Foi fácil, repito, mas não digno de alguém da estatura do "velho camarada".
Perda do apoio da imprensa
Dizer que “perdemos o apoio da imprensa quando lhe foi imposta a censura” é manipular palavras para distorcer fatos, é atribuir à imprensa uma imparcialidade ideológica que ela nunca teve, é, no mínimo, candidez e, em última instância, pura demagogia.
Dizer que “liberdade é para a imprensa o mesmo que o oxigênio é para a vida” é lugar-tão-comum, que nem demagogos históricos o empregariam para cair nas boas graças da mídia.
A censura a que se referiu o "velho camarada" constituía-se, unicamente, no trabalho de impedir que simpatizantes esquerdistas, infiltrados na imprensa, favorecessem o terrorismo e divulgassem o proselitismo dos insatisfeitos com a derrota comunista.
Os “censores despreparados” eram oficiais superiores das Forças Armadas, Delegados de Polícia, Bacharéis e outros profissionais de nível superior. Foi a eles que se referiu o "velho camarada" como “incapazes de distinguir uma notícia de um recado para a guerrilha”? Não acredito! Mas, então, a quem ?

A perda do apoio da Igreja

Quanto aos “encarregados de IPM inteiramente despreparados”, porque “indiciaram padres e bispos como favoráveis à guerrilha, quando só os frades dominicanos deveriam tê-lo sido, pois apenas eles tinham codinomes, agindo na clandestinidade na luta armada”, isto constitui argumento pífio que caracteriza inteiro despreparo, não dos encarregados de IPM (oficiais que tiveram a mesma formação do "velho camarada") mas, data venia, do autor do texto.

Cito Montaigne: “Todos estão sujeitos a dizer tolices; o mal está em as enunciar com pretensão”.

Triste a figura do “profeta do passado”, cujo time sempre foi engrossado por personalidades das quais você jamais poderia esperar tal comportamento. Esgrimindo palavras, dando ressonância a bordões e palavras-de-ordem da esquerdalha, buscaram, e buscam, eximir-se da responsabilidade sobre fatos ocorridos sob circunstâncias especiais.

Ao invés de exibirem e assumirem orgulhosamente seu passado de lutas pelo bem da Pátria, desmerecem-se e denigrem a imagem de seus antigos companheiros.

Ao invés de emprestarem suas inteligências ao trabalho de esclarecimento da sociedade, na árdua luta de impedir seja a História reescrita pelos vencidos, vêm a eles fornecer argumentos para sustentar suas mentiras.

De qualquer forma, welcome home, "velho camarada".




The State of the World:

Germany's Strategy
March 12, 2012
By George Friedman
The idea of Germany having an independent national strategy runs counter to everything that Germany has wanted to be since World War II and everything the world has wanted from Germany. In a way, the entire structure of modern Europe was created to take advantage of Germany's economic dynamism while avoiding the threat of German domination. In writing about German strategy, I am raising the possibility that the basic structure of Western Europe since World War II and of Europe as a whole since 1991 is coming to a close.
If so, then the question is whether historical patterns of German strategy will emerge or something new is coming. It is, of course, always possible that the old post-war model can be preserved. Whichever it is, the future of German strategy is certainly the most important question in Europe and quite possibly in the world.
Origins of Germany's Strategy
Before 1871, when Germany was fragmented into a large number of small states, it did not pose a challenge to Europe. Rather, it served as a buffer between France on one side and Russia and Austria on the other. Napoleon and his campaign to dominate Europe first changed the status of Germany, both overcoming the barrier and provoking the rise of Prussia, a powerful German entity. Prussia became instrumental in creating a united Germany in 1871, and with that, the geopolitics of Europe changed.
What had been a morass of states became not only a unified country but also the most economically dynamic country in Europe -- and the one with the most substantial ground forces. Germany was also  inherently insecure. Lacking any real strategic depth, Germany could not survive a simultaneous attack by France and Russia. Therefore, Germany's core strategy was to prevent the emergence of an alliance between France and Russia. However, in the event that there was no alliance between France and Russia, Germany was always tempted to solve the problem in a more controlled and secure way, by defeating France and ending the threat of an alliance. This is the strategy Germany has chosen for most of its existence.
The dynamism of Germany did not create the effect that Germany wanted. Rather than split France and Russia, the threat of a united Germany drew them together. It was clear to France and Russia that without an alliance, Germany would pick them off individually. In many ways, France and Russia benefited from an economically dynamic Germany. It not only stimulated their own economies but also provided an alternative to British goods and capital. Nevertheless, the economic benefits of relations with Germany did not eliminate the fear of Germany. The idea that economics rule the decisions of nations is insufficient for explaining their behavior.
Germany was confronted with a strategic problem. By the early 20th century the Triple Entente, signed in 1907, had allied Russia, France and the United Kingdom. If they attacked simultaneously at a time of their choosing, these countries could destroy Germany. Therefore, Germany's only defense was to launch a war at a time of its choosing, defeat one of these countries and deal with the others at its leisure. During both World War I and World War II, Germany first struck at France and then turned to deal with Russia while keeping the United Kingdom at bay. In both wars, the strategy failed. In World War I, Germany failed to defeat France and found itself in an extended war on two fronts. In World War II, it defeated France but failed to defeat Russia, allowing time for an Anglo-American counterattack in the west.
Binding Germany to Europe
Germany was divided after World War II. Whatever the first inclinations of the victors, it became clear that a rearmed West Germany was essential if the Soviet Union was going to be contained. If Germany was to be rearmed, its economy had to be encouraged to grow, and what followed was the German economic miracle. Germany again became the most dynamic part of Europe.
The issue was to prevent Germany from returning to the pursuit of an autonomous national strategy, both because it could not resist the Soviet forces to the east by itself and, more important, because the West could not tolerate the re-emergence of divisive and dangerous power politics in Europe. The key was binding Germany to the rest of Europe militarily and economically. Put another way, the key was to make certain that German and French interests coincided, since tension between France and Germany had been one of the triggers of prior wars since 1871. Obviously, this also included other Western European countries, but it was Germany's relationship with France that was most important.
Militarily, German and French interests were tied together under the NATO alliance even after France withdrew from the NATO Military Committee under Charles de Gaulle. Economically, Germany was bound with Europe through the emergence of more sophisticated multilateral economic organizations that ultimately evolved into the European Union.
After World War II, West Germany's strategy was threefold. First, it had to defend itself against the Soviet Union in concert with an alliance that would effectively command its military through NATO. This would limit German sovereignty but eliminate the perception of Germany as a threat. Second, it would align its economy with that of the rest of Europe, pursuing prosperity without undermining the prosperity of other countries. Third, it would exercise internal political sovereignty, reclaiming its rights as a nation without posing a geopolitical threat to Western Europe. After the fall of the Soviet Union, this was extended to include Eastern European states.
The strategy worked well. There was no war with the Soviets. There was no fundamental conflict in Western Europe and certainly none that was military in nature. The European economy in general, and the German economy in particular, surged once East Germany had been reintegrated with West Germany. With reintegration, German internal sovereignty was insured. Most important, France remained linked to Germany via the European Union and NATO. Russia, or what was left after the collapse of the Soviet Union, was relatively secure so long as Germany remained part of European structures. The historical strategic problem Germany had faced appeared solved.
Europe's Economic Crisis
The situation became more complex after 2008. Germany's formal relationship with NATO remained intact, but without the common threat of the Soviet Union, the alliance was fracturing over the divergent national interests of its members. The European Union had become Germany's focus, and the bloc had come under intense pressure that made the prior alignment of all European countries more dubious. Germany needed the European Union. It needed it for the reasons that have existed since World War II: as a foundation of its relationship with France and as a means to ensure that national interest would not generate the kinds of conflicts that had existed in the past.
It needed the European Union for another reason as well. Germany is the second-largest exporter in the world. It exports to many countries, but Europe is a critical customer. The free-trade zone that was the foundation of the European Union was also one of the foundations of the German economy. Protectionism in general, but certainly protectionism in Europe, threatened Germany, whose industrial plant substantially outstripped its domestic consumption. The pricing of the euro aided German exports, and regulations in Brussels gave Germany other advantages. The European Union, as it existed between 1991 and 2008, was critical to Germany.
However, the European Union no longer functions as it once did. The economic dynamics of Europe have placed many countries at a substantial disadvantage, and the economic crisis of 2008 triggered a sovereign debt crisis and banking crisis in Europe.
There were two possible solutions in the broadest sense. One was that the countries in crisis impose austerity in order to find the resources to solve their problem. The other was that the prosperous part of Europe underwrites the debts, sparing these countries the burden of austerity. The solution that has been chosen is obviously a combination of the two, but the precise makeup of that combination was and remains a complex matter for negotiation.
Germany needs the European Union to survive for both political and economic reasons. The problem is that it is not clear that a stable economic solution can emerge that will be supported by the political systems in Europe.
Germany is prepared to bail out other European countries if they impose austerity and then take steps to make sure that the austerity is actually implemented to the degree necessary and that the crisis is not repeated. From Germany's point of view, the roots of the crisis lie in the fiscal policies of the troubled countries. Therefore, the German price for underwriting part of the debt is that European bureaucrats, heavily oriented toward German policies, be effectively put in charge of the finances of countries receiving aid against default.
This would mean that these countries would not control either taxes or budgets through their political system. It would be an assault on democracy and national sovereignty. Obviously, there has been a great deal of opposition from potential recipients of aid, but it is also opposed by some countries that see it as something that would vastly increase the power of Germany. If you accept the German view, which is that the debt crisis was the result of reckless spending, then Germany's proposal is reasonable. If you accept the view of southern Europe, which is that the crisis was the result of the European Union's design, then what Germany is proposing is the imposition of German power via economics.
It is difficult to imagine a vast surrender of sovereignty to a German-dominated EU bureaucracy, whatever the economic cost. It is also difficult to imagine Germany underwriting the debt without some controls beyond promises; even if the European Union is vitally important to the Germans, German public opinion will not permit it. Finally, it is difficult to see how, in the long term, the Europeans can reconcile their differences on this issue. The issue must come to a head, if not in this financial crisis then in the next -- and there is always a next crisis.
An Alternative Strategy
In the meantime, the basic framework of Europe has changed since 1991. Russia remains a shadow of the Soviet Union, but it has become a major exporter of natural gas. Germany depends on that natural gas even as it searches for alternatives. Russia is badly in need of technology, which Germany has in abundance. Germany does not want to invite in any more immigrants out of fear of instability. However, with a declining population, Germany must do something.
Russia also has a declining population, but even so, it has a surplus of workers, both unemployed and underemployed. If the workers cannot be brought to the factories, the factories can be brought to the workers. In short, there is substantial synergy between the Russian and German economies. Add to this that the Germans feel under heavy pressure from the United States to engage in actions the Germans want to be left out of, while the Russians see the Americans as a threat to their interests, and there are politico-military interests that Germany and Russia have in common.
NATO is badly frayed. The European Union is under tremendous pressure and national interests are now dominating European interests. Germany's ability to use the European Union for economic ends has not dissipated but can no longer be relied on over the long term. Therefore, it follows that Germany must be considering an alternative strategy. Its relationship with Russia is such a strategy.
Germany is not an aggressive power. The foundation of its current strategy is its relationship with France in the context of the European Union. The current French government under President Nicolas Sarkozy is certainly committed to this relationship, but the French political system, like those of other European countries, is under intense pressure. The coming elections in France are uncertain, and the ones after that are even less predictable. The willingness of France to engage with Germany, which has a massive trade imbalance with France, is an unknown.
However, Germany's strategic interest is not necessarily a relationship with France but a relationship with either France or Russia to avoid being surrounded by hostile powers. For Germany, a relationship with Russia does as well as one with France. An ideal situation for Germany would be a Franco-German-Russian entente. Such an alliance has been tried in the past, but its weakness is that it would provide too much security to Germany, allowing it to be more assertive. Normally, France and Russia have opposed Germany, but in this case, it is certainly possible to have a continuation of the Franco-German alliance or a Russo-French alliance. Indeed, a three-way alliance might be possible as well.
Germany's current strategy is to preserve the European Union and its relationship with France while drawing Russia closer into Europe. The difficulty of this strategy is that Germany's trade policies are difficult for other European countries to manage, including France. If Germany faces an impossible situation with the European Union, the second strategic option would be a three-way alliance, with a modified European Union or perhaps outside of the EU structure. If France decides it has other interests, such as its idea of a Mediterranean Union, then a German-Russian relationship becomes a real possibility.
A German-Russian relationship would have the potential to tilt the balance of power in the world. The United States is currently the dominant power, but the combination of German technology and Russian resources -- an idea dreamt of by many in the past -- would become a challenge on a global basis. Of course, there are bad memories on both sides, and trust in the deepest sense would be hard to come by. But although alliances rely on trust, it does not necessarily have to be deep-seated trust.
Germany's strategy, therefore, is still locked in the EU paradigm. However, if the EU paradigm becomes unsupportable, then other strategies will have to be found. The Russo-German relationship already exists and is deepening. Germany thinks of it in the context of the European Union, but if the European Union weakens, Russia becomes Germany's natural alternative.

12 de mar. de 2012

É hora de reorganizar e consolidar

Gen Paulo Chagas

Imagem by Magal

Caros amigos

Há quase um mês, o Clube Militar (CM) tornou público o “Manifesto Interclubes”, o qual foi retirado logo em seguida do site do Clube por decisão de seu Presidente, após ouvir argumentação do Comandante do Exército, reafirmando no entanto o conteúdo da mensagem, o que, sem poder ser considerado como uma vitória, marcou “ponto” a favor das posições do Clube.

Diante das notícias de que a atitude do Presidente do CM se dera por imposição de autoridades do governo, um novo manifesto, foi colocado no ar por militares da reserva, ratificando o conteúdo do primeiro e enfatizando seu direito e dos Clubes Militares de tornarem públicas suas posições e opiniões.

Nada mais justo, legítimo e, sobretudo, democrático!

Com certeza, o debate do assunto no âmbito do Ministério da Defesa e com os Comandantes de Forças, particularmente com o do Exército e suas assessorias mais próximas, trouxe conhecimento novo e sensato ao cabedal do que cabe aos novos integrantes da cadeia de comando das FA conhecer e respeitar.

O bom senso e a submissão ao legal e democrático “direito de opinião” prevaleceram e as mensagens contidas nos dois manifestos foram recebidas e assimiladas por seus destinatários, gostando eles ou não!

A precipitada avaliação dos fatos e a ameaça de punição, embora paradoxal e tornada inócua pela análise e pela razão, permitiu, por outro lado, avaliar e comprovar o poder de aglutinação e difusão da internet, haja vista o número de cidadãos, militares e civis, que colocaram e continuam a colocar seus nomes na lista de apoio às mensagens.

Cabe agora, após o êxito da ação, reorganizar e consolidar, como manda a sábia doutrina militar, e evitar qualquer atitude menos estudada ou imprudente que venha a comprometer o efeito positivo dos manifestos que, por conta da legitimidade de seus propósitos, continuarão a produzir seus bons resultados e, principalmente, a aglutinar adeptos por si próprios, ainda por muito tempo.

O sucesso deve, portanto, ser explorado com inteligência e serenidade, sem arrogância ou arrebatamento, impedindo qualquer retrocesso ou mau uso do direito ora provado e reconhecido, de forma a não dar razão ou motivo para que os que conosco não ombreiam possam empanar o brilho e a evidência dos argumentos e dos bons propósitos dos signatários do “Alerta à Nação”.

É o que penso.