10 de abr. de 2013

MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO
TORNA SECRETO
FINANCIAMENTOS A CUBA E ANGOLA


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Fernando Pimentel, tornou secretos os documentos relativos às operações de financiamento aos Governos de Angola e Cuba, que só no ano passado ultrapassaram os 670 milhões de euros. 

Segundo uma investigação do jornal Folha de São Paulo, “com a decisão (do Governo brasileiro), o conteúdo dos documentos só poderá ser conhecido a partir de 2027”

O diário paulista referiu que os documentos poderiam revelar “os reais interesses do Governo brasileiro nesses negócios”, os critérios escolhidos para tais investimentos, assim como algum “parecer contrário” a estas transações que tenha sido “ignorado” pelas autoridades brasileiras. 

O Ministério do Desenvolvimento esclareceu que os documentos foram colocados sob sigilo porque envolvem informações “estratégicas”, documentos “apenas custodiados pelo Ministério” e dados “cobertos por sigilo comercial”, como informações relativas aos Governos de outros países e de empresas. 

Os atos para a declaração de secretismo foram assinados por Fernando Pimentel em Junho de 2012, um mês após a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, de acordo com dados obtidos pela Folha de São Paulo. 

Antes da nova Lei de Acesso à Informação, já existia legislação que previa a classificação de documentos em diversos graus de sigilo, mas é a primeira vez que se aplica o termo “secreto” em casos semelhantes, segundo reconheceu o próprio Ministério. 

No ano passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) disponibilizou 875 milhões de dólares (670,7 milhões de euros) para operações de financiamento à exportação de bens e serviços de empresas brasileiras para Cuba e Angola. 

O país africano superou a Argentina e passou a ser o maior destino de recursos dos bens e serviços brasileiros

Só em 2012, o BNDES financiou operações para 15 países, no valor total de 2,17 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros), mas apenas os casos de Cuba e Angola receberam os carimbos de “secreto” no Ministério do Desenvolvimento. 

Segundo explica o jornal, isso ocorreu por que havia “memorandos de entendimento” entre Brasil, Cuba e Angola que não existiam noutras operações do género. 

O secretismo abrange praticamente tudo o que se relaciona com as negociações entre Brasil, Cuba e Angola, como memorandos, pareceres, correspondências e notas técnicas. 

O diário brasileiro indicou que há “pistas” sobre o destino do dinheiro - contudo, estão em informações públicas e em comentários da Presidente da República, Dilma Rousseff. 

Em Havana, onde esteve em Janeiro para um encontro com o Presidente Raúl Castro, Dilma Rousseff afirmou que o Brasil financiava boa parte da construção do Porto de Mariel, a 40 quilómetros da capital, obra executada pela construtora Odebrecht. A Presidente declarou ainda que o Brasil estava a trabalhar para "amenizar" os efeitos do embargo econômico a Cuba. 

“É impossível considerar como correto o bloqueio de alimentos a um povo. Por isso estamos a participar, financiando, através de um crédito rotativo, 400 milhões de dólares (306,6 milhões de euros) de compra de alimentos no Brasil”, informou nessa altura. 

Na visita a Angola, em 2011, Dilma Rousseff afirmou que “os mais de 3000 milhões de dólares (2,2 bilhões de euros) disponibilizados pelo Brasil fazem de Angola o maior beneficiário de créditos no âmbito do Fundo de Garantias de Exportações” do BNDES. 

O diário brasileiro revelou que o ex-Presidente Lula da Silva esteve em Angola, em 2011, para participar num evento patrocinado pela construtora Odebrecht. 

O Ministério do Desenvolvimento indicou que os financiamentos têm o objetivo de dar competitividade às empresas brasileiras nas vendas ao estrangeiro. 

O jornal Folha de São Paulo não conseguiu falar com as assessorias das embaixadas de Cuba e de Angola.

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A Lei nº 12.527, sancionada pela presidência da república em 18 de novembro de 2011, tinha o propósito de regulamentar o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas e seus dispositivos são aplicáveis aos três Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 

A publicação da Lei de Acesso a Informações deveria significar um importante passo para a consolidação democrática do Brasil e também para o sucesso das ações de prevenção da corrupção no país, por tornar possível uma maior participação popular e o controle social das ações governamentais, o acesso da sociedade às informações públicas permite que ocorra uma melhoria na gestão pública.

No Brasil, o direito de acesso à informação pública fôra previsto na Constituição Federal, no inciso XXXIII do Capítulo I - dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos - que dispunha que “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”. 

A Constituição também tratou do acesso à informação pública no Art. 5º, inciso XIV, Art. 37, § 3º, inciso II e no Art. 216, § 2º. São estes os dispositivos que a Lei de Acesso a Informações regulamenta, estabelecendo requisitos mínimos para a divulgação de informações públicas e procedimentos para facilitar e agilizar o seu acesso por qualquer pessoa. 

Como se sabe, Lula tem viajado por vários países , principalmente da África, em aviões cedidos pela empresa Odebrecht, como menino-propaganda da empresa. 

Como se vê , pelo desvirtuamento da lei, prática comum nesse regime "social-democrático" do PT, o roubo institucional do erário público fica encoberto dos olhares cobiçosos da imprensa e dos homens ainda honestos do país. 

Brasil, um país que volta a não ter expressão no cenário mundial, graças a Lula, Dilma e o PT.




1º DE MAIO ESTÁ CHEGANDO
VAMOS COMEMORAR
E
CULTUAR NOSSOS LÍDERES




VÍDEO DESTINADO AOS LEITORES DO BLOG NA CORÉIA DO NORTE




Clique no canto inferior direito do vídeo para assistir em tela cheia.



TERRORISTA CONFESSA EXECUÇÃO DE COMPANHEIRO
CONSIDERA-SE INIMPUTÁVEL




8 de abr. de 2013





A Coreia do Norte tem só um aliado importante: a China.

Pois o presidente chinês, Xi Jinping, ficou com o saco cheio de Kim Jong-un, o anão taradinho norte-coreano que quer brincar de jogos de guerra. E mandou um recado: “Nenhum país tem permissão para jogar uma região, e o mundo inteiro, no caos para ganho próprio, por egoísmo”. 

Os chineses, como se sabe, votaram a favor de sanções contra a Coreia do Norte por causa de um teste nuclear. Kim Jong-un passou, então, a ameaçar com um ataque nuclear a Coreia do Sul, o Japão e os próprios EUA. Especula-se que eles tenham mísseis que podem alcançar a base americana na ilha de Guam, no Pacífico. Então ficamos assim: a China, que é a China, reconhece a Coreia do Norte como o agente provocador.

Mas vocês sabem, né? Os chineses já são impuros. Não são mais comunistas como antigamente. Pensam demais em negócios. Quem quiser comunismo de verdade, autêntico, ortodoxo, tem é de procurar no Brasil. É bem verdade que os nossos comunas gostam mesmo é de emprego público, dinheiro desviado de ONG, de ficar de papo pro ar e, de vez em quando, vaiar o Marcos Feliciano lá na Câmara… Mas eles conservam a pureza revolucionária.

Vejam bem! Até Fidel Castro, o Coma Andante, lá das catacumbas, emitiu um sinal de preocupação com a tensão na península coreana. E nem atacou os EUA. Pediu calma! Mas Fidel também não é mais o mesmo. Sabem como é… Na situação em que está, deve ter começado a fazer um hedge com o Altíssimo, né? Vai que Deus exista e que as almas tenham de responder pelas misérias que fizeram cá na terra. Fidel tem pelo menos 100 mil mortos nas costas. Não deve ser fácil se despedir desse mundo com essa consciência íntima. Então preferiu, desta feita, apenas pedir a paz.

Como Chávez acabou de chegar ao Céu Bolivariano, quem haveria de sair em defesa da Coreia do Norte, atacando os EUA e a Coreia do Sul? Ora, o PC do B, o mesmo partido que, em dezembro do ano passado, quando Kim-Jong-Il (pai de Kim Jong-un) morreu, publicou um texto exaltando a “prosperidade” da Coreia do Norte — que conheceu casos de canibalismo na área rural em razão da fome. Lembro um trechinho:

“Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.”

Publiquei, então, uma foto de satélite que evidencia a prosperidade norte coreana. Vejam aqui.



Acima, vocês veem as duas Coreias à noite. A parte iluminada é a do Sul; aquele negrume noturno é a do Norte. Coisa linda! É um país que escolheu a economia de baixo carbono!!! Os nossos ecologistas iriam a-mar!!! O avô, o pai e o neto fizeram, por meio da ditadura, o que Marina adoraria fazer no Brasil por meio da democracia, hehe (ao menos isso…).

O manifesto

Pois bem… No dia 2 — desculpem o atraso em relação às ações promovidas pela vanguarda revolucionária brasileira —, o PC do B resolveu lançar um manifesto em defesa da Coreia do Norte, tratado como um país pacífico, e contra os EUA e seu “fantoche”, a Coreia do Sul. Acho que até os comunas norte-coreanos ficariam corados e diriam: “Também não precisa exagerar…” Atenção! Solidarizam-se com o texto e o assinam também o PT, o PSB, a CUT e o UNE. Leiam:

A escalada da tensão na Península Coreana, com a participação direta dos Estados Unidos, tem aumentado a pressão e a preocupação com um possível conflito internacional, apesar dos pedidos reiterados por diálogo enquanto a Coreia do Sul, apoiada pelos EUA, toma medidas belicistas.

Neste contexto, movimentos e partidos brasileiros que lutam contra o imperialismo belicista e pela manutenção da paz e da soberania das nações enviaram a seguinte declaração à embaixada da Coreia Popular:

Senhor Embaixador da República Popular e Democrática da Coreia:

A campanha de uma guerra nuclear desenvolvida pelos Estados Unidos contra a República Democrática Popular da Coreia passou dos limites e chegou à perigosa fase de combate real.

Apesar de repetidos avisos da RDP da Coréia, os Estados Unidos tem enviado para a Coréia do Sul os bombardeios nucleares estratégicos B-52 e, em seguida, outros meios sofisticados como aeronaves Stealth B-2, dentre outras armas.

Os exercícios com esses bombardeios contra a RDP da Coréia são ações que servem para desafiar e provocar uma reação nunca antes vista e torna a situação intolerável.

As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coréia do Sul além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar:

1. nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país;

2. lutaremos para que o mundo se mobilize para que os Estados Unidos e Coréia do Sul devem cessar imediatamente os exercícios de guerra nuclear contra a RDP da Coréia; e

3. incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem a guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a Paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EUA.

Conscientes de estarmos contribuindo e promovendo um ato de fé revolucionária pela paz mundial, as entidades abaixo manifestam esse apoio e solidariedade.
Brasília, 02 de abril de 2013.

PCdoB, PT, PSB, Cebrapaz, CUT, MST, MDD, UJS, UNE, Unegro, Unipop, CDRI, CDR/DF, MPS, CMP, CPB, Telesur, TV Comunitária de Brasília, Jornal Revolução Socialista.

Encerro

Kim Jong-un precisava de alguém que o compreendesse. Encontrou os esquerdistas brasileiros que mamam nas tetas do estado, mas conservam intacta a alma revolucionária.



Margaret Thatcher morre na Inglaterra


Primeira mulher premiê do Reino Unido morreu aos 87, vítima de derrame.
Polêmica, Thatcher era chamada de Dama de Ferro devido ao pulso firme.


Morreu nesta segunda-feira (8) aos 87 anos Margaret Thatcher, primeira mulher a se tornar primeira-ministra britânica, cargo no qual ficou por três mandatos consecutivos, entre 1979 e 1990.
Ela foi uma das figuras dominantes na política inglesa no século XX, ao dirigir um governo que reduziu o tamanho do Estado e transformou o Reino Unido.
Sua política neoliberal, que entrou para a história com o nome de “thatcherismo”, ainda influencia líderes mundialmente e é criticada e elogiada até hoje, inclusive no Brasil.
O porta-voz da família de Thatcher informou ela morreu em Londres, em consequência de um acidente vascular cerebral.
"É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciam que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz depois de um derrame, esta manhã," disse o Lorde Tim Bell, o porta-voz.
Repercussão
Após sua morte, o atual premiê britânico, o conservador David Cameron, disse que o Reino Unido "perdeu uma grande líder, uma grande primeira-ministra e uma grande britânica".
O premiê voltou ao Reino Unido, interrompendo uma visita a países europeus. Ele estava em Madri, capital da Espanha, para encontrar seu colega Mariano Rajoy, quando soube da morte. Ele iria depois a Paris, para conversar com o presidente Francois Hollande.
A Rainha Elizabeth II também lamentou a morte de Thatcher. "A rainha recebeu com grande tristeza a notícia da morte da baronesa Thatcher", comunicou o palácio de Buckingham.
Doença
Thatcher havia sido internada pela última vez em dezembro de 2012, quando passou por uma cirurgia na bexiga.
Ela não falava em público desde 2002, quando os médicos desaconselharam a presença diante de audiências após uma série de pequenos derrames que deixaram como sequela confusões ocasionais e perdas de memória.
A filha Carol escreveu em suas memórias, publicadas em 2008, que, nos piores momentos, Thatcher tinha dificuldades para terminar as frases e esquecia que o marido, Denis, havia morrido em 2003.
Cerimônia fúnebre e cremação
O governo britânico anunciou que Thatcher, cujo nome completo era Margaret Hilda Thatcher, terá um "funeral cerimonial", com honras militares, mas não um "funeral de Estado". Ele será realizado na Catedral de Saint Paul, em Londres.
O funeral cerimonial está abaixo do funeral de Estado, realizado pela última vez no Reino Unido para alguém de fora do círculo da monarquia em 1965, por ocasião da morte de Winston Churchill.
Os últimos funerais do mesmo tipo reservado a Thatcher foram realizados pela morte da rainha Elizabeth, a "Rainha-mãe", em 2002, e de Diana, princesa de Gales, em 1997.
Ainda não foi definida uma data, e mais detalhes serão divulgados nos próximos dias.
"Uma ampla e diversa variedade de pessoas com grupos e ligações com Lady Thatcher vai ser convidada", disse o escritório do premiê.
"O serviço vai ser seguido por uma cremação privada. Todos os preparativos estão sendo tomados em linha com os desejos da família", diz o texto de Downing Street.
Arte Margaret Thatcher versão 2 - vale esta (Foto: Arte/G1)
Vida
Margaret Hilda Roberts nasceu em 13 de outubro de 1925 em Grantham, Lincolnshire.
Seu pai era pastor e membro do conselho da cidade, além de comerciante.
Na casa da família, a missa era obrigatória, e o trabalho, em casa ou ajudando o pai no comércio, era uma segunda religião, razão pela qual a jovem saía pouco.
Por conta disso, ela se tornou uma "viciada em trabalho".
Pessoas próximas contam que ela costumava dormir quatro horas diárias e trabalhava "o resto do tempo".

Maggie graduou-se em química em Oxford em 1947 e depois também estudou direito, formando-se em 1954.
Desta época, data o seu interesse e sua aproximação da política
Em 1951, casou-se com Denis Thatcher, um rico homem de negócios, com quem, dois anos depois, teve dois filhos gêmeos, Carol e Mark.
Além de lhe dar seu nome, Denis a acompanhou e apoio durante mais de 50 anos de casamento, até morrer em 2003.
Carreira política
Thatcher se tornou membro dos Tories, como é chamado o Partido Conservador, no Parlamento de Finchley, ao norte de Londres, em 1959, onde cumpriu mandato até 1962.
Seu primeiro cargo parlamentar foi como ministra-assistente para previdência no governo de Harold Macmillan.
De 1964 a 1970, quando o Partido Trabalhista assumiu o poder, ela ocupou diversos cargos no gabinete de Edward Heath. Heath se tornou primeiro-ministro em 1970, e Thatcher, sua secretária de Educação.
Durante o período que ocupou a pasta, ela aumentou o orçamento da educação no país, mas foi criticada por abolir o leite que era gratuito em escolas para crianças.
A medida polêmica lhe deu o apelido de “Thatcher the Milk Snatcher”, algo como “Thatcher, a Ladra de Leite”.
Após os conservadores sofrerem nova derrota, em 1974, Thatcher concorreu com Heath pela liderança do partido e, para surpresa de muitos, venceu a indicação. Em 1979, o Partido Conservador venceria as eleições gerais, e ela se tornaria primeira-ministra, aos 54 anos.
Cinco anos antes, ela havia declarado: "Serão necessários anos - e não verei isso de novo durante a minha vida - para que uma mulher dirija este partido ou se torne primeiro-ministro".
‘Thatcherismo’
Com ideias arrojadas, ela criou uma nova expressão no dicionário inglês: “thatcherismo”, que significa uma política que privilegia a liberdade de mercado, as privatizações, preconiza menos intervenção do governo na economia e mais rigor no tratamento com os sindicatos de trabalhadores.
Suas políticas conseguiram reduzir a inflação, mas o desemprego aumentou dramaticamente no período.
Durante seu governo, os sindicatos foram amordaçados, setores inteiros da economia (telecomunicações, ferrovias, aeronáutica) foram privatizados, e o chamado "Estado de bem-estar social" foi desmantelado.
Os impostos e os gastos públicos foram reduzidos. Veja o legado econômico do governo Thatcher.
Adversários diziam que Thatcher havia criado uma nação dividida entre o sul, mais rico, e o norte, mais pobre.

Os círculos empresariais a veneravam, mas sua revolução também se chocava com fortes resistências, uma divisão vigente até hoje na avaliação de seu legado.

Nos primeiros anos de seu mandato, foi superada a marca de três milhões de desempregados, nível inédito desde os anos 1930, pós-Grande Depressão.
Cresceram o mal-estar social e os confrontos com os sindicatos, contra os quais declarou uma guerra sem quartel. Não por menos, alguns britânicos foram às ruas celebrar a morte da ex-premiê.
No início dos anos 1980, os mineradores em greve se chocaram com a intransigência da Dama de Ferro, diferente do modo de atuar dos governos anteriores. Seus aliados afirmam que ela evitou que o país caísse vítima de  uma crise energética.
Nova vitória
Apesar dos confrontos e polêmicas, o sucesso militar na guerra com a Argentina pelas IlhasMalvinas, em 1982, e uma oposição trabalhista rachada ajudaram Thatcher a conquistar uma nova vitória nas eleições de 1983.
Em 1982, quando as tropas argentinas desembarcaram no arquipélago austral das Malvinas, sob dominação britânica desde 1833, Thatcher enviou uma força naval que em dois meses, facilmente, recuperou as ilhas, chamada de Falklands pelos britânicos.
A vitória encaminhou sua reeleição em 1983.
Atentado
Em 1984, Thatcher escapou por pouco de um atentado do IRA (o Exército Republicano Irlandês, com quem foi intransigente), que instalou um carro-bomba numa conferência do Partido Conservador em Brighton. Cinco pessoas morreram e vários ficaram feridas, inclusive colegas dela.
Horas depois do atentado, cumprindo a agenda, ela fez o pronunciamento de encerramento da conferência anual do Partido Conservador, prometendo não fazer concessões na luta contra o terrorismo.
Fim da Guerra Fria
Thatcher cultivou uma relação muito próxima e pessoal com o então presidente dos EUA, o republicano Ronald Reagan, e o reformista líder soviético Mikhail Gorbachov, o que a fez ter um papel importante no fim da Guerra Fria, que opunha os blocos capitalista e comunista.
Por conta disso, nessa época, recebeu, da imprensa soviética, o apelido de “Dama de Ferro”. Era para ser uma crítica, mas ela gostou e "adotou" o apelido.
"Margaret Thatcher era uma grande personalidade política e uma pessoa brilhante. Ela permanecerá na memória e na história", disse Gorbachov sobre a morte, citado pela agência russa Interfax.
A União Europeia (UE) lamentou nesta segunda a morte da ex-primeira-ministra britânica , que será recordada por suas "contribuições e por suas reservas ao projeto europeu".
Ceticismo europeu
Ao nacionalismo de Thatcher, somou-se uma desconfiança em relação à União Europeia. Suas críticas aos "burocratas de Bruxelas", gestores do bloco, entraram para a história.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, destacou que a ex-dirigente foi "uma pessoa-chave, e também circunspecta" em relação à construção do projeto europeu.

Terceiro mandato e queda
Nas eleições de 1987, Thatcher ganhou um inédito terceiro mandato. Mas suas políticas controversas, como a adoção de novos impostos (a famosa "Poll Tax", que provocou protestos de rua) e a oposição a qualquer integração mais próxima com a Europa, levaram sua popularidade a cair para o nível mais baixo desde que ela havia assumido o poder, em 1979.
A política interna da primeira-ministra começava a fracassar. Com a inflação alta, o país caminhava para a recessão, e sua liderança começou a ser questionada dentro do próprio Partido Conservador.
Em novembro de 1990, ela concordou em renunciar ao cargo e à liderança do partido, sendo substituída por John Major. A renúncia ocorreu em 22 de novembro.
Ela foi a recordista de tempo de permanência no poder no século XX, com 11 anos.
Bandeira britânica a meio mastro nesta segunda-feira (8) em Downing Street 10, residência oficial do premiê, em homenagem a Margaret Thatcher (Foto: Reuters)Bandeira britânica a meio mastro nesta segunda-feira (8) em Downing Street 10, residência oficial do premiê, em homenagem a Margaret Thatcher (Foto: Reuters)
Aposentadoria
Após sua saída em prantos de Downing Street, residência oficial do premiê britânico, a baronesa Thatcher se refugiou no elegante bairro londrino de Belravia, onde continuou preparando lucrativas conferências e redigindo suas memórias.

Em fevereiro de 2007, ela tornou-se a primeira ex-chefe de Governo a ser homenageada com uma estátua no Parlamento ainda em vida.

Na época, já havia uns cinco anos que ela não falava e praticamente não era vista em público, depois de ter sofrido dois acidentes vasculares cerebrais leves e devido ao aumento de sua demência senil.

Mas ela viveu o suficiente para ver outro conservador, David Cameron, no poder, depois, depois de 13 anos de governos trabalhistas, embora Cameron tenha sido obrigado a formar uma inédita coalizão com os liberais-democratas.
Em um de seus primeiros discursos importantes, alguns meses depois de sua eleição, em maio de 2010, Cameron, que se apresenta como mais moderado que sua predecessora, definiu Thatcher como "a melhor primeira-ministra em tempos de paz do último século".
Suas radicais posições direitistas alteraram tão profundamente a política britânica que os governos trabalhistas que a sucederam aceitaram muitas das suas políticas, criando o chamado "Novo Trabalhismo", sob os governos de Tony Blair e Gordon Brown.

Em 2011, ela voltou a ser notícia ao ser lançado, no cinema, o filme "A Dama de Ferro". A polêmica produção rendeu a Meryl Streep seu terceiro Oscar de melhor atriz.
Meryl afirmou que Thatcher foi uma pioneira para as mulheres.
Personalidade
Thatcher notoriamente ignorava seus críticos.
"A senhora não é de recuar", disse ela num célebre discurso de 1980 a membros do seu Partido Conservador que pediam mais moderação no seu governo.
Outros que cruzaram seu caminho, particularmente na Europa, estavam sujeitos a violentas diatribes, frequentemente chamadas de "bolsadas", numa alusão à bolsa de couro preto que ela invariavelmente carregava.
"Uma tirana brilhante, cercada por mediocridades", foi como o ex-premiê Harold Macmillan a descreveu. "Aquela mulher sanguinária", foi o veredicto menos complacente de outro ex-premiê, Edward Heath, seu antecessor como líder conservador.
Thatcher deixa dois filhos, os gêmeos Carol, que é jornalista, e Mark, que é empresário.
A ex-premiê britânica Margaret Thatcher acena da entrada de sua casa nesta segunda-feira (1º). (Foto: AFP)A ex-premiê britânica Margaret Thatcher em uma de suas últimas aparições públicas (Foto: AFP)






P Á G I N A    V I R A D A


 Em 03/04/2013 10:16, José Geraldo Pimentel escreveu e este Blog publica.


Entramos em outra dimensão. A dimensão da verdade. Da mea culpa, do reconhecimento de que não somos nada além daquilo que desejamos ser. Se calamos, é porque consentimos. Se permitimos, é porque toleramos.

Tenho feito o que é possível realizar, dentro das possibilidades que estão ao meu alcance.

Só tenho o dom do protesto. Nunca calo, ainda que os que provoquem o meu desespero sejam fortes e poderosos. Mas não calo. Saco minha caneta do bolso e os enfrento, como se estivesse numa luta mortal entre David e Golias. Não me deixo vencer fácil !

Hoje, dia 2 de abril, passada a batalha, reconheço que não fomos muito longe. Apenas fizemos ecoar, no vazio dos ouvidos dos surdos, que a grande derrota está em não empunhar a espada e deixar o inimigo ganhar os espaços.

Nestes 49 anos da contra-revolução do dia 31 de março de 1964, enquanto calávamos nos quartéis, embargávamos as vozes e os protestos na garganta, o inimigo, sentindo-se fortalecido, aparecia na mídia, mostrando que estava pleno de poderes.

Em São Paulo divulgou-se que ontem entrou no ar um portal com papéis do DOPS paulista. "Cerca de 16 milhões de documentos produzidos durante o regime militar (1964-1985) que integram o acervo do Arquivo Nacional serão digitalizados e disponibilizados na internet até julho."

A campanha difamatória contra os militares é livre e não conta com restrição de nenhuma autoridade. Só os militares recebem ordens para calar em uma data nacional que está incorporada aos nossos feitos de lutas em defesa de nossa pátria.

Nós, militares, seguindo ordens dos superiores hierárquicos, não comemoramos os 49 anos da Contra-Revolução de 1964, quando evitamos que maus brasileiros, a soldo de nações alienígenas, atentaram contra as instituições, na intenção de mudar o regime do país, transformando-o numa república do proletariado. Silenciamos - como se festejar uma data nacional fosse crime ?!

Por trás de toda a servidão humana existem opressores e vítimas. Quero nomear neste espaço, para que sirva de registro nos anais da história, os chefes que se acovardaram e obrigaram seus comandados a seguir-lhes o exemplo. Que no futuro, quando forem lembrados em formaturas, se ouçam os nomes de um bando de covardes, omissos e, por vocação, bajuladores.

Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas:
- General de Exército José Carlos De Nardi. Presente.

Comandante da Marinha:
- Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto. Presente.

Comandante do Exército:
- General de Exército Enzo Martins Peri. Presente.

Comandante da Aeronáutica:
- Ten Brig Ar Juniti Saito. Presente.

Não esquecendo o grande timoneiro que conduziu o Exército para o campo de provas, onde franco-atiradores começaram a exercitar o seu ódio, vingança e revanchismo contra os agentes do Estado (‘militares do passado’, no linguajar do general Enzo Martins Peri):

- o condutor do apocalipse é o ex-Comandante do Exército, General de Exército Francisco Roberto de Albuquerque. “O Exército não vai fazer nada!” foi sua frase profética.

Estes oficiais envergonham qualquer instituição militar do mundo. Não têm atitude, não inspiram confiança aos seus comandados, confundem covardia com disciplina militar. Vivem em função de um silêncio obsequioso, que se traduz no medo de confrontar o Ministro da Defesa, não o desautorizando, mas ajudando-o administrativamente, mostrando o caminho a ser seguido dentro dos trâmites dos regulamentos da instituição militar. Como  cooperadores do inimigo, que cedem aos desmandos e prepotências para se darem bem no futuro, ao passarem para a reserva vendem-se por trinta dinheiros !

Que as Forças Armadas se danem! É o lema dos covardes !

José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB
Rio de Janeiro, 02 de abril de 2013.
Especial 49.º Ano da Contra-Revolução de 1964
Imagem inserida pelo Blog

T  A  P  S
    


Este PPS (que converti em vídeo) foi-me remetido pelo Dadusto.
Publico-o no Blog como homenagem ao Dia do Exército (17 de abril).
Emoção pura !  Um nó na garganta... lágrimas... Uma profunda tristeza, que invade o coração dos que viram companheiros tombar a seu lado, na luta (inacabada) contra aqueles que tentaram submeter a Pátria à ideologia comunista.




Clique no canto inferior direito do vídeo para assistir em tela cheia.