Da série "Camisa com slogan pode causar problemas"
30 de dez. de 2010
29 de dez. de 2010
Do Blog do Carlos Vereza
http://carlosverezablog.blogspot.com/2010_12_01_archive.html
sexta feira, 24 de dezembro de 2010
Aula de Português
Nossa língua pode ser escrita e falada. Na língua escrita, as palavras são formadas por letras (símbolos gráficos); na língua falada, por fonemas.
"O primeiro ato de corrupção do governo Lula foi cometido por Benedita da Silva, ao tomar o seu café da manhã em Buenos Aires à custa do dinheiro do contribuinte!"
O grupo de letras que representa um só fonema recebe o nome de dígrafo.
"O segundo ato de corrupção do governo Lula foi cometido por um assessor de José Dirceu recebendo propinas de um banqueiro de bicho para a caixa do PT e sendo filmado no ato."
Ao pronunciarmos uma palavra, damos impulsos de voz. A cada impulso se forma uma sílaba.
"O terceiro ato de corrupção do governo Lula foi a covarde falência da Varig beneficiando a TAM, e grupos dos quais fazia parte o neto do Brasil."
A expressão haja vista, que equivale a veja, é absolutamente invariável no português contemporâneo.
"O quarto ato de corrupção do governo Lula foi a propina cobrada e filmada nos correios e que resultou na denúncia de Roberto Jeferson fazendo explodir o escândalo do mensalão!"
Os pronomes relativos sempre se relacionam com um termo antecedente e dão início a uma oração chamada adjetiva.
"Cartões de crédito corporativos da presidência; milhões gastos sem comprovação."
Quem, no português moderno, somente se refere a pessoas e sempre aparece antecedido da preposição a, no caso de o verbo ser transitivo direto.
"Em agosto de 2005 o publicitário Duda Mendonça é acusado de ser envolvido no escândalo do mensalão após dizer que tinha aberto conta nas Bahamas - por orientação do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão - para receber cerca de dez milhões de reais como pagamento por serviços publicitários e de assessoria política prestados ao PT"
Também não tem cabimento falar-se em sujeito elíptico, conceito semelhante ao sujeito oculto.
"Toninho de Barcelona diz saber muita coisa sobre o envolvimento de gente do PT com a compra e venda de dólares no mercado paralelo e com remessas ilegais de dinheiro para o exterior."
"O primeiro ato de corrupção do governo Lula foi cometido por Benedita da Silva, ao tomar o seu café da manhã em Buenos Aires à custa do dinheiro do contribuinte!"
O grupo de letras que representa um só fonema recebe o nome de dígrafo.
"O segundo ato de corrupção do governo Lula foi cometido por um assessor de José Dirceu recebendo propinas de um banqueiro de bicho para a caixa do PT e sendo filmado no ato."
Ao pronunciarmos uma palavra, damos impulsos de voz. A cada impulso se forma uma sílaba.
"O terceiro ato de corrupção do governo Lula foi a covarde falência da Varig beneficiando a TAM, e grupos dos quais fazia parte o neto do Brasil."
A expressão haja vista, que equivale a veja, é absolutamente invariável no português contemporâneo.
"O quarto ato de corrupção do governo Lula foi a propina cobrada e filmada nos correios e que resultou na denúncia de Roberto Jeferson fazendo explodir o escândalo do mensalão!"
Os pronomes relativos sempre se relacionam com um termo antecedente e dão início a uma oração chamada adjetiva.
"Cartões de crédito corporativos da presidência; milhões gastos sem comprovação."
Quem, no português moderno, somente se refere a pessoas e sempre aparece antecedido da preposição a, no caso de o verbo ser transitivo direto.
"Em agosto de 2005 o publicitário Duda Mendonça é acusado de ser envolvido no escândalo do mensalão após dizer que tinha aberto conta nas Bahamas - por orientação do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão - para receber cerca de dez milhões de reais como pagamento por serviços publicitários e de assessoria política prestados ao PT"
Também não tem cabimento falar-se em sujeito elíptico, conceito semelhante ao sujeito oculto.
"Toninho de Barcelona diz saber muita coisa sobre o envolvimento de gente do PT com a compra e venda de dólares no mercado paralelo e com remessas ilegais de dinheiro para o exterior."
Amigos(as) seguidores, teria que ficar o resto de minha vida relatando as corrupções de Lula e o PT; como é Natal desejo um pequeno intervalo de paz a todos vocês e obrigado pelo apoio.
Estamos juntos!
Carlos Vereza
28 de dez. de 2010
A ESPERANÇA
Ela anda desengonçada face a terríveis lesões. A face estampa nítida as dores sofridas. Magra tal a necessidade e bem pobre. Levanta os braços, para não perder o equilíbrio, a cada árduo avanço. Mas ela anda, ela vai onde necessita, podem até rir, coitada, mas ela enfrenta a vida a disputar com quem tem a saúde perfeita. Ela é a altivez.
Ele já deixou a mocidade há muito, empurra enorme carroça onde empilha os caixotes, latas e vidros recolhidos das caixas de lixo do bairro. Quando ele passa, lembro-me de agradecer a Deus por ter acesso aos estudos e o organismo completo, pois a ele falta um dos braços, e porfia em dobro para alcançar seu sustento mensal. Ele é a determinação.
A terceira há muito não aparece. Cinquentona, usava chapéu desabado de pescador, bermudões, camiseta e chinelas modestas. Vinha sempre acompanhada de alguém capaz de a assistir. Alguns afirmavam ser ela levemente desequilibrada. Vinha pela calçada com sorriso esboçado e olhos vivos de quem provoca o mundo. Assoviava extraordinariamente alto, com o dedo no canto da boca - "fiu-fiu", assoviar coió, diziam antigamente. O assovio, vez por outra, era respondido, por alguns anônimos das residências contíguas. Ela exultava, parecia sempre contente da vida. Semeava felicidade a toda volta. Aquela alegria faz falta. Ela sempre me lembrava o ensinamento da Loucura: "... a felicidade consiste, sobretudo, a querer ser o que se é." Vide o excelente Elogio à Loucura, de Erasmo de Roterdam. Ela bem sabe disso, pois ela é o júbilo.
As três residem na base do meu crédito inabalável no futuro feliz, não evidente caído dos céus tal as dádivas das lendas. Mas sim, fruto de profunda reflexão para conquistar o verdadeiro escudo capaz de nos proteger das emoções resultantes das desditas a nós reservadas pelo fado.
Começamos novo ano. A cotio, selecionamos a data para renovar as promessas a nós mesmos ou aos outros. Emagrecer, deixar de fumar, pagar dívidas, escrever livros, e lá vai. Rogais delírios, na maioria frutos dos vapores espirituosos do vinho. Mas, pense bem, mesmo a sofrer as mágoas de fatos doloridos recentes, mesmo a enfrentar dores atrozes, mesmo em situação precária por qualquer motivo, convém jamais nos afastarmos do nosso objetivo de manter segura a nossa felicidade. Lembre-se de:
Ele já deixou a mocidade há muito, empurra enorme carroça onde empilha os caixotes, latas e vidros recolhidos das caixas de lixo do bairro. Quando ele passa, lembro-me de agradecer a Deus por ter acesso aos estudos e o organismo completo, pois a ele falta um dos braços, e porfia em dobro para alcançar seu sustento mensal. Ele é a determinação.
A terceira há muito não aparece. Cinquentona, usava chapéu desabado de pescador, bermudões, camiseta e chinelas modestas. Vinha sempre acompanhada de alguém capaz de a assistir. Alguns afirmavam ser ela levemente desequilibrada. Vinha pela calçada com sorriso esboçado e olhos vivos de quem provoca o mundo. Assoviava extraordinariamente alto, com o dedo no canto da boca - "fiu-fiu", assoviar coió, diziam antigamente. O assovio, vez por outra, era respondido, por alguns anônimos das residências contíguas. Ela exultava, parecia sempre contente da vida. Semeava felicidade a toda volta. Aquela alegria faz falta. Ela sempre me lembrava o ensinamento da Loucura: "... a felicidade consiste, sobretudo, a querer ser o que se é." Vide o excelente Elogio à Loucura, de Erasmo de Roterdam. Ela bem sabe disso, pois ela é o júbilo.
As três residem na base do meu crédito inabalável no futuro feliz, não evidente caído dos céus tal as dádivas das lendas. Mas sim, fruto de profunda reflexão para conquistar o verdadeiro escudo capaz de nos proteger das emoções resultantes das desditas a nós reservadas pelo fado.
Começamos novo ano. A cotio, selecionamos a data para renovar as promessas a nós mesmos ou aos outros. Emagrecer, deixar de fumar, pagar dívidas, escrever livros, e lá vai. Rogais delírios, na maioria frutos dos vapores espirituosos do vinho. Mas, pense bem, mesmo a sofrer as mágoas de fatos doloridos recentes, mesmo a enfrentar dores atrozes, mesmo em situação precária por qualquer motivo, convém jamais nos afastarmos do nosso objetivo de manter segura a nossa felicidade. Lembre-se de:
"PROMETEU: Graças a mim, os homens não desejam mais a morte.
CORO DAS NINFAS: Que remédio lhes deste contra o desespero?
PROMETEU: Dei-lhes a esperança infinita no futuro."
(Ésquilo em Prometeu Acorrentado)
Vamos pois perseguir a felicidade em busca de nosso exato eu, das nossas próprias verdades, das nossas limitações, de nosso equilíbrio interno e externo.
Vamos pois perseguir a felicidade em busca de nosso exato eu, das nossas próprias verdades, das nossas limitações, de nosso equilíbrio interno e externo.
FELIZ ANO NOVO.
Kurt Pessek
2010/2011
POBRE BRASIL, FILHO BASTARDO DE PORTUGAL
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverossímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
Cento e quatorze anos depois, ao Brasil, sem tirar nem por, cabem as mesmíssimas palavras. Lá e cá, tudo indica, nada mudou, antes piorou muito.
Haverá algum engano ?
Na data não há certamente, porque a data é a corrente!
E quem disser o contrário certamente que mente.
A nação brasileira foi sobressaltada com a atitude dos parlamentares de se darem aumento utilizando o percentual astronômico de 61,83%.
O índice é três vezes maior do que a inflação. De fevereiro de 2007 a novembro de 2010, o IPCA, índice oficial de preços, foi de 20,9%. Apressaram em justificar esse inusitado aumento com a Constituição Federal, que prevê salários iguais aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Não obstante o artigo 37, inciso XI, da CF se preocupar mais com o limite dos subsídios, os deputados acharam uma brecha para invocar a igualdade remuneratória. Afinal aqui tudo acaba em Carnaval.
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