8 de mar. de 2012

A UNIÃO FAZ A FORÇA


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Cursinho rápido de análise sintática

by Ana Maria


- Fdp é adjunto adnominal, quando a frase for: ''Conheci um político fdp".


- Se a frase for: "O político é um fdp", daí, é predicativo.



- Agora, se a frase for: "Esse fdp é um político", é sujeito



- Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz: "Agora nega o roubo, fdp!" - daí é vocativo



- Finalmente, se a frase for: "O ex-ministro, fulano de tal, aquele fdp, desviou o dinheiro das estradas" daí, é aposto.


Que língua a nossa, não ?!


Agora vem o mais importante para o aprendizado:

Se estiver escrito  "Saiu da presidência e ainda se acha presidente", o fdp é sujeito oculto...


Steve Jobs
















Será que essa novela terá final feliz ?


Reinaldo Azevedo dá sugestão.

Dilma tem uma boa saída: esquecer a punição ilegal dos militares da reserva e demitir Celso Amorim!

Seria a vitória da lei e do bom senso.

Só os tolos não percebem que eu estou é oferecendo uma saída à presidente Dilma Rosseff, e não extremando um problema, ao lembrar os fundamentos legais das manifestações dos militares da reserva. Quem está criando caso é o ministro Celso Amorim. 

À medida que tenho demonstrado que os militares não fizeram nada demais nem ao divulgar o primeiro manifesto nem ao tornar público um texto de protesto, estou, como diria Chico Jabuti, contribuindo para que o "barco descreva um arco e evite atracar no cais" da confusão. Agora, se a Soberana e Amorim, o seu "Tersites" ("Tersito" em algumas traduções... Essa eu fui buscar lá na Ilíada!!!), estão dispostos a fazer confusão, quem poderá impedi-los, não é mesmo? 77 oficiais-generais na lista.

Dilma mandou punir aqueles 98 que inicialmente haviam, DE ACORDO COM A LEI, assinado um protesto. Havia apenas 13 generais da lista. A tarefa está se agigantando. Quatro dias depois do faniquito comandado por Tersites, segundo a última atualização, já são 609 — 77 deles generais (mais 338 coronéis, 67 tenentes-coronéis, 13 majores, 29 capitães, 36 tenentes, 23 subtenentes, 21 sargentos, 5 cabos e soldados). Endossam ainda o texto 1 desembargador do TJ-RJ e 298 civis.

Como indagaria e responderia o poeta Ascenso Ferreira, "Pra quê? Pra nada!" (do poema "O Gaúcho - esclarecimento do Blog).

Há, como eu disse, a lei 7.524, que vocês já conhecem. E publico o trecho a cada post para deixar bem claro quem está e quem não está com a institucionalidade nesse caso:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,

faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art 1º Respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público.

Mas não é só isso. Só nas tiranias existe punição sumária, com arremedo de processo, como fazia, por exemplo, Josef Stálin, que já foi um herói do gosto de Dilma Rousseff, mas isso certamente ficou lá no passado, né? 

A presidente e seu Tersites deveriam saber que NÃO EXISTE ESSE NEGÓCIO DE DAR ADVERTÊNCIA A TODO MUNDO, assim, sem mais nem aquela. Militar não é um ministro, exercendo cargo de confiança, que pode levar bronca, ser desmoralizado, fazer poesia sobre minhoca no anzol, essas coisas, por vontade da chefa...

O bom da democracia é que as Forças Armadas estão submetidas às leis, a uma institucionalidade. A extrema esquerda terrorista lutava, é verdade, por uma ditadura comunista, mas a grande maioria queria o regime que temos hoje: DE-MO-CRA-CI-A! E isso quer dizer que, se a lei permitir as punições — E A LEI NÃO PERMITE —, ainda assim, ela se dá segundo um regulamento.

Pra começo de conversa, não existe punição coletiva: "Pega todo mundo!" As penas têm de ser aplicadas individualmente, segundo um critério, segundo um ordenamento. Isso está claramente expresso, por exemplo, no Regulamento Disciplinar do Exército (a que pertence a maioria dos signatários). Não consultei os respectivos das duas outras Forças, Marinha e Aeronáutica, mas devem ser parecidos. São direitos do "punido", segundo o Artigo 35:

Art. 35. O julgamento e a aplicação da punição disciplinar devem ser feitos com justiça, serenidade e imparcialidade, para que o punido fique consciente e convicto de que ela se inspira no cumprimento exclusivo do dever, na preservação da disciplina e que tem em vista o benefício educativo do punido e da coletividade.

§ 1º Nenhuma punição disciplinar será imposta sem que ao transgressor sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa, inclusive o direito de ser ouvido pela autoridade competente para aplicá-la, e sem estarem os fatos devidamente apurados.

§ 2º Para fins de ampla defesa e contraditório, são direitos do militar:

I - ter conhecimento e acompanhar todos os atos de apuração, julgamento, aplicação e cumprimento da punição disciplinar, de acordo com os procedimentos adequados para cada situação;

II - ser ouvido;

IV - obter cópias de documentos necessários à defesa;

V - ter oportunidade, no momento adequado, de contrapor-se às acusações que lhe são imputadas;

VI - utilizar-se dos recursos cabíveis, segundo a legislação;

VII - adotar outras medidas necessárias ao esclarecimento dos fatos; e

VIII - ser informado de decisão que fundamente, de forma objetiva e direta, o eventual não-acolhimento de alegações formuladas ou de provas apresentadas.

Entenderam ?

Fico imaginando agora as Forças Armadas, muito especialmente o Exército, se dedicando a elaborar uns 500 processos de punição — sem contar, claro!, a ilegalidade imanente à coisa, já que os que se manifestaram estão abrigados pela Lei 7.524.

Alguns tolos que tentam fazer proselitismo no blog demonstram disposição para debater 1964, o Ai-5, a Lei da Anistia, a decisão do STF... Olhem: já escrevi bastante sobre cada um desses temas. E nenhum deles é pertinente ao caso. Ou, agora, teremos de falar de todos as pessoas assassinadas pela VAR-Palmares a cada vez que falarmos da própria Dilma? Isso é uma insanidade!

Dilma faria melhor se cumprisse a lei e pronto!

Ainda que se arranje uma saída negociada e que os militares aceitem alguma forma de admoestação e tal, sobra o caldo da tensão desnecessária, antecipatória, reitero, do que se pretende, de forma confessa (volto ao assunto em outro post), fazer com a Comissão da Verdade.


O melhor que Dilma tem a fazer é recuar da punição e demitir Celso Amorim. Não seria uma vitória dos militares da reserva, não, mas da lei (a 7.524) e do bom senso. 

Ministro da Defesa que dá conselho ruim pode levar um governante à ruína. É claro que o caso não é pra tanto. Mas o cargo é tão sério que nos cabe perguntar: "E se fosse?"

Imaginem tendo de comandar uma guerra quem não sabe o que fazer nem com a paz!

Imagem inserida pelo Blog.



Corpo de Bin Laden não foi lançado ao mar,
diz WikiLeaks
Vitor Vieira
quarta-feira, 7 de março de 2012


O corpo do ex-líder da al-Qaeda Osama bin Laden não foi lançado ao mar como disseram as autoridades americanas, mas levado para os Estados Unidos em um avião da CIA, revelou o WikiLeaks ao jornal espanhol "Público". E-mails da Stratfor Global Intelligence, empresa privada de segurança, aos quais teve acesso o "Público" e outros jornais do mundo todo, revelam que o sepultamento de Bin Laden em alto-mar nunca aconteceu. Ele foi morto por um comando especial de forças americanas em 2011 em Abbottabad, no Paquistão. 


Em mensagem classificada como "superconfidencial" pelo "Público", Fred Burton, um dos diretores da empresa com sede no Texas, diz: "fui informado que trouxemos o corpo. Graças a Deus". O e-mail tem o título de "OBL", o que o jornal espanhol interpretou como as iniciais de Osama bin Laden. 


Na mensagem seguinte, Burton escreve "(alpha) O corpo esta a caminho de Dover, Delaware, em um avião da CIA", detalhou o "Público", que explicou que a palavra alpha significa que a informação é "limitada a uma reduzida cúpula de máxima responsabilidade na corporação". 


O jornal assinalou que em Dover há uma base da Força Aérea dos Estados Unidos. "Depois seguirá até o Instituto de Patologia das Forças Armadas em Bethesda", perto de Washington, acrescenta Burton, ex-agente especial do Serviço Secreto Diplomático do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Em outra mensagem no contexto de uma conversa entre analistas da Stratfor, Burton revela que "o corpo segue em direção a Dover e já deveria ter chegado". 

7 de mar. de 2012

: ^ ((


VOANDO COM AS ÁGUIAS


Para tela cheia clique no canto inferior direito do vídeo em exibição.
Tarde sem luz
   
MARGRIT SCHMIDT

Os engenhosos e ideológicos petistas ainda vão acabar nos jogando num túnel sem luz qualquer da história. 


Sem luz já esteve a Asa Sul inteira na tarde de ontem. Um problema na Subestação de Vicente Pires informou o diligente porteiro do bloco, desligado de todas as tomadas. 


Quanto ao outro tipo de escuridão, ainda falta muito. O Brasil resiste, mas eles continuam tentando. Relembro as palavras do insuspeito professor Luís Werneck Viana sobre a Comissão da Verdade, em meados do ano passado. “A minha posição não acompanha as posições majoritárias aí na intelligentsiaAcho que a gente deve recuperar a história, mas o  passado passou. Página virada. Cada país fez, em circunstâncias diferentes. Você, a esta altura, rasgar a Lei da Anistia, seria jogar o País numa crise, não sei para quê.



Mas, vêm cá, as grandes lideranças que nos trouxeram à democracia tiveram muito clara essa questão: anistia real, geral e irrestrita. As forças derrotadas, ou seja, a luta armada, querem reabrir esta questão? Não foram elas que nos trouxeram à democracia. Nos momentos capitais, ela não estava à frente, na luta eleitoral, na luta política, na Constituinte. 


Era um outro projeto. É politicamente anacrônica. O País foi para frente. Os direitos humanos dizem respeito aos vivos. Aos mortos, o velho direito de serem enterrados, como Antígona (protagonista da tragédia grega de Sófocles) quis enterrar o irmão em solo pátrio. É o que esta Comissão da Verdade está fazendo”, disse o professor, que se declara de esquerda. Lúcida, porém.

No dicionário: 

1 – esquecimento, perdão em sentido amplo; 

2 – rubrica: termo jurídico. Ato do poder público que declara impuníveis delitos praticados até determinada data por motivos políticos ou penais, ao mesmo tempo em que anula condenações e suspende diligências persecutórias

Por meio da Comissão da Verdade, a esquerda quer reinventar a Anistia. A Lei da Anistia está sendo contestada por grupos de pressão e por setores do próprio governo. Por que?  Porque entendem que anistia é “absolvição”, e não “perdão”.

Com o Brasil registrando crescimento pífio – os 2,7% em 2011, notícia divulgada ontem – a FIFA querendo chutar o nosso traseiro em razão dos óbvios problemas nos preparativos da Copa do Mundo e o governo arrumando encrenca com os militares? É quase inacreditável e totalmente inaceitável. 

No início da semana, eram 455 (61 generais) os militares da reserva que haviam assinado o texto de protesto contra a censura praticada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, a um manifesto dos clubes militares. Achando que não bastava à censura já ilegal ao texto – a lei garante aos clubes o direito de se pronunciar –, o governo de Dilma Rousseff e Celso Amorim também decidiu punir os signatários do segundo documento, o que é igualmente ilegal. O número de signatários do primeiro manifesto saltou de menos de uma centena (98) para mais de quatro dezenas..

REVANCHISMO

A Lei 7.524 mostra como o governo, e em particular o ministro da Defesa, Celso Amorim, estão agindo com espírito revanchista muito pouco adequado aos marcos da democracia republicana na qual vivemos: 


Art. 1º – Respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadasopinar livremente sobre assunto político e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público.

No último balanço feito depois das investidas de Amorim os números haviam mudado bastante (1):

66 generais, 338 coronéis, 67 tenentes-coronéis, 13 majores, 29 capitães, 36 tenentes, 23 subtenentes, 21 sargentos e 5 cabos e soldados. Ao todo, são 598 militares, um desembargador do TJ-RJ e 272 civis.

Como já se sabe a lei garante aos militares da reserva o direito de se manifestar; e o segundo texto, que motivou a decisão de punir os militares, não contesta a autoridade de Amorim absolutamente. Apenas aponta para o fato que ele não tem autoridade específica para desautorizar um manifesto. É o mesmo Amorim que fez o Itamaraty apoiar ditadores mundo afora, do Irã de Ahmadinejad a apoio ao golpe de Estado em Honduras; passando pela solidariedade aos guerrilheiros das Farc colombianas e aos afagos ao venezuelano Chávez. Aqui ele quer revanche do passado, por aí ele apóia os mais sórdidos ditadores.


Comentários do Blog


1. O número de signatários, nesta data, já é bem maior.


2. Os signatários não estão aceitando as adesões de militares da ativa, para preservá-los.


3. Os militares inativos, em sua manifestação, estão amparados pela lei,  assim como  estavam os Presidentes dos Clubes Militares. Todavia seu posicionamento deixa bem claro: não temem punições !


4. Imagens inseridas pelo Blog.
DESLOCAMENTO DE ÓRGÃO


Encontram-se dois amigos.
- Você está com aspecto horrível! Você está doente?
- Sim, estive no médico e ele diagnosticou deslocamento de órgão.
- Deslocamento de órgão? Nunca escutei falar. O que é isso?
- Meu fígado foi pro saco!

The Perceptions Game in Israel, Iran and the U.S.
March 2, 2012 | 0711 GMT


An Iranian media report of a pipeline explosion in Saudi Arabia’s Eastern Province on Thursday served as a reminder of the impact that instability in Iran’s neighborhood can have on world oil markets. By extension, the event showed the impact Iranian propaganda efforts can have in deterring a military attack.
The claim that a fire had broken out near a pipeline between Awamiya and Shabwa appears to have emanated from an Eastern Province-based Saudi Shiite Facebook group. The group posted pictures purportedly portraying a blaze near a pipeline. The report was picked up by Iranian media outlet PressTV more than four hours later and spread from there. There was no independent confirmation of a purported attack, and all indications so far point to this being another propaganda move by Iran to shake the markets. It is the latest development in the long-running drama pitting Iran against Israel and the United States, with the central question being whether and when the two sides will go to war. Each actor is actively managing perceptions to serve their interests on the matter, and those perceptions don’t always line up with reality.

Israel

The narrative Israel seeks to project is of a country that feels increasingly existentially threatened, one barely able to keep itself from carrying out an airstrike on Iran’s nuclear reactors. This, of course, is the perception Israel has sought to create at varying levels of intensity during much of the past several years. Israeli Defense Minister Ehud Barak was in Washington this week, ahead of a planned visit by Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu, who is scheduled to arrive March 5. A leak published Wednesday in the Israeli newspaper Haaretz claimed that Netanyahu planned to demand in a meeting with U.S. President Barack Obama that he get on board with an Israeli-approved series of red lines on Iran. Were Tehran to cross them, Netanyahu’s demand allegedly went, the United States would publicly agree to work with Israel on a strike against Iranian nuclear facilities.
Someone from the Netanyahu government likely issued the leak to Haaretz to help solidify the perception that Israel desperately wants to take action against Iran. The reality -- as U.S. Chairman of the Joint Chiefs of Staff Martin Dempsey pointed out in late February -- is that the Israeli military lacks the capability to conduct a successful operation on its own. Israel could always launch the first strike, but it would be betting that the United States would come to its defense and finish the job, especially if Iran resorted to mining the Strait of Hormuz. Seeing how Israel cannot afford to lose American support, this is a big bet. Israel cannot miscalculate on this assumption, and this significantly constrains its ability to act.

The United States

The United States has little appetite for a war with Iran right now, for a variety of reasons. For one, the specter of a conflict in the Persian Gulf sending crude prices skyrocketing is unappealing, especially as Obama campaigns for re-election. Washington, however, also has a strategic interest in stemming the spread of Iranian power. It will therefore keep its military options on the table, while remaining open to the prospect of negotiations with Tehran as a means to keep tensions from escalating.
Washington is seeking to spread the perception that a war with Iran right now is simply not worth the cost. Its publicly stated intelligence assessments do not put Tehran close to obtaining a deliverable nuclear device with which it can threaten its neighbors, sapping the sense of urgency for any action. The United States has recently sought to dampen public support for military action by creating the expectation that such a move would increase the risk for Iranian retaliation elsewhere on the globe. The day after Haaretz published the report on Netanyahu’s planned ultimatum to Obama, a report in The New York Times -- a publication known to be a favored target for leaks from the current administration -- stated that participating in a strike on Iran would generate retaliatory actions abroad that would likely target U.S. citizens.
More than anything, however, Washington is wary of the war's impact on the price of oil. That edginess plays directly into Iran’s hands when considering the perception Tehran wants to create.

Iran

Iran shares Washington's primary goal: to popularize the notion that attacking Iran isn’t worth the cost. Iran uses the threat of retaliation as a foreign policy strategy unto itself, articulated by Iranian Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei, and clarified in recent comments made by IRGC Commander Mohammed Ali Aziz Jaafari. Jaafari told state media that Iran had “entered a new phase and now it is our threats which are affecting the enemy.”
Iran’s biggest leverage to deter an attack is its ability to impact the price of oil on global markets. Its most obvious card is the Strait of Hormuz. Merely threatening to mine the Strait has in the past been enough to dominate world headlines. Iran is extremely reluctant to use this card, of course, because once played, it cannot be played again -- it is Iran's so-called “nuclear option.”
Iran of course can do more than issue threats. Its formidable land army can project power beyond its borders; it has covert capabilities in eastern Arabia, Iraq, Syria, Lebanon and -- though proven rather ineffective in recent instances -- in Asia as well. But its main deterrent is Tehran's ability to impact the price of oil in its own backyard, something that Thursday’s incident in Saudi Arabia proved effectively.
Alguém acusou o golpe
   

Por Jorge Alberto Forrer Garcia *

Acredito que alguns setores das esquerdas brasileiras subestimaram a capacidade dos militares da Reserva de reagirem contra o estado de coisas por que passa o País.

Era de se esperar que parte da Intelligentsia nacional fosse, no mínimo, mais inteligente, ou menos parcial.

O jornal O Estado de São Paulo, de 6 de março de 2012, faz referência a um manifesto de cineastas brasileiros no qual, entre outras coisas, repudiam as recentes declarações de militares, com destaque para a inquietação de oficiais da reserva, com relação à Comissão da Verdade.

Em meio àqueles surrados chavões esquerdistas, o manifesto diz que os diretores de cinema repudiam os ataques "desses setores minoritários das Forças Armadas" que, de forma alguma, poderão obstruir as investigações que deverão ser iniciadas o quanto antes (destaco: o quanto antes...). Diz, ainda: "estaremos atentos para que tal comissão seja composta por pessoas comprometidas com a democracia e com a verdade."

Gostaria inicialmente, com a devida vênia, de levar ao conhecimento dos senhores diretores de cinema que nas Forças Armadas não existem "setores minoritários", embora seja isso o que muita gente queira fazer parecer. O "setor minoritário" a que os senhores fazem referência, nada mais é do que a Reserva militar mobilizável do Brasil. Um dia, os integrantes dessa Reserva estiveram no serviço ativo. E foi nessa época que viveram, presenciaram ou construíram outra parte da verdade que agora, por ser extremamente oportuno, eles querem que seja esclarecida também.

Os militares que combateram a subversão, a guerrilha e o terrorismo não formavam uma milícia de loucos desgovernados que combatiam de forma acéfala. Eles formavam organizações militares, normalmente de pequeno efetivo, mas legalmente constituídas por leis, atos e diretrizes específicas.

Esses militares, hoje na Reserva, não eram um grupo de facínoras. Eles compunham uma força lutando por ordem do Estado contra uma força, completamente irregular, cujas principais armas eram a surpresa e a traição. O que cabia a esses militares era, de uma forma ou de outra, vencer a parte que lhes opunha resistência de armas na mão. O que foi feito. E bem.

Guerrilha? Subversão? Terrorismo? Muito mais do que temas para filmes, foram coisas que existiram no "mundo real". E causaram muitos danos à população brasileira, essa mesma que no seu manifesto os diretores de cinema querem jogar contra os militares da Reserva. Mas isso já é assunto por demais sabido e comentado.

Talvez seja o caso de lembrar aos senhores diretores de cinema que muitos de seus filmes não teriam enredo se não fosse o papel, ainda que estereotipado, que sempre reservaram para os militares.

Iniciamos com um "campeão de bilheteria": O que é isso companheiro?". Há como dizer, de sã consciência, que esse filme não retrata as articulações de associações criminosas para o cometimento de um crime? Ou planejar e executar um sequestro, mantendo a vítima em cárcere privado por dias, e, assim, submeter sua família à tortura, não pode ser considerado como um crime?

Tomemos "Lamarca. O Capitão da Guerrilha". Não obstante todo o engajamento ideológico de seu diretor e do ator principal, é possível, à luz da lógica, negar o fato de Lamarca ter sido um traidor, um desertor e um ladrão, e, por isso, ter sido buscado pelos militares Brasil afora?

Vejamos "Hércules 56". Por acaso não trata o filme de uma reunião, na vida real, de pessoas que cometeram todos os tipos de crimes como assaltos, mortes e sequestros de pessoas? E que no filme revelam suas verdadeiras ações e intenções da época? O filme não retrata verdadeira reunião festiva para relembrar uma pretérita associação para o crime?

Quem sabe... "Batismo de Sangue"? Por mais que se torne os padres adeptos da luta armada em "anjos" e " mártires", não há como negar que seu "guia espiritual" era Marighella, líder de organização criminosa e autor de um opúsculo denominado "Mini manual do Guerrilheiro Urbano".

Se observarmos "Araguaia. Conspiração do Silêncio", o subversivo "Oswaldo" que ali é retratado não parece um semideus descido do Olimpo diretamente para a selva amazônica? Só que o diretor esqueceu-se de mostrar os crimes que ele cometeu e levou seu grupo a cometer. Esse senhor chegou a negar aos militares uma trégua para que retirassem do campo de batalha o corpo de um soldado morto por ele. Quando se conseguiu recolher o corpo, pouco restava, senão a parte protegida pelo calçado.

Então senhores diretores de cinema do Brasil, não seria a Comissão da Verdade uma excelente oportunidade para, como num filme, estabelecer-se quem deu o primeiro tiro? Quem detonou a primeira bomba? Quem fez as primeiras vítimas? Quem assaltou bancos, carros-fortes e trens? Quem matou e aleijou pessoas inocentes, algumas delas mortas com extrema violência, tomando-as como simples efeitos colaterais? O que foi feito dos milhões roubados? Como se negociaram as armas que Lamarca roubou? Por que treinar em Cuba, Coreia do Norte e noutros países que se destacam por suas "democracias"? Tudo isso daria bons filmes.

Caso os diretores de cinema, como dizem no seu manifesto, estivessem cuidando da memória nacional, como poderiam não ser a favor de uma comissão da verdade que ouvisse ambos os lados? Para o bem da cinematografia nacional, seria bom, e a sociedade agradeceria, se os senhores ajudassem a mostrar o outro lado. Seriam mais filmes...embora, devo admitir, o patrocínio viria a ser mais difícil.

É bem como disse no manifesto a Sra. Lúcia Murat: "Se a gente, a sociedade civil, que é maioria, não defender nosso direito de conhecer a história do Brasil, quem vai?" Caso a senhora me permita, posso indicar-lhe uma resposta: por incrível que pareça, serão os militares da Reserva e um significativo número de civis, que concordam com aqueles, que lhes ajudarão. Pois, ao que parece, são os únicos a quererem ver a História do Brasil completamente contada.

* Coronel Reformado - Curitiba/PR