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6 de mai. de 2013
No Brasil, conservadores e até reacionários resolveram ser ecologistas, abortistas, gayzistas, emessetistas, quilombolistas, ateístas, antirruralistas, indianistas, maconheristas…
É o país da divergência perdida!
domingo, 5 de maio de 2013Reinaldo Azevedo
Por que tanto as esquerdas tradicionais (ou seus herdeiros de pensamento) com antigas e sólidas reputações conservadoras estão hoje em dia juntas, a defender uma mesma agenda?
Vocês notaram como pessoas as mais díspares, das origens as mais variadas, ligadas aos setores os mais diversos, se tornaram ecologistas?
Repararam como a defesa da legalização do aborto se tornou um dos denominadores comuns tanto daquele que se quer ainda um comunista revolucionário como de seu suposto antípoda de classe?
Perceberam como o tema da descriminação da droga mobiliza parte da academia, a quase totalidade da imprensa (da base à cúpula), os que se querem ultraliberais e também os esquerdistas? Já se deram conta de que as questões relacionadas à sexualidade parecem, a se dar crédito àquilo que se lê na grande imprensa, navegar no mar calmo do consenso, exceção feita, claro!, àqueles que são tachados de “fundamentalistas religiosos”?
Já atinaram como as cotas raciais juntam bancário e banqueiro?
E outros temas poderiam ser aqui listados, a unir gregos e troianos, como o ódio ao agronegócio, a defesa dos quilombolas, a tolerância com as violências do MST… Por quê?
Um inocente e um sujeito de não muito boa-fé poderiam dar a mesma resposta: “Ah, Reinaldo, é porque essas questões não têm ideologia; são apenas matéria de bom senso; são bens universais”.
Uma ova! No mundo inteiro, temas dessa natureza dividem a sociedade, dividem os partidos, dividem até mesmo as ideologias. Qual é o busílis no Brasil? O que se passa em Banânia? Vou tentar responder à questão. Antes, algumas considerações gerais.
Por mais que repudie hoje em dia — e já há muito tempo — o ideário da esquerda socialista, reconheço que, por muitos anos, houve esquerdistas sinceros, e talvez os haja ainda, não sei, embora eu não compreenda que alguém possa, racionalmente, sobrepor o valor da igualdade ao da liberdade. É claro que, até certo ponto, ambos são conciliáveis, e a medida possível da igualdade para que a liberdade não comece a pagar seu preço é aquela que deve haver perante a lei.
Se a própria lei, no entanto, como já começa a acontecer no Brasil sob o silêncio cúmplice e unânime das forças políticas, estabelece a desigualdade como fundamento, sob o pretexto de corrigir injustiças, é a liberdade que está potencialmente ameaçada. Nunca houve um regime socialista e ao mesmo tempo democrático porque só se pode impor a igualdade violando a nossa natureza.
Disse-me um estudioso da alma humana dia desses, ao estabelecer diferenças entre várias correntes da psicologia: “Eles ficaram bravos conosco porque demonstramos que o homem se parece mais com um ratinho do que com Deus”.
Em muitos aspectos, acho que ele está certo, e é por isso que as terapias comportamentais tendem a ser mais eficientes do que aquelas que pretendem nos virar do avesso. Mas uma coisa não é menos evidente: desde Prometeu, tudo o que há por aí só há porque temos a ambição de ser Deus — e operamos esses milagres com aquela pequena parcela que nos diferencia do rato.
O homem só cabe num molde, o da liberdade, porque a natureza (ou o Altíssimo, para os religiosos) não lhe deu outra escolha que não… poder escolher. O livre-arbítrio, assim, nos condena à liberdade — inclusive, na visão religiosa, à liberdade do pecado.
Não deixei de ser esquerdista (já faz tempo!) porque “Ah, sei lá, cansei dessa história!”. Feliz ou infelizmente, sempre fui um pouco mais grave do que isso. Deixei porque entendi, como entendo, que aqueles fundamentos violavam essa nossa segunda natureza. Mas volto ao ponto: compreendo, não obstante, embora repudie o primado, que haja esquerdistas sinceros, realmente empenhados em garantir, até por amor equivocado à humanidade em alguns casos, a todos os bichos humanos a mesma quantidade de ração.
Eliminados os burgueses e aproveitadores, o socialista original acredita que o homem se moldará à imagem e semelhança de uma sociedade, então, justa. Sempre deu em desastre e em milhares ou milhões de mortos!
Muito bem! Renunciei precocemente a essa tolice e às ideias que aí derivaram, invariavelmente autoritárias e justificadoras de violência, como se viu ao longo da história e como temos visto na América Latina, por exemplo, com essa mistura exótica de “socialismo”, nacionalismo chulé e pasta de coca. Mas, reitero, há quem ainda genuinamente acredite naquele ideário.
Mas e os “neoprogressistas”, hein? E aqueles que aderiam àquela agenda supostamente universal e sem pecados lá do primeiro parágrafo? O que buscam com a sua conversão à causa da ecologia, da legalização do aborto, da descriminação da droga, da igualdade de gêneros (ou seja lá como se chame), das cotas, dos índios, dos quilombolas, dos sem-terra, dos sem-teto, dos sem-aquilo-que-nos-faria-felizes (seja lá o que for…)?
Noto que não é uma adesão que permite o debate e o exercício do contraditório. Nada disso! A exemplo do que acontece com toda militância sectária, a divergência é demonizada, reduzida à dimensão de uma caricatura. Um projeto que endurece a lei antidrogas, como o de Osmar Terra (PMDB-RS), é tratado como se fosse uma peça de uma escalada fascista. Acusam-no de criar até um cadastro de consumidores, o que é falso. Um projeto de Decreto Legislativo que derruba uma portaria realmente fascistoide de um conselho profissional ganha pecha de “projeto de cura gay”, e isso, que é uma militância, não um fato, é oferecido ao leitor como se fosse notícia.
Durante uns bons cinco anos, as grosseiras mistificações sobre o aquecimento global — tentem saber o que restou das antevisões do filme de Al Gore, o bobalhão espertalhão — foram vendidas como verdades universais, não passíveis de questionamento. Os críticos daquela religião pagã passaram a ser chamados de “os céticos”, como a identificar uma minoria perversa que não estava preocupada com a humanidade. Inventaram até a figura de um pobre urso-polar náufrago, lembram?, que estaria à deriva num pedaço de gelo. Ursos brancos são exímios nadadores.
O fenômeno da adesão às “causas progressistas” é mais ou menos universal (ao menos no universo das sociedades ainda democráticas), mas ganha a dimensão de uma unanimidade (falsa!) aqui no Brasil. Por quê?
E agora vem a minha resposta, talvez um tanto surpreendente. Porque, com efeito, alguma sólidas reputações conservadoras (até reacionárias em alguns casos) e outras tantas que, mesmo sem jamais ter sido liberais ou “de direita”, assim foram tachadas pelo PT, decidiram se tornar ESQUERDISTAS A CUSTO ZERO.
Há até quem — e o modelo internacional é George Soros — tenha percebido nesse militantismo excelentes oportunidades de negócios. Ninguém mais precisa abrir mão de privilégios herdados ou conquistados para, afinal de contas, “ser de esquerda” ou ser considerado um “progressista”. Basta a adesão a essas causas em trânsito para se qualificar como defensor de uma agenda modernizadora, demonstrando, então, ao petismo — que hegemoniza esse processo — que está de boa vontade com os novos tempos e aberto às suas vicissitudes.
Os bancos não querem saber de um spread, digamos, ecológico. Mas adoram reciclar papel e financiar profetas da floresta. A realidade assume dimensões às vezes patética. Não tenham dúvida: se a “mídia” (como “eles” chamam), especialmente as TVs, fosse dominada pelo PT, como o partido pretende (e fará um dia, dada a marcha), ela seria certamente menos abortista, menos ecologista, menos ateísta, menos gayzista, menos cotista, até mesmo MENOS ESQUERDISTA do que a que temos.
Há uma renúncia quase generalizada ao ideário que construiu a imprensa livre em nome das “causas” supostamente universais. E ninguém pode ser universal fazendo as vontades de corporações de ofício ou de corporações do pensamento. Ninguém pode ser universal cumprindo uma pauta que é de natureza sindical — ainda que sejam sindicatos, sei lá, de comportamento. Ninguém pode ser universal atribuindo a entes de razão o poder de definir a verdade.
Essas causas estão servindo para uma espécie de lavagem de reputação — reputação que, em muitos casos, era originalmente limpa, mas foi sujada pelo PT. Tenho uma enorme admiração por Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, como todo mundo sabe, mas dou graças a Deus por não ter sido o ex-presidente de agora o presidente de 1995 a 2002. Naqueles oito anos, ele não temeu enfrentar as hordas da desqualificação e fez, no mais das vezes, a coisa certa. Hoje, parece empenhado em conquistar a simpatia de seus detratores.
É um fenômeno curioso, que merece estudo. Caso os jornais entregassem a notícia de ontem sobre o projeto de Decreto Legislativo para Emir Sader redigir, corria-se, sim, o risco de um texto mais analfabeto, mas ele não teria feito coisa muito diferente daquilo que foi noticiado. Boa parte da grande imprensa opta por uma abordagem cada vez mais próxima daquela feita pelos blogs sujos, financiados por estatais. Aproximam-se perigosamente tanto na pauta dita “progressista” como no oficialismo.
É claro que os petistas, assim, nadam de braçada. Até mesmo a sua pregação em favor da impunidade já encontra guarida na cobertura cotidiana da imprensa. Dias antes de ser publicado o acórdão, a turma de Zé Dirceu pautou quem quis, como quis, com as temas que quis. E o alvo era sempre o STF.
Por que tantos aderiram com tanta energia à dita “pauta progressista”? Porque, no fim das contas, isso não lhes custa grande coisa — a rigor, não custa nada! Porque, em muitos casos, não havia, então, o apego a um conjunto de ideias, de convicções, de valores. Ser, como disse, “esquerdista a custo zero” nem chega a caracterizar a cessão dos anéis para não perder os dedos; nem chega a ser uma estratégia deliberada de mudar para conservar. É só a nova configuração que assume o negócio.
É claro que isso não é irrelevante. Essa maçaroca indistinta de “progressismos” tem seu preço, sim. Ela impede, por exemplo, a formação de um partido solidamente conservador, como existe em todas as democracias do mundo. E só existe porque a sua existência, na ecologia da política, é a garantia de sobrevivência do próprio sistema. Ou terminamos na Venezuela, no Equador, na Bolívia…
Vive-se a ilusão de uma sociedade sem divergências. E se acaba chamando “progresso” a essa soma orgulhosa e ufanista de atrasos. Esta poderia ser a crônica, e já seria lamentável, de uma capitulação. mas acabou sendo a crônica de um oportunismo.
Os que podiam fazer história estão se deixando pateticamente fazer pela história. Que a irrelevância e o esquecimento lhes sejam leves.
Postado por Toinho de Passira
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo
Pois é… Depois que a agência do New York Times decidiu distribuir mensalmente um texto assinado por Lula — mas jamais escrito por ele, não importa o idioma —, o jornal começou a receber mensagens de protesto, como esta, que segue, publicada com uma resposta esclarecedora. O ponto é saber se Lula será o autor do texto distribuído. E todos sabem que não. Seguem a carta e a resposta.
A carta
Sou brasileira e moro nos Estados Unidos, em Nova York, desde 2010. Estou realmente chocada e surpresa com o fato de um jornal com tamanha influência e informação ter [entre os colunistas] Lula, do Brasil, um presidente que mal concluiu o ensino fundamental. Estou certa de que todo mundo sabe que sua reputação, no Brasil, está desabando. Nos últimos dois anos, o seu partido e ele próprio foram alvos de muitas investigações criminais, e muitos de seus principais colaboradores foram condenados, neste ano, pelo Poder Judiciário no Brasil. É lamentável! E o mais lamentável é um jornal como o New York Times dar algum crédito a um político decadente como esse. Não entendo.
Resposta do The New York Times
Obrigado
por sua mensagem. O ex-presidente Lula não está escrevendo uma coluna
para o Times. Ele está escrevendo uma coluna para a Agência do Times,
que têm clientes em todo o mundo e vende seus serviços para outros
veículos. O Times tem muitos outros colunistas como o presidente Lula,
cujos textos são vendidos por intermédio do Times, como Richard Branson,
Noam Chomsky, Mikhail Gorbachev e Jack Welch. Basicamente, o Times pega
seus textos, molda-os em artigos e os oferece aos clientes. O
presidente Lula não aparecerá regularmente nas páginas do Times ou do nytimes.com. Mais uma vez, obrigado por escrever.
5 de mai. de 2013
Quando digo que as Forças Armadas têm de reagir,
isso não tem nada a ver com golpe militar.
02/05/2013
Quando
digo que as Forças Armadas têm de reagir, isso não tem NADA a ver com
golpe militar. Se a cada vez que as Forças Armadas fossem achincalhadas
os comandantes reagissem com processos criminais em vez de choramingar
em notinhas oficiais que ninguém lê, as coisas nunca teriam chegado
aonde chegaram.
Eu disse isso mil vezes, e só recebi em resposta aquele
olhar de desprezo olímpico com que os "de dentro" humilham os "de fora".
Ainda está em tempo de mover, ao menos, processos cíveis de
indenização. Arruinariam o esquema jornalístico de difamação, que é uma
peça essencial do poder esquerdista.
Uma
segunda medida que as Forças Armadas têm a obrigação de tomar, ainda
que com atraso monumental, é instituir suas próprias comissões de
pesquisa histórica para averiguar a participação dos comunistas
brasileiros na máquina internacional de matar criada por Fidel Castro.
Sabem por que não fazem isso? Porque o governo militar do Brasil ajudou
Fidel Castro a matar angolanos às pencas.
E
por que as nossas Forças Armadas nunca enviaram um pesquisador aos
Arquvos de Moscou, para descobrir quem, neste país, estava na folha de
pagamentos da KGB?
Quase
duas décadas atrás, localizei um historiador russo, residente em
Moscou, que falava português e podia fazer a pesquisa por 500 dólares
mensais. Não consegui arranjar nem um dólar, por mais que implorasse a
milicos, empresários, politicos etc. Eu mesmo teria pago o salário do
homem, se pudesse, mas na época estava numa pindaíba de fazer dó.
Hoje
em dia, não sei se ainda está aberto o acesso aos arquivos. Mas não
custaria nada entrevistar os pesquisadores estrangeiros que já andaram
por lá. Se quiserem contato com o Vladimir Bukovski, arrumo em dez
minutos.
'Há muitas coisas que as Forças Armadas podem fazer dentro da lei. Ainda não tentaram nenhuma.
Quando
os militares dizem que só vão reagir "a pedido da sociedade civil", não
sei se o fazem por burrice ou por cinismo. Em 1964 a sociedade civil
saiu às ruas porque tinha entidades poderosas que a representavam. Hoje,
essas entidades não existem mais ou foram instrumentalizadas pelo PT. A
sociedade civil real foi diluída, o que existe hoje é um treco chamado
"sociedade civil organizada", a rede de ONGs a serviço do governo. Os
milicos sabem disso. Se cruzam os braços sob a alegação de que esperam
um chamado, é porque sabem que NINGUÉM vai chamá-los. Exceto o PT, é
claro.
E
desde quando a obrigação militar de defender a Constituição está
condicionada a um apelo suplementar? Belos patriotas, que só cumprem
seu dever quando empurrados de fora.
Sabem
por que tantos milicos têm medo de reagir? É porque têm a consciência
culpada. Quando governavam, tinham medo de aplicar a pena de morte,
porque achavam que iria pegar mal. Em vez disso, preferiam matar
escondido e sumir com os cadáveres. Tendo todo o poder legal na mão,
preferiam combater como bandidos e não como verdadeiros militares.
Sacrificaram a honra à boa imagem. Perderam as duas coisas. É claro que
os culpados disso foram muito poucos, mas essa meia dúzia legou à
corporação um saldo de vergonhas que, hoje, inibe injustamente a
corporação inteira.
Olavo de Carvalho ...não existe o direito de alegar o próprio estado de degradação como desculpa para degradar-se mais um pouco.
Observações do Blog
1. Não concordamos com o último parágrafo deste texto do Olavo de Carvalho. A maioria dos que governaram no período militar já se foi e, à eles, imputar tais acusações é desmesurada injustiça, tão propaladas pela esquerdalha revanchista. Reconhecemos, o direito de pessoas não-esclarecidas assim pensarem mas, você, fazê-lo, Olavo, é novidade decepcionante. Uma assertiva sua, todavia, reflete a realidade: a corporação inteira está inibida - mas não pelos motivos que cita.
2. As Forças Armadas nada fizeram, ainda, porque seus comandantes, escolhidos a dedo, são covardes, traidores dos ideais democráticos dos militares. Fingem-se disciplinados, mas, efetivamente, são subservientes. Quando subserviência deixar de ser confundida com disciplina, será chagada a hora.
2. As Forças Armadas nada fizeram, ainda, porque seus comandantes, escolhidos a dedo, são covardes, traidores dos ideais democráticos dos militares. Fingem-se disciplinados, mas, efetivamente, são subservientes. Quando subserviência deixar de ser confundida com disciplina, será chagada a hora.
A UM PASSO DO COMUNISMO EXPLÍCITO
(Pobre Brasil !)
Talvez já não dê mais para impedir sem correr sangue. Quanto mais protelar-se, porém, provavelmente mais irá correr.
Não me dirijo aos pobre-coitados que acreditam ser o bolsa-família um bem intencionado programa de governo, ou aos que nunca perceberam o pulha que é o Lula e sua turma de pilantras petistas e oportunistas associados. Esses, lamentavelmente, não serão capazes de compreender este alerta.
Dirijo-me à parcela da população razoavelmente esclarecida, que consegue perceber como, nestes 10 anos de governo filo-comunista, o país estagnou, foi saqueado por políticos corruptos, perdeu mais uma década em que poderia ter progredido, alinhou-se com o que há de mais repelente e incompetente no âmbito dos governos mundiais - abandonando definitivamente o caminho do desenvolvimento e mergulhando novamente no caos do subdesenvolvimento, da inflação e da demagogia cucaracha.
Dirijo-me à elite pensante do país - sim, são as elites que dirigem os destinos de uma sociedade - sempre foram !
Dirijo-me aos profissionais liberais de nível superior, aos empresários que labutaram para construir negócios prósperos, aos donos e dirigentes de jornais que, como um sacerdócio, sempre propugnaram a divulgação da verdade e defenderam a liberdade de expressão.
Dirijo-me aos banqueiros, que consubstanciam o capitalismo, sempre o alvo prioritário dos marxistas - é de bom aviso nunca esquecer isso - ainda que, eventualmente, companheiros momentâneos de viagem, cooptados por vantagens enganadoras.
Dirijo-me aos militares da ativa, que conhecem a verdadeira história de luta de suas Forças contra essa praga moribunda vermelha, que só subsiste nestes pobres rincões latino-americanos.
Dirijo-me a todos os brasileiros que já perceberam para onde estamos sendo empurrados, para uma grande Cuba, para a ausência de liberdade, para a pobreza, para uma ditadura cruel e sangrenta - como são e sempre foram as ditaduras marxistas.
Todos os indícios estão aí. Não adianta, qual avestruzes, enfiar a cabeça no chão. É preciso dar início concreto à luta, por nossos filhos, pelo futuro de nossas famílias, por nossas propriedades, pela preservação da democracia em nossa Pátria.
Não à ditadura comunista !
Não ao governo filo-comunista do PT !
Não aos oportunistas que a ele se aliam !
Fora Lula, fora Dilma, fora PT !
À luta, que a hora está passando. Amanhã será tarde demais !
José Magalhães - Cel Pqdt Ref
2 de mai. de 2013
Só se fala do ‘efeito tomate’ na cozinha de Dilma
Josias de Souza
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| Desse tamaninho ! |
Há três dias, um parlamentar do PMDB foi ao gabinete de um influente ministro do PT. Solicitara a audiência para tentar resolver uma demanda de sua província. Coisa relacionada à liberação das verbas de um convênio. Ao chegar, o congressista fez uma dessas perguntas ingênuas que todos fazem quando querem puxar conversa: “Como vão as coisas?” A resposta soou inusitada: “Tirando o efeito tomate, vai tudo muito bem.”
O visitante fez cara de dúvida. O que levou o ministro, frequentador contumaz da conzinha do Planalto, a explicar-se: “A presidenta Dilma tomou uma série de medidas de grande impacto. Ela elevou o Bolsa Família dos brasileiros que estão na extrema pobreza, reduziu a tarifa da conta de luz e tirou os impostos da cesta básica. Fez tudo isso e não se fala em outra coisa além da disparada do preço do tomate.” A inflação conspurcou a estratégia política de Dilma, eis o miolo da tese.
Como no poema de Carlos Drummond de Andrade, no meio da Presidência custuma ter uma pedra. Pois no meio da Presidência de Dilma tem duas pedras: inflação alta e PIB baixo. Para complicar, a carestia invade a geladeira da classe média e dos mais pobres –justamente os nichos do eleitorado a quem a candidata do PT dedica suas melhores atenções.
Vive-se nos arredores de Dilma uma tensão que pode inchar ou diminuir seu prestígio político. O repórter ouviu três personagens sobre o tema –o ministro que cunhou a expressão “efeito tomate”, um membro do diretório nacional do PT e um economista que esteve com a presidente no início da semana. Nenhum dos três se animou a questionar o “favoritismo” de Dilma para 2014.
Porém…
Todos concordaram com o argumento de que uma inflação como a dos últimos 12 meses (6,59%), acima do teto da meta oficial, constitui matéria prima para a oposição. Um deles disse: uma escalada inflacionária que tem como vilões a farinha de mandioca (alta de 151,39% em 12 meses), o tomate (122,13%) e a cebola (76,46%) obviamente precisa ser enfrentada com vigor. Outro realçou que será preciso pressionar o pedal dos juros sem permitir que o PIB evolua de pífio para estacionário. Algo tão complicado quanto retirar cartolas de dentro de coelhos.
As vendas de alimentos e bebidas caíram 2,1% em fevereiro, informou a Abras (Associação Brasileira de Supermercados). O PIB, que subira 1,43% em janeiro, recuou 0,52% em fevereiro, aditou o Banco Central. E a deterioração das expectativas talvez leve a uma elevação da taxa de juros, admitiu o ministro Guido Mantega (Fazenda). A oposição olha para essa cena e se imagina diante da sua hora.
Dilma dispõe de mecanismos para agir. Mas sua ação terá um custo. Qual? Depende da dose do remédio. A presidente reiterou nesta sexta-feira (13) que não cogita puxar para baixo o emprego. O diabo é que a economia, conhecida como “ciência maldita”, por vezes tem mais de maldita do que de ciência. Lida com o real – os apetites humanos— e o abstrato – o valor do trabalho e das coisas. E busca a precisão em meio ao mistério do comportamento humano.
A entressafra está no final e os preços dos alimentos logo cairão, aposta o ministro Mantega. Normalizada a produção, nada assegura que os varejistas irão voltar a praticar os preços anteriores, diz um analista do Banco Itaú que conversou com o blog. Ele lapida o argumento: não há chuvas nem trovoadas no setor de serviços. E também nesse nicho a inflação subiu além do razoável.
No início da semana, Dilma recebeu a portas fechadas três bambambãs da economia: Delfim Netto, Luiz Gonzaga Beluzzo e Yoshiaki Nakano. O repórter falou com um deles. Não quis relatar muita coisa. Mas contou que a inflação ocupou apenas parte da conversa. O que embatucava Dilma de verdade era o PIB. Impressiona-se com a resistência do empresariado em investir. Acha que fez a sua parte : baixou juro, serviu desonerações e apressa concessões de serviços públicos.
Um dos presentes afirmou, com outras palavras, que o dinheiro é medroso. E parte do empresariado olha torto para o governo. Foge dos contratos de concessão sob o argumento de que exigem a abertura da caixa registradora ao mesmo tempo que limitam a taxa de retorno do dono da verba.
A exemplo dos búzios, o planejamento econômico do governo está sempre certo. As pessoas é que não fazem o planejado. Em dois anos de Dilma, nem o consumidor respondeu plenamente aos estímulos de compra nem o investidor apostou na produção a contento. O resultado foi um PIB médio mixuruca: 1,8% em 24 meses.
Aferrada às estatísticas de emprego e renda, ainda não alcançadas pela crise, Dilma começa dizer coisas que não fazem nexo. Por exemplo: declarou nesta sexta (12), em Porto Alegre, que a renda média do brasileiro vai dobrar até o ano da graça de 2022. O economista que esteve com ela pondera : para que isso ocorresse, o país precisaria crescer a taxas anuais superiores a 8%. E o Brasil não é a China.
Dissemina-se ao redor de Dilma a impressão de que falta à sua gestão uma marca. A de cuidadora dos pobres se confunde com o legado de Lula. A de faxineira foi para o espaço na última reforma do ministério.
Sobra, por ora, uma vaga impressão de que é gestora rígida e eficaz.
A inflação, se mal combatida, pode mandar essa fama para o bebeléu.
30 de abril de 2013 | 20h00
Celso Ming
Sanfona Fiscal
A última Coluna comentou, de passagem, certas esquisitices defendidas pelo secretário do Tesouro, Arno Augustin. É preciso voltar a elas pelas implicações que trazem para a economia e para o crescimento do Brasil.
Em entrevista publicada segunda-feira pelo jornal Valor, Augustin deu como decisão fechada do governo Dilma o uso sanfona, digamos assim, da política fiscal.
A política mudou; não há mais compromisso do governo, afirmou ele, com a formação de um superávit primário de 3,1% do PIB com o objetivo de reduzir a dívida. Se o avanço econômico continuar no ritmo devagar-quase-parando, como aparentemente está acontecendo, o governo aumentará suas despesas para estimular a atividade econômica. Caso a economia volte a engatar a quarta marcha, as despesas públicas poderão cair.
Antes de prosseguir, os conceitos. Superávit primário é a sobra de arrecadação destinada exclusivamente para abatimento da dívida pública. Os tais 3,1% do PIB corresponderiam, neste ano, a R$ 156 bilhões, valor que ultrapassaria os 15% da arrecadação federal prevista. É formado não só com poupança do governo federal mas, também, dos Estados e municípios.
O que o secretário Augustin está dizendo é que o governo não está mais olhando para a dívida. Ao que tudo indica a considera de bom tamanho. Manejará as despesas públicas como instrumento anticíclico, como acima explicado.
A novidade traz problemas. O Banco Central trabalha de outro jeito. Dá como favas contadas a formação do superávit de 3,1% do PIB, independentemente do comportamento da atividade econômica. Por aí já dá para sacar que há pontos de vista fortemente divergentes dentro do governo – considerando-se aí o Banco Central também como governo.
Essa divergência não é picuinha de economista. O Banco Central vem insistindo em que o governo federal já vem gastando demais. Isso não está sendo repetido somente nos documentos oficiais (Relatório de Inflação e atas do Copom). Também é tema dos seus dirigentes. Nesta terça-feira, por exemplo, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, voltou a advertir que a política fiscal é expansionista demais. Logo, o uso sanfona da política fiscal é obstáculo para o controle da inflação. E o primeiro efeito dessa nova política fiscal (nova, porque mudou em relação à que existia) é o curto-circuito na comunicação com o mercado que, agora, não sabe se vale o que diz o secretário Augustin, que se apresenta em nome do governo, ou se vale o recado do Banco Central, que também fala pelo governo.
O problema não acaba aí. Pairam dúvidas consistentes de que rédeas soltas demais na condução das despesas públicas obtenham o efeito pretendido, o de expandir a produção. Até agora só ativaram o consumo que desemboca em mais encomendas ao exterior. Esse jogo perdulário defendido pelo secretário Augustin não está apenas puxando mais inflação e, nessas condições, destruindo renda e capacidade de crescimento. Está ajudando mais a indústria no resto do mundo do que a daqui.
Confira:
Esta é, entre março de 2009 e deste ano, a evolução da dívida bruta do Governo Geral (governos federal, estaduais e municipais); e da dívida líquida do Setor Público (que inclui Banco Central e empresas estatais).
Mais juros?
Outra implicação da sanfona fiscal defendida pelo secretário do Tesouro, Arno Augustin: quanto maiores forem as despesas públicas, mais terão de subir os juros para conter a inflação.
É o que ele quer?
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Comentário do Blog
A máquina pública está pesada, inchada, repleta de pessoas que nada produzem a não ser mais despesas. Falta de planejamento, casuísmos de toda sorte, criação de mais e mais órgãos, secretarias e ministérios, para acomodar uma imensa porção de aliados, está sempre sendo usada com a finalidade de reeleição.
O resultado ?
Aí está !
Falta seriedade de investimentos, sem contar com a corrupção que sangra cada vez mais os cofres públicos.
É preciso dar um basta !
28 de abr. de 2013
O
ASSASSINO QUE MATOU A DENTISTA CINTHYA É MENOR DE IDADE, SEU ROSTO NÃO PODE SE
MOSTRADO, MAS EU MOSTRO A CARA DOS VERDADEIROS ASSASSINOS
Reinaldo Azevedo
Marquem
bem estes rostos, principalmente o primeiro, e na próxima eleição, reelejam a
assassina de seus filhos. Reelejam os bandidos, os mensaleiros, os vagabundos
cujo rosto vocês podem ver.
Pois o rosto dos eles defendem, não podem se
mostrados nem seus nomes podem ser conhecidos.
Cada vez que um dos seus
filhos não voltar para casa, pensem no lixo que vocês escolheram como
presidente. Pensem na quadrilha que vocês colocaram no poder, que criaram a
impunidade e o deboche.
Foram eles que jogaram o álcool e permitirão que
em breve seja jogado novamente em outra mulher inocente. Foram eles que
apertaram o gatilho que matou o jovem Victor Hugo, que matou Geovana, que matou
Adrielly e tantos outros.
O dinheiro que deveria ser usado para dar
segurança a vocês a seus filhos, foi gasto e é gasto em mensalões de
"cumpoanheiros", gasto em hotéis de luxo em Roma e Paris, gasto por Lula com
suas vagabundas Rosimerys e eu não sei de nada.
Votem, continuem votando
nos nestes vermes imundos e continuem enterrando seus filhos e filhas, mas não
esperem justiça. Não destes assassinos.
Leiam agora o artigo abaixo e
reflitam, saibam em que excrementos vocês estão
votando.
Entre
os que meteram fogo na dentista, um menor. Em três anos, estará nas ruas, sob o
aplauso de Maria do Rosário, Gilberto Carvalho e Dilma
Rousseff
O que
mostra a cara é Vitor Miguel dos Santos da Silva. O outro é um “menor”. É o “F”.
Não pode ter nem nome nem imagem divulgados. São dois dos assassinos da dentista
Cinthya Magaly Moutinho de Souza. Eles jogaram álcool em seu corpo e atearam
fogo.
Vejam de novo: não são mesmo a cara da subnutrição, da pobreza, da
esqualidez, do desamparo, da carência de vitaminas, proteínas e sais minerais?
Então não é verdade que a gente olha pra eles e vê, coitadinhos, que a miséria
impediu o devido processo de mielinização, e eles se transformaram nesses seres
deformados, verdadeiros quasímodos espirituais, o que os impediu de ganhar senso
de moral e justiça. Tenham paciência!
Sim,
leitores, entre os três “suspeitos” — a palavra é um jargão jurídico porque não
houve condenação — da morte da dentista, em São Bernardo, está aquele pobre
menor, que, como se vê, enfrenta as agruras do raquitismo…
A morte do estudante
Victor Hugo Deppman foi brutal, estúpida, incompreensível para nós. E a de
Cinthya? Aos bandidos, não bastava eliminá-la. Escolheram o caminho mais cruel
que conseguiram imaginar na hora. Com essa turma, nada de tiro de misericórdia.
Eles queriam que ela sofresse por ter apenas R$ 30 na conta bancária. Queriam
mais grana. Achavam que ela tinha a obrigação de lhes fornecer mais. Ou, então,
a morte dolorosa.
Estes dois não estavam dispostos a pôr seus músculos para
trabalhar. Preferiram usar a força e sua imensa covardia para tomar o que os
outros conseguiram com o seu próprio esforço.
O
menor vai ficar, no máximo, três anos internado na Fundação Casa. Ainda que se
estenda um pouco o prazo, o que é possível, não ficará além dos 21 em nenhuma
hipótese. E agora?
Mais uma vez, vamos ouvir a gritaria: “Nada de legislar sob
emoção! É preciso esperar a poeira baixar!” Se as leis não mudam quando os
problemas aparecem, então mudam quando?
Em
três anos, esse rapaz que incendeia pessoas estará nas ruas. Não saberemos o seu
nome. Sua ficha estará limpa. Se ele quiser se candidatar a guardinha de jardim
de infância, pode. Se ele quiser fazer um curso para integrar alguma empresa
privada de segurança, pode. Mais ainda: se ele quiser integrar as forças
regulares e oficiais, também pode. Daqui a três anos, estará a apto, a depender
da escolha que faça, a ser portador de uma arma legal.
“Ah,
mas baixar a maioridade penal não adianta…”
Eu não tenho a menor ideia do que
significa a expressão “não adianta”. O que querem dizer com isso? “Não adianta”
para quê e para quem? Não resolverá todos os problemas de segurança, sei disso.
É provável que nem mesmo baixe os índices de violência ou a taxa de homicídios.
Mas “adianta”, sim. Não teremos homicidas à solta por aí. E, sobretudo, não
teremos homicidas à solta e impunes.
Cinthya
Magaly Moutinho de Souza e Victor Hugo Deppaman integrarão estatísticas. Suas
respectivas mortes comporão os números da taxa de homicídios. Mas eram pessoas,
com famílias, com vínculos afetivos, com passado, com futuro, com sonhos, com
anseios.
Que
diabo de sociedade é essa que estabelece um conceito de “adolescência” que
outorga àqueles que sob ele são abrigados o direito de matar? “Ah, Reinaldo, há
punição, sim…” De três anos? Quanto vale a vida humana no Brasil? A depender de
como caminhem as coisas, bastará, para aliviar parte da punição dos outros, que
o menor assuma a responsabilidade. A sua “não-pena” já está
definida.
O
governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que encaminhou ao Congresso, por
intermédio da bancada do PSDB, um projeto de lei que aumenta de três para oito
anos o tempo máximo de internação de menores que cometem crimes hediondos,
comentou o caso:
“Lamentavelmente, mais um menor [está envolvido], a gente tem
visto menores em crimes extremamente hediondos. Mais um menor, mas a polícia
agiu rápido (…) É inconcebível que quem tem 17 anos e 11 meses cometa crimes
hediondos e não passa de três anos na Fundação Casa. (…) O ECA é uma boa lei
para proteger o direito da criança e do adolescente, mas não dá respostas a
crimes muitos reincidentes e crimes hediondo, homicídio qualificado, latrocínio,
extorsão mediante sequestro, estupro, estupro de vulnerável”.
É
isso. Trata-se de mera questão de bom senso, não de uma disputa de caráter
ideológico, entre a “direita penal” e a “esquerda penal”. O governador disse
outra coisa óbvia, para a qual se tenta virar as costas: “A impunidade estimula
o delito”.
A
proposta de Alckmin, que fique claro, não muda a maioridade penal, o que teria
de ser feito por meio de emenda constitucional. O que faz é aumentar o tempo de
internação do menor que comete crime hediondo. Eles permaneceriam internados
numa instituição diferenciada; não iriam para presídios comuns, mesmo depois de
atingida a maioridade.
A
Maria do Rosário não quer.
O
Gilberto Carvalho não quer.
A
Dilma Rousseff não quer.
Só
resta entregar o menor raquítico aos cuidados de Maria do Rosário, Gilberto
Carvalho e Dilma Rousseff.
Por
Reinaldo Azevedo
TIRO DE CANHÃO, TIRO NO PÉ
Eliane Cantanhêde - Folha de S.Paulo
A semana passada foi de crise e esta será de sorrisos e salamaleques, mas a crise continua. O
grande problema não é de forma e de retórica apenas, mas sim de
conteúdo. Logo, a crise só acaba com o fim de seus dois pivôs.
São
eles um projeto que visa aniquilar uma candidatura e enfraquecer a
oposição em favor da reeleição da presidente e outro que dá ao Congresso
poder de veto em decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal
(Supremo Tribunal Federal!).
Seria cômico, não fosse trágico.
Até
casuísmos têm limite, e o Congresso aprovar a lei pró-Dilma e anti
Marina a um ano e pouco da eleição tem um ranço "bolivariano" incompatível com o Brasil.
As regras não favorecem o rei (ou a rainha) ? Mudem-se as regras!
E
o projeto de emenda constitucional aprovado em minutos pela CCJ da
Câmara para atacar e retaliar o Supremo é de uma violência e de uma
irresponsabilidade poucas vezes vistas na democracia deste país. Uma
ousadia sem tamanho, iniciada por um parlamentar do partido do governo e
encaminhada alegremente (ou seria o oposto, raivosamente?) pelos que
não se conformam com a independência e a lisura do Supremo no julgamento
do mensalão.
A corte suprema não se rendeu ao poder ? Puna-se a corte!
Ao
se reunirem amanhã, distribuindo sorrisos e amabilidades diante das
câmeras, o ministro Gilmar Mendes e os presidentes da Câmara e do
Senado, Henrique Alves e Renan Calheiros, darão mostras de civilidade e
responsabilidade. Mas o problema transcende a eles.
O
que Lula, Dilma, o PT e parte do PMDB não percebem é que,
radicalizando, fortalecem o outro lado e a ideia de um bloco alternativo
ao projeto Lula-Dilma. Os
dois projetos e a crise criaram o ambiente perfeito para um acordo de
cavalheiros (e de damas) entre Aécio, Eduardo Campos, Marina e seus
seguidores.
Seriam tiros de canhão, viraram um tiro no pé do PT.
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